Exílio de mim
Contemplo o extremo de mim.
Infinitos mundos mudos,
Tudo arrefecido,
Repentino pretexto,
Mãos estendidas,
Que o coração expia,
Gestos passados,
Uma espécie de véu de seda,
Que nunca se desdobra,
Cósmicas formas humanas,
No estardalhaço dos pardais,
Que desafiavam minha imaginação.
Sublevação,
A relação entre o escritor e o leitor é um elo fundamental na construção do conhecimento e da cultura. Neste contexto, é essencial refletir sobre a importância do respeito mútuo e da ética que permeiam essa interação.
Reflexões à Luz do Evangelho, da Psicologia Profunda e da Arte
Nas engrenagens aceleradas da vida contemporânea, o ser humano vê-se frequentemente enredado em uma teia invisível de urgências, sobressaltos e cobranças desmedidas. Vivemos em uma época em que o corpo transita em velocidade vertiginosa, enquanto a alma, sobrecarregada, clama por um instante de pausa e ar puro. É na encruzilhada dessa rotina ansiogênica que desponta uma verdade ancestral e urgente:
Aconteceu comigo. Novembro de 1977. Havíamos terminado uma manhã de aulas em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Eu e Claudemir. Ele na Física e eu na Matemática. Aulas de cursinho para o primeiro vestibular sob a égide da FUVEST.
A Ilíada e a Odisseia são poemas milenares, produzidos numa época distante (século VIII a. C.), enfocando uma época bem anterior à sua criação. Estima-se que o assunto desses épicos recue para um mundo pré-helênico do século XII a. C., quando existiam, no Mediterrâneo oriental, duas civilizações pujantes: a micênica, no Peloponeso, e a cretense, no meio do mar Egeu.
Dominar o uso da crase pode parecer um desafio, mas, na verdade, é um processo lógico e tranquilo quando entendemos que ela nada mais é do que uma fusão. Imagine o encontro de dois elementos: a preposição "a" (exigida por uma palavra anterior) e o artigo "a" (que acompanha uma palavra feminina seguinte). Quando esses dois se juntam, usamos o acento grave (`) para marcar essa união.
Lendo a crônica da jornalista Rosa Aguiar, “O Grande Portinari”, em A União de 18 de julho, eis que comecei a passear pelos assuntos de Rosa. Qual o seu pintor favorito? Rosa inicia o seu passeio. E fala de Renoir, de Archidy Picado e de Portinari e do seu lugar de nascimento, Brodowski (SP). Pronto, foi o meu ponto de partida! E lá vou eu para 1972, para uma viagem de carro até Ribeirão Preto, onde moravam os meus cunhados, Lela Melquíades e Zezinho Tavares (Dr. José Arnaldo Tavares de Melo, in memoriam). Viajamos eu, o namorado Flávio Tavares, meu cunhado Sérgio Tavares (*in memoriam) e a minha sogra, D. Otaviana.
Na crônica desta semana, no *Ambiente de Leitura*, para lembrar o sanfoneiro Sivuca, Gonzaga Rodrigues recordou os encontros dos sábados à noite no terraço da casa de Nathanael Alves, em Tambauzinho, entre amigos revelados e alimentados pela arte da leitura e pelo gosto de escrever.
Li há algum tempo, num dos números de “Veja”, que os bons alunos brasileiros não querem seguir o magistério. Quem deseja abraçar essa carreira são os estudantes medíocres. Segundo pesquisa apresentada na reportagem, ser professor é o horizonte do “grupo dos 30% com as piores notas no boletim”. Parece que a sala de aula não atrai os que se acham preparados para conquistar coisa melhor.
Existe uma estranha ironia na condição humana, que nos exige aprender desde cedo a habitar o mundo, mas quase nunca aprendemos a habitar a nós mesmos. Aprendemos a ler mapas, a construir carreiras, a adquirir bens, a interpretar o comportamento dos outros e até a esconder aquilo que sentimos. Tornamo-nos especialistas em ocupar espaços externos,
Tristeza não é sobre o fim das coisas, mas sobre a beleza de elas terem existido.
Existe um tipo muito específico de silêncio que só a perda consegue instaurar. É um silêncio denso, quase palpável, que não preenche apenas a sala ou o quarto de hospital, mas reverbera nas dobras mais escondidas de quem fica. Nesses momentos, quando o mundo ao redor parece perder temporariamente a gravidade e o chão sob nossos pés vacila, a reação quase instintiva do ser humano moderno é o espanto, o protesto, a recusa. Fomos educados para conquistar, acumular, estender e vencer e, por isso, encaramos a morte como uma derrota pessoal, uma falha na engrenagem, um ladrão que surge sem avisar.
O jurista, professor e escritor Joaquim Falcão, carioca de fundas raízes pernambucanas, acaba de publicar o mais lúcido, cristalino e corajoso diagnóstico do Brasil de nossos dias. Trata-se de A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia, Editora História Real, Rio de Janeiro. É um livro precioso e indispensável para quem deseje ver em letra de forma aquilo que se percebe no ar, como um odor infecto, ou seja: o sentimento de que o país mergulha cada vez mais no poço fundo da corrupção e de que não há reais perspectivas de salvação à vista.
Mas não pense o precavido leitor que é uma leitura difícil e exigente. Ao contrário. Temos aqui mais um legítimo produto Joaquim Falcão, no seu estilo inconfundível, objetivo, até mesmo didático, em que a seriedade do assunto perde seu peso intrínseco para tornar-se acessível ao leitor leigo qual uma crônica. Entre outros, é este um mérito da obra e do autor que merece ser exaltado.
“A Somália é um paradoxo político: é um país unido à superfície e mortalmente dividido em profundidade. Trata-se do Estado-Nação mais homogéneo do planeta. Tem nove a dez milhões de habitantes, que falam quase todos a mesma língua e têm a mesma origem étnica. Mas tudo está dividido em clãs.”
Jeffrey Gettlemanin “O País mais perigoso do Mundo”; Courrier Internacional, edição Nº 160 de Junho de 2009
Vim ver quem era Sivuca na casa de Nathanael Alves. Ele voltara dos Estados Unidos, onde havia experimentado a fama internacional, e viera matar a saudade de sua Itabaiana na casa de Félix Galdino, vizinhos de sítio. Félix era vizinho de Nathanael, aqui em Tambauzinho, e, como era lá que nos reuníamos
Sivuca ▪️ Fonte: Sounds of David
todos os sábados à noite, arrastamos Sivuca para o nosso papo. Um papo que não se repetirá mais neste mundo. Como se vê, éramos Nathanael, Ednaldo do Egito, José Souto, Solha, às vezes Durval Leal, e o Félix já citado.
Dia desses, comentei com uma amiga que gosto do número 7. E de 8, 6 e 3. Ela gosta do número 4, por exemplo. Ou seja: gostamos de numerologia. Há quem diga que é crendice. Mas, afinal, como não ter um pouco disso no Brasil? O sincretismo, aqui, é cultural.