20.2.26
Tudo se resolve com simplicidade quando realmente existe desejo para tal. Em junho/25, fiz o segundo retiro do silêncio. Este an...
Tudo se resolve com simplicidade quando realmente existe desejo para tal.
Em junho/25, fiz o segundo retiro do silêncio. Este ano pretendo fazê-lo novamente. São três dias de reflexões e meditações, em total silêncio. Uma introspecção milagrosa. Nossas conversas são com nossas dores e refrigérios. Recebemos orientação dos dirigentes quando temos algum questionamento ou necessidade de esclarecimento.
20.2.26
20.2.26
Calma: ao final vocês encontrarão lógica ou razão na ideia. Por enquanto, vamos aos fatos que não podem ser desmentidos.
Calma: ao final vocês encontrarão lógica ou razão na ideia. Por enquanto, vamos aos fatos que não podem ser desmentidos.
20.2.26
20.2.26
No dia 12 de fevereiro celebramos o centenário de nascimento de um dos pilares da historiografia brasileira: Armando Souto Maior . Pa...
No dia 12 de fevereiro celebramos o centenário de nascimento de um dos pilares da historiografia brasileira:
Armando Souto Maior. Para gerações de estudantes, professores e pesquisadores, seu nome tornou-se praticamente um sinônimo da própria História. Seus manuais didáticos, que alcançaram dezenas de edições, equilibravam o rigor acadêmico com uma clareza rara, tornando-se verdadeiros clássicos do gênero. Contudo, foi em sua obra seminal,
Quebra-quilos: lutas sociais no outono do Império, que ele consolidou sua prestigiada autoridade no meio acadêmico.
20.2.26
20.2.26
Pois é... Um incidente de pequena monta entortou o calendário festivo e, em razão disso, a Capital da Paraíba terá o mais tradicio...
Pois é... Um incidente de pequena monta entortou o calendário festivo e, em razão disso, a Capital da Paraíba terá o mais tradicional dos seus carnavais no sábado e no domingo que já nos chegam. Isso, quando a parte mais católica do País estará envolvida nos assuntos da Igreja. Falo, neste caso, das orações e dos jejuns. Trato das penitências da ala mais fervorosa. As multidões, de resto, não são dadas a sacrifícios
20.2.26
19.2.26
Perguntou-me baixinho o que me matara: ⏤ A beleza, respondi. ⏤ A mim, a verdade ⏤ é a mesma coisa. Somos irmãos. Emily Dickin...
Perguntou-me baixinho o que me matara:
⏤ A beleza, respondi.
⏤ A mim, a verdade ⏤ é a mesma coisa.
Somos irmãos.Emily Dickinson. Beleza e Verdade. Trad. Manuel Bandeira
Manuel Bandeira afirmou certa vez que a poesia só deveria ser traduzida por poetas ou por aqueles que fossem imbuídos de sentimentos poéticos. Bandeira traduziu, com mestria, poetas espanhóis, franceses e poetas de língua inglesa. Qual o leitor afeito às traduções de Bandeira não se recorda do poema Beleza e Verdade, de Emily Dickinson? O poeta/tradutor conseguiu transportar para
19.2.26
19.2.26
“...e nem se despediu de mim” Quando alguém faz aquela viagem que estava fora do combinado, sem volta, a jornada definitiva, e é ...
“...e nem se despediu de mim”
Quando alguém faz aquela viagem que estava fora do combinado, sem volta, a jornada definitiva, e é chegada a hora da partida, não é incomum ouvirmos as mais diversas conjeturas de quem está tentando aliviar a dor dos que ficaram. Coisas assim: Foi para um bom lugar ou Está melhor do que nós. Tem ainda, se o viajante padecia de alguma enfermidade grave: O pobre descansou. Quando a compra do bilhete de partida se deu de forma inesperada, não falta o: Ontem mesmo conversou comigo e parecia estar vendendo saúde. É nesses momentos que também se fazem presentes os filósofos de plantão: Aí está o destino de todos nós. Precisava lembrar?
19.2.26
19.2.26
A história da filosofia não é apenas marcada por grandes ideias e teorias, mas também pelos desafios pessoais enfrentados por seus pen...
A história da filosofia não é apenas marcada por grandes ideias e teorias, mas também pelos desafios pessoais enfrentados por seus pensadores. Desde os tempos antigos até os dias atuais, muitos filósofos experimentaram angústias, crises e dilemas que moldaram suas obras e pensamentos.
19.2.26
18.2.26
Um dos homens mais importantes da história paraibana e brasileira, com repercussão internacional, tem uma identificação forte: José...
Um dos homens mais importantes da história paraibana e brasileira, com repercussão internacional, tem uma identificação forte:
José Américo de Almeida, também conhecido como “O Homem de Areia”. Isso, em alusão ao lugar onde nasceu: Areia (PB), no dia 10 de janeiro de 1887. Precoce, sua “estrela” já começou a prenunciar uma polivalência de atributos que o tornaria um dos mais renomados literatos, políticos e humanistas do cenário nacional. Aos 19 anos começou a demonstrar vocação literária; aos 21 anos concluiu o curso de Direito; aos 24 anos foi nomeado procurador-geral do Estado da Paraíba; e, aos 36 anos, publicou o primeiro livro:
A Paraíba e seus Problemas (1923).
18.2.26
18.2.26
O cônego Antonio Andrada iniciou o ritual de encerramento da cerimônia religiosa, os fiéis contritos faziam o sinal da cruz, e evacuav...
O cônego Antonio Andrada iniciou o ritual de encerramento da cerimônia religiosa, os fiéis contritos faziam o sinal da cruz, e evacuavam a igreja em passos lentos, respeitosos. Nem um sussurro deixavam escapar, nem o mais tênue arrastar de pés era possível perceber. Caminhavam numa leveza, parecendo levitar. Comunicavam-se por gestos e sinais sutis quase imperceptíveis. Os idosos e alquebrados se deixavam conduzir pelas mãos firmes dos mais vigorosos, sem deixarem transparecer a menor queixa ou lamento de dor, imbuídos que estavam de fé e devoção.
18.2.26
18.2.26
Não sejamos ingênuos diante de tantos discursos e palavras amigáveis. Não é com qualquer um que devemos desabafar. A solidão, por vez...
Não sejamos ingênuos diante de tantos discursos e palavras amigáveis. Não é com qualquer um que devemos desabafar. A solidão, por vezes, nos obriga a isso. Os mais vulneráveis a cair nas artimanhas do verbo são aqueles que não aprenderam a conviver com as perguntas. Estamos cada vez menos afeitos à reflexão.
18.2.26
17.2.26
“As Muriçocas nascem da obstinação alegre de um folião visionário, mas crescem como expressão coletiva, reunindo artistas, amigos, ...
“As Muriçocas nascem da obstinação alegre de um folião visionário, mas crescem como expressão coletiva, reunindo artistas, amigos, comunidades e milhões de foliões e foliãs. Ao narrar essa trajetória, o autor revela um carnaval que tem tempo e lugar, que não se desloca do seu território simbólico nem da sua memória afetiva. Um carnaval enraizado nas pessoas, nas individualidades e nos coletivos, que fez das Muriçocas de Miramar não apenas um bloco, mas um marco do carnaval de João Pessoa, da Paraíba, do Nordeste e do Brasil.”
Fred Maia
Domingo, dia 1 de fevereiro, o compositor e puxador do Bloco das Muriçocas do Miramar, Mestre Fuba, lançou o livro A Celebração da Alegria: 40 anos das Muriçocas do Miramar (Editora A União). O livro, diz o jornalista Fred Maia, na orelha, “é mais que o registro de um bloco carnavalesco: é a narrativa de uma cidade em festa e de uma geração que fez do carnaval um gesto contínuo de pertencimento... Ele se constrói no encontro, na amizade, na soma de paixões.”
17.2.26
17.2.26
O Ambiente de Leitura Carlos Romero passou a contar, há alguns dias, com um aplicativo para Android , disponível na Google Play Store....
O Ambiente de Leitura Carlos Romero passou a contar, há alguns dias, com um
aplicativo para Android, disponível na Google Play Store. A novidade amplia o acesso aos textos publicados e marca uma etapa importante na trajetória do site, ao oferecer a experiência de uma leitura mais prática, direta e adequada aos dispositivos móveis.
17.2.26
17.2.26
Outro dia passei um longo período da tarde procurando uma caderneta antiga com anotações feitas não sei quando, mas que considerav...
Outro dia passei um longo período da tarde procurando uma caderneta antiga com anotações feitas não sei quando, mas que considerava úteis para a composição de um texto que haviam me pedido. Não sei se era um texto publicitário ou uma nota de recordações literárias. Lembrava que a cadernetinha tinha a capa preta, plastificada; deveria estar bem surrada devido ao tanto tempo guardada. Nem com essa identificação conseguia avistá-la por entre as pilhas de papéis e livros desarrumados nas prateleiras da biblioteca.
17.2.26
17.2.26
Gosto da espontaneidade e da alegria dos blocos carnavalescos. Para sair neles, ninguém precisa usar fantasias caras nem obedecer a ...
Gosto da espontaneidade e da alegria dos blocos carnavalescos. Para sair neles, ninguém precisa usar fantasias caras nem obedecer a rigorosos esquemas coreográficos. Blocos como o “Cordão da Bola Preta” ou o “Galo da Madrugada” (para citar dois dos mais famosos) mostram que a coreografia é um “empurra-empurra” balanceado ao qual se associa o coro de marchinhas que atravessam gerações.
17.2.26
16.2.26
Há um aquário dentro de meu peito. É uma caixa de vidro invisível onde as emoções nadam como peixes de cores e tamanhos diversos. Alg...
Há um aquário dentro de meu peito. É uma caixa de vidro invisível onde as emoções nadam como peixes de cores e tamanhos diversos. Alguns pequenos e ágeis, prateados como a alegria de uma manhã de sol depois da chuva. Outros são lentos, escuros, quase como enguias que se escondem nas pedras, como a mágoa que insiste em não desgrudar do fundo.
16.2.26
16.2.26
Sou fascinado por cheiros; além de tudo, alucino-me por essências. “Árvores são fáceis de achar: ficam coladas no chão”, como bem diss...
Sou fascinado por cheiros; além de tudo, alucino-me por essências. “Árvores são fáceis de achar: ficam coladas no chão”, como bem disse Arnaldo Antunes. Dias atrás tive uma felicidade rara: ver uma árvore abrindo, com solenidade discreta, o filme Hamnet e perceber que ela não entrava em cena sozinha. Entrava a natureza inteira, dançando sem coreógrafo, sorrindo com os lábios e, ainda assim, convincente.
16.2.26