Incluindo neste ano sabático, por imposição do destino, vários hábitos cotidianos no esforço de me adaptar a nova fase; Me refiro aos momentos de incertezas, de angústias, que pude constatar. Vi toda a vulnerabilidade a que estamos expostos e impostos. Um desses hábitos foi a leitura de todas as cartas do Apóstolo Paulo. Me detive a estuda-las como se fosse um trabalho que um professor me tivesse solilcitado.
O aforismo constitui uma das maiores pretensões da inteligência, a de reger a vida.
Carlos Drummond de Andrade
Origem: do Verbo ao aforismo
Eis que "no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (João 1:1-4). Partimos também da palavra, agora oriunda do homem (pretensioso?), para iniciar uma discussão sobre esta polêmica forma literária denominada aforismo.
Hipócrates (460—370 a.C.)Seu surgimento remonta a Hipócrates — "pai da medicina" — na Grécia antiga. Em seu livro intitulado Aforismo (αφορισμός) o autor escreveu uma coleção de orientações para doenças e medicamentos [1-2]. Obviamente, Hipócrates não estava ciente de que este "manual" de aconselhamento médico, viria a nomear uma nova forma literária. Na verdade, a frase hipocrática que serve de introdução ao livro, "A vida é curta, a arte é longa" (ars longa, vita brevis), embora construída com um propósito diferente, traz em si a definição de um aforismo: uma frase concisa, precisa e carregada de grande força.
Testemunha de conversas e silêncios, de sorrisos e lágrimas, de encontros e desencontros, ele foi descanso, pouso para o corpo e alma. Guarda segredos impregnados de atores que envelhecem a cada dia. Fez parte de jardins, teve grama sob os pés, presença dos passeios, dos segredos quase confessionário, dos passantes. Era vizinho de castanholas, tinha flores por perto, era amigo de soldadinhos.
Há uma celeuma no ar. Acredito que sempre houve. Desta feita trazida à tona por uma necessidade dos novos tempos, que a língua ainda não conseguiu acompanhar, nem podemos dizer se vai. Como se sabe, é o uso que faz a língua se tornar linguagem. As mudanças, no entanto, ditadas pelo uso são lentas e vão se acomodando de acordo com as conveniências do uso coletivo. A língua é, sem dúvida, viva e dinâmica, mas a vivacidade e o dinamismo não significam a rapidez que muitos desejam. O poeta Horácio, em sua Arte poética, já nos aponta o uso como senhor absoluto no comando da língua determinando a instauração de novas palavras, termos e expressões, ao mesmo tempo que faz a advertência de usos que cairão no esquecimento. A língua, como um sistema, registra todos, guarda-os, mas só concede a visão da luz do dia àqueles que se empregam pela coletividade.
Singular figura a do marido de professora. Se não mais atualmente, pelo menos há até bem pouco tempo, quando as conquistas sociais femininas não tinham ainda tornado banais as afirmativas mulheres dedicadas ao magistério. Mulheres essas que, durante décadas, foram talvez as únicas a alcançar algum destaque pessoal e profissional numa sociedade brasileira atrasada e machista, que as relegava, genericamente, à subalterna e exclusiva condição de donas de casa e mães de família.
O episódio nº 8 da Pauta Cultural entra no ar na ALCR TV com atualidades do mundo cultural, participação dos autores, leitores e telespectadores do Ambiente de Leitura Carlos Romero.
Ao entardecer do dia 19 de novembro de 1937 na cidade de Salvador (BA), o vermelho do pôr do sol foi infestado pela fumaça encarnada da queima de livros, deixando boquiabertos transeuntes que não entendiam o corre-corre que estava acontecendo na cidade.
O que vem a ser o “politicamente correto”? Vivo procurando a definição mais acertada para essa expressão. A mais usual é a de que se trata de um código de conduta não formalizado e estabelecido individualmente por cada um de nós. Uma forma de controlar o vocabulário, evitando causar constrangimentos, ofender, proferir insultos.
Quando ponderamos que já temos uma história bem vivida, que fizemos a trajetória comum a todos os homens e mulheres, que aproveitamos muito sol, nos divertimos largamente em festas, trabalhamos com empenho, dançamos com prazer, viajamos por lugares desconhecidos, neste momento, chega a vida e nos encara, nos faz tropeçar e abre um novo e difuso caminho.
Li ou ouvi que haviam depredado o monumento a João Pessoa, na praça de seu nome, e me apressei a conferir o estrago.
Menino de grupo escolar do tempo que a professora saía dando aula com as estátuas, onde chego vou logo aos monumentos, às estátuas de rua, para só depois parar na igreja. Vi primeiro São Bento, quando desci aqui, porque fica na passagem, quase encostada à cabeça da ladeira que vem da Casa do Estudante. Precisava ser toupeira para não demorar a vista na bela igreja do leão.
A Segunda Guerra Mundial trouxera muito desequilíbrio. Um alvoroço provocado pelos abalos das duas bombas atômicas que estraçalharam inocentes japoneses naquela sanha, naquele ódio que as guerras se incumbem de dilatar. Houve, é inegável, um reflexo no comportamento de uma geração emergente, na criançada nascida ao pavor de noticiários horrendos. A ceia que acabara de ser realizada na suntuosidade dos que comemoravam o final da hecatombe restou numa efusão de alegres embriagados. Ninguém se lembrava das vítimas de Hiroshima e Nagasaki.
Próximo à esquina mais famosa do centro velho da cidade de São Paulo, o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, fica o Palacete dos Artistas. O lugar era um antigo hotel que foi recuperado pela prefeitura da cidade para servir de abrigo a artistas aposentados que estivessem em dificuldades financeiras ou que não possuíssem residências.
O Evangelho do Cristo é o mais eloqüente discurso prático e vivencial que temos conhecimento na história. O Cristo que nada escreveu, transformou Sua Vida numa exemplificação perene. Não condenou a riqueza, por ser instrumento de progresso material e social, no entanto, recomendou que acumulássemos os tesouros imperecíveis, onde nem a traça, nem a ferrugem podem destruir, orientando no seu discurso, que o melhor emprego da riqueza está no favorecimento dos que mais necessitam, promovendo o progresso e o desenvolvimento social; educação com qualidade, gerando emprego e renda, favorecimento da cultura, enfim, a cidadania plena. A riqueza é o meio, o bem social, o fim.
Em Campina Grande, no final dos anos 50, a palavra “assustado” passou a designar encontro dançante, com ou sem bebida, realizado de surpresa nas garagens ou nas salas das casas, e tirou o sossego de alguns pais. A moda, ou o imperativo categórico, era promover e freqüentar assustados, e adolescentes, rapazes e moças só falavam e pensavam nisto.
Estudei os dois últimos anos do curso primário na conhecida Escola Santa Terezinha, situada na Rua das Trincheiras, 401 em João Pessoa, pertencente às professoras Tércia e Maria da Luz Bonavides. Inúmeros paraibanos, hoje famosos, tiveram o privilégio de terem aprendido suas primeiras letras nessa escola de escol que formou centenas de alunos de várias gerações por um período de pelo menos 40 anos. Minha mãe e meu tio também foram alunos desse conceituado educandário.