“De certa forma, o trabalho de um crítico é fácil. Arriscamo-nos pouco; sim, gozamos com superioridade a posição sobre aqueles que nos submetem seu trabalho e reputação”. Assim inicia Monsieur Anton Ego, pitoresco personagem crítico-gastronômico, seu esperado editorial sobre o restaurante Gusteau’s no filme de animação – bem mais interessante do que se imagina... – Ratatouille, lançado pela Pixar Animation Studios, em 2007. Estas palavras não me saem da lembrança, não só porque esse filme é carregado de arquétipos e lições subjacentes aos símbolos do ‘gosto’ (ou do “augusto gosto”, que dá nome ao chefe do restaurante), e do ‘ego’, representado pelo crítico, narrado na inconfundível voz do consagrado e saudoso Peter O'Toole (1932 — 2013); mas também, porque este final me afeta profunda e diretamente.
Consultando o significado de ponte no dicionário Houaiss, encontramos no seu sentido figurado, “qualquer elemento que estabelece ligação entre pessoas ou coisas”. Trazemos o enfoque da nossa análise a questão do preconceito religioso na atualidade, sob o olhar espírita.
Afinal, quem, dentre os meus, pegou e não devolveu o dvd com “American Graffiti”, o filme há muito exibido no circuito nacional de cinemas como “Loucuras de Verão”?
A propósito, por que as casas exibidoras teimam em buscar bilheterias com títulos idiotas? Duvidam da inteligência do distinto público? “Grafite Americano” falaria menos ao interesse e sentimento dos compradores de ingresso?
Nos anos 1980 a cidade de Varginha, em Minas Gerais, tornou-se celebridade nacional ao anunciar o encontro de um ser extraterrestre no município. Nunca ficou comprovada tal existência.
A partir daí, tudo que é cidade interiorana do Brasil buscou alcançar a mesma notoriedade, e outras civilizações passaram a ser o sonho de consumo de seus habitantes. Guarabira foi uma delas.
Quando amainar a pestilência, a ânsia angustiante desanuviar e pudermos nos dar as mãos e chamar para mais perto os corações enlutados, quando isto acontecer, aí, sim, seja quando for – não importa o dia do santo nem quem seja Ele – vamos juntos celebrar o Maior São João do Mundo. Vamos subir aos céus e incendiar as nuvens com as nossas girândolas e foguetões de desafogo.
As chuvas e as cheias do Rio Paraíba foram descritas com ênfase por José Lins do Rego. As águas que arrastavam tudo, também conduziam levas de homens a jogar na terra os grãos de esperanças, no plantio e na colheita que ele colocou nas suas narrativas com muita emoção.
Inevitavelmente um novo amanhecer nos será ofertado, enquanto formos presenteados com mais um dia para velejarmos pelo oceano do viver.
Se estiveres lendo minha mensagem, claro que ainda precisas estar pelas bandas de cá.
Sendo assim, que tal levantar e se preparar para continuar cruzando os mares que escolheste ou até mesmo mudar de rota?
As marés piores e melhores existem, isso é fato.
Se pudéssemos escolher, certamente só navegaríamos pelas mais águas belas, mais límpidas, mais tranquilas e pelas que somente nos trouxessem coisas boas, mas temos um adversário poderoso chamado "eu", além de ter um outro fato importante e que precisamos levar em conta: o de dividir o oceano das nossas vidas com os barcos de outras pessoas.
Muitas vezes o comportamento tanto do "eu" quanto dos outros muda nosso rumo.
Nós mesmos mudamos por causa do outro, ou pelo outro.
Enfim, não podemos negligenciar, precisamos estar sempre preparados para o desafio da travessia do viver.
Posso sugerir?
Queres conseguir atravessar cada dia sorrindo ou chorando, acertando ou errando, mas com a certeza que terminou com a vitória te abraçando?
Esqueça a maquiagem, deixa que vejam a beleza da tua verdadeira face
Apanha água na cachoeira da credibilidade. Rega teu jardim dos talentos. Vê o desabrochar das tuas criações.
Abre a gaiola e deixa teu pássaro da esperança cantar.
Hoje é possível fazer um novo começo e será permitido continuar os bons projetos.
Deixa as feridas descansarem nos braços da compreensão. Elas serão curadas e cada cicatriz terá a beleza particular da superação.
Do guarda-roupa da sabedoria, veste o mais belo que houver.
No armário da serenidade escolhe o adorno que te deixar mais sublime.
Reforça teus pés com sapatos que possam te levar o mais longe possível. Vai até a sapateira da determinação pega aquele que poderá ser usado em qualquer terreno.
Usa o perfume com aroma da amizade, e um toque suave da compreensão.
Não esqueças de colocar o protetor contra os raios das maledicências.
Esqueça a maquiagem, deixa que vejam a beleza da tua verdadeira face.
Pega uma bolsa em que possas colocar os alimentos da autoestima e vai, rumo à vitória de mais uma travessia pelo universo do hoje.
Que nesse novo dia possamos seguir o conselho do mestre Viktor Frankl
“Não aponte para o sucesso. Quanto mais você mira e faz dele seu objetivo, mais rápido você o perderá. Porque o sucesso, assim como a felicidade, não pode ser perseguido, mas deve ser seguido.”
Ana Paula Cavalcanti Ramalho é psicanalista e escritora
Há quanto tempo o homem olha o céu e se guia pelos astros? A julgar pelo que diz o poeta latino Ovídio (século I a. C. - I d. C.), nas Metamorfoses (Livro I, versos 77-89), desde o momento em que Prometeu moldou os primeiros homens, misturando o sêmen divino com a terra e com as águas da chuva, fazendo-os à imagem dos deuses que governam todas as coisas. Prometeu deu-lhes um rosto voltado para o alto e ordenou-lhes ver o céu e dirigir o olhar para os astros. O homem, assim, a um só tempo, diferenciava-se dos animais, que olham para baixo, e reverenciavam os deuses, cuja morada é o céu, e os astros, criações divinas. Zeus, compadecido da desgraça em que caiu um mortal ou querendo exaltar algum por ele amado, transformou-os em constelações com que semeou a abóbada celeste, que no dizer de outro poeta, Hesíodo (Teogonia, século VIII a. C.), já teria nascido constelada.
Na década de 60, João Pessoa possuía dois meios de transporte coletivo: o bonde e a marinete. Os principais bairros da cidade eram servidos por linhas regulares desses veículos de locomoção. O ponto central de partida e de chegada era a Praça Vidal de Negreiros, o Ponto de Cem Réis, hoje viaduto Damásio Franca, com cenário urbanístico totalmente diferente do que era na época.
Sou repórter! Escrevo artigos de “enxerido” como se diz na linguagem corriqueira do senso comum. Acredito que a crise do Jornalismo atualmente deve-se, muito, à falta de repórteres, daqueles que sabem captar o estrépito da vida na fala da rua, desvelando a ontologia do ser social, conforme os versos de Manoel Bandeira sobre o Recife antigo.
O espetáculo é contínuo. Sempre há uma luz diferente, um mar rejuvenescido, uma poesia que voa com a paisagem. Rimas nas palhas dos coqueiros, raios que tocam e acariciam com tons dourados a barreira tão sofrida pela dança das marés e dos ventos e pelas agressões dos homens, o verde que surge e resiste ainda como um lençol de abrigo por trás do concreto represado graças à lei inteligente. Dos mais belos recantos de João Pessoa, a praia do Cabo Branco é um presente para cada morador e visitante da cidade.
Seriam a agudeza de sensibilidade e o depurar da emoção estados de espírito responsáveis por fertilizar a criatividade em tempos de pandemia? A história parece indicar que sim.
Por volta da metade do século 19, em Paris, Chopin não largava a sua amiga-companheira, a baronesa Amandine Dupin, escritora que passou a usar o pseudônimo Georges Sand. Levavam uma vida boêmia pelas tavernas próximas à praça d’Orleans, frequentadas por Balzac, Delacroix, Gustave Courbet, Flaubert, Gericault e outros como Liszt, Rossini, Viardot e Turgenev. Obviamente que dessa convivfência notável só poderiam advir boas ideias e inspiração. Mas chegou o momento em que Georges Sand, movida por espírito protetor e profundamente entusiasmada pela obra do compositor polonês, anteviu que, além da fragilidade de sua saúde, Chopin precisava se isolar para criar mais. E se mudaram para Palma de Maiorca onde viveram por quase um ano.