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Imaginem, leitores queridos, uma empresa anunciando que irá se instalar aqui na Paraíba e gerará 15.000 empregos. Empregos diretos — dig...
Quinze mil empregos
Para começo de conversa, um conselho de amigo. Não tente reproduzir em casa o tempero das ruas. Creia-me, não conseguirá. Digo mais: v...
O sabor do perigo
Silêncio... Contempla em silêncio e os vales se farão ouvir as rochas lhe dirão de ser pó e areia o diamante luzirá n...
Outono
Contempla em silêncio e os vales se farão ouvir as rochas lhe dirão de ser pó e areia o diamante luzirá na bateia rios e riachos cantarão em coro a canção da vida tudo que se fez miúdo será enfim gigante as coisas vivas frutificarão enquanto as preces pairam sobre o mundo
O corte no solo feito pela lâmina da água que brota do fundo da terra ou mergulha do alto do céu ao longo dos tempos cria a ...
Um novo rio, um novo caminho
As complexas relações humanas nesta contemporaneidade apresentam a necessidade de priorizar o novo conceito de ‘poder’ quando uma ação d...
Poder e Liberdade
Às vezes acho que a mãe de Kafka era uma barata. Que Machado de Assis era o alter ego de Dom Casmurro. Que Jorge Amado s...
Às vezes, acho que Drummond dormia numa pedra
Seu Lau e d. Rita moravam numa ponta de rua sem saída. Menino ainda, eu jogava bola de gude na rua sem calçamento. A turminha do burac...
Ronco de trombone
Nem se pensava em saneamento. Vinham detritos (os menos desejados e imundos )que escorriam pela ruela enladeirada na maior naturalidade do mundo. Ninguém era tolo para reclamar. O amante de Nevita puxava o revólver e berrava impropérios contra quem se atravesse a abrir o bico ou ameaçar denúncia.
Possuir forte convicção de que a ressurreição é intrínseca à própria vida não parece uma ideia plausível à maioria dos mortais. Nem ...
A Ressurreição
O nascimento, a infância, o amor, as amizades enfeitam a vida, ainda que entremeados por sofrimentos inerentes à própria condição humana. No entanto, mesmo que a morte seja a maior das certezas nossas, o fato inexorável constitui-se há séculos como
QUANDO ESTENDI SEU CORPO NA AREIA Não sei mais de nada. O infortúnio é próprio da falta de sentido. (Ou será a fortuna...
O mito é o pássaro que sobrevoa a tarde?
Não sei mais de nada. O infortúnio é próprio da falta de sentido. (Ou será a fortuna de ter te conhecido sob o efeito do álcool?) A razão são as estrias que acumulamos na pele, e descamam a cada verão escaldante. Quando estendi seu corpo na areia, à semelhança dos fósseis, um outro tempo dizia qual o nome e o motivo de nosso encontro, e o quanto de surpresa preencheria o vazio de nossa existência.
Falo agora do seu silêncio, dizendo: se afasta de minha boca Eu queria me recordar, mas o vazio tem a força que aspira os sonhos, e a memória é um tempo perdido no não encontrar o seu abraço (O cinza não suporta o negro das noites e seus redemoinhos) Não aceito esta morte, perder o amor arrebatado do paraíso do seu nome, e a balança que rege as mãos, e o sentido dos gestos, a mentira de rosto limpo nas manhãs de paz Não quero ser obrigado a parar a noite, uma parte constrita de minha existência pertence ao desespero de sua sombra Eu me curo no tardar de sua partida.
Meu irmão tinha uma mala de livros um dia ele a abriu na minha frente e partiu para o desmedido entrei na mala e me cobri com as páginas de seus sonhos.
Os restos de ontem combinam com os corpos de outras eras. São os mesmos mortos, as mesmas taças, o mesmo desperdício. A tradição das luvas e das meias, as fendas na carne, as porções de nozes sobre a mesa e as varejeiras, tranquilas, sobre os castiçais
Eu não saberia dizer, estou atordoado, pisar o sem fundo das casas, entrar pelos telhados na vida das pessoas, saber os muitos tons da verdade, que a terra engole a fala dos homens e os aniquila com esse funil de lama tragando o ar e a voz de Minas. O mito é o pássaro que sobrevoa a tarde? Não, isso é poesia, e estou falando da morte.
Domingo de carnaval, a folia corria solta nas ladeiras de Olinda. O frevo contagiava todos, difícil alguém ficar parado. Era o dia do ...
O beijo roubado!
Aí pela terceira cerveja, um dos amigos repisou a ideia – por sinal bem velha – de que a vida é um filme. Cada um...
O filme da vida
O tempo não é visto pelo olho do homem, e como o passado teima em sussurrar, os mortos não estão tão longe assim. Estão logo ali, em ...
Tudo acontece mais uma vez
Quando o relâmpago cortava o céu além de Arara, meu pai se animava, fazia os acertos finais com os trabalhadores, meeiros ou não, para ...
Roçado imaginário
Quando escutava dizer que chovia no sertão, e ao observar as nesgas de nuvens no céu do Brejo nos primeiros meses do ano, era sinal da proximidade de chuva. A terra já tinha recebido o trato para acolher os grãos de milho, feijão, fava e os toros de maniva. Tudo isso trazia a certeza de que seria possível colher os frutos da terra durante os festejos juninos.
Li na coluna de Elio Gaspari, em O Globo, que o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, aos 98 anos, recolheu-se ao rancho da fa...
Jimmy Carter, um nome a ser lembrado
N o silêncio da tarde calma e doce, penso em nós, humanos, frágeis peças de um quebra-cabeças cósmico. Nos meus fones de ouvido, a vo...
Vidro fino
Nos meus fones de ouvido, a voz de Eric Burton sussurra vulnerabilidades e urgências.
Contemplo o cenário de risos e choros de um mundo aprisionado entre tempestades e arco-íris e desejo inutilmente que algo nos resgate de nós mesmos.
Acredito que, pelo fato de ser médico, as minhas incursões na literatura brasileira foram preponderantemente focadas e norteadas na ...








































