As coisas estão muito desequilibradas. As ideias, digamos, progressistas ocuparam todos os espaços com a velocidade da luz. Na verdade c...
Equivocam-se os que relegam a validade dos mercados públicos, os que entendem que aqueles espeços estão superados. Engano, eles apenas não...
O espaço das feiras
Que clientela? A que não vai onde não pode regatear. Onde os preços só privilegiam, unilateralmente, os donos da maquininha de remarcação, hoje já em voga diária, querendo lembrar os tempos de Sarney, depois do fracasso de seu plano.
Todos sabem o que é o “politicamente correto” – esse modo de pensar inclusivo, aberto às diferenças e inimigo do...
Corrigindo o Carnaval
Quem conta a história é Gertrude Stein. A escritora americana de estilo personalíssimo e que viveu em Paris, como tantos outros conterrâne...
O novo e o antigo
Paraíba, 27 de fevereiro de 2022
Os níveis de saúde são avaliados hoje pela medicina moderna como um resultado direto e focado primordialmente no estado de nosso sistema ...
Ria de tudo, até de si próprio
Janeiro de 1940. O Brasil vivia em plena ditadura do chamado Estado Novo, que havia sido implantada, três anos antes, por Getúlio Vargas. ...
O concurso de Carnaval que eliminou a mais popular canção brasileira
Estado de graça Em estado de graça, não faço nada. Num Infinito de estrelas e amores - Perfeitos Só contemplação... ...
De lajedos, sombras e suspiros
Em estado de graça, não faço nada. Num Infinito de estrelas e amores - Perfeitos Só contemplação... Em estado de graça, sou tudo e sou nada. Tenho flores, perfumes, tenho luz Sem peso, tenho asas no coração. E vou aonde quero, num passeio sem fim. Em estado de graça não me falta nada O amor e o céu vêm juntos a mim.
Segundo o historiador Simon Sebag de Montefiore , no seu livro “Written in History – Letters that Changed the World”, a filha do ditador ...
Joseph Stalin ou Vladimir Putin?
De um vaso coríntio, do século VI a.C. (~560), que, segundo informação de Timothy Gantz ( Mythes de la Grèce archaïque , Paris, ed. Belin,...
Sereia, mulher-pássaro ou mulher-peixe?
É necessário buscar espaço para o silêncio — ocupar-se dele. Até que nada mais sobre solucionável pela palavra. Existe u...
Bestando a apreciar bromélias
Refletindo sobre o quanto Jesus foi corajoso ao falar de forma tão direta e eloquente aos fariseus e mestres da lei, cheguei a uma conclus...
O Brasil precisa de pessoas corajosas
ENTRE PARÊNTESES - Poemas "Qual é a sua identidade? De que memórias você não abre mão? Como é conviver com seus desatinos, seus an...
Entre parênteses
ENTRE PARÊNTESES - Poemas
"Qual é a sua identidade? De que memórias você não abre mão? Como é conviver com seus desatinos, seus animais e a natureza que cerca você e envolve seu cotidiano? Essas são algumas das indagações que o livro ENTRE PARÊNTESES – POEMAS, de Marineuma de Oliveira, traz, propondo reflexões de cunho existencial."
Duvido existir alguém que entenda mais de garçons do que eu. Como não tenho casa, faço as refeições em restaurantes, lanchonetes, bares, m...
Os garçons
“É Deus no céu e esse homem na terra”. O menear das cabeças em gesto de evidente aprovação traduzia a grandeza do vulto a quem na varanda,...
Bloco dos sujos
Dr. Arnaldo Tavares sempre me lembrou uma peça do dramaturgo e ficcionista Luigi Pirandello: “Seis personagens em busca de um autor”. Só q...
Dr. Arnaldo Tavares, os livros
A morte do corpo físico, ou desencarnação segundo a terminologia espírita, pode apresentar alguns temores, em decorrência da interpretaçã...
A morte do corpo físico
Martinho Lutero foi, sem dúvida, um revolucionário. Foi ele que disse: “Confiem em Deus, não nos ‘autonomeados’ intérpretes de Deus.” Tal ...
A Bíblia das Bíblias
Desde pequeno eu monto uma espécie de um álbum de figurinhas da cidade. Um catálogo individual, de valor único para o ser eu. É uma coleçã...
Pedaços da cidade
Em seus componentes físicos a noite é a mesma. Solitária e imensa se vivida numa antiga aldeia rural e quase despercebida no ruge-ruge da ...
A árvore que se larga
Vivi as duas situações. E vi a noite encurtar à medida que a opção de vida e de trabalho foi me atraindo para outras compulsões. A quantas madrugadas cheguei, o sol se anunciando pelos vitrais da redação, sem perceber que a noite sumira quase inteira no fechamento das últimas páginas. Os jornais, nesse tempo, não encerravam antes da meia-noite. Fechávamos cedo o noticiário local, as resenhas da assembleia, do governo, da polícia, mas ficávamos na dependência das agências de notícias, que se comunicavam pela radiotelegrafia. E os conspiradores daquele tempo, os malfeitores da vida social sempre escolhiam a noite para agir.
Morei em Recife durante algum tempo e o que mais ouvi foi a frase: não pode... é perigoso. Chegou o carnaval, que eu adoro, e tudo não po...
Bacurau
O carnaval acontecendo e eu cercada de “não podia”. Lembrei que eu fora, durante anos, rodeada de nãos e minha alma rebelde falou baixinho em meu ouvido – o que você pode perder? Eu que vivi chorando perdas, perder o que mais?
Os causos que vez ou outra publico nesta coluna não são invencionices ou frutos de minhas maldades. Chegam-me por “ouvi dizer” e nem posso...
Coronel Belarmino e o Jeep 51
Dizem que perdoar é ato dos fortes. Não duvido, eis que guardar ressentimentos é bem mais comum em nosso comportamento. Ressentimento sig...
Sem mágoas nem ressentimentos
Talvez por estarmos mais habituados a nos comprazer com a dor, decepção e mágoa, por algum atavismo cujos meandros não serão objeto desta reflexão, (por se tratar de assunto complexo e controverso), ou pelo simples fato de não cultivarmos com a mesma disposição a gratidão.
Não nos referimos tão somente aos êxitos materiais, mas também as vitórias sobre nossos vícios, falhas e defecções.
Não temos a pretensão de analisar com profundidade e/ou abordar a necessidade do perdão, como proposta religiosa, ou de evolução espiritual, na busca da passagem para um céu, nirvana ou paraíso, a depender da cultura. Mas tão somente pelo prisma da saúde mental, física e emocional.
Na prática do ressentimento, cultivamos invariavelmente a mágoa, que etimologicamente quer dizer má água. Se observamos o percurso de um córrego ou fonte cristalina, os movimentos do mar ou dos rios, percebemos que os mesmos, além da beleza e fonte de nutrição e hidratação, carrega em suas entranhas uma variedade de seres vivos, quer sejam vegetais, minerais ou animais, e pela força do movimento arrastam, para suas profundezas, ou para superfície, os corpos mortos, carregados de vibriões, larvas, fungos e bactérias.
A mágoa, pode ser associada a um pântano ou lago, com suas águas, pestilentas e insalubres, e em alguns casos, periculosas, como as que estão carregadas de lixos tóxicos ou resíduos indústrias, causando enfermidades, deformações fetais e morte. E estas condições são agravadas pela ausência de movimento, ou seja, por estarem paradas. O ressentimento, que vem posteriormente à mágoa, apresenta uma estrutura funcional semelhante. De tanto trazermos à nossa mente imagens de eventos dolorosos, traumáticos e frustrantes, bem como a raiva das pessoas eventualmente partícipes ou causadoras desses eventos, essas imagens se sedimentam dando lugar à mágoa que, à semelhança de ferrugem, ou qualquer elemento cáustico, vai, aos poucos, corroendo nossas resistências físicas, mentais e emocionais.
Quando nos dispomos a perdoar, ou seja, desculpar ou compreender os limites do outro, tentando resignificar a dor que causou o trauma, fazemos um movimento análogo ao dos rios e mares, jogando para a supercie de nossa consciência, iniciando um processo de recolhimento daquele lixo mental que hora nos intoxica. Ou jogamos para as profundezas de nossa memória, de forma a não permitir que a dor seja experienciada cada vez que à lembrança visite nossos painéis mentais.
É um processo que exige, vontade, perseverança e calma, eis que na natureza nada acontece de assalto.
Se o outro não aceitar o nosso perdão, não nos diz respeito, posto que perdoar nos tirará dos grilhões do ódio ou da mágoa, e essa alforria é pessoal, não dependendo da aprovação ou aceitação do outro.
Caso seja necessário, procuremos ajuda profissional ou mesmo religiosa, isso claro, sem fanatismo ou candidatura à santificação, para não adentrarmos num processo também grave, que é o da negação ou hipocrisia, pois esse tipo de ferrugem corrói nossa estrutura psíquica de dentro para fora, e não o contrário.
Viver é preciso, e viver de forma leve, sem mágoa ou ressentimentos desnecessários.
É atribuído a Beethoven o seguinte diálogo. Já idoso, surdo e misantropo, numa das múltiplas trocas de domicílio em Viena, o compositor e...
A lição de Beethoven
Pertinho do carnaval, eles saíam às ruas em comissão pedindo dinheiro aos moradores. Eram pessoas conhecidas, pobres, honestas e muito que...
Nosso carnaval de rua
Não basta só uma vida, para ser mãe. Às vezes, sinto que a mãe (“órfã de filho”), fica sem jeito em responder quanticamente sobre os fi...
Mãe para a eternidade
Às vezes, sinto que a mãe (“órfã de filho”), fica sem jeito em responder quanticamente sobre os filhos... como se incluir quem já não está fisicamente, fosse errado.
Não se deixa de ser mãe, quando um filho vai para outro plano, apenas, nos tornamos mãe em dois mundos, eternizamos nossa maternidade.
Há 110 anos, vinha a público um dos livros mais estranhos da literatura brasileira. Seu título? “Eu”. Seu autor? Um paraibano magro, nasci...
110 anos do ''Eu''
Neste mês de fevereiro está sendo comemorado o centenário da Semana de Arte Moderna, evento que se deu no Teatro Municipal de São Paulo,...
Mário de Andrade na Paraíba
Paraíba, 20 de fevereiro de 2022
Quantas vezes ouvi, pelo rádio, a propaganda do Phymatosan – com a mesma... canção “Daisy Bell” que vi, em 1968, o computador HAL 9000 não...
Como era longa a propaganda do Phymatosan!
Há momentos em que podemos nos dar ao luxo de pensar sobre o porquê de determinados acontecimentos ocorrerem em uma época, ano, ou em um ...
Caminhos da arte
É comum pensar que a manifestação artística, tomando como exemplos a música e a literatura, vivem um declínio relativo com o que já foi produzido em determinado tempo, usualmente vinculados aos nossos tempos de juventude e estabelecendo esta fase como um marco imbatível de criatividade.
Em janeiro de 1937, há 85 anos, dentro das comemorações do segundo aniversário da administração do governador Argemiro de Figueiredo, era ...
Tabajara: a Orquestra da Paraíba para o Brasil
Até aos que não ouvem é possível o mar cantar. Com o céu faz um dueto, em busca um do outro. No desenho ondulado infinita é a arte. Quebra...
Há sempre razão maior de viver
Aos que o ouvem, um deleite sinfônico em todos os timbres. Do grave robusto ao mais fino agudo, nuances sonoras, nunca iguais, formam seu canto, ainda que a rotina lhe escreva a pauta, ano após ano, era após era…
Foi justo, mais que merecido, o comportamento dos que fazem a TV Cabo Branco ao trazer de volta, bem vivo e em grande estilo, o velho Chic...
Um outro Chico Maria
Sainte-Beuve, considerado o patrono dos críticos franceses, não reconheceu a grandeza de Stendhal, Baudelaire e Balzac. Sílvio Romero fez ...
O que pode a crítica?
A melhor definição que já vi para o epigrama encontra-se em Os sertões, de Euclides da Cunha. O escritor fala da organização metódica do M...
Um epigrama malévolo da História
Ninguém é feliz. Com sorte, a gente é alegre.... A vida gosta de quem gosta dela. A Suprema Felicidade , filme de Arnaldo Jabor Contin...
Memória, Pipoca e Felicidade
A Suprema Felicidade, filme de Arnaldo Jabor
O médico e jornalista Marcus Aranha, para comemorar o centenário de nascimento da professora Anayde Beiriz , publicou a correspondência de...
Anayde Beiriz, por ela mesma
Para onde foram os pistões, trombones e tambores da minha e de tantas outras mocidades? Cadê as batucadas que puxavam os blocos de sujos i...
Velhos carnavais
Tua obra mais bela és tu mesmo. ( Léon Denis ) Com esse iluminado pensamento do Filósofo Espírita Francês, inferimos que a maior obra qu...
Decisão de ser feliz
Recebi no início da semana uma ligação de um número cujo código de área era 048 (Florianópolis). A moça falava muito rapidamente, sem dar ...
É gopi!
É se olhar no espelho e aceitar que não se é perfeito; que o desejo de uma conduta impecável, por mais sincero que seja, por vezes não se ...
Autoamor, o que é?
Para justificar o gosto pela atividade de escritor, Ariano Suassuna dizia que estaria satisfeito se seu livro tivesse pelo menos um leitor...
O salário do escritor
Me dou por satisfeito porque meu livro Tapuio – do nascer ao entardecer – (2020), editado para marcar seus 65 anos de vida, teve e continua angariando leitores.
Revisando notas e arquivos recolhidos a escaninhos de memória e outros repositórios, vez por outra encontro registros como este, que lança...
Um cavaleiro literário
A quebra da Bolsa de 1929 fez a América mergulhar em recessão seguida de depressão, pela qual viu o capital das empresas derreter-se rapid...
O Século I de Keynes
É assim mesmo, para certas situações não há explicação. Por mais que tenhamos razão, de nada adiantará nossas justificativas, pois as evi...


























