10.6.23
Entrevista (completa) concedida à jornalista Alexsandra Tavares, para subsidiar matéria do suplemento Correio das Artes , do jornal ...
Entrevista (completa) concedida à jornalista Alexsandra Tavares, para subsidiar matéria do suplemento Correio das Artes, do jornal A União, publicado no dia 28 de maio, em homenagem a Carlos Romero.
Correio das Artes: Como você descreveria Carlos Romero como pai e ser humano?
Germano: Um homem completo. Pai e filho é uma união que só acontece de verdade quando ambos conseguem ser o melhor amigo um do outro. Ele era pai e amigo em tudo.
10.6.23
10.6.23
Podem considerar um desperdício tratar de galinhas numa crônica. As criações de quintal estão sumindo. Em regiões rurais são mantido...
Podem considerar um desperdício tratar de galinhas numa crônica. As criações de quintal estão sumindo. Em regiões rurais são mantidos os bichos e aves em convívio. Prevalece o espírito de cultura da fauna doméstica.
10.6.23
10.6.23
Victor Hugo tinha 16 anos, em 1818, quando apostou com amigos que escreveria um livro em 15 dias. Surge dessa aposta Bug-Jargal, seu pri...
Victor Hugo tinha 16 anos, em 1818, quando apostou com amigos que escreveria um livro em 15 dias. Surge dessa aposta Bug-Jargal, seu primeiro romance, escrito numa idade em que, segundo o próprio Hugo, numa página que antecede o prefácio da obra, “se aposta por tudo e se improvisa sobre tudo” (Obras completas, Romance I, Paris: Robert Laffont, 2002, p. 575, em tradução nossa). O livro, escrito dois anos antes de Han d'Islande, romance de capa e espada, tem como assunto a revolta dos negros de São Domingos, em 1791, liderada pelo personagem que nomeia a obra. Trata-se também de uma história de amor, cujo pano de fundo é a sangrenta revolta nas duas ilhas do Caribe, na América Central, que a formam: Haiti e a atual República Dominicana.
10.6.23
9.6.23
FLUIDEZ A fumaça do fogo que queimava no aceiro da estrada desenhava e projetava longilíneo espectro que minha imaginaçã...
FLUIDEZ
A fumaça
do fogo
que queimava
no aceiro
da estrada
desenhava
e projetava
longilíneo
espectro
que minha
imaginação
aguçava,
me levando
a uma
dimensão
onde meu
coração
se amainava.
9.6.23
9.6.23
Enquanto dizem alguns que o tempo passa, digo eu, no meu achismo com palavras, que faz tempo o tempo deixou de existir. Tenho em mim...
Enquanto dizem alguns que o tempo passa, digo eu, no meu achismo com palavras, que faz tempo o tempo deixou de existir. Tenho em mim todas as idades. Às vezes, inauguro uma idade nova como se mudasse de série da escola. Vou me multiplicando pelo tempo, a cada dia outra.
Já acordei mãe e fui me refazendo nos filhos. Da matriz do meu corpo fui abrigando e alimentando em vida seres espirituais se fazendo em instrumento orgânico. Já acordei avó e fui me fazendo criança, entre os rumos da sabedoria achando espaços divertidos para brincar de futuro, pôr no colo divinos Mestres, com mensagens novas e olhos brilhantes de vida.
9.6.23
9.6.23
Estes 25 anos de idade ainda vão me matar. Não saio deles há mais de meio século. Tudo por culpa do corpo que, um tanto combalido, não ...
Estes 25 anos de idade ainda vão me matar. Não saio deles há mais de meio século. Tudo por culpa do corpo que, um tanto combalido, não se comunica com a cabeça, a quem não conta a idade que tem.
Domingo passado, subi quatro lances de escada com a pressa de tempos idos e quase não alcanço o 6 de junho, data em que vim ao mundo. Amarelo, ofegante e trêmulo, precisei da cadeira de balanço, do ventilador com pás de teco-teco em sua maior velocidade, de um comprimido extra de losartana e do carão da mulher: “Seu doido. Você pensa que é jovem?”.
9.6.23
8.6.23
É quase algo como o “be or not to be”. Uma dúvida shakespeariana que vai tomando conta de minhas noites mal dormidas. Ah, como é ...
É quase algo como o “be or not to be”. Uma dúvida shakespeariana que vai tomando conta de minhas noites mal dormidas.
Ah, como é difícil suportar esse outono de minha vida, essa estação sombria, cinza, sem o colorido dos anos que já ficaram para trás nas folhinhas dos calendários... São essas páginas que vamos descartando do anuário pregado em alguma de nossas paredes que nos levam a essas reflexões taciturnas.
8.6.23
8.6.23
Com certeza você está no prejuízo e nem sabe, explorado leitor. Não pense que só são vítimas dos ladrões de precatórios os brasileir...
Com certeza você está no prejuízo e nem sabe, explorado leitor. Não pense que só são vítimas dos ladrões de precatórios os brasileiros que tem questões judiciais contra a União, Estados ou Municípios e que só recebem sua grana com atraso de dezenas de anos através dos famigerados precatórios.
8.6.23
8.6.23
Na mesa, dados, tabuleiros, perguntas, brindes e a formação de lembranças em jogos novos e antigos. A vida está presente em movimento d...
Na mesa, dados, tabuleiros, perguntas, brindes e a formação de lembranças em jogos novos e antigos. A vida está presente em movimento de mãos, bocas e olhares nos cíclicos encontros. Numa caixinha, músicas se alternam, conectam e transportam mentes. Vozes e instrumentos ecoam versos e acordes de tempos atrás. A música está presente mesmo quando silenciosa, quase um murmúrio, uma oração, um apelo para que o tempo daquele instante se torne eterno.
8.6.23
7.6.23
Jamais desistas de ser quem és! Vais receber inúmeros rótulos: sentimental, romântico, bobo, sensível Vais ser taxad...
Jamais desistas de ser quem és!
Vais receber inúmeros rótulos:
sentimental, romântico, bobo, sensível
Vais ser taxado de louco, trouxa, bronco descompensado, exagerado, deslumbrado
Vão atirar pedras por todos os lados
algumas cortarão tua carne
das feridas, o rubro líquido percorrerá tua face
outras, deves usar como alicerce
são elas que sustentarão teu edifício
ou pavimentarão tuas estradas
Jamais desistas de ser quem és!
És único e singular, jamais terás um igual
seja no gênio, caráter ou educação
nem um gêmeo xifópago, teu irmão
viverá ou sentirá como sentes.
7.6.23
7.6.23
Agora estamos num ajuntamento esparso de pessoas, ao ar livre. Como sempre há muitas crianças, mocinhas adolescentes, como sempre andr...
Agora estamos num ajuntamento esparso de pessoas, ao ar livre. Como sempre há muitas crianças, mocinhas adolescentes, como sempre andrajosamente vestidas. Vêm-se jovens mães com bebês. Em menor proporção, adultos de idade variada. A câmera sai colhendo imagens e depoimentos curtos. Um homem por volta dos 25, branco, tem um cabelo fino e esbranquiçado de eslavo, está sem a camisa e exaltado:
7.6.23
7.6.23
O ato de mentir se banalizou nas relações sociais, ele se enraizou de forma sedutora e perversa. Manifesta-se coercitivamente a fim de ...
O ato de mentir se banalizou nas relações sociais, ele se enraizou de forma sedutora e perversa. Manifesta-se coercitivamente a fim de controlar a demência social e o pensamento alienado do cidadão. Isso produziu a falsidade normatizada entre os relacionamentos e insituições, especificamente no ambiente politico e religioso. Os danos causados da mentira destruíram a dignidade do desejar, sentir, pensar, agir, bem como eliminou o respeito às diferenças entre todos. Essas destruições potencializaram, pela cumplicidade, a reproduzir a falsidade. A força da massificação da farsa se sustenta no doentio prazer pela malignidade, que se tornou uma droga gerada pela sensualidade do poder econômico
7.6.23
6.6.23
A literatura feminina paraibana é composta de poetisas, contistas, romancistas, cronistas, ensaístas, críticas literárias ...
A literatura feminina paraibana é composta de poetisas, contistas, romancistas, cronistas, ensaístas, críticas literárias e historiadoras que produzem em alto nível, e ocupam relevante espaço no mundo das letras na Paraíba e país afora, mesmo que algumas não tenham o reconhecimento merecido.
Para não deixar de fora involuntariamente nomes, desejo neste breve texto lembrar apenas a jornalista, romancista e crítica literária Nevinha Pinheiro, e dela fazer memória porque, nos tempos atuais, poucos a conhecem e quase não é lembrada.
6.6.23
6.6.23
Às crônicas volto. E o assunto? Só tenho um na cabeça: A viagem que fiz e de que falei aqui quando me ausentei. Pela primeira vez, viaj...
Às crônicas volto. E o assunto? Só tenho um na cabeça: A viagem que fiz e de que falei aqui quando me ausentei. Pela primeira vez, viajei com as queridas irmãs: Bebé, Teca e Claude. Um sonho antigo. E só agora, todas na casa dos 60, pudemos atravessar o Atlântico. Não foi uma peregrinação à Compostela, mas uma maratona de alegria e turismo. Acidental.
6.6.23
6.6.23
Viajar dá trabalho, e o turista é sobretudo um obreiro do seu lazer. Tem que providenciar os documentos...
Viajar dá trabalho, e o turista é sobretudo um obreiro do seu lazer. Tem que providenciar os documentos; juntar os remédios que não pode deixar de tomar, se for o caso (depois de certa idade, sempre é o caso); fazer e conduzir as malas não só aos aeroportos como também aos locais onde vai se hospedar. Tudo isso exige um preparo físico que só é compensado pelo alívio espiritual que a quebra da rotina e a ida a outros lugares devem lhe trazer.
6.6.23
5.6.23
Essas foram palavras deixadas por Nelson Rodrigues, um mago da literatura, escritor, jornalista, romancista, teatrólogo, contista, c...
Essas foram palavras deixadas por Nelson Rodrigues, um mago da literatura, escritor, jornalista, romancista, teatrólogo, contista, cronista de costumes, e de futebol brasileiro. É considerado o mais influente dramaturgo do Brasil.
Além dessas palavras, acrescento outras que moldaram muitas histórias.
A luta.
5.6.23