Se você me perguntar qual o mês de minha predileção, eu responderei em cima da bucha: setembro. Primeiro, porque não tem festa, transcorre tranquilo e silencioso. Comparado com o carnavalesco e calorento fevereiro, ou com os barulhentos junho e julho, com suas violências contra o silêncio e o meio ambiente, setembro é um mês de muita paz.
Setembro, mês de sol ameno, de clima agradável, nem muito calor, nem muito frio. Bom lembrar que foi nele que me casei com a primeira esposa, Carmen, e é nele, no dia 8, que minha Alaurinda comemora o seu aniversário.
Mês de setembro... Como gostaria de ter nascido nele! Não gosto de barulhento, como fevereiro e junho, que em Alagoa Nova, onde nasci, se torna mais frio ainda.
Vou ouvir agora a Alla Rustica de Vivaldi, em homenagem a setembro... Ou então pedir à minha bonequinha para entoar a Primavera de Beethoven em seu "violindo". E ficar olhando o nosso jardim, cultivado com tanto amor, com suas flores e borboletas saudando o novo mês, tendo como maestro o Sol…
Para terminar, vão vocês perdoando esse meu desabafo lírico, numa época tão prosaica e tão tecnológica...



































