21.6.23
Antes do evento que marcou o 90º aniversário de Gonzaga Rodrigues , com o lançamento de seu mais recente livro — Com os olhos no chão ...
Antes do evento que marcou o 90º aniversário de
Gonzaga Rodrigues, com o lançamento de seu mais recente livro — Com os olhos no chão — recebemos convite de sua neta, Lays, para gravar em vídeo uma fala a seu respeito. Alguns compromissos relacionados com o centenário de
Carlos Romero, também de junho, inclusive com amigos que vieram de longe para confraternizar conosco, e alguns dissabores não previstos impediram-nos de atender ao pedido.
21.6.23
21.6.23
Mestre de Aristóteles e discípulo de Sócrates, o ateniense Platão (427-347 a.c.) é considerado o “pai do idealismo”, epíteto que ele m...
Mestre de Aristóteles e discípulo de Sócrates, o ateniense Platão (427-347 a.c.) é considerado o “pai do idealismo”, epíteto que ele mesmo atribuía a Parmênides de Eleia. Pertencia a uma das famílias mais nobres de Atenas. Seu nome verdadeiro era Arístocles, mas recebeu o apelido de Platão (“de ombros largos”).
21.6.23
20.6.23
EM ESTADO DE POESIA Em estado de poesia, Ela deixa este poeta. É flor viçosa, discreta, No jardim da fantasia. Ela é...
EM ESTADO DE POESIA
Em estado de poesia,
Ela deixa este poeta.
É flor viçosa, discreta,
No jardim da fantasia.
Ela é forte, é melodia,
Flutuante, é todo encanto,
O seu colo é acalanto,
Onde deito e me deleito:
É poema no meu peito,
Alegria e doce canto.
20.6.23
20.6.23
* Fascínio e desafios cercam o entendimento do universo pelo homem e quanto mais ele busca soluções para essas questões mais ele se ap...
* Fascínio e desafios cercam o entendimento do universo pelo homem e quanto mais ele busca soluções para essas questões mais ele se aproxima de Deus. É assim que pensa o professor doutor Carlos Augusto Romero Filho, do Departamento de Física da UFPB. Em seu ambiente, ele nos recebeu para uma conversa sobre as origens do Cosmo, a evolução das teorias e a importância que muitos cientistas têm para explicar fenômenos que até hoje intrigam os homens. Para ele, a interface da Ciência com a Religião é muito delicada porque ao explicarem cada uma a seu modo o universo, o mistério desaparece.
20.6.23
20.6.23
Sobre o ângulo reto que fazia a junção desnivelada das duas paredes, a mulher, como veio ao mundo, aos gritos, balouçava-se lentamente ...
Sobre o ângulo reto que fazia a junção desnivelada das duas paredes, a mulher, como veio ao mundo, aos gritos, balouçava-se lentamente para a frente e para trás, desafiando a gravidade. Pupilas intensas sobressaindo de escleras raiadas de sangue, mirando fixamente o vazio, ela se mantinha sobre as panturrilhas, quase de cócoras, escapando das ripas e caibros do telhado que lhe roçavam a espinha dorsal retorcida, apoiando precariamente os pés gretados nos tijolos crus, sem reboco, das faces superiores das divisórias.
20.6.23
20.6.23
Meu pai se chamava Simplício Fernandes da Silva. Há pessoas cujos nomes se parecem com o que elas são. Não era o caso do meu pai, que...
Meu pai se chamava Simplício Fernandes da Silva. Há pessoas cujos nomes se parecem com o que elas são. Não era o caso do meu pai, que estava longe de ser simples. Chamar ele de Simplício não deixava de ser irônico. O velho era implicante, ranzinza, e se zangava por motivos tolos.
20.6.23
19.6.23
Marcos Vitrúvio Polião foi um arquiteto romano que viveu no século I a.C. e deixou como legado a obra "De Architectura", com...
Marcos Vitrúvio Polião foi um arquiteto romano que viveu no século I a.C. e deixou como legado a obra "De Architectura", composta de 10 volumes, escrita entre 27 e 16 a.C. Esse é o único tratado europeu do período grego-romano que chegou aos nossos dias e serviu de inspiração a diversos textos sobre Arquitetura, Urbanismo, Hidráulica e Engenharia, desde o Renascimento.
19.6.23
19.6.23
Benditas explosões desses mundos que se formam com a poeira das estrelas! Concentrados em botões, como flor que desabrocha, pouco a p...
Benditas explosões desses mundos que se formam com a poeira das estrelas! Concentrados em botões, como flor que desabrocha, pouco a pouco se transformam em milhões de outras vidas.
Vidas novas e diversas, impossíveis de contar. Vegetais ou minerais, animais de todo tipo sobrevivem em mutações de milênio a milênio. Por aqui, pertinho do Sol, nossa Terra também veio desse pó que há no céu e no cosmo evolui.
19.6.23
19.6.23
A palavra moralidade, que é a vontade de ser bom e de fazer o bem, tem outros significados. O poeta anarquista e crítico de arte e de ...
A palavra moralidade, que é a vontade de ser bom e de fazer o bem, tem outros significados. O poeta anarquista e crítico de arte e de literatura britânica Sir Herbert Edward Read (1893 - 1968), em seu livro A redenção do robô: meu encontro com a educação, afirma: “Para Platão, Kant, Rousseau e Ruskin, a educação moral do cidadão é a base dessa filosofia social; no entanto, há poucos vestígios dessa filosofia nos programas políticos modernos” (1986, p. 81). Considerando isso, a maioria dos sistemas educacionais estão mais preocupados com o adestramento vocacional dos cidadãos para o mercado de trabalho, a fim de satisfazer o perverso sistema econômico que não prioriza o bem-estar social. Isso é ensinado de forma
19.6.23
19.6.23
Certamente por excesso de recato, os olhos no chão parecem ter sido uma constante na vida de Gonzaga Rodrigues desde que ele aporto...
Certamente por excesso de recato, os olhos no chão parecem ter sido uma constante na vida de
Gonzaga Rodrigues desde que ele aportou, rapazinho, por estas plagas citadinas, ali na Praça Pedro Américo, onde paravam os ônibus vindos do interior. Mas melhor assim, penso eu, pois mais vale a timidez de olhos baixos que a arrogância de narizes empinados. José Américo era o governador e ele vinha de Alagoa Nova acompanhando um amigo conterrâneo, sobrinho de José Leal, secretário de jornal da capital e nome já ilustre no jornalismo da província. Esse amigo tinha a promessa de um emprego, logo confirmada pelo tio bem colocado, mas Gonzaga nem isso: trazia só sua parca
19.6.23
18.6.23
Gosto de ver antigas gravações de concertos para piano e orquestra, com Friedrich Gulda, Daniel Barenboim, Leonard Bernstein levantand...
Gosto de ver antigas gravações de concertos para piano e orquestra, com Friedrich Gulda, Daniel Barenboim, Leonard Bernstein levantando-se do teclado, passando a reger a sinfônica.
Gosto de ver Chaplin, Woody Allen, Orson Welles e Clint Eastwood trabalhando em filmes de que eles mesmos escreveram os roteiros e dirigem.
18.6.23
18.6.23
Foi uma noite como poucas a que vi ontem no ânimo emocional dos oradores e dos que prestigiaram a posse de Tarcísio Pereira na Academ...
Foi uma noite como poucas a que vi ontem no ânimo emocional dos oradores e dos que prestigiaram a posse de Tarcísio Pereira na Academia.
Foi o primeiro dueto discursivo a que assisti mais do que ouvi, ajudado pela vibração de algumas palavras chaves que legendavam o rumo dos discursos. Tarcísio aplaudido a cada página (e não foram poucas), Hildeberto Barbosa vibrando a cada achado surgido ou rebentado dos muitos talentos do escritor, ficcionista e de franco e reconhecido domínio nas artes dramáticas.
18.6.23
18.6.23
Depois de presenciarmos alguns rastros das passeatas políticas em Paris, pichações e sacos de lixos amontoados, denunciando as posiçõe...
Depois de presenciarmos alguns rastros das passeatas políticas em Paris, pichações e sacos de lixos amontoados, denunciando as posições daquele povo tão efervescente/conscientes da liberdade, igualdade e fraternidade, partimos ao sul.
Era um sonho para mim, conhecer um pouco da região da Provence, sudeste da França. Um desejo antigo, sentir aquele perfume das lavandas. Saímos da gare de Lyon em Paris (3 h no TGV- trem bala), para Aix en Provence. Seis dias, por aquelas terras azuis lilases. O encanto de tantas fontes e poder beber água no meio da rua. Como nos filmes românticos. O café da manhã com essa mesma água brotando de uma torneira na parede do hotel, croissants e pães sourdough, queijos todos, geleias, e frutas vermelhas. Pela janela do quarto, já avistava os telhados. As chaminés. E aquelas árvores majestosas.
18.6.23
17.6.23
As margens Do Oceano A lua deixa De si o que me encanta Eu que me caio na areia Tem o som Tem o olor Tem o sal Do mar ...
As margens
Do Oceano
A lua deixa
De si o que me encanta
Eu que me caio na areia
Tem o som
Tem o olor
Tem o sal
Do mar
E a cor da lua
Derramada
Sobre mim
E sobre a areia
Conto as estrelas
E divago entre a luz
E a música das ondas
Na penumbra
17.6.23
17.6.23
Nos idos dos anos 50, e avançando um pouco nos 60, a Lambreta foi um veículo de duas rodas muito comum de ...
Nos idos dos anos 50, e avançando um pouco nos 60, a Lambreta foi um veículo de duas rodas muito comum de se ver sendo pilotado pelos exibidos mocetões daquelas gerações. Havia uma versão mais compacta, a Vespa, pouco menor de comprimento, mais gordinha, bojudinha e ao que me consta, menos dispendiosa para se adquirir.
17.6.23
17.6.23
Periodicamente, como um cometa, surgem as listas de livros. Livros imprescindíveis, livros que devem ser lidos antes de morrer (algué...
Periodicamente, como um cometa, surgem as listas de livros. Livros imprescindíveis, livros que devem ser lidos antes de morrer (alguém lê livro depois de morto?), livros que deveriam ser levados a uma ilha deserta... Eis que surgiu, recentemente, uma lista dos 50 livros mais vendidos da história, focada nos, inquestionavelmente, literários. A minha estranheza se manifesta tão logo termino de pôr os olhos nos selecionados. Estranho a ausência dos épicos homéricos, Ilíada e Odisseia, que vendem desde sempre, como pão quente, às 6 horas da manhã. Também não vejo ali o opus magnum de Sófocles, Édipo tirano, um dos livros que mais influenciou a cultura ocidental.
17.6.23