6.10.25
O maior ladrão da sua vida não é o tempo. É a espera. Sim, porque o tempo, coitado, não tem culpa nenhuma. Ele segue firme, sem p...
O maior ladrão da sua vida não é o tempo. É a espera.
Sim, porque o tempo, coitado, não tem culpa nenhuma. Ele segue firme, sem parar, cumprindo o seu papel de caminhar para frente. Mas a espera... esta, sim, sabe roubar com astúcia.
6.10.25
6.10.25
As rosas estavam largadas na calçada. Num canto, esquecidas, ainda na embalagem, com um laço ao redor. No chão, elas guardavam o vermel...
As rosas estavam largadas na calçada. Num canto, esquecidas, ainda na embalagem, com um laço ao redor. No chão, elas guardavam o vermelho da flor e transpareciam um quê de vividez devido à água da chuva recente, caída no fim da tarde. Talvez as flores, amontoadas no passeio público, tivessem sido atiradas por mãos raivosas, decepcionadas ou tristes. Mais ainda, possivelmente desinteressadas — ou, quem sabe, ainda apaixonadas.
6.10.25
6.10.25
Existem admirações que dão na vista. São tão explícitas e de tal tamanho que chegam aos limites da devoção. É este o caso, pen...
Existem admirações que dão na vista. São tão explícitas e de tal tamanho que chegam aos limites da devoção. É este o caso, penso, de Juarez da Gama Batista para com José Américo de Almeida. O fã e o ídolo. O discípulo e o mestre. O filho e o pai, talvez. Assim vejo, assim compreendo, assim sinto. E não por mera suposição, mas com base em documentos, em escritos que estão aí para o conhecimento de todos, como uma carta de amor despudorado, ou seja, que não se envergonha em mostrar-se.
6.10.25
5.10.25
“Ah! E eu me chamo Gregório, que é um nome da época da gola rufo. Eu não escolhi esse nome. Eu nunca escolheria esse nome. Eu não escol...
“Ah! E eu me chamo Gregório, que é um nome da época da gola rufo. Eu não escolhi esse nome. Eu nunca escolheria esse nome. Eu não escolhi o nome de nada ao meu redor.”
Gregório Duvivier é genial. Escritor, humorista, stand-up, roteirista e ator. Fundador do canal Porta dos Fundos, hoje fala no Calma, Aí e no videocast Não Importa. Já fez sucesso no talk show Greg News, por onde acompanhávamos a política e os descalabros do governo anterior. Esperei muito pelo seu espetáculo O Céu da Língua. Finalmente, no último dia 18/09, tivemos a alegria de assistir e nos deleitar com esse texto/roteiro genial — com sua irmã Theodora nas projeções e cenário, o músico Pedro Aune no contrabaixo e a direção da também hilária Luciana Paes.
5.10.25
5.10.25
O título vem de um poema que escrevi certa vez: Para que serve o amigo? Serve para quando a sorte falta, Serve de apoio e de abrigo, ...
O título vem de um poema que escrevi certa vez:
Para que serve o amigo?
Serve para quando a sorte falta,
Serve de apoio e de abrigo,
Na maré baixa ou na alta.
Também para dar um toque,
Com amor e inteligência,
Para que não se coloque
No lugar da consciência,
Que já existe para nos cobrar,
E nem no lugar do diabo,
Sempre a nos acusar
Com seu discurso afiado.
Já pra nos ensinar e corrigir,
5.10.25
5.10.25
... Lucas Arroxelas , poeta e cronista a quem me dirijo e, sem que a tanto tencione, sobrevém Arroxelas, Antônio Augusto, a quem não p...
... Lucas Arroxelas, poeta e cronista a quem me dirijo e, sem que a tanto tencione, sobrevém Arroxelas, Antônio Augusto, a quem não pude barrar a surgir dos guardados mais vivos da memória.
5.10.25
5.10.25
Remontam à era medieval criativas soluções para janelas de fachadas, geralmente desenhadas com três faces, que passaram a ser chamad...
Remontam à era medieval criativas soluções para janelas de fachadas, geralmente desenhadas com três faces, que passaram a ser chamadas, muito apropriadamente, de “Bay Windows”.
A ideia faz jus ao nome, uma vez que a palavra bay, em arquitetura, significa “recanto”, exatamente o espaço guarnecido por esquadrias que o design chanfrado em vértices cria, em sacadas biseladas, a possibilitar maior
5.10.25
4.10.25
Em julho de 1862, Allan Kardec insere na Revista Espírita uma Estatística de Suicídios na França, extraída do livro Comédia Social no...
Em julho de 1862,
Allan Kardec insere na
Revista Espírita uma Estatística de Suicídios na França, extraída do livro
Comédia Social no Século Dezenove, de B. Gastineau, publicado pela
Editora Dentu, assim se expressando:
4.10.25
4.10.25
Foi na margem direita do Sena que descobri uma Paris mais autêntica e mais generosa. Uma gente simpática e calorosa. Os pequenos museus...
Foi na margem direita do Sena que descobri uma Paris mais autêntica e mais generosa. Uma gente simpática e calorosa. Os pequenos museus do 9º distrito, a casa ateliê que abriga a pintura de
Gustave Moreau e o
Museu da Vida Romântica faziam parte de meus passeios a pé pelo bairro. As ruas próximas, como Germain Pilon, onde mora um amigo, e a Rue des Abbesses, no 18º
Arrondissement são vias cheias de vida, de pequeno comércio que se alongam até o sopé de Montmartre. Costumava subir as escadarias de
4.10.25
4.10.25
Qual a importância de dominar as rédeas da tua vida? Mesmo que procures obstruir os acontecimentos, principalmente os advindos das tu...
Qual a importância de dominar as rédeas da tua vida?
Mesmo que procures obstruir os acontecimentos, principalmente os advindos das tuas escolhas, eles acontecem.
Quando positivos, as flores do jardim da vida desabrocham.
4.10.25
4.10.25
Fugindo de Javert, Jean Valjean invade o terreno do convento do Petit-Picpus-Saint-Antoine, em Paris, onde viviam enclausuradas as bern...
Fugindo de Javert, Jean Valjean invade o terreno do convento do Petit-Picpus-Saint-Antoine, em Paris, onde viviam enclausuradas as bernardinas da adoração perpétua. Lá, ele encontra Fauchelevant, por ele ajudado em uma ocasião anterior (Parte I, Fantine, Livro 5, Capítulos 6 e 7), trabalhando como jardineiro
4.10.25
3.10.25
Há uma completa desolação. O silêncio do mundo. Apenas os pequenos ruídos, quando anda pela sua casa, quando veste ou tira uma roupa. ...
Há uma completa desolação. O silêncio do mundo. Apenas os pequenos ruídos, quando anda pela sua casa, quando veste ou tira uma roupa. Quando come, quando bebe, todos os sons se agigantam porque talvez não haja uma humanidade lá fora. O vento, sim, talvez o vento que sopra pela janela. Um vento que traz suas mensagens codificadas, como notícias de algo que não aconteceu, vazias de ocorrências.
3.10.25
3.10.25
Sandrinha acorda muito cedo, ergue os braços ao céu e sai pela areia da praia do Cabo Branco louvando o sol nascente. Sua cama é um dos...
Sandrinha acorda muito cedo, ergue os braços ao céu e sai pela areia da praia do Cabo Branco louvando o sol nascente. Sua cama é um dos banquinhos de cimento da calçadinha e sua morada é um oleado que cobre seus teréns (e são muitos). Em seguida, recolhe seu “imóvel” e carrega tudo para sua segunda casa, defronte ao bar do Cuscuz, onde ocupa a sombra de três frondosas árvores à beira-mar. Nunca vi Sandrinha perturbar ninguém; nada pede e, no seu mundo particular, deve ser muito feliz, porque jamais reclama. Só quer que a deixem na paz da praia.
3.10.25
3.10.25
Não dirijo há sete anos, desde quando, irritado com um trânsito mais complicado a cada amanhecer, dei ao filho mais novo o carro que e...
Não dirijo há sete anos, desde quando, irritado com um trânsito mais complicado a cada amanhecer, dei ao filho mais novo o carro que eu tinha. Agora, com alguma frequência, vejo-me obrigado a responder a motoristas de Uber se Frutuoso é, mesmo, o meu primeiro nome. “Não é sobrenome?”. E eu: “Não. É nome herdado do avô paterno que me levou à pia batismal.
3.10.25
2.10.25
Em nossas peregrinações, na busca perene pelo estudo, pela pesquisa e pelo saber, encontrei, a bordo da aeronave em que viajava, uma re...
Em nossas peregrinações, na busca perene pelo estudo, pela pesquisa e pelo saber, encontrei, a bordo da aeronave em que viajava, uma revista que trazia uma matéria das mais interessantes e, por que não dizer, comovente para a medicina e para a sociedade brasileira como um todo.
2.10.25
2.10.25
Nada é o que parece ser Sai de mim sabor viciante do excesso de trabalho Estado negativo das notícias que se atropelam O...
Nada é o que parece ser
Sai de mim
sabor viciante do excesso
de trabalho
Estado negativo
das notícias que se atropelam
O cansaço está no ar
Psiu, silêncio
Vozes demais
Tonta eu ao olhar para múltiplas direções
O coração
Oráculo que fala a verdade
2.10.25