A experiência de muitos tem mostrado que às vezes desobedecer ao médico é a salvação do doente (ou do hipotético doente). É uma atitude temerária que não recomendo, pois em geral os profissionais da medicina costumam acertar em seus diagnósticos, se não plenamente, pelo menos em parte, o que não é pouco. Por prudência, em determinadas situações, é sempre bom ouvir outras opiniões, pois as coisas, não raro, não são o que parecem à primeira vista. Enfim.
Em Lucas 11:1, um dos discípulos pede que Jesus os ensine a orar. A resposta foi o "Pai Nosso", que começa com a invocação a Deus como Pai, destacando a proximidade amorosa que temos com Ele, e exalta Sua santidade, reconhecendo a grandeza de Seu nome.
“Eles bebiam todas as segundas e sextas-feiras à noite, colocando-o num grande recipiente feito de barro vermelho. O seu líder despejava-o com uma pequena concha e dava-lhes a beber, passando-o para a direita, enquanto recitavam as suas fórmulas usuais.”
Vem a ideia de ser dado, antecipadamente, à “ponte do futuro” o nome de Augusto dos Anjos. Seria uma forma de responder ao Brasil de hoje àquela pergunta antiga de Gilberto Freyre a Zé Lins do Rego, bestificados diante da estátua imensa, na Praça do Bispo, a um general da nossa primeira República: “Quem é esse?“ – e diante da resposta: “E por Augusto dos Anjos o que vocês fizeram?”.
A ideia era assistir às 16h. Com a urgência das horas, e a voracidade do tempo (este sábio ancião, que não pede licença nem espera por ninguém), eu chegava, as 17h10, para a Sessão das 17h! A Sala 4 já lotaaaaada.
A cada dia que passa, mais aumenta nossa admiração diante da expressiva quantidade de títulos espíritas expostos nas livrarias que comercializam livros especializados nessa área e nas diversas áreas do conhecimento humano. Já não são apenas as livrarias espíritas que divulgam obras doutrinárias; as livrarias, de um modo geral, têm feito isso também.
As cores
Os ditos
As saudades
O tempo é o tom
Das coisas
E dos modos de fazer
Essa é a mensagem
Os homens mortais
Os objetos mais longevos
Mas há memória viva
Em tudo que a puder
Suportar
Lipograma é um texto a que falta uma letra por decisão do autor. Lope de Vega, dramaturgo espanhol (1562-1635), escreveu cinco contos em cada um dos quais falta uma vogal específica. Mais difícil foi o trabalho do escritor francês Georges Perec (1936-1982), que publicou em 1969 um romance lipogramático a que falta a vogal e: La Disparition. O próprio título é um desafio, embora fácil de resolver: em lugar de “O desaparecimento”, poder-se-ia dizer “O sumiço”.
Na Odisseia, Homero nos relata a ida de Odisseu ao Hades, para cumprir a missão de escutar Tirésias, o cego profeta de Apolo, e assim saber como orientar a sua viagem para o cumprimento do seu destino: a chegada a Ítaca e a retomada da situação, impondo a ordem na sua casa e a paz no seu reino, tomado pela sanha dos soberbos pretendentes à mão de sua esposa Penélope. O episódio relatado no Canto XI da Odisseia, conhecido como νέκυια,
Ira (mῆνις, menis)* é a palavra com que Homero inicia a Ilíada. Não é uma ira qualquer. Menis é uma emoção extrema, que ultrapassa a experiência cotidiana do humano.
Como todo mundo está careca de saber, uma cigana leu minha mão e profetizou que eu serei assassinado aos 120 anos por um marido transtornado, com 25 anos de idade, porque descobrirá meu romance com sua jovem e bela esposa de apenas 22 anos. Portanto, como não tenho com o que me preocupar pelos próximos 50 anos, decidi ajudar nas mortes dos amigos. Dos leitores não, porque seguirão vivos ao menos enquanto eu viver.
Reencontrei, aliviado, esta semana, o “EU NU, no Caminho dos Elefantes”, livro do jornalista Josélio Gondim que supunha perdido na minha mudança da casa antiga para a que habito há cerca de sete anos. Mas eu também não descartava a possibilidade do seu empréstimo sem retorno a alguém. Por muito tempo, fiquei, injustificadamente, com esse arrependimento e, não menos, com o conselho que, ouvido de um colega de trabalho, também não me saía da cabeça.
POEMAS DO LIVRO “Manual de Estilhaçar Vidraças” (Editora COUSA – 2022)
MANUAL DO SANTO AMPARO
Apoio a cabeça
em mão que não é minha.
Ela me batiza,
me passa a unha,
acaricia,
desmancha o cabelo,
me põe medo
tampando os olhos,
empurra o nariz
ESBOÇO EM PEDRA E SONHO
Romance de Marília Arnaud
Ed. Faria e Silva/Grupo editorial: Alta Books, 2024
Escrever sobre o romance de Marília Arnaud depois do belo texto de João Batista de Brito é uma temeridade, pois ele disse tudo e da melhor forma. O que me faz ir adiante é o fato de saber que cada leitor possui um olhar singular baseado em suas referências, e pode interpretar por outro viés a história, como quem compõe um puzzle e quem sabe até ampliar um pouco mais o sentido do texto. Além disso, a riqueza polissêmica de um texto nunca é esgotada.
A dualidade entre o bem e o mal é uma questão que atravessa não apenas a teologia, mas também a filosofia, a psicologia e a sociologia, refletindo a complexidade da condição humana.