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Houve um tempo em que a vida cabia inteira nas pequenas permissões. Minha maior preocupação era saber se, no outro dia, mainha deixa...

avo amor paterno avos
Houve um tempo em que a vida cabia inteira nas pequenas permissões. Minha maior preocupação era saber se, no outro dia, mainha deixaria eu brincar na rua de novo. Não era qualquer rua: era o asfalto quente, dividido com os meninos, no meio das partidas de baleada e das broncas anunciadas. Eu já sabia que, em algum momento, ele iria reclamar.

Outro dia, vi uma frase no Instagram...

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Outro dia, vi uma frase no Instagram que dizia, mais ou menos, assim: "Admiro a mulher guerreira que não se dá por vencida", sorri e balancei a cabeça, pensando como um dia eu, ignorante, também admirei essa mulher. Hoje, aos 37 anos, vejo muitas réplicas da Mulher Maravilha, seja no trabalho, na fila do supermercado, na academia, nas feiras literárias, no espelho...a conversa é a mesma, a exaustão. A “guerreira” faz tudo por todos, “é desdobrável”, como diz Adélia Prado, o que lhe custa, na maioria das vezes, o banho mal tomado, a comida fria, a ansiedade, a solidão. Machucada, julgada e presa numa caixinha de perfeição; ela faz tudo, pode tudo, é capaz, pois a utilidade faz a guerreira.

      CORPO VIOLADO I Ligo a TV, logo vejo, Este tema atemporal, Triste abuso sexual, A tragédia já prevejo. É sobre dor q...

poesia paraibana
 
 
 
CORPO VIOLADO
I Ligo a TV, logo vejo, Este tema atemporal, Triste abuso sexual, A tragédia já prevejo. É sobre dor que versejo, De mulheres violadas, Vulneráveis, abaladas, Tão cansadas de sofrer, Sem ter a quem recorrer, Tendo as vidas assoladas.

      MAIÚSCULAS LETRAS DE MIM Sou maiúsculas letras de mim Num eterno diálogo entre o existir e o ser... EU! Feita ...

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MAIÚSCULAS LETRAS DE MIM Sou maiúsculas letras de mim Num eterno diálogo entre o existir e o ser... EU! Feita de nãos, porquês e imensuráveis interrogações, Perco-me na distância do dito e o não dito, Do acerto, e do erro, Do direito de ser quem sou: Louca, tempestiva, apaixonada, viva, Exclamação, reticências e vírgulas. Posso deixar-te, meu amor... Depende de como a tua mão repousa em mim. Sou mulher, bebo esse luto. Submissa liberdade de ser quem eu sou,

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