O vento que passa pelas árvores facilita a comunicação entre elas. O farfalhar das folhas embaladas pelo vento permite os cantos no coro das árvores; suas falas se interligam na língua das folhas. A Natureza é a grande mestra de tudo que somos, sentimos, pensamos, sonhamos e realizamos.
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Às vezes, fico pensando nos tempos dos livros de argila, na evolução da escrita desde os primeiros hieróglifos. As coisas pareciam ser menos complexas e cabiam, assim, em registros de poucos signos e símbolos. As representações desde as cavernas envolveram desenhos de rituais e anotações de atividades vivenciadas. Há quem diga que alguns registros de Itacoatiaras são obra de seres extraterrestres. Certo é que existem gravações que parecem mesmo terem sido realizadas através de laser, de tão perfeitas que são. Haja vista as inscrições em baixo-relevo na Pedra do Ingá, na Paraíba. Tema abordado nesse livro.
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Pensando ainda sobre a linguagem escrita, sinto uma limitação na dependência de uma sucessão das palavras, na horizontalidade do tempo. Uma espécie de prisão através da necessária sequência das palavras e dos acontecimentos, mesmo que a totalidade dos eventos se dê de forma simultânea.
Como expressar uma dimensão verticalizante, imanente aos instantes metafísicos da sincronicidade imanente em tudo? A dimensão da poesia, nos seus instantes metafóricos transcendentes, ameniza, em parte, essa angústia literária. Seguimos no exercício da expressão sequencial das palavras, como não poderia deixar de ser, na procura igualmente de buscas verticalizantes, de vivas articulações metafóricas.
Do livro Armário de Memórias, crônicas de sonhos e de desassossegos, disponível na Livraria do Luiz









