A Doutrina Espírita, ou Espiritismo, ensina que Jesus é o Espírito mais perfeito que Deus enviou à Terra, o Messias ou Mensageiro divino,...

Visão do Espiritismo sobre Jesus

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A Doutrina Espírita, ou Espiritismo, ensina que Jesus é o Espírito mais perfeito que Deus enviou à Terra, o Messias ou Mensageiro divino, Guia e Modelo da nossa Humanidade. [1] Ao ponderar essa informação, transmitida pelos orientadores espirituais, Allan Kardec, o codificador do Espiritismo pondera:

Há poucos dias (em 16 de abril), fez cem anos do nascimento do compositor Luiz Antonio. Muitos vão ouvir falar, aqui neste texto, pela pri...

Um bamba da música em um país sem memória

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Há poucos dias (em 16 de abril), fez cem anos do nascimento do compositor Luiz Antonio. Muitos vão ouvir falar, aqui neste texto, pela primeira vez, no nome daquele que foi, nas décadas de 1950 e 1960, um dos principais compositores da nossa música popular. A data passou sem qualquer registro na mídia cultural do país, como escreveu, indignado, Ruy Castro, uma semana depois, em sua coluna publicada na Folha de São Paulo que, assim, principiava:

João Cabral de Melo Neto repetia à exaustão que existem dois grupos distintos de poetas: os que escrevem por excesso de ser e os que es...

Ainda João Cabral e o livro de Kahê

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João Cabral de Melo Neto repetia à exaustão que existem dois grupos distintos de poetas: os que escrevem por excesso de ser e os que escrevem por carência de ser. Os primeiros, conforme o autor de “A Educação pela Pedra”, articulam um discurso caudaloso, torrencial, sempre na primeira pessoa do singular, enquanto os últimos são comedidos, avaros, no que diz respeito às efusões líricas, além de converterem o poema num complemento, num acessório, num ponto de equilíbrio que lhes confere uma certa sensação de completude.

Está completando dois anos (28.04.2021) da passagem do soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba Antônio Augusto da Silva, o não me...

O fantasmagórico 'Apito de ouro'

Está completando dois anos (28.04.2021) da passagem do soldado da Polícia Militar do Estado da Paraíba Antônio Augusto da Silva, o não menos famoso e conhecido por toda população pessoense pela alcunha de “Apito de Ouro”.

Parceiro em um trabalho integrado ao trânsito da capital da Paraíba, ficou conhecido pelas suas mungangas, mas também pela sua abnegada atuação, como um bom soldado de trânsito que era e que, simultaneamente, contribuiu para o ordenamento e a segurança no trânsito das vias da nossa querida Jampa.

Suas atuações chamavam a atenção dos motoristas e transeuntes, pedestres em circulação, os quais recebiam, além das ordens do apito, as suas orientações de disciplina, de uma forma maneira, branda, educada, atraente e até divertida.

Alguns outros se notabilizaram no mundo e foram também especiais, pela atuação e forma, adotando um padrão atípico da função exercida.

Temos conhecimento de algumas outras histórias, a exemplo do soldado Castelo, Guarda de Trânsito em Ribeirão Preto, que tinha um espírito humanista, e que sobressaiu no exercício de sua profissão, não apenas orientando o fluxo de veículos, imprimindo a paz e a ordem no trânsito, mas que também tinha o respeito especial aos velhinhos, para os quais tinha uma atenção diferenciada e um tratamento notório de desvelo.

Outro profissional de trânsito – salvo engano - existiu no Peru. Esse ficou conhecido por um gesto marcante que andou circulando por toda a América Latina: Uma moça, no trânsito, ficou preocupada, quase desesperada, ao ver que uma gatinha de um mês de vida ia ser esmagada por um ônibus. Quando observou tamanha preocupação da moça, imediatamente, dirigiu-se a ela e se expressou assim:

– Fique aí, deixe que eu cuido disso!

Num flash de segundos, parou todo o trânsito da avenida e salvou a gatinha. Colocou a felina na mão da moça que havia ficado em prantos. Recusou-se a receber qualquer recompensa e optou por não revelar a sua identidade, voltando a trabalhar normalmente.

Não sei se caberia ao Carlos Lacerda, no livro “A Casa do Meu Avô”, esse fato ser chamado de “pequeno nada”. Não sei. Tenho só a certeza de que são essas as pequenas atitudes com as quais o homem consegue ser melhor e indispensável ao convívio da humanidade. Que mal fazem, às vezes, essas blitze que só visam o interesse de arrecadação, explorando o cidadão, e que tanto esquecem o lado educativo, didático, humano, para tornar mais calmas e práticas as voltas que o mundo dá, e menos estressante a roda viva dessa vida meio insana? Seria outra realidade se a importância do respeito às regras fossem prioridade, no entanto, por meio educativo e conscientizador, para prevenir acidentes e acalmar a alma irrequieta das pessoas. - Quem já ouviu falar em um Guarda de Trânsito chamado Luizinho?

- Ele é o Luiz Gonzaga Leite, um nordestino de João Pessoa, há muito radicado em São Paulo, hoje aposentado.

Ninguém nunca foi atropelado no cruzamento do Teatro Municipal de São Paulo, diz ele, com orgulho e honra. O seu jeito criativo e inteligente de tratamento o fez ficar conhecido como o Guarda de Trânsito mais competente do Brasil. Nunca multava! Os bons resolvem a parada e não multam! Dizia que os motoristas e os pedestres eram todos seus aliados.

Mas, esse tal Apito de Ouro, meu amigo, esse foi completo em quase tudo! Mudou-se para outros mundos, outras ruas transversais, outros astrais, alamedas. Esse fantasmagórico “Apito de Ouro” foi-se com o seu último sopro, (último apito). Sem risos e sem mais as ferramentas de trabalho. Só um siso estático, apático aos sinais do tempo e de loucos ao volante que ele tratava com o seu “Gardenal” de calmaria, bem comprimido dentro do seu estado diferente de espírito.

Viajou sem multas, as quais nunca foram lavradas pelas suas mãos. Dirigiu-se num percurso isento de semáforos.

Agora, tudo azul e, por sinal, só uma lua, ainda a descrever a metáfora dos seus braços abertos, indicando e abrindo caminhos, alargando-os.

Paz no trânsito! No trânsito e na paz de Deus!!!

Antigamente, na nossa infância, depois do jantar brincávamos na rua até as 9 horas. Depois fazíamos um lanche e subíamos para o quarto, pa...

Músicas que causaram assombro

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Antigamente, na nossa infância, depois do jantar brincávamos na rua até as 9 horas. Depois fazíamos um lanche e subíamos para o quarto, para ler até adormecer, ouvindo num velho rádio músicas maravilhosas do programa Ritmos da Panair: Tommy Dorsey, Trio Irakitan, Glenn Miller, Orquestra Tabajara, Ray Conniff... Mais tarde, quando se recolhia, o nosso pai apagava a luz e desligava o rádio.

bem que cravo branco trouxe antiga lapela cravada no bolso raso do paletó bem cortado no alfaiate do ano lá se foi de bibi...

Cravo na lapela

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bem que cravo branco trouxe antiga lapela cravada no bolso raso do paletó bem cortado no alfaiate do ano lá se foi de bibicleta volteando pela calçada o homem nela montado exibindo a elegância do corte da roupa nova descendo a rua apinhada

Dublin, a capital da República da Irlanda, foi sempre um lugar que tive muita vontade de visitar. Sempre gostei de fazer turismo por minha ...

O livro de Kells

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Dublin, a capital da República da Irlanda, foi sempre um lugar que tive muita vontade de visitar. Sempre gostei de fazer turismo por minha própria conta, isto é, organizando meu roteiro particular e visitando só o que me interessa. O idioma inglês sempre me ajudou, graças ao incentivo de meu pai. A partir dos dez anos, ensinou-me as primeiras letras do idioma de Shakespeare, o qual me entusiasmei, estudando desde essa idade, nas Cultura Inglesa (Alan Douglas Bennett) e Francesa (Pierre Gallice). Aos 16 anos, já era professor de inglês da Cultura Inglesa e este fato, muito facilitou minha aprendizagem na vida profissional. Porém, sempre que pensava em viajar à Irlanda, havia o problema da passagem aérea. Muito cara. Um dia, recebi uma notícia da companhia alemã Lufthansa oferecendo um desconto de 40% de desconto no bilhete aéreo. Foi então que tive a oportunidade de conhecer esse interessante país.

"Quem enfrenta monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro. Se olhares demasiado tempo dentro de um abismo,...

Barbárie à espreita

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"Quem enfrenta monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro. Se olhares demasiado tempo dentro de um abismo, o abismo acabará por olhar dentro de ti”.


A frase de Nietzsche me vem à memória a cada novo episódio da batalha campal em que se converteu a política brasileira.

A pequena mercearia num bairro pobre de Cajazeiras e a rica intuição do merceeiro, pai de Nonato Guedes, respondem, não há dúvida, pela pa...

Nonato e seus irmãos

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A pequena mercearia num bairro pobre de Cajazeiras e a rica intuição do merceeiro, pai de Nonato Guedes, respondem, não há dúvida, pela parte que viemos ter, paraibanos de todas as latitudes, com esses três Guedes do jornalismo, das letras e da cordialidade. Tem a parte deles, sem dúvida, mas como está no livro, “há um chamado que todo homem experimenta, seja no interior da própria consciência, seja graças à convocação que vem de fora dele, por meio de outras pessoas e até de causas naturais, como a ecológica.” A gotinha seminal, exposta a influências, pode ser ajudada ou perturbada.

Três grandes descobertas, invenções ou criações foram, sem dúvida, o avião, a internet e a escrita. Coincidentemente, constituem elos form...

Canções sem palavras

Três grandes descobertas, invenções ou criações foram, sem dúvida, o avião, a internet e a escrita. Coincidentemente, constituem elos formidáveis de comunicação. Para locomoção material, a aeronave é imbatível no tempo e no espaço. Promoveu notável interação presencial entre povos e lugares.

A pandemia tem feito com que a gente sinta, com muito mais intensidade, a saudade de um abraço. Aquela vontade enorme de abraçar as pessoa...

Saudade dos abraços

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A pandemia tem feito com que a gente sinta, com muito mais intensidade, a saudade de um abraço. Aquela vontade enorme de abraçar as pessoas que amamos e que, por força das circunstâncias, estão distantes fisicamente. Esse gesto simples, mas tão carregado de sentimentos e emoções, é a expressão mais verdadeira de afetividade e afinidades. O necessário isolamento social a que estamos obrigados a vivenciar, tem nos maltratado nesse aspecto, fazendo com que sintamos a falta do calor humano que só o abraço pode proporcionar.

O vermelho em sua obra retratava o artista errante, mas violência de sobra ceifou, mais cedo, um gigante. Caravaggio foi um dos maiores ...

Chiaroscuro, um olhar sobre Caravaggio

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O vermelho em sua obra retratava o artista errante, mas violência de sobra ceifou, mais cedo, um gigante.

Caravaggio foi um dos maiores artistas do barroco italiano e viveu no século XVI. Dono de uma personalidade forte e um estilo extravagante, grande parte de sua obra chocou, e ainda choca, a sociedade. Sua pintura foi considerada revolucionária para a época, seja nas técnicas utilizadas, seja nas pessoas retratadas.

Esse livro de Francine Prose resgata a velha definição de que a literatura é a “arte da palavra”. O grande compromisso de quem escreve é c...

'Para ler como um escritor'

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Esse livro de Francine Prose resgata a velha definição de que a literatura é a “arte da palavra”. O grande compromisso de quem escreve é com a matéria verbal, que se deve explorar em todas as suas possibilidades.

Muitos, sobretudo no meio acadêmico, parecem se esquecer disso. Utilizam o texto como pretexto para a veiculação de mensagens, conceitos e dogmas ligados a outros domínios do saber. Ou como instrumento de pregação ideológica. Tais pessoas, observa a autora, não amam a literatura. O que significa ler como um escritor?

Não há o que mais me impressione no ser humano do que vê-lo pintando bisontes e mamutes nas paredes e tetos das cavernas, há 15 mil, 30 mi...

Autorretrato de artista quando velho

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Não há o que mais me impressione no ser humano do que vê-lo pintando bisontes e mamutes nas paredes e tetos das cavernas, há 15 mil, 30 mil anos. Talvez por isso, a primeira forma de arte que encarei tenha sido a pintura e, antes dela, o desenho. Posaram para mim o meu avô, meu pai, mãe e irmãos.

"Fosse o pó o essencial da escultura, a matéria valeria mais que a arte, e o vazio seria a verdade celebrada por todos". ≗ Jorg...

O sufrágio das almas

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"Fosse o pó o essencial da escultura, a matéria valeria mais que a arte, e o vazio seria a verdade celebrada por todos". ≗ Jorge Elias Neto "Assim, os sacrifícios, e os Sacrifícios do altar, e as esmolas de qualquer espécie, que são oferecidas para todos os mortos, para os muito bons, são ações de graças”. ≗ Santo Agostinho

Ser o primeiro, no sentido de ser o titular, o superior, o chefe, nunca foi fácil, em qualquer circunstância. Mas ser o segundo, no sentid...

A sutil arte de ser segundo

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Ser o primeiro, no sentido de ser o titular, o superior, o chefe, nunca foi fácil, em qualquer circunstância. Mas ser o segundo, no sentido de ser o substituto, o vice, o sub, então nem se fala: é mais difícil ainda. Se não é todo mundo que sabe ser o primeiro, como os exemplos nos mostram, menos gente passa no teste de ser o segundo. Claro que muitos não veem nenhum problema, nenhuma dificuldade em ser o primeiro ou o segundo. Tiramos de letra, dizem esses açodados que geralmente se saem muito mal, tanto sendo o primeiro como também o segundo. Tudo é arte: ser o primeiro e ser o segundo, mas a de ser adjunto é mais sutil e exigente, não há dúvida.

Numa manhã sem graça, há mais de vinte anos, quando minha irmã comunicou pelo telefone que nossa mãe havia morrido, após deixá-la no hosp...

Duas cadeiras vazias

Numa manhã sem graça, há mais de vinte anos, quando minha irmã comunicou pelo telefone que nossa mãe havia morrido, após deixá-la no hospital na noite anterior, abaixei a cabeça como último gesto em reverência àquela que concluía sua paisagem humana entre nós e, retornando à casa do Pai Eterno, deixou lições e saudades. Nunca estamos prontos para receber semelhante notícia, mesmo sendo algo inevitável, que desejamos demorar chegar.

Tomé era um homem preguiçoso. Ninguém sabe o porquê, mas já faz uns anos que bateu uma imensa preguiça nesse cidadão. Preguiça daquelas, b...

Um corpo rio abaixo

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Tomé era um homem preguiçoso. Ninguém sabe o porquê, mas já faz uns anos que bateu uma imensa preguiça nesse cidadão. Preguiça daquelas, bravas. De fazer inveja àquele bicho de unhas compridas que carrega no nome o estigma da inércia, da lombeira, do marasmo, da sornice e não sei mais lá quantos desses adjetivos. Sabem de qual bicho estou falando, não sabem? Pois é ele mesmo. Tanto foi que nosso amigo passou a ser chamado de Tomé Sossego ou Doutor Sossego, já que era delegado de polícia na cidadezinha que aqui chamaremos simplesmente de P.

O último dia 20 de abril marcou mais um aniversário de Augusto dos Anjos. Há 137 anos, ele veio ao mundo; há 109, a força de sua poesia fo...

E para Augusto, nada?

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O último dia 20 de abril marcou mais um aniversário de Augusto dos Anjos. Há 137 anos, ele veio ao mundo; há 109, a força de sua poesia foi plasmada em um livro singular, sob todos os aspectos – título, vocabulário, ritmo, sonoridade, concepção... –, há 107, morria o homem e, com ele, o poeta, desconhecidos ambos, mas deixando um legado incomparável à literatura.

A passagem de efemérides, principalmente de datas cheias, leva ao reavivamento de fatos passados relacionados com as comemorações. E não...

O Negro Gato e outros esquecidos

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A passagem de efemérides, principalmente de datas cheias, leva ao reavivamento de fatos passados relacionados com as comemorações. E não seria diferente no caso dos oitenta anos de Roberto Carlos, indiscutivelmente nosso cantor mais popular.

Era fim de ano de 1953, uma manhã de redação só animada pelos sinais de radiotelegrafia do noticiário. Eu estava sozinho antecipando o not...

O fenômeno

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Era fim de ano de 1953, uma manhã de redação só animada pelos sinais de radiotelegrafia do noticiário. Eu estava sozinho antecipando o noticiário nacional da Meridional, a agência Associada, enquanto Felizardo Montalverne, o supervisor trazido de Fortaleza, era aguardado para o fechamento da página que ao meio-dia entraria em composição. Era o tempo do jornal quente com linhas fundidas em estanho e chumbo, que eu vi com um misto de espanto e milagre ao encarar a linotipo.

"O que tem de acontecer tem muita força" José Américo de Almeida é conhecido como admirável escritor e político, do século pa...

Zé Américo: o intérprete da Vida

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"O que tem de acontecer tem muita força"

José Américo de Almeida é conhecido como admirável escritor e político, do século passado. Além de ser orgulho para o nosso Estado, ele povoa minha mente sob outro ângulo: intérprete da essência da Vida. A didática é simples e direta: suas brilhantes frases, exemplificadas por lições objetivas, se encontram revestidas de pura sensibilidade.

Para um amigo sertanejo Eu morava com meus pais e mais doze irmãos. Te digo que a vida hoje é mole demais, mas naqueles tempos, o sofr...

Agruras sertanejas

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Para um amigo sertanejo

Eu morava com meus pais e mais doze irmãos. Te digo que a vida hoje é mole demais, mas naqueles tempos, o sofrimento era tão grande que as vezes dava dó até de viver. Morava num sítio chamado Massapê, mas não sei o porquê, já que tudo ali era seco e esturricado. Talvez o nome fosse por conta de uma glebazinha de terra em que a curva do rio banhava, lá nos fundos da propriedade. Ali sim, bom torrão que Pai plantava até arroz vermelho.

Veio e se sentou no banco do calçadão. Emplumado em cetins e lantejoulas, os sapatos bicudos, a cara mastigada pela idade avançada. Retir...

Cheio de graça

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Veio e se sentou no banco do calçadão. Emplumado em cetins e lantejoulas, os sapatos bicudos, a cara mastigada pela idade avançada. Retirou da maleta uma peruca colorida em vermelho e azul. Deu uma gargalhada e cantou um estribilho fácil de cançoneta perdida no picadeiro de finado circo. Geléia se apresentou a um público distanciado.

Fui ao supermercado fazer as compras da semana. Notei tudo mais caro uns 15%. Peguei um Uber na volta.

O Brasil voltou a ser assim

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Fui ao supermercado fazer as compras da semana. Notei tudo mais caro uns 15%. Peguei um Uber na volta.

Conheceram-se na universidade. Além da mesma idade, gostavam das teorias da Física e compartiam incurável urticária pela Química, exceto p...

O pessimista

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Conheceram-se na universidade. Além da mesma idade, gostavam das teorias da Física e compartiam incurável urticária pela Química, exceto pelas monitoras que auxiliavam nas aulas práticas, com seus impecáveis jalecos brancos, luminescentes, flutuando por entre os tubos de ensaios como os gases da tabela periódica de Mendeleiev.

Ritual de abril Em dia de chuva, somos pingos soltos sem para-quedas, libertos rumo ao abraço, concreto na atração do beijo, do ...

Cotidiano das coisas

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Ritual de abril
Em dia de chuva, somos pingos soltos sem para-quedas, libertos rumo ao abraço, concreto na atração do beijo, do cheiro da terra molhada, do espelho no uniforme ballet sem ensaio apenas céu em despejo sobre o nada e o tudo somos multidão de água dividida em indivíduos da nuvem à poça, ao copo, ao corpo ritual de abril, de novo

Há mais de um século, o cinema atua como um universo paralelo onde os seres humanos se espelham e que por sua vez — espelha a odisseia da ...

O homoerotismo no cinema

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Há mais de um século, o cinema atua como um universo paralelo onde os seres humanos se espelham e que por sua vez — espelha a odisseia da humanidade. O cinema condensa uma temporalidade particular que nos regata da crueldade do tempo cronológico devorador; portanto, nos salva do medo da finitude e nos atira numa dimensão paralela, catártica, que nos arrebata e nos encoraja para agir afirmativamente na espessura da vida vivida.

O mito é o nada que é tudo O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo O corpo morto de Deus Vivo e desnudo. Fernando Pessoa ...

A essência dos mitos

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O mito é o nada que é tudo O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo O corpo morto de Deus Vivo e desnudo.
Fernando Pessoa

O registro sobre os mitos se compõe de um vasto estudo de autores que foram imprescindíveis para a compreensão e o aprendizado da Literatura Clássica. Ao estudar Eurípedes, Hesíodo, Sófocles, Ovídio, Platão, Ésquilo, Virgílio, Homero — entre tantos outros —, vamos concluir que todos os heróis inseridos nos escritos nos ensinam por meio de uma sutil simbologia.

Se o poema é triste, tal circunstância não quer dizer que o autor também o seja. O eu-lírico pode até ter escrito o poema movido pela mais...

'Nem sempre é como lhe parece'

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Se o poema é triste, tal circunstância não quer dizer que o autor também o seja. O eu-lírico pode até ter escrito o poema movido pela mais profunda tristeza, mas isso não quer dizer necessariamente que o autor seja um triste em regime de tempo integral e dedicação exclusiva. Por essas e outras é que alguns leitores de Augusto dos Anjos tendem a misturar alhos com bugalhos. Ou seja, julgam o autor, o homem Augusto dos Anjos, tão ou mais triste quanto os seus poemas, sem saber dos versos humorísticos que ele publicava nos jornaizinhos que circulavam durante os festejos de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa, anteriormente denominada Parahyba do Norte.

  Sem encontrar palavras para expressar minha saudade e meu agradecimento ao conterrâneo, amigo e mestre Nathanael Alves, nos quarenta ...

Nathanael, 40 anos depois 

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Sem encontrar palavras para expressar minha saudade e meu agradecimento ao conterrâneo, amigo e mestre Nathanael Alves, nos quarenta anos de sua morte, recorro ao poeta Luiz Augusto Crispim, igualmente revelador da alma humana, cujas crônicas de profundo lirismo abordam temas do cotidiano e nos enche de prazer a sua leitura. Nathanael Alves nasceu no povoado de Arara, então município de Serraria. Conterrâneo que se fez merecedor de nossa admiração, porque carregava a paciência franciscana e a compaixão de padre Ibiapina pelo sofrimento alheio.

Newton Leite, que nos deixou na última segunda-feira, aos 84 anos, foi uma das minhas surpresas quando fez de um projeto difícil, com a co...

Plantões de ontem e de hoje

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Newton Leite, que nos deixou na última segunda-feira, aos 84 anos, foi uma das minhas surpresas quando fez de um projeto difícil, com a complexidade que sugere a implantação de um hospital-escola num meio precário de recursos e de apoio técnico, uma vitoriosa realidade. Refiro-me ao Hospital Universitário, iniciado no reitorado do capitão Guilardo e franqueado ao grande público na gestão de Lynaldo Cavalcanti.

Um ano de COVID, de descaso e crueldade psicopática em nosso país, um gozo extremo em milhares de mortes, e os vivos que se perdem em lágr...

A pandemia e suas sequelas


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Um ano de COVID, de descaso e crueldade psicopática em nosso país, um gozo extremo em milhares de mortes, e os vivos que se perdem em lágrimas de dor e espanto. Um ano de medo e insegurança, que nos leva aos primórdios da sobrevivência. Mas tudo não passou impunemente, gerou filhos, como Hades, que se tornaram alimento.

Uma amiga tem chorado e dormido mal nos últimos dias. Não, o motivo não é a covid-19, que provoca temor e ansiedade mas já não arranca lág...

A parte mais fraca

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Uma amiga tem chorado e dormido mal nos últimos dias. Não, o motivo não é a covid-19, que provoca temor e ansiedade mas já não arranca lágrimas a não ser daqueles que perderam seus entes queridos. O motivo é a morte do menino Henry, que foi supostamente torturado e assassinado pelo Dr. Jairinho (a imprensa bem que podia cortar esse diminutivo, que soa irônico).

O texto que apresento a seguir, sobre o soneto “Último Credo”, de Augusto dos Anjos, é fruto do diálogo sistemático que tenho em sala de aul...

A equação da espiritualidade

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O texto que apresento a seguir, sobre o soneto “Último Credo”, de Augusto dos Anjos, é fruto do diálogo sistemático que tenho em sala de aula, procurando estabelecer um caminho metodológico de leitura analítica e crítica.

Certamente, alguns devem estar incomodados com o título atribuído a este ensaio – “A equação da espiritualidade”. O incômodo é proveniente de se ver, habitualmente, Augusto dos Anjos como o poeta da morte, sentido que ganhou uma dimensão inercial, de tanto repetido. Digamos que, de um modo didático, podemos caracterizar a sua poesia da seguinte maneira: os poemas constituem um sistema de vasos comunicantes, devendo ser lidos em conjunto, cuja linguagem científica

Em 2017 fui a um show do Roberto Carlos. Planejei ir e cheguei a desistir por causa dos preços. No último minuto, incentivada por um fã a...

Roberto Carlos, 80 anos de emoções

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Em 2017 fui a um show do Roberto Carlos. Planejei ir e cheguei a desistir por causa dos preços. No último minuto, incentivada por um fã ardoroso, comprei o ingresso. Paguei caro, mas me dei ao desfrute de ver o Rei. Sozinha, pego um Uber e o que está a tocar? Mayara e Maraísa... só para começar a noite.

Tive oportunidade de ver Roberto na minha meninice. Primeiro no Astrea, escalando muros e obrigando a minha mãe (jovem na época) a fazer o mesmo. Até hoje ela relembra: “o que não se faz por uma filha!” Mas sei que adorou a desculpa e ama Roberto Carlos até hoje.
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E quando escuta “Como é grande o meu amor por você”, diz que se lembra dos namorados das quatro filhas...

Todos esses anos, assisto ao programa Especial de Roberto Carlos na TV, em final de ano. Quase um ritual para passar a limpo aquelas músicas que fizeram a trilha da minha adolescência e que até hoje me emocionam. Gosto muito da voz de Roberto e do seu repertório. Claro que sua fase religiosa não é a minha preferida, e muitas outras músicas também não gosto. Admiro muito o tempo que se mantém como Rei, com toda sua legião de fãs que não arredam o pé. Há muitos anos que não compro um CD seu, mas a maioria das suas músicas, vivi, fiquei na fossa, me encantei, namorei e me embalei nos sonhos de uma jovem menina-moça.

Logo no início do show, Roberto nos brinda com Que vá tudo pro inferno. Li nos jornais e no blog do fã e crítico Sílvio Osias, que, devido à sua doença (TOC), ele não cantava essa música; a palavra inferno maltratava-o. Gracias a la vida, fez tratamento e já cantou na TV. Ouvir esse hit que adoro, com arranjos mais que incrementados, me passou o filme. Tinha meus 11 anos, veraneava em Areia Dourada (que chamávamos Praia do Osso), gostava de pensar na vida (sempre fui sonhadora e contemplativa ), quando ouvi essa música pela primeira vez. E desde então que fiquei tocada e tomada. A letra era transgressora. O ritmo também. E eu, uma pré-adolescente que queria mandar tudo pro inferno!
E o meu compact disc realmente furou de tanto que ouvia e dançava pela casa, ou pelo coqueiral lindo daquela casa à beira mar que meu pai comprara, e um dia tive o luxo de veranear.

O show — como já disse Silvio — é impecável. Uma qualidade que supera todo e qualquer desconforto da casa de shows. Um som! Uma qualidade! Uma orquestra de músicos inigualáveis. As cordas, os metais e a voz bela de Roberto. Profissionalismo e respeito para com os fãs. Sem falar das dezenas de rosas jogadas às mulheres enlouquecidas à beira do caminho. Digo do palco! Claro que, se pudesse, meteria a mão naquele seu cabelo e assanhava todo. Mas acho que, com a sua doença da perfeição, aquele cabelo se parece com os cachos lindos ao vento das curvas da estrada de Santos. Tudo se perdoa! Inda mais um cabelo!

Enquanto assistia a "Lady Laura", chorei com saudades de uma mãe perdida no meu inconsciente. Por que que é eu rolo na cama? – sem comentários; Detalhes , "Nós dois", Amada Amante (Ah! Quem um dia já não foi?!), e principalmente Sua estupidez – uma nostalgia for the past! — fiquei com saudades eternas dos meus namorados ou amores pela vida. Alô Alô, pessoal! Lembrei de cada um de vocês, viu!. Dos beijinhos no portão escondido. Dos amassos proibidos. Dos olhares arregalados. Dos arrepios. Dos sonhos eróticos, mas não só. De beijo mais longo. Do mais estrelado. Dos toques. Da iniciação sexual. Dos jambeiros cúmplices/silenciosos da minha casa. Do escondido. Do velado. Do sagrado. E mais ainda do profano! E das pequenas transgressões da menina. E das grandes também.


É por isso que gosto de Roberto, que hoje completa 80 anos de idade! Sua música embalava um tempo da jovem guarda, que era um tempo meu. Assistia a todos os programas de TV. Só depois viria a ser mutante, tropicalista, revolucionária e mulher de Atenas! Comprei minha calça Saint-Tropez, vesti mini-blusa, me rebolei nas matinês do Cabo Branco. E peguei na mão daquele que um dia viria a ser o meu marido. E outras também... às escondidas e às claras. Roberto fala de tudo isso. E com uma melodia que nos transborda de alegrias, saudades, nostalgia e amor.

Naquele show de 2017 fiquei feliz. Muito. Adorei ver os casais jovens dançando. E pensei: “que amor!”, dançar ao som de Roberto, ao vivo. Ao meu lado havia um casal de meia idade (não sei bem o que isso significa...) e quando Roberto cantou seu mais novo sucesso, "Sereia" (trilha da novela A força do querer), a jovem senhora de cabelos brancos agarrou selvagemente seu companheiro e tascou-lhe um beijo na boca. Beijo em pé, como dizemos! Ele carinhosamente abraçou-a e retribuiu, e daí engataram uma dança de rosto bem colado, ardentes e botando o amor em dia. Pensei: “Ai Ai, meu Deus! O amor é mesmo lindo!”. Senti muitas saudades, não somente do meu querido Juca (amor eterno), mas dos outros amores também. De todos. Dos meus antigos namorados. Nem foram tantos! Mas um bocado para o gasto das lembranças queridas e para cantarolar Roberto Carlos e os botões da blusa...

Ainda estou a cantar pelo meio da casa: Chegaste , "Sereias", Esse cara sou eu , Outra vez , Como vai você , Olha , Desabafo , Se você pensa , e Como é grande o meu amor por você . Antes era a minha mãe que chorava, hoje sou eu, com uma saudade grande dos amores da vida, que na verdade é uma saudade de mim mesma, saudade da vida. Saudade do tempo! Roberto nos resgata essa vida, e mais ainda, esse tempo.

Roberto é bárbaro!
Dedicado a Sílvio Osias e Martinho Moreira Franco

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A net e a noite de Adolfo Rosa Velho

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Teve sim, esse momento de não lhe ser tão difícil mover-se na escuridão quanto raciocinar dentro dela. Segundo disse, foi num quase surto, quando se apercebera, por fim e de repente, que uma parte de seu eu viera precocemente se esvaindo naquele turbilhão de horas mortas — no meio de uma palidez de lajedos mergulhando em resfriamento profundo e crescente anulação de presença, mas até um último momento permanecendo capaz (aquela palidez) de fornecer algum contraste a olhos já então mais adaptados, denunciar uma lança espectral de gravatá, ou a sombra sem fundo de uma garganta de pedra —, e após o descortino do vulto lânguido e esguio de um lobo.

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Rolin, Rolim: da França a Cajazeiras

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A história da família Rolim dá um romance. Mas essa não foi a opção do engenheiro e historiador paraibano Sérgio Rolim Mendonça ao escrever sobre sua ascendência familiar em seu mais recente livro, A saga do Chanceler Rolin e seus descendentes, publicado, em caprichada e bonita edição, pela Editora Labrador, de São Paulo. Talento literário para isso, se fosse o caso, não lhe faltaria nem falta, à vista do que já mostrou quando da publicação de suas memórias (ou autobiografia),

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Shane e o garoto

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Na província em que o garoto morava, ainda não havia televisão: o cinema e os gibis (as revistas em quadrinhos) formavam o imaginário de crianças e adolescentes do seu tempo, e o faroeste era o gênero preferido daquela molecada.

Eu, em plena quarentena, ontem revi Valdenice, mal evitei os beijinhos pela própria pirronice(*). Até que ouvi o atchim e vi-me perto do f...

Pirronice

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Eu, em plena quarentena, ontem revi Valdenice, mal evitei os beijinhos pela própria pirronice(*). Até que ouvi o atchim e vi-me perto do fim.

Até os anos setenta Tambaú não era ainda o que se pode chamar de uma praia urbana. Configurava-se, principalmente, como um espaço de laz...

Veraneio em Tambaú

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Até os anos setenta Tambaú não era ainda o que se pode chamar de uma praia urbana. Configurava-se, principalmente, como um espaço de lazer, para se usufruir o seu mar tranquilo, considerado excelente para o banho. Poucas pessoas faziam do bairro a sua moradia. Os mais abastados possuíam domicilio na cidade e uma casa de veraneio em Tambaú.

Eu esperava o elevador com quatro sacolas de compras em cada mão e uma delas estava segura justamente pelo “dedo mindinho”, o mais fraquin...

Pequenos sofrimentos do cotidiano

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Eu esperava o elevador com quatro sacolas de compras em cada mão e uma delas estava segura justamente pelo “dedo mindinho”, o mais fraquinho de todos, e começava a doer, mas o elevador já ia chegar. Será que compensa colocar no chão e perder todas as alças já devidamente organizadas nos dedos? O elevador é uma incógnita, sempre na iminência de chegar, mas nunca chega, a não ser quando colocamos as sacolas no chão, nesse caso, chega imediatamente.

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O cinema São Luiz

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Em Pilar, todos os seus amigos o tratavam por Cláudio, o nome de batismo. Em João Pessoa, naqueles começos de 1960, ele era conhecido por Marcelino, apelido adquirido da semelhança impressionante com o ator mirim Pablito Calvo. Este último se fizera mundialmente conhecido pelo filme “Marcelino, Pão e Vinho” (1955), a história comovente do órfão criado por frades católicos, em plena revolução mexicana.

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Gestores da Academia

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A subestima não é grave erro apenas para os que tendem a avaliar desse modo as forças do inimigo, como exemplifica o dicionário Aurélio antigo. Deixar de ler um livro que se recebe ou de passar-lhe as vistas, se não constitui erro grave, resulta às vezes em prejuízo. Menos para o autor do que a quem é dedicado.