Paraíba, 27 de março de 2022

Pauta Cultural (Ep. 34)

Paraíba, 27 de março de 2022
◕ Aconteceu
Hélder Moura
O premiado escritor e jornalista paraibano Hélder Moura lançou seu mais novo livro, "O princípio da diversidade e outros anarquismos — textos pandemônicos", na tradicional Livraria do Luiz, no centro da capital paraibana, neste sábado, dia 26.

Segundo Milton Marques Júnior, professor de Letras Clássicas da UFPB, “Hélder lança mão de um recurso habitual na literatura — o autor que se faz editor — escrevendo sobre manuscritos que diz ter recebido de um falecido amigo de longas datas, de nome Bakunin, tornado ‘Bacurim’”. E acrescenta: “O livro é instigante e suscita muitos desdobramentos.”

◒ Acontece
Luiz Carlos Durier
Apreciadores da música erudita receberam a boa notícia da volta das apresentações da Orquestra Sinfônica da Paraíba e da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.

Um repertório especial e diversificado, com obras de Schubert, Mozart, Kalinikov, Mussorgsky, Holst e Saint-Saens foi escolhido pelo regente titular das duas orquestras, Luiz Carlos Durier, para marcar a abertura da temporada 2022, na noite do último dia 24 de abril, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, do Espaço Cultural.

Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba
O próximo concerto será com a Orquestra Jovem no dia 31 de março às 20h30, no mesmo local, ainda com restrições de quantidade de público (acesso por ordem de chegada), obrigatoriedade de máscara e apresentação do cartão de vacinas.
Buda Lira
Prestes a completar 50 anos de sua fundação, o Teatro Piollin é motivo de alerta promovido por jornalistas, artistas e dramaturgos paraibanos em defesa de sua manutenção e sobrevivência. Neste domingo, 27, em que se comemorou o Dia Internacional do Teatro, o ator Buda Lira e o jornalista Sílvio Osias reforçaram vozes em prol do Piollin.

Numa iniciativa de um grupo de atores liderados pelo paraibano Luiz Carlos Vasconcelos, o Piollin foi criado em 1977, em salas remanescentes do Convento Santo Antônio, em João Pessoa. Agregado à Escola Piollin, o movimento cresceu de forma didática, interativa e produziu espetáculos de muito sucesso como Vau da Sarapalha, A Gaivota, Retábulo e Os Pirralhos, que marcaram uma boa fase da dramaturgia paraibana. Suas atividades permanecem no hoje Centro Cultural Piollin, incluindo pesquisas e experimentos teatrais, oficinas gratuitas de teatro, circo, dança e capoeira.

▪ Mais informações podem ser obtidas pelo email piollin30@gmail.com
◔ Acontecerá
O cardiologista e poeta capixaba Jorge Elias Neto agendou para o próximo dia 7 de abril no hall da Biblioteca Municipal Adelpho Poti Monjardim, em Vitória (ES), o lançamento presencial de seus dois últimos livros: “A Arte do Zero”, editado pela paraibana Arribaçã; e “Manual para estilhaçar vidraças”, produzido pela editora Cousa.

A sessão de autógrafos ocorrerá entre 18h e 21h, com renda destinada à compra e distribuição de cestas básicas, e um bate papo entre o autor e Ruy Perini, psiquiatra e poeta.

Maria Valéria Rezende
A cidade de Cajazeiras receberá a visita da escritora Maria Valéria Rezende para a abertura do “Mulherio das Letras do Sertão”, mais um tentáculo do coletivo literário feminista do qual foi idealizadora.

O evento será realizado entre os dias 20 e 22 de abril com lançamentos de livros, exposições, oficinas de arte, palestras e performances culturais. O Mulherio das Letras foi criado em 1977, na capital paraibana, rapidamente ganhou vulto pelo Brasil e exterior e já conta com 7 mil escritoras, ampliando a participação feminina em um universo do qual foram historicamente excluídas, tendo que usar até pseudônimos.
Outra boa notícia para quem gosta de feiras literárias e pretende viajar em abril é a volta da Feira do Livro de Londres, que acontecerá entre 5 e 7 de abril com as participações da Alemanha, China, Espanha, França, Itália, Noruega, Panamá, Turquia e Emirados Árabes (parceiro oficial do evento), além da presença confirmada de todas as principais editoras britânicas.

Há quase três anos interrompida em sua versão livre, restrita ao espaço virtual, a feira agora será no Olympia London, um monumental exemplo da arquitetura contemporânea, localizado no bairro West Kensington, na Hammersmith Road.

▪ Mais informações neste link
⊙ Imperdível
Um livro de memórias pode ter sabor de romance quando é escrito para nos “conduzir pela fluência narrativa em que se articulam acontecimentos tão vários”. Segundo a professora e crítica literária Ângela Bezerra de Castro, é quando “encontra-se algo de romance em toda memória e muito de memória em quase todo romance”. Como acontece com “A Vida e o Tempo”, de Joacil De Brito Pereira, em que são mencionados “os porões dos conchavos políticos, tão alheios ao interesse público; as aberrações do sistema judiciário, com os tribunais do júri completamente manipulados pela influência política;” - tão atuais... Leia no texto “Como se fosse um romance”.

Tempo de saudar o Outono, tempo de mudanças, tempo de outono. É a dança do tempo, a dança das estações, emblemas permanentes das belezas e fluidez da vida na poesia de Vânia De Farias Castro.

Há relógios que não marcam apenas as horas. Há relógios que param o tempo, gravam lembranças, contam histórias. Há relógios que marcam a vida, e nunca se afastam das horas perdidas, nem das boas memórias do cronista Gonzaga Rodrigues, registradas no texto “As horas perpétuas”.

Caix@ Postal
"Concordo plenamente com a sugestão do jornalista Petrônio Souto. Faz-se necessário revitalizar essas fontes que podem dar muita força ao turismo da cidade de João Pessoa. Também amei a sugestão do nome Caminho das Águas"
Mundinha Canuto ▪ 26.03.2022
Comentário sobre o texto Caminho das Águas, de Petrônio Souto.


"Belíssimo texto, sobre uma belíssima figura. Cartola foi realmente um mestre de nossa melhor música. Ela estará aí enquanto as fórmulas de consumo fácil forem continuando a passar"
Ângelo Emílio Pessoa ▪ 27.03.2022
Comentário sobre o texto A segunda vida de um gênio do Brasil real, de Flávio Ramalho de Brito.


"Maravilhoso e tocante relato de uma situação que está acontecendo na Ucrânia, mas que todos nós também estamos vivenciando de muitas formas. De olhos e ouvidos atentos aos noticiários, sofremos com nossos irmãos ucranianos e, como eles, nos perguntamos atônitos: Por que?! Brilhante a forma como a autora descreveu tudo isso! Oremos pela Ucrânia… é a arma mais poderosa que podemos usar para ajudar esse país!"
Nazaré Paz ▪ 24.03.2022
Comentário sobre o texto Por que?, de Marluce Castor.


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