Pra começar, essa coisa de que "quem tem boca vai a Roma" é a maior furada. Nem sentido faz. Na verdade a origem desse legue...
Brasileiros no exterior
" São as coisas pequenas de que têm sido feitos meus livros " (Go...
Anotações sobre o livro de Gonzaga Rodrigues
(Gonzaga Rodrigues)
Não faz muito tempo, escrevi que imaginava o cronista à semelhança de um camelô vociferando a céu aberto, vendendo o seu produto: o cotidiano, que é a matéria do dia a dia que nutre a crônica, quer o camelô grite a plenos pulmões, quer se feche em copas, introspectivo, conversando com os seus botões, consigo mesmo, embora procure fazer com o que ele diz repercuta entre os que se aglomeram inamovíveis ao seu derredor.
Aqui, valho-me de um texto do poeta Mario Quintana: “Subnutrido de beleza, meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará desperdiçado por aí... Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo”.
Alguns se admiram da memória de Gonzaga quando ele reconstitui os episódios da infância, da juventude, como se os estivesse vivendo no calor da hora. A mim me alumbra não só a memória, mas, sobretudo, a maneira como ele a concatena de forma inteiriça, com a linguagem firme, ereta espinha dorsal que não se verga, não se dobra, diante dos seus novent’anos recém-inaugurados.
Não havia pranto em volta da nossa amiga, à exceção dos olhos da filha que se marejaram quando da nossa chegada ao velório, apenas nest...
Um puxa o outro
O ludismo exerce um importante papel no exercício da expressão verbal, desde o instante em que se faz a manipulação livre dos fonemas...
Os recursos de linguagem na construção do lúdico
Eu lia uma dessas pesadas Histórias da Arte, quando tive um alívio enorme: depois de mais uma vez atravessar a Renascença Italiana...
Tudo tão delicado quanto um bonsai
A fé é um sentimento profundo que reside no coração de cada ser humano. É a crença inabalável em algo ou em alguém, mesmo quando não há...
O valor da fé
O pulo da gata Só mesmo a super heroína Para olhar o mundo de ponta cabeça E, mesmo subindo pelas paredes Achar tudo...
Há uma lua que colhi com gosto
Só mesmo a super heroína Para olhar o mundo de ponta cabeça E, mesmo subindo pelas paredes Achar tudo normal
Entre as grandes luas há uma lua que colhi com gosto meio despida e orvalhada por meus olhos em amor tocada
Quando meu pai ficou em Tapuio, eu fui em busca de alguma coisa no mundo distante. Andei, virei e mexi, e quanto mais andei, mexi e vir...
Como se fosse meu pai
A Gaia Ciência ( Die fröhliche Wissenschaft , em alemão), obra publicada em 1882, apresenta um conhecimento estético presente na apreen...
Estética da Arte e Ciência
Pegar a estrada, sair por aí e abraçar a Paraíba. A cada quilômetro rodado se desvendam as terras, os cenários e os recantos paraibanos...
Pela estrada, a Paraíba
A umidade me é familiar; ela me envolve como um útero materno — penso, enquanto contemplo o sol nascer no deserto de Nevada. Ardem as p...
No deserto
Torço pelo Botafogo desde que, menino de calças curtas, vi Garrincha atuar no time. Posso dizer que minha escolha se fez certa por pe...
Um brilho de alegria
Com o tempo, passei a identificar Garrincha como a melhor representação do emblema do time – a estrela solitária. Seu drama pessoal, marcado pelo alcoolismo e por uma ingenuidade que o levou a ser explorado por empresários do futebol, dava-lhe um brilho que repercutia no meu ânimo de torcedor. Ele era também a alegria do povo.
Que tipo de guerra pode ser doce, em que a munição se transforma num imenso lago vermelho, quase sangrento, espalhado pelas ruas de ...
Próximo ao sossego do medo
Pois é com esse modelo de violência que os moradores de Buñol, na província de Valência, morrem de rir, de se divertir e de cansaço. O nome dessa guerra é "A Tomatina", uma das festas tradicionais que mais atraem turistas à Espanha. Todos os anos, multidões se banham na rua, tomada de vermelhos tomates maduros e esmagados. Uma bela confusão lambuzada que acontece na última quarta-feira de agosto.
Ela se chamava Isabel da Nóbrega (pseudônimo de Maria Isabel Guerra Bastos Gonçalves), escritora portuguesa, autora de respeitada obra...
A mulher que foi deixada pelo prêmio Nobel
Somos todos, presentemente, passageiros de um navio em perigo. Alguns já perderam até a esperança, e aceitam em silêncio a fatalida...
O médico verdadeiramente médico e a humanidade
Eis agora o mar de volta. Vastidão que aqui reflete esperança adormecida Com a brisa que me trazes, agora não tão morna...

























