Não pode ser outro o espírito dos paraibanos, recebendo como presente de fim de ano a bela e simbólica estrutura arquitetônica, completamente restaurada e, ao mesmo tempo, internamente adaptada às exigências da sociedade contemporânea.
Tem toda razão o meu querido Martinho Moreira Franco, quando despreza detalhes verdadeiramente insignificantes para enxergar no velho...
O Liceu de professor Gibson
Não pode ser outro o espírito dos paraibanos, recebendo como presente de fim de ano a bela e simbólica estrutura arquitetônica, completamente restaurada e, ao mesmo tempo, internamente adaptada às exigências da sociedade contemporânea.
O médico indiano e escritor Deepak Chopra narra, em seu livro “A fonte da felicidade duradoura” um fato, deveras impressionante: uma mu...
Esqueça sua idade
— Ai, Enfermeira, com os mil e seiscentos diabos... — Calma, meu senhor. Foram arranhões profundos. Temos que remover esses cascões. ...
O amigo Einstein
— Calma, meu senhor. Foram arranhões profundos. Temos que remover esses cascões. Há inflamação debaixo deles. Está tudo purulento. Você devia ter cuidado disso logo depois do ataque.
— Ai, minha Nossa Senhora... Cuidei, moça. Lavei com vinagre.
Ao longo do tempo os mais importantes cientistas do mundo visitaram o Brasil e deixaram registradas suas impressões. Vale a pena revis...
O que eles acharam do Brasil
Começo com o Doutor George Gamow, físico russo que esteve no Brasil para dar algumas palestras em 1939 na sua área de especialização. Só que o russo descobriu os encantos do cassino da Urca e varava madrugadas nas mesas de roleta. Ninguém entendia como o professor conseguia sair do cassino ao amanhecer e logo depois fazer as tais palestras. Apesar da boemia o homem era fera.
Aumentou meu deserto. É como terminei e-mail de quatro linhas a Evandro Nóbrega, que me dá a notícia da morte de Valderi Claudino, no...
O fim da ladeira
Fez seu nome ou sua obra noutro meio, entre mineiros da saga de Guimarães Rosa, e aposentando-se, recolheu-se à Paraíba. Morando em Tambauzinho, meu vizinho de bairro, continuou o mesmo Valderi que deixei na Casa do Estudante em 1953: recolhido em seu quarto, fora da algazarra que era a nossa vida.
Tudo o que se escreva sobre Pushkin será insuficiente para atestar a sua genialidade, o seu incomensurável talento de escritor e a pai...
Aleksandr Sergeevich Pushkin
Com todas as veras de minh´alma eu vos digo, meu único e desatento leitor: nenhum gesto de extrema brutalidade que a mídia apresente t...
Tempo escuro
Adotamos a ética da mais absoluta falta de ética. A Lei de Gérson jamais foi revogada. Deletamos da nossa cabeça, numa boa, sem nenhum remorso, todos os valores essencialmente humanos.
Suicida Autêntico, me interrompo, e quando leres estes versos não saberei de meu êxito. Histeria Recordo esse cort...
Breve dicionário poético da loucura
Autêntico, me interrompo, e quando leres estes versos não saberei de meu êxito.
Recordo esse corte, essas cicatrizes repetidas, e a milimétrica cautela de preservar espaços vazios. Desabo contorcido na gratuidade dessa inconsciência fingida.
Pago e me deito para contemplar meus vazios. Pago e me destruo para ser aceito. Pago minutos lacanianos de suspense e lágrimas. Pago, e sou interrompido na súbita solidão do divã.
Eis meu presente: esse falso (re) pouso.
O abrupto medo – temor –antecipado dos olhos, dos homens.
O minuto dividido em sessenta pressentimentos.
Tampar o rosto eufórico para enxugar uma lágrima de desespero. * transtorno afetivo bipolar
Não interromper o ato continuo de repetir. * transtorno obsessivo compulsivo
Passos apressados, peito apertado, – arfante– no instante imperfeito, no contínuo suspiro que se arvora .
Malhar os músculos, dar uma mijadinha e alisar o cabelo com a mão suja do pinto.
Plantar balas para brotar drops
"... o silêncio é uma espessura." (Francisco Bosco) Encontre um tecido, qualquer papiro, revire essas coisas mirabulosas, - as páginas ávidas de luzeiros -, derrame o risco, desfaça-se em crostas. O mais é o menos desejado - míope de poesia, ruína, passo inútil, essa miragem na imensidão, acinte, avidez da boca, verdade fútil. Mora, remora, demora e vai, perseguindo o silvo do ignorado, pio despido, vazio entornado. Vadio silêncio, tinta incrustada, no inaudito desmundo de um nada, que reveste tudo, ladrilho, estrada.
O meu chefe na carteira de cobrança, da agência do Banco do Commercio e Indústria de São Paulo, na Sorocaba de 1961 e 62, o Sidney ...
O Sidney ''sinfônico''
Foi ali, ao limpar o disco que íamos ouvir em seguida, que me contou que se deslumbrara com a música que ouvira em bg, durante a morte de Cristo, no drama da Paixão, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na sexta feira santa, pelo que escrevera pra lá, perguntando que obra era aquela:
Aquilo imediatamente se transformou em imagem na minha mente e “vi”, fascinado, o que ouvi em seguida. Até que fiz uma tela de 50 X 30, anos depois.
O modelo foi a catedral de Milão, imaginariamente encalhada a meio caminho do fundo do mar, entre algas, bolhas e tubarões. A ideia veio deste belo exemplo de música impressionista criado pelo compositor francês a partir de uma lenda bretã.
Encontrei vários apaixonados por música erudita, na vida, sendo seus ápices o Dr. Paulo Maia, daqui, e o Sidney, de lá.
Não descansei enquanto não consegui o disco. A imagem que “vi”, ali, não descansou por vários anos, enquanto não virou quadro…
Peço ao leitor saído de um curso universitário de Ciências Humanas, como o de Arte, que foque e concentre suas lentes na maré de dejeto...
Lixão sem máscara
Era preciso que tratasse das coisas leves, como as feitas de panos diversos e as de carregar bocadinhos. Assim como o menino que nado...
Para Juca, e nove anos de saudades
Assim como o menino que nadou para depois de uma onda grande e não voltou, ela também achou que você se diluíra como um cubo de açúcar incapaz de adocicar o mar.
Nadou ao fim do mar, à boca dos tubarões, dentro do vazio das baleias, sob as barrigas cegas dos barcos, no pensamento dos peixes e nas suas costas, entre as areias, atrás das pedras e debaixo.
Caríssimo Germano, vez por outra recorro, com uma certa renitência, e pergunto-me se você tem ciência da dadivosa importância de sua ...
Post Scriptum
O professor Cláudio José Lopes Rodrigues nos traz, em seu livro “Diário não diário", um registro do dia-a-dia que pode ser, com os...
O não diário de Cláudio
Começa seu depoimento, não depoimento, com o registro da angústia que decerto aflige autores/escritores desde seus primeiros passos na construção de uma obra literária, com seus “momentos fastidiosos, angustiantes e até constrangedores”,
Por mais que as prefeituras enfeitem os grandes centros urbanos, São-João bom mesmo é em cidade do interior. Mas será que depois da tel...
Cidadezinha junina
Não há mais agrupamentos urbanos como o que Drummond eternizou no poema “Cidadezinha qualquer”. A simplicidade dos versos e o rigor na seleção das imagens fazem dele uma pequena obra-prima. Vejam:
Devo inicialmente esclarecer que o título acima foi emprestado de uma crônica do mineiro Ivan Angelo (assim mesmo, sem acento circunfl...





















