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A gente pensa, a gente sente, a gente age, a gente fala. Esses os grandes verbos de nossa vida. Deles depende a nossa paz interior. E paz in...


A gente pensa, a gente sente, a gente age, a gente fala. Esses os grandes verbos de nossa vida. Deles depende a nossa paz interior. E paz interior é tudo na nossa existência, um estado que não depende do dinheiro, nem do poder.
Mas vamos ao primeiro item: o pensar. Somos o que pensamos. É a vez de dizer: dize-me como pensas e eu te direi quem és. Sim, porque os nossos atos são reflexos dos nossos pensamentos. Muita gente ignora que o pensamento é coisa, vibração, energia de natureza eletromagnética. Você não o vê, mas ele existe. E ainda bem que é invisível. Já imaginou se a gente soubesse os pensamentos dos outros? Deus sabe o que faz. O pensamento é tão importante que o filósofo Descartes chegou a afirmar: “Penso, logo existo”. Repetindo, você é o seu pensar. Daí o cuidado que devemos ter com o pensamento. Tudo começa com ele. Quem pensa bem, sente bem, quem sente bem, fala bem, age bem. E basta de tanto bem.
E o falar? Quantos desentendimentos, quantas discussões, quantas brigas por causa da fala. A discussão é uma briga. Briga de palavras. Mas é bom lembrar que estou, aqui, me referindo à má discussão, em geral movida pela vaidade, pela intransigência, pelo orgulho, pelo ódio. E onde há ódio, não prosperam o amor, a concórdia, nem a compreensão.
E digo tudo isso em beneficio da saúde. Uma pessoa com raiva é capaz de tudo e o seu organismo termina somatizando e sofrendo as consequências desse comportamento negativo.
Ah, como é importante o falar... Disse bem Jesus: que o teu falar seja: sim, sim, não não. Nada de subterfúgios, dissimulação.
É preciso que saibamos ser moderados em tudo. Nada de afobação, nada de discussão exagerada. Não esquecer que tudo vem dos nossos pensamentos, que a gente não vê, e que, às vezes, terminam se materializando em atos dos quais podemos vir a nos arrepender.
É muito importante que estejamos sempre vigilantes, pois a gente erra, muitas vezes, por falta de vigilância. Daí a grande recomendação de Jesus: “orai e vigiai para não entrardes em tentação”. E o homem vive numa ilha cercada de tentações por todos os lados. Tentação do dinheiro, do sexo, do poder, da vaidade, do orgulho, da inveja. Então, não esqueçamos: muito cuidado com estes verbos: pensar, sentir, agir, falar!

Muitas expressões que utilizamos no dia-a-dia têm origem em textos religiosos, como a Bíblia e o Alcorão. Do Velho e do Novo Testamento, p...



Muitas expressões que utilizamos no dia-a-dia têm origem em textos religiosos, como a Bíblia e o Alcorão. Do Velho e do Novo Testamento, por exemplo, herdamos os seguintes termos:

É   sabido que a semana tem sete dias. Mas falam também dos seus dias úteis. Quais seriam eles? Seriam aqueles em que há trabalho: Já o domi...


É sabido que a semana tem sete dias. Mas falam também dos seus dias úteis. Quais seriam eles? Seriam aqueles em que há trabalho: Já o domingo é chamado o dia do descanso. Do descanso ou da adoração a Deus. Tanto é assim que a palavra domingo, etimologicamente, significa Dia do Senhor. Mas isso era, antigamente. Hoje, o domingo é mais dia de diversão do que do repouso. È bom lembrar também que é no domingo que muita gente curte a ressaca do sábado. Sábado! Eis aí um dia que todo mundo curte. Todavia, um dia que todo mundo gosta é a quinta, sem esquecer a sexta. A semana só começa mesmo para o trabalho na segunda à tarde e termina na quinta. Na sexta, quase todo mundo está se preparando para o lazer, para uma viagem.
Continuando a crônica, outrora trabalhava-se no sábado. Folga só depois de meio-dia. Mas isso era antigamente. E se você me perguntar qual o dia da minha predileção eu diria sem pestanejar: segunda! Predileção esta que deve assustar muita gente. Quando viajo para o Exterior, só Deus sabe como suporto o domingo, com tudo fechado, tudo morto. E vem-me à memória aquele domingo, lá em Mainz, Alemanha, quando vi várias senhoras gordas (o que não falta naquele país) sentadas nas cadeiras, ao ar livre, em longas e tediosas conversas. Um espetáculo que faz a gente abrir a boca num longo bocejo.
Foi-se o tempo da semana rigorosamente de seis dias úteis. E antes que a crônica se acabe, para sermos francos, pelo menos aqui no nosso país, os dias ditos úteis mesmo são apenas quatro: segunda, terça, quarta e quinta.
E quer saber de uma coisa? Domingo só em Paris e Londres. Não, leitor, talvez em Riacho dos Cavalos, o domingo seja de uma tranqüilidade gostosa. E se você se deitar numa rede com um bom livro, a vida corre tranqüila e gostosa. A rede é uma beleza. Se não me engano, o grande Câmara Cascudo fez um suculento e profundo estudo sobre a rede e o nosso Alcides Carneiro disse, certa vez, que, para fazer um discurso, ele só precisa de meia hora de rede.
A rede é excelente para o estresse. Acho que Hitler nunca conheceu, nem, muito menos se deitou numa rede. Daí a sua mania de perseguição e violência. E quantas reflexões a rede sugere. Rede num dia de domingo, que beleza!

A  gente viaja com os pés, com os olhos, com os ouvidos, com a mente e com a boca. Assim, depois dos passeios, das visitas aos museus, às li...


gente viaja com os pés, com os olhos, com os ouvidos, com a mente e com a boca. Assim, depois dos passeios, das visitas aos museus, às livrarias, ao cotidiano da cidade, o grande e cobiçado momento é aquela entrada no restaurante. Meu amigo e globe-trotter, Davi, me disse que restaurante com pouca gente é um sintoma de que não é bom. E tivemos a prova disso. Restaurante superlotado, a ponto de a gente ficar aguardando a nossa vez, vale a pena esperar.
Mas o gostoso , ainda não é a comida, mas o ritual inicial: o erguer de um brinde, e depois a leitura dos cardápios. Tem deles luxuosíssimos, sobretudo na encadernação. Tantos pratos apetitosos e gostosos enchendo nossa boca d'água... Esse o momento da senhora boca.
Escolher o prato é um procedimento às vezes difícil. E, de vez em quando, a gente erra, pois que chega um prato que não nos agrada. Principalmente em países exóticos, como já nos aconteceu na Rússia e no Marrocos.
A verdade é que a escolha do restaurante e a escolha do prato, nem sempre é fácil. Mas vale a pena aquele momento. Todo mundo comendo, todo mundo conversando, comentando o que se viu durante o dia, todo mundo sorrindo e, às vezes, até falando alto. Há os que estão reunidos, mas não unidos. Ou ninguém olhando pra ninguém. Quantas latitudes juntas!...
E que dizer dos restaurantes chineses? É mais uma boa opção. Do restaurante indiano fujo às léguas, devido aos pratos frequentemente picantes.
Mas o momento da boca é muito importante. Vale a pena observar as pessoas, os garçons, estes uns verdadeiros artistas, ou melhor, excelentes equilibristas. Como eles se desdobram, se multiplicam em sorrisos, e às vezes são até mal tratados por gente insensível e arrogante.
Admiro muito suas excelências os garçons. E tem vez de a gente encontrar alguns deles brasileiros. Quanta alegria! Estou agora me lembrando de um restaurante em Lisboa, cujos garçons, por sinal muito elegantes, se desdobravam em gentilezas.
Restaurante com pouca frequência não é bom sinal. Deles quanto mais animado e entupido de gente, melhor.
Mas vale observar o comportamento das pessoas por este mundo afora. Está aí um bom campo para um psicólogo, ou um cronista.
Fui falar de comida, e eis que estou desejando agora uma gostosa pizza. E viva o turismo da boca!

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