O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangel...

Com o devido deságio, o que houve foi plágio.

waldemar jose solha poesia paraiba obras da terra
O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangelho e o que o velho “Sócrates” prega – quatrocentos anos antes – na obra de “Platão”, diz que o grego fora mais um profeta da Salvação. Na verdade, com o devido deságio, o que houve foi plágio. Quando “Sócrates” assegura não ter sido sábio o que diziam os antigos: que se deve fazer o bem aos amigos e o mal aos inimigos, (pois devemos sempre fazer o bem a todos), bate de frente – como se sabe – no Código de “Hamurábi” e seu arcaico Olho por olho, dente por dente, assimilado pelo Êxodo e o Levítico hebraico, e, assim, “Cristo” diz o que “Sócrates” diz, (acrescentando na versão em latim): • Diligete (nada, repare, do verbo amare) inimicos vestros! o que, em pleno ódio ao invasor romano, pareceu desastre, insano, e, pior: dito pelo ... Filho de Deus, quebrando o monoteísmo hebreu. Já o guerreiro “Ciro” – rei dos persas – fora – sem a menor cerimônia – reduzido, pelos que libertou, a isto: um subalterno “ungido” (messias, cristo), enviado pelo deus judeu pra libertá-los da Babilônia. Cinco séculos depois, o que deveria ser um guerreiro, foi transformado de modo profundo, e diz que seu reino não é deste mundo.
Do livro POEMA SOBRE AS OBRAS DA TERRA, lançado em maio de 2026 pela Editora Arribaçã

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