Lily Marinho nasceu na Alemanha, porém criou-se na França, onde estudou canto e dança e, aos 17 anos, foi coroada “Miss Paris”. No entanto, abandonou um promissor futuro artístico quando conheceu e casou com o milionário brasileiro Horácio de Carvalho, jornalista, empresário e fazendeiro, herdeiro do Diário Carioca. Veio morar no Brasil, onde, apesar de muito jovem, passou a ser expoente na mais restrita elite brasileira. Junto com o marido, aumentou o patrimônio familiar, adicionando enormes fazendas à fortuna do casal. Ao mesmo tempo, dava festas deslumbrantes, frequentadas por presidentes da República e pela nata da high society.
Uma das coisas que tenho como incontestável é a certeza de que sou infantil e primário. Explico: talvez seja essa condição que me permita ainda acreditar que cinema não é luxo, mas investimento social.
Incapaz de tomar o leme de sua existência, aquele menino andava e andava pela larga avenida da grande cidade. O movimento de seus pés, descalços, parecia o ruir silencioso da estrutura social. O seu rosto, sem sonhos, sem descendências, acentuava o fio tênue que o prendia à vida.
Você não consegue dormir nem viver sem os remédios prescritos pelos médicos do sono? Dizem que estes dependuram em seus consultórios os diplomas da Neurologia, da Psiquiatria, da Otorrinolaringologia, ou da Pneumologia. O propósito é não deixar sem combate todos os males conhecidos da insônia. Se neurologistas, eles focarão na investigação da atividade cerebral, nos neurotransmissores e no relógio biológico da distinta clientela.
A intencionalidade artística refere-se ao conjunto de propósitos que orientam o processo criativo do artista na elaboração de uma obra. Essa intenção manifesta-se na comunicação de ideias, na expressão de emoções, na elaboração simbólica da experiência humana e na provocação de reflexões acerca da realidade. Nesse sentido, a arte constitui uma forma privilegiada de produção de sentidos, por meio da qual o sujeito interpreta o mundo, questiona valores estabelecidos e compartilha visões de existência. Mais do que um objeto estético, a obra de arte configura-se como uma linguagem capaz de mobilizar processos cognitivos, afetivos, éticos e políticos.
O provérbio indiano que afirma que "a árvore não come seus frutos" oferece uma reflexão profunda sobre a generosidade e o papel do altruísmo em nossas vidas. Ele sugere que, assim como a árvore produz frutos para o bem dos outros, muitas vezes damos sem esperar nada em troca, alimentando aqueles ao nosso redor e contribuindo para o bem comum.
“Os sonhos dos poetas, as visões dos místicos, as criações do gênio, as realizações mais perfeitas da Arte são apenas ecos e percepções débeis que os homens, com melhores dotes, captam como em um relâmpago quando a matéria, dominada por poucos instantes, permite que a alma possa entrever alguns pálidos reflexos do mundo divino”.
Léon Denis
Nesse profundo ensinamento, o filósofo e parapsicólogo francês, Léon Denis, demonstra a importância da produção intelectual na evolução da humanidade. A propósito, Kardec obteve resposta dos guias que os auxiliaram em sua grandiosa obra afirmando que os espíritos se sentem sempre felizes ao serem lembrados através dos legados que aqui deixam. E que é o nosso pensamento em sua direção que os atrai para nós e não os objetos materiais que deles guardamos.
Pequenas embarcações pesqueiras ficam fundeadas nas águas onde a praia de Manaíra faz divisa com a de Tambaú. Algumas, avariadas, que ainda resistem, são deixadas sobre as areias, à sombra de uma gameleira.
A leitura do livroO dilema do porco espinho - como encarar a solidão, de Leandro Karnal, me fez refletir e começar escrever esse texto com o pensamento nos casais que com o tempo começam a sentir a solidão a dois. O "poetinha" Vinícius de Moraes cantava "que é melhor se sofrer junto, que viver feliz sozinho”. Eu me pergunto e também à leitora ou ao leitor, será?
Dominar a crase é como aprender as regras de um jogo: depois que você entende a lógica, não precisa mais adivinhar a jogada. Enquanto o texto anterior focou na "regra de ouro" da fusão entre a preposição e o artigo, neste vamos nos ater aos casos em que a crase é obrigatória, facultativa (opcional) ou terminantemente proibida.
Ela trabalhou desde os treze anos como doméstica. Dedicada. Trabalhou com competência e amor em tudo o que fez. Família humilde. Muitas irmãs, dificuldades, luta. Perdeu uma irmã assassinada pelo marido. Com uma doze. Tiro no rosto. Sabemos bem o que isso significa, a simbologia de uma desfiguração para o feminicídio. Naquela época, nem essa definição existia.
A madrugada silenciosa, sem estrelas, de 31 de julho de 2017 carregou Goretti Zenaide para a eternidade, deixando vazias as manhãs que eram preenchidas quando líamos a sua página no jornal, onde colocava a história de nossa gente. Uma página que continua sendo escrita por outros, porque é a história de todos os seus amigos e admiradores.
Há certas leituras que não nos chegam como mero dever intelectual, mas como um sobressalto da existência. Aconteceu comigo nos anos 90, quando abri O Primo Basílio pela primeira vez. O livro constava na lista de leituras obrigatórias para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma daquelas imposições acadêmicas que costumam afugentar os espíritos mais jovens. Mas o que parecia um fardo escolar revelou-se, no virar das primeiras páginas, uma fulgurante paixão à primeira vista. Não apenas por aquele romance em si, mas pela arquitetura literária de Eça de Queiroz como um todo.
Há quem diga que a mente humana tem um estranho costume de encontrar formas onde elas não existem. Enxergamos rostos nas nuvens, figuras nas montanhas, silhuetas nas sombras. A ciência chama isso de pareidolia. Talvez não seja apenas um mecanismo do cérebro, mas um gesto desesperado da alma que deseja preencher vazios.
Dos seus contemporâneos, é provável que reste apenas entre nós Gonzaga Rodrigues, contumaz frequentador do “senadinho”, como alguns chamavam seu gabinete na Praça 1817, sempre ou quase sempre cheio de políticos, jornalistas e amigos, que ali compareciam para o cafezinho e a conversa sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo. Uma conversa que, a depender do tempo lá fora, podia ser mais ou menos cautelosa, pois a dura experiência ensinara que até as paredes tinham ouvidos. Não que ali se conspirasse a favor ou
Praça 1817 (Centro Histórico de João Pessoa ▪️ Facebook: João Pessoa Ontem e Hoje
contra nada; ali apenas se jogava conversa fora, sem intenções nem finalidades, salvo ajudar o tempo a passar e construir a impressão ou a fantasia de que, mesmo passivamente, exerciam algum tipo de cidadania, aquela que lhes restara depois do vendaval.