Confesso que não sinto medo das viagens aéreas. Para ser franco, eu sinto uma grande euforia quando subo aquela escadinha da aeronave. Nunca penso na possibilidade de um acidente aéreo. Digo sempre com os meus botões: é tão raro um avião cair!... Adoro aquele silêncio, que somente é quebrado, vez por outra, pelo choro espremido de uma criança. E que gostosura ler num avião... lá, acima das nuvens...
Fazendo uma reflexão filosófica: será que este nosso corpo de carne e osso, que nos transporta da infância à velhice, é seguro?
Sabemos que, ao sair de casa pela manhã, muita coisa pode acontecer, desde um acidente de automóvel a uma súbita parada cardíaca. Vivemos cercados de possíveis acidentes.
Não culpemos as aeronaves, que hoje são moderníssimas, bem diferentes daquela geringonça inventada por Santos Dumont no começo do século passado.
Concluindo: ninguém está seguro, nesta vida. Desde o momento em que deixamos a casa, manhã cedo, até à noite, quantas turbulências, quantos desastres podem acontecer, independemente de viajarmos de avião, ou não. A "nossa hora" vem sempre no momento certo, no momento que tem que ser.