A concepção médica da morte está fundamentada em critérios científicos que indicam a cessação irreversível das funções vitais do organismo. Para a medicina contemporânea, há dois principais tipos de morte: a morte cerebral e a morte clínica. A primeira ocorre quando há uma completa e irreversível perda de atividade cerebral, uma vez que o cérebro é fundamental para a regulação das funções vitais do corpo, como a respiração e a função cardíaca. O diagnóstico desse tipo de morte é feito com base em critérios rigorosos, como a ausência de atividade cerebral mensurável por eletroencefalograma e a confirmação de que a condição é irreversível. Já a morte clínica acontece quando há a cessação irremediável das funções cardíacas e
Anqi Lu
respiratórias. Historicamente, o coração parado era o principal indicador de morte. Atualmente, porém, a morte cardíaca é confirmada por critérios bem mais rigorosos, que podem incluir a ausência de pulso e de atividade cardíaca detectável.
Neste ano de 2023, a publicação da obra A Paraíba e seus problemas, de José Américo de Almeida, paraibano de Areia, completou 100 anos. É, sem dúvida, um dos grandes vultos que a Paraíba forneceu ao Brasil. A natureza aguçada de José Américo de Almeida para a crítica social e sua dedicação aos estudos sobre a Paraíba resultaram, anos depois, na grande obra A Bagaceira, de 1928,
Ele foi morar por um tempo em Coimbra, onde passará quase um ano. Acompanhou a esposa — A Musa — professora Alcione Albertim, a grande companheira do também professor Milton Marques Júnior, cujo currículo se enriquecerá com pós-doutorado em literatura clássica na Universidade de Coimbra.
Há os que pensem ser invencionice minha os causos que rabisco nesta longeva e respeitável gazeta. Há uns que sim, raros, é bom que saibam. A maioria vou descobrindo em conversas de pé-de-ouvido entre uma talagada e outra, como ocorre algumas vezes no bar do Lulinha, ou os descubro rascunhados pelos muros da vida. É assim.
No outono de 1684, o grande poeta do período Edo, Matsuo Basho, passou pelo Monte Fuji, que estava escondido por névoa e chuva, mas Basho - monge leigo e autor de relatos de viagem poéticos - valeu-se da sua capacidade de “enxergar” através dos obstáculos. A montanha estava presente, em espírito. Ele estava feliz por sabê-la ali.
Recebo uma convocação, em forma de uma provocação benfazeja do meu amigo Stelo Queiroga, a partir de uma postagem que ele replicou no Facebook. A publicação chama a atenção para o fato de que poucos teriam percebido que a palavra “noite” é composta da letra “n” mais a palavra “oito”. Segue-se, então, uma lista com “noite”, nas mais conhecidas línguas latinas:
Adoro essa expressão. Principalmente quando quem a pronuncia põe antes as mãos “nos quartos”, começa com um “- Marminino” e em seguida acunha o “— Eu fico incrívi...”.
A Paraíba é terra fértil para esse tipo de reação. Aqui basta alguém chegar de fora com uma conversinha mole para emplacar o mais absurdo projeto. Quando faltam estrangeiros os Toinhos bitcoins locais suprem essa permanente necessidade de sermos iludidos com ideias tão estrambólicas que às vezes nem a minha reconhecida loucura é capaz de imaginar.
Em mim,
solidão e liberdade
andam de mãos dadas.
Solidão com poesia:
eis a melhor companhia.
Todos os dias
uma boa dose
de solidão
me embriaga.
A saudade passou
dentro de mim...
E deixou seu rastro.
Fui à minha
Torre conversar...
Encontrei apenas
sombras mortas ao luar.
Tomo, por empréstimo, o título da bela toada do cearense Luiz Vieira a fim de falar de uma das minhas grandes saudades: a que me remete, em cada fim de ano, às antigas festas do interior. Na verdade, elas por décadas existiram, também, em áreas históricas e bairros periféricos das Capitais.
Guardo na memória a primeira vez em que estive na velha sede da APL. O presidente Oscar de Castro levou-me a conhecê-la, numa tarde longínqua de emoções desiguais, que mais se acentuavam na segurança de sua exposição entusiasmada a contrastar com o encantamento de meu silêncio adolescente.
As memórias são plantadas em nossas mentes ao longo da vida. Boas lembranças regadas são como jardins floridos, quintais cheios de frutas prontas para serem provadas a cada vez que visitam a nossa mente. E elas trazem além de sabores, cheiros, presenças. Pela vida, podemos revisitar muitos plantios, reencontrar flores e frutíferas de outras épocas que vivem nas nossas realidades. É quase possível tocar a terra onde a raiz nutria o resto da planta, sentir o vento, molhar as mãos durante o regar da vida.
Viver, apreender palavras,
guardá-las no silêncio.
O mormaço já está distante
e os grãos da areia não povoam mais a mesma praia.
A mãe, um vazio sem nome,
os passos trocados do pai.
A memória se movimenta para trás das cortinas
e o esquecimento ocupa o palco dos nomes.
(A saudade é um engasgo estranho
que não cede com água gelada.)
A VOGAL É PAR
A vogal é par,
a consoante é impar
– azulejos –
na casamata
do poema.
Agradecer é uma virtude que muitas vezes esquecemos em meio aos desafios do dia a dia. É fácil cair na armadilha da reclamação e deixar que a negatividade domine nossos pensamentos. No entanto, é preciso lembrar que a reclamação só atrai mais negatividade, enquanto o agradecimento nos mantém conectados à esperança e nos permite enxergar o lado bom das coisas.
O Tema da redação do Enem 2023- 'Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil'- me deu uma esperança de que existe luz no fim do túnel. Digo, para a vida das mulheres. Ou pelo menos, me deu alegria de ver os jovens de todos os gêneros, classes e credos a pensar e escrever sobre o assunto. E senti o impacto ao meu redor, quando vi pais discutindo o tema com os filhos.
A arte está presente no ser humano a partir do seu nascimento. Ela se expressa na História da humanidade desde a origem da civilização, provavelmente há mais de 250 mil anos. Ela é uma necessidade de sobrevivência entre a pessoa ou grupo social com a própria realidade. Por meio da arte a humanidade exprime suas crenças, desejos, sonhos, tradições e ancestralidade, que pode ser individual ou coletiva. As representações
No caminho para o Sertão, já nas proximidades do limite da Paraíba com o Rio Grande do Norte, nos deparamos com um bonito lugar, fascinante e acolhedor.
Na cidade de Jericó, homônima da antiga Jericó bíblica, me deu vontade de ficar ali por mais tempo, esperar manhãs para colher o sol ao surgir por detrás de colinas, e no entardecer, recolher paisagens como mensagens espirituais.