Mesmo sem qualquer registro no calendário do dia a dia, extinto o feriado no alvoroço de 1930, as celebrações do 13 de maio de 1888 continuam sendo as mais celebradas de toda a história cívica dos brasileiros.
“Durante um mês inteiro, os comícios patrióticos, as passeatas, as marchas, as sessões magnas, os espetáculos de gala, os bailes e os concertos se multiplicavam pelas cidades, sob o contínuo repicar de sinos e o crepitar de girândolas intermináveis”.
Dia 13 de maio de 1888 (Paço Imperial, Rio de Janeiro) ▪️ Foto: Luiz Ferreira
J. Maria dos Santos
Sabe-se que o contingente negro na Guerra do Paraguai foi o de maior peso. E foi a eles, aos negros, pouco antes de começar a travessia do rio Paraná, que o general Osório, ao passar em revista o seu exército, repetiu os termos de uma breve ordem do dia que assim se resumia:
“Soldados! É difícil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever; o nosso caminho está ali em frente.”
Guerra do Paraguai ▪️ Arte: Joseph Smeeton /// Joachim-Jean Cosson /// Ange Louis Janet
Foi lendo uma antologia brasileira de contos de 1957, organizada, sob o critério regional, por Graciliano Ramos, que nos surpreendemos com o nome de José Maria dos Santos a representar a Paraíba. Nem José Américo de Almeida, nem José Lins do Rego, José Vieira ou Allyrio, e sem qualquer nota biográfica comum às seletas. Até que surgiu, em 1960, seu último livro, Bernardino de Campos e o Partido Republicano Paulista, com uma nota de orelha que, além de sua origem, já fazia denotar a importância e o tipo de espírito do autor. Tratei de ver quem era.
Com a pesquisa inicial, há tempos levantada por Eduardo Martins, consegui compor um perfil que fizesse parte da série reunida pela A União Editora — Os Paraibanos do Século — sob o formato de plaqueta.
Série de plaquetes publicadas pela editora A União intitulada Paraíba ⏤ Nomes do Século, na qual José Maria dos Santos está incluído ▪️ ALCR











