Quando perguntaram a José Lins do Rego qual o alimento de seus romances, na época no auge do sucesso, com seus livros tendo segu...

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Quando perguntaram a José Lins do Rego qual o alimento de seus romances, na época no auge do sucesso, com seus livros tendo seguidas edições, o autor de Banguê apontou muitos caminhos para atender à curiosidade do repórter. Ressaltou que nutria sua vocação de romancista como quem ouvia dos cantadores de feira da Paraíba e Pernambuco, por onde costumava andar. Pois sabia que estes tinham muito o que dizer.

Nas páginas do livro Suicídio e vida após a morte: amargura e remorso de poetas suicidas , mergulhamos em uma exploração profunda ...

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Nas páginas do livro Suicídio e vida após a morte: amargura e remorso de poetas suicidas, mergulhamos em uma exploração profunda e sensível das obras de quatro poetas marcantes – Antero de Quental, Batista Cepelos, Hermes Fontes e Francisca Júlia. Este livro não apenas revela a complexidade das mentes criativas desses escritores, mas também lança luz sobre a importância de suas poesias em relação ao arrependimento, reparação e, principalmente, à prevenção e posvenção do suicídio.

Gosto do termo “brumas” para figurar o esquecimento. O que vivemos se perde numa massa brumosa que dissipa as impressões do que...

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Gosto do termo “brumas” para figurar o esquecimento. O que vivemos se perde numa massa brumosa que dissipa as impressões do que passou. Não se revive nada, toda lembrança é o registro de uma perda. Ainda assim insistimos em lembrar, pois disso depende em grande parte a nossa identidade.

O que não pode ser visto não incomoda. Essa máxima nos protege dos males da natureza humana, que insistem surgir durante décadas e afet...

asilo inquisicao
O que não pode ser visto não incomoda. Essa máxima nos protege dos males da natureza humana, que insistem surgir durante décadas e afetar as mentes mais frágeis entre nós.

Mesmo no início do século XX, os doentes mentais crônicos eram vistos como "degenerados" e "escória", o equivalente a criminosos e escroques, por isso a ideia de escondê-los em manicômios foi a saída na época, como tentativa de resolver as questões ainda desconhecidas de nossa alma.

Grande Ricardo Anísio! Eu o chamava Cado e ele me chamava Pêpa. Éramos tão amigos! Na verdade, quase inseparáveis. Nos tempos á...

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Grande Ricardo Anísio! Eu o chamava Cado e ele me chamava Pêpa. Éramos tão amigos! Na verdade, quase inseparáveis. Nos tempos áureos, sempre estávamos próximos. Costumávamos nos reunir, sobretudo, em eventos culturais que, não raro, estendiam-se a barzinhos ou restaurantes, a exemplo do Apetitos ou Pontal do Cabo Branco.

      POESIA Dela somos dependentes. Dissecamos a poesia. Hermenêutica magia Das estradas convergentes. Dois poetas, complacen...

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POESIA
Dela somos dependentes. Dissecamos a poesia. Hermenêutica magia Das estradas convergentes. Dois poetas, complacentes, _E esta dama prazerosa_, A flor da terra, formosa, Que nos beija, induz, fustiga, Nos botecos, nobre amiga, Na boemia dadivosa.

Com um pequeno atraso, repito o óbvio: o mundo ficou mais feio, pois morreu Jane Birkin, aquela deusa que cantava, desde 1969, “Je t’a...

jane birkin serge gainsbourg
Com um pequeno atraso, repito o óbvio: o mundo ficou mais feio, pois morreu Jane Birkin, aquela deusa que cantava, desde 1969, “Je t’aime … moi non plus”, sussurrando mais que cantando, é verdade, até chegar ao clímax da imitação de um orgasmo que habitou ouvidos, corações e mentes de milhões de homens no mundo inteiro, a maioria hoje provavelmente na casa dos setenta. Que jovem daquela época heroica não dançou ou não sonhou dançar coladinho aquela linda canção feita exatamente para isso mesmo: dançar juntinho da garota dos nossos sonhos - ou pesadelos, não importa? Delícia e tortura, dependendo da situação,

A Casa de José Américo está resgatando o que se escreveu sobre o livro A Paraíba e seus problemas , nestes cem anos de presença do li...

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A Casa de José Américo está resgatando o que se escreveu sobre o livro A Paraíba e seus problemas, nestes cem anos de presença do livro na biblioteca brasileira de estudos regionais.

Em sua 1ª edição de 1923, objetivava-se, de imediato, “expressar ao sr. Epitácio Pessoa o reconhecimento da Paraíba pelos benefícios outorgados como solução do problema das secas; perpetuar num livro a história desse esforço redentor.”

Parei de contar os anos. Percebi isso em duas situações: a primeira quando disse minha idade errada para um colega. Noutra, quando meu ...

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Parei de contar os anos. Percebi isso em duas situações: a primeira quando disse minha idade errada para um colega. Noutra, quando meu pai errou minha idade e ele mesmo fez a retificação. Nem eu havia notado. Mas, por que em ambas as situações houve uma redução algorítmica? Talvez um anseio por querer parar o tempo ou regressar?

Nos anos 1980, eu era um garoto de 14 anos, quando li, na sessão de cartas de um gibi de super-heróis, o telefone e o endereço de E...

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Nos anos 1980, eu era um garoto de 14 anos, quando li, na sessão de cartas de um gibi de super-heróis, o telefone e o endereço de Emir Ribeiro . Ele já era um quadrinhista renomado, com desenhos publicados nos Estados Unidos.

No final de dezembro de 1878, um jornal do Rio de Janeiro publicava uma notícia, vinda de Nova York, com declarações que foram dadas po...

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No final de dezembro de 1878, um jornal do Rio de Janeiro publicava uma notícia, vinda de Nova York, com declarações que foram dadas por um auxiliar do inventor Thomas Edison:

“Há poucos dias o preparador do laboratorio de Melon Park e ajudante do celebre inventor do phonographo declarou em uma conferencia publica que em breve não só as ruas e praças de Nova York,

Domenico Di Masi se despediu da vida na semana passada. O sociólogo italiano que se tornou famoso também pelo conceito de "ócio c...

Domenico Di Masi se despediu da vida na semana passada. O sociólogo italiano que se tornou famoso também pelo conceito de "ócio criativo", segundo o qual o ócio, longe de ser negativo, é um fator que estimula a criatividade pessoal. Conceito esse que foi contra tudo o que aprendemos desde a sociedade vitoriana com o seu senso de dever, ao capitalismo selvagem, em que tempo é dinheiro e você vale pelo que produz. O irônico é que, em mais de 40 obras, Di Mais escreveu sobre o trabalho. A atividade intelectual sempre foi renegada a um lugar às margens, como também a atividade artística. A de professora igualmente, pois pensa-se que o conhecimento cai feito um facho de luz nas nossas cabeças. E que os livros são objetos diletantes. Também.

A quanto dista o zelo do cientista ao abuso apaixonado do poeta com a palavra? Aprendi assim, colhendo poesia no coração lúdico das p...

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A quanto dista o zelo do cientista ao abuso apaixonado do poeta com a palavra?

Aprendi assim, colhendo poesia no coração lúdico das pessoas; era um tempo em que desconhecia o bombear cardíaco, apesar de sentir aquela aceleração gostosa no peito - condição comum para os apaixonados platônicos de todos os tempos.

O tão conhecido primeiro verso de “Art Poétique”, de Paul Verlaine, “De la musique avant toute chose” , encaminha o leitor, aparentemen...

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O tão conhecido primeiro verso de “Art Poétique”, de Paul Verlaine, “De la musique avant toute chose”, encaminha o leitor, aparentemente, para o entendimento da poesia como música, no sentido restrito de musicalidade. Será isto mesmo? Na discussão do que é ou do que não é literatura, esta formalidade que reveste a criação com a palavra, o poeta francês busca a música ou ele, sutilmente, vai além e a entende à maneira dos gregos, à maneira de Platão, μουσική, definida como as artes de todas as Musas? Fico com a segunda possibilidade.

Meus pais me levaram a São Paulo quando eu tinha 4 anos. Foi a primeira vez que viajei de avião e provavelmente deve ter sido a bord...

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Meus pais me levaram a São Paulo quando eu tinha 4 anos. Foi a primeira vez que viajei de avião e provavelmente deve ter sido a bordo da Panair. Não lembro de quase nada, afora um terno branco com o qual me vestiram para aquela viagem. Lembro porque há uma foto registrando o momento.

Faz bem se ele resolver sair, nesta chuva que escorre rápida pelos regos e açoita vidraças. Precisa comprar o presente para o aniversár...

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Faz bem se ele resolver sair, nesta chuva que escorre rápida pelos regos e açoita vidraças. Precisa comprar o presente para o aniversário do próximo sábado. A bota que gostava de usar está com cicatrizes de remendos. Ainda trocou o pijama azul pelo casaco de couro, ficou pestanejando, a olhar as bátegas caírem com estrondo, enquanto a mulher, o rapaz e a moça, friorentos, se agasalhavam nos quartos e nos cobertores. Ninguém desejava que ele saísse numa tarde daquelas balançada pelo toró ameaçador em permanecer noite adentro. Não queria deitar-se, embora escutasse o apelo da família enrodilhada nos abrigos domésticos.