No natural da vida , o esquecimento, a ausência de ensaios. O passado pode ser presente e o presente já é passado, ou já é futuro? A ...

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No natural da vida, o esquecimento, a ausência de ensaios. O passado pode ser presente e o presente já é passado, ou já é futuro? A primavera e o seu improviso de trazer flores nunca iguais, mas sempre condensando eflúvios e belos tons multicoloridos. As estações desse ciclo estão para nos recordar o que fizemos em cada etapa.

O poeta Murilo Mendes nasceu há 125 anos, precisamente no dia 13 de maio de 1901, e para lembrar da data retorno a seus livros carreg...

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O poeta Murilo Mendes nasceu há 125 anos, precisamente no dia 13 de maio de 1901, e para lembrar da data retorno a seus livros carregando interrogações. A sua poesia sempre respondeu às minhas ansiedades e apontou caminhos místicos.

É padecer no paraíso! Só um homem pode ter inventado uma definição dessas, a exaltar-nos a esse lugar impossível de se chegar e minim...

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É padecer no paraíso! Só um homem pode ter inventado uma definição dessas, a exaltar-nos a esse lugar impossível de se chegar e minimizar a dor de ser mãe com a promessa desse lugar divino.

Escreve bem quem pensa bem. Uma das condições para isso é evitar erros lógicos, que denotam falhas no raciocínio e afe...

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Escreve bem quem pensa bem. Uma das condições para isso é evitar erros lógicos, que denotam falhas no raciocínio e afetam a coerência. Tais erros comprometem qualquer tipo de texto, mas são especialmente nefastos naqueles (como o dissertativo-argumentativo) em que o rigor na articulação das ideias é fundamental.

Cada um tem sua própria maneira de encontrar a felicidade, e ela se molda ao tamanho de quem a sente. Para uns, ela chega com o ent...

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Cada um tem sua própria maneira de encontrar a felicidade, e ela se molda ao tamanho de quem a sente.

Para uns, ela chega com o entusiasmo de um novo amor, aquele que vira o mundo de ponta-cabeça. Para outros, ela mora na quietude de uma tarde com os netos, entre o cheiro de bolo assando

Voam notas de rock'n'roll, e eu imito o velho balanço de corpo que tantas vezes rodopiou nas pistas de dança da Notorius ou de...

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Voam notas de rock'n'roll, e eu imito o velho balanço de corpo que tantas vezes rodopiou nas pistas de dança da Notorius ou de Arnaldo. Bruce Springsteen, “Dancing in the Dark”, e meu coração se aquece.

O leitor acredita? Eu, sim. Não por experiência própria, mas pelas dos outros, colhidas aqui e acolá ao longo dos anos. São tantas...

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O leitor acredita? Eu, sim. Não por experiência própria, mas pelas dos outros, colhidas aqui e acolá ao longo dos anos. São tantas as histórias fidedignas que simplesmente não dá para ignorá-las. Sim, milagres acontecem. E com mais frequência do que imaginamos. Creio mesmo que acontecem todos os dias, uns mais ostensivos, outros, mais discretos, em todos os lugares do mundo. Estão aí como testemunhos dos mistérios da vida, verdadeiras lições de humildade. Sim, eles acontecem.

“No fundo do mar há riquezas incomparáveis, mas se queres segurança, busca-a na praia.” Citação do poeta e filósofo sufi Saadi de Sh...

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“No fundo do mar há riquezas incomparáveis, mas se queres segurança, busca-a na praia.” Citação do poeta e filósofo sufi Saadi de Shiraz, in “Jardim das Rosas”
O pensamento árabe-judaico, particularmente durante a Idade Média (séculos X-XIII), foi uma fusão intelectual rica na qual pensadores judeus, vivendo sob o domínio islâmico, escreveram em árabe e adotaram a filosofia grega (Aristóteles/Neoplatonismo) para interpretar a Torá. Esta simbiose, centrada na

Sigmund Freud olhou para a alma humana como quem desmonta um relógio roubado: cercado de peças pequenas, molas nervosas e culpas herda...

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Sigmund Freud olhou para a alma humana como quem desmonta um relógio roubado: cercado de peças pequenas, molas nervosas e culpas herdadas da infância. Entre suas ideias mais polêmicas estava a tal “inveja do pênis”. Segundo ele, em algum ponto da infância, a menina perceberia que não possui aquilo que o mundo transformou em cetro, espada e crachá do poder masculino. E sofreria por isso.

A grande maioria deve se lembrar do filme e não do porteiro. É de quem não esqueço, sem desmerecer minha fixação no cinema. Quem nos r...

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A grande maioria deve se lembrar do filme e não do porteiro. É de quem não esqueço, sem desmerecer minha fixação no cinema. Quem nos recebia na portaria, em nome de todos os produtores, diretores e artistas de Hollywood? Não eram os donos, Seu Leal, nem Luciano, nem Múcio. Ainda hoje é Paulo, do antigo Rex.

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre...

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E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.
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A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.

Somos ensinados a desejar muitas coisas: um amor tranquilo, reconhecimento, estabilidade. Parece que a vida inteira é uma fila de e...

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Somos ensinados a desejar muitas coisas: um amor tranquilo, reconhecimento, estabilidade. Parece que a vida inteira é uma fila de espera: esperamos a oportunidade certa, sermos reconhecidos, a reação positiva das pessoas. E talvez seja aí que as frustrações comecem a nascer, nesse hábito de esperar o parabéns do outro.

No coração áspero e luminoso do Nordeste brasileiro, onde a terra racha em silêncio e o céu parece mais próximo dos homens, ergueram-se...

No coração áspero e luminoso do Nordeste brasileiro, onde a terra racha em silêncio e o céu parece mais próximo dos homens, ergueram-se três figuras que transcenderam o tempo histórico para habitar o território da fé, da resistência e da imaginação popular: Padre Ibiapina, Antônio Conselheiro e Padre Cícero. Três homens, três destinos, três formas de santidade moldadas não pelos altares oficiais, mas pela devoção do povo sertanejo — esse mesmo povo que aprendeu a fazer da escassez um evangelho e da dor uma forma de esperança.

O verso é instigante , seja pelo fato de a elisão entre “na” e “estrada” permitir a pausa da sexta sílaba, própria do decassílabo heroi...

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O verso é instigante, seja pelo fato de a elisão entre “na” e “estrada” permitir a pausa da sexta sílaba, própria do decassílabo heroico, seja pelo fato de que, isoladamente, o trecho “na estrada da Ripetta” é um heptassílabo perfeito. O poeta, no entanto, conhece o material que maneja; sabe como domar o metro em favor do ritmo e, sobretudo, sabe que a musicalidade do poema está no ouvido, não na aritmética.

A França tem a tradição de comemorar o 1º de Maio com uma forma delicada: as pessoas compram um bouquet de muguet para ofertar aos ami...

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A França tem a tradição de comemorar o 1º de Maio com uma forma delicada: as pessoas compram um bouquet de muguet para ofertar aos amigos. A cidade se enche de barraquinhas pelas ruas, vendendo essa delicada flor. Na rua, presenciamos os amigos trocando os ramalhetes e ofertando até mesmo aos desconhecidos; fazem isso com humor, pessoas sorridentes, num verdadeiro clima de festa popular.

Já contei aqui a estória do lusitano que viu uma casca de banana lá longe, na calçada, e, ao invés de desviar o caminho, seguiu reto...

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Já contei aqui a estória do lusitano que viu uma casca de banana lá longe, na calçada, e, ao invés de desviar o caminho, seguiu reto, apenas repetindo mentalmente: “- Ai, Jisús, vou-me estabacar!”, o que de fato aconteceu.

Há momentos em que a história deixa de ser uma sequência de fatos e passa a operar como um espelho incômodo de quem busca revisitar a...

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Há momentos em que a história deixa de ser uma sequência de fatos e passa a operar como um espelho incômodo de quem busca revisitar a história e a literatura. Foi assim que me ocorreu revisitar o Decameron, de Giovanni Boccaccio, não como erudição, mas como quem busca um espelho antigo para entender o presente.

Postagens sucessivas nas redes sociais feitas por amigos fazem-me crer em que o Paraíba, de canto a canto, como esteve há poucos di...

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Postagens sucessivas nas redes sociais feitas por amigos fazem-me crer em que o Paraíba, de canto a canto, como esteve há poucos dias, foi espetáculo nunca antes visto por duas gerações de paraibanos. “Este rio não enchia assim há muito tempo. Vi adolescentes assustados com o volume d’água e a força da correnteza”, contou-me o primo para quem liguei em busca de novidades.

Para Gonzaga Rodrigues , leitor fiel de Graciliano Ramos Ítalo Calvino, no livro Por que ler os clássicos , propõe esta definição: ...

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Para Gonzaga Rodrigues, leitor fiel de Graciliano Ramos
Ítalo Calvino, no livro Por que ler os clássicos, propõe esta definição: “Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: ‘Estou relendo...’ e nunca ‘Estou lendo...’”. Partindo dessa premissa, ouso dizer que Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é um clássico da literatura brasileira. A primeira edição foi publicada em 1938, e foram muitas as edições que se seguiram. Tenho lido e relido este livro inúmeras vezes; disponho de várias edições, algumas publicadas ainda em fins do século XX. Não tenho a 1ª edição (1938).

O livro *O Mito do Estado*, publicado em 1946 pelo filósofo alemão Ernst Cassirer (1874–1945), constitui uma reflexão filosófico-políti...

mito estado cassirer propaganda irracionalismo manipulacao
O livro *O Mito do Estado*, publicado em 1946 pelo filósofo alemão Ernst Cassirer (1874–1945), constitui uma reflexão filosófico-política sobre a regressão da racionalidade nos Estados contemporâneos e na geopolítica. Escrita após a Segunda Guerra Mundial, a obra busca compreender como sociedades que se julgavam orientadas pelos ideais do
mito estado cassirer propaganda irracionalismo manipulacao
Ernst Cassirer, filósofo alemão entre os principais representantes do neokantismo ▪️ Fonte: @ullstein bild
Iluminismo — como a racionalidade, o anticlericalismo, os direitos individuais e a valorização da ciência — puderam sucumbir a formas extremas de irracionalismo político. Cassirer identifica, nesse processo, o ressurgimento do pensamento mítico como uma força ativa e tecnicamente mobilizada no interior das estruturas do Estado.

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