É um dos mais belos livros que li nos últimos anos. O romance se passa no século XIV, em um império real, numa região que hoje se situa no sul da Índia.
"No último dia de sua vida, quando ela estava com 257 anos, a poetisa cega, fazedora de milagres e profetisa Pampa Kampana comple...
Um dos mais belos livros que li
É um dos mais belos livros que li nos últimos anos. O romance se passa no século XIV, em um império real, numa região que hoje se situa no sul da Índia.
O relojoeiro me fez viver um contentamento de menino, uma alegria de camisa nova, ao devolver-me recuperado um Mido de corda que dois a...
O presente
Nesse tempo, o do presente, o Banco Indústria e Comércio, dos herdeiros de Flávio Ribeiro Coutinho, tinha uma agência na Duque de Caxias, ao lado da velha A UNIÃO, hoje Assembleia. Era a agência de Edmundo, tio do poeta e escritor Geraldo Carvalho, pessoa tão comunicativa que fazia desaparecer o nome do banco; para toda a cidade o banco era dele, de Edmundo.
Em fevereiro de 1630, os holandeses conquistaram, sem maior esforço, Olinda e o Recife. No ano seguinte, os neerlandeses construíram um...
O Tempo dos Flamengos na Paraíba: a conquista
O fato é que devem existir cerca de oito bilhões de pessoas no mundo, neste início da década de 2020. Somos bilhões de pessoas distrib...
O princípio da diversidade
Para meu amigo, professor Zezão, que fui reencontrar depois de 43 anos+ Era o final dos anos 70 e o país começava a sentir os prim...
Um curió e a goiabada cascão
(Conversa com Hélder Moura) Meu caro Hélder Moura , eu gostaria, em primeiro lugar, de agradecer a sua gentileza de ter incluído, c...
Sem referências, o caos predomina
Foi preciso que alguns meses se passassem após sua partida para que eu tivesse coragem de falar sobre ele. Eu o ganhei, há uns 40 ano...
História triste de um papagaio
Eu o ganhei, há uns 40 anos, de um aluno da zona rural que vivia de caçá-los e de vendê-los a preço de ouro. Só depois é que eu soube que ele me deu aquela ave de presente porque ela tinha nascido com uma patinha deficiente e ninguém a compraria.
Imaginem, leitores queridos, uma empresa anunciando que irá se instalar aqui na Paraíba e gerará 15.000 empregos. Empregos diretos — dig...
Quinze mil empregos
Para começo de conversa, um conselho de amigo. Não tente reproduzir em casa o tempero das ruas. Creia-me, não conseguirá. Digo mais: v...
O sabor do perigo
Silêncio... Contempla em silêncio e os vales se farão ouvir as rochas lhe dirão de ser pó e areia o diamante luzirá n...
Outono
Contempla em silêncio e os vales se farão ouvir as rochas lhe dirão de ser pó e areia o diamante luzirá na bateia rios e riachos cantarão em coro a canção da vida tudo que se fez miúdo será enfim gigante as coisas vivas frutificarão enquanto as preces pairam sobre o mundo
O corte no solo feito pela lâmina da água que brota do fundo da terra ou mergulha do alto do céu ao longo dos tempos cria a ...
Um novo rio, um novo caminho
As complexas relações humanas nesta contemporaneidade apresentam a necessidade de priorizar o novo conceito de ‘poder’ quando uma ação d...
Poder e Liberdade
Às vezes acho que a mãe de Kafka era uma barata. Que Machado de Assis era o alter ego de Dom Casmurro. Que Jorge Amado s...
Às vezes, acho que Drummond dormia numa pedra
Seu Lau e d. Rita moravam numa ponta de rua sem saída. Menino ainda, eu jogava bola de gude na rua sem calçamento. A turminha do burac...
Ronco de trombone
Nem se pensava em saneamento. Vinham detritos (os menos desejados e imundos )que escorriam pela ruela enladeirada na maior naturalidade do mundo. Ninguém era tolo para reclamar. O amante de Nevita puxava o revólver e berrava impropérios contra quem se atravesse a abrir o bico ou ameaçar denúncia.
Possuir forte convicção de que a ressurreição é intrínseca à própria vida não parece uma ideia plausível à maioria dos mortais. Nem ...
A Ressurreição
O nascimento, a infância, o amor, as amizades enfeitam a vida, ainda que entremeados por sofrimentos inerentes à própria condição humana. No entanto, mesmo que a morte seja a maior das certezas nossas, o fato inexorável constitui-se há séculos como
QUANDO ESTENDI SEU CORPO NA AREIA Não sei mais de nada. O infortúnio é próprio da falta de sentido. (Ou será a fortuna...
O mito é o pássaro que sobrevoa a tarde?
Não sei mais de nada. O infortúnio é próprio da falta de sentido. (Ou será a fortuna de ter te conhecido sob o efeito do álcool?) A razão são as estrias que acumulamos na pele, e descamam a cada verão escaldante. Quando estendi seu corpo na areia, à semelhança dos fósseis, um outro tempo dizia qual o nome e o motivo de nosso encontro, e o quanto de surpresa preencheria o vazio de nossa existência.
Falo agora do seu silêncio, dizendo: se afasta de minha boca Eu queria me recordar, mas o vazio tem a força que aspira os sonhos, e a memória é um tempo perdido no não encontrar o seu abraço (O cinza não suporta o negro das noites e seus redemoinhos) Não aceito esta morte, perder o amor arrebatado do paraíso do seu nome, e a balança que rege as mãos, e o sentido dos gestos, a mentira de rosto limpo nas manhãs de paz Não quero ser obrigado a parar a noite, uma parte constrita de minha existência pertence ao desespero de sua sombra Eu me curo no tardar de sua partida.
Meu irmão tinha uma mala de livros um dia ele a abriu na minha frente e partiu para o desmedido entrei na mala e me cobri com as páginas de seus sonhos.
Os restos de ontem combinam com os corpos de outras eras. São os mesmos mortos, as mesmas taças, o mesmo desperdício. A tradição das luvas e das meias, as fendas na carne, as porções de nozes sobre a mesa e as varejeiras, tranquilas, sobre os castiçais
Eu não saberia dizer, estou atordoado, pisar o sem fundo das casas, entrar pelos telhados na vida das pessoas, saber os muitos tons da verdade, que a terra engole a fala dos homens e os aniquila com esse funil de lama tragando o ar e a voz de Minas. O mito é o pássaro que sobrevoa a tarde? Não, isso é poesia, e estou falando da morte.























