10.11.13
Q ue nome é esse, cronista, com que você intitulou esta crônica? Será mais um lugar que você visitou nesses seus périplos, mundo afora? Sim,...

Que nome é esse, cronista, com que você intitulou esta crônica? Será mais um lugar que você visitou nesses seus périplos, mundo afora? Sim, no roteiro que a experiência e bom gosto do nosso Germano traçaram, recentemente, incluiu-se a cidade de Kotor, tno litoral do pequeno país, Montenegro, que foi parte integrante da ex-Iugoslávia. Uma cidade que ainda hoje não estou acreditando que existe. Uma cidade cercada de montanhas e muralhas por todos os lados, à beira de um fiorde, na Baía de mesmo nome. Montanhas altíssimas que só em olhar para elas nos deixa cansados.
Grande parte dessa cidade é medieval, a começar pelo chão e edificações constituídos de pedras, hoje pisadas pelos numerosos turistas, ao invés das roda das carruagens.
Confesso que me catuquei várias vezes para ver se não estava sonhando. Turistas e mais turistas chegando de cruzeiros enormes, a maioria já escorregando pelos oitenta e bote força.
Não se dá uma passada que não se encontre uma loja expondo seus biscuits. Montanhas, pedras, silêncio, era só o que se via nessa exótica cidade.
Mas, o que mais me impressionou foram os numerosos gatos que, ali, são reverenciados como a vaca na índia. Gatos lindos, por vários recantos, que os turistas alimentavam com pedaços de pãoe outros petiscos, como acontece com os pombos em outras metrópoles.
E a grande aventura dos numerosos turistas é subir as escadarias da muralha até perto das montanhas, após uma difícil e perigosa caminhada. E foi aí que vimos uma senhora, já bastante idosa, levar uma queda, ferindo-se. Ainda bem que Alaurinda socorreu-a com ligeira medicação. Turista prevenido é outra coisa.
Montanhas silenciosas e místicas, cobertas de vegetação e além do mais geladas. Nada de trânsito de veículos só pedestres. E víamos navios enormes aportarem na Baía de Kotor quase todas as manhãs, que ficavam aguardando os passageiros explorarem a cidade para depois continuar seu passeio no mar.
Contudo, confesso que não gostaria de morar nessa Gatolândia, a não ser como prisioneiro. Mas, tudo tem sua beleza. Valeu conhecer aquela cidade que atrai cada vez mais turistas. Turistas do mundo inteiro, a começar pelos japoneses, que vivem saindo de suas ilhas à procura de espaços.
10.11.13
10.11.13
D ois circos estão acampados na cidade. E chegaram todos modernos, tanto é assim que a propaganda, além da televisão, se faz através de outd...
Dois circos estão acampados na cidade. E chegaram todos modernos, tanto é assim que a propaganda, além da televisão, se faz através de outdoors. É a modernidade que está em tudo.
Mas os circos ainda são de lona. De lona, mas não de leão. Nada de bichos, como manda o sentimento ecológico. Os artistas são gente. Mágicos, trapezistas e outras atrações. Não mais a zebra correndo pelo picadeiro, ao som de uma animada música, não mais o domador entrando na jaula do leão e procurando fustigá-lo, irritá-lo, sob os aplausos da multidão.
Os dois circos estão aí e o menino que ainda está dentro de mim está doido para ver os espetáculos. Ah, os circos de outrora, lá na Lagoa! O Circo Nerino, o Circo Garcia, o circo... eram tantos.
A meninada não pensava mais em nada. Não se estudava mais, não se fazia mais nada, até que e circo começava a se desmontar. Aí a tristeza era de doer e de chorar. Mas o leão precisava comer. Comer carne e muita. Essa a razão de alguns donos de circo contratarem garotos pobres para eles trazerem gatos para matar a fome leonina. Assim informavam.
A verdade é que o circo era um verdadeiro paraíso. Um paraíso de lona que encantava a meninada. O de que eu mais gostava era ver os trapezistas, a moça linda andando sobre o arame, como se fosse uma calçada, o palhaço arrancando gargalhadas da multidão embevecida... E havia uma garota chamada Rosinha, que subia o trapézio e lá do alto deslocava o corpo. As palmas estrondavam. Eu achava a menina linda. Acontece que, numa certa manhã, lá no sítio onde eu morava, na Lagoa, Rosinha apareceu com outros garotos. Eu não quis acreditar... Sorriu, chupou mangas, conversou com a gente, uma beleza. Mas, aqui para nós, de perto, Rosinha me pareceu menos bonita. Ah, aquelas sardas no rosto...
Os circos estão aí... Mas, sem dúvida, com espetáculos muito diferentes. O menino, que ainda vive em mim, tenha paciência. E, aqui para nós, quando é que a elefanta, ora hospedada no nosso Parque Arruda Câmara, vai aparecer em público para alegria da meninada?
Aqui vai uma sugestão ao prefeito Luciano Cartaxo: que a apresentação publica da elefanta seja paga e o dinheiro seja destinado ao Hospital do Câncer. Aliás, soube pelos jornais que um dos circos que ora nos visita, enviou seus palhaços para distraírem os garotos ora internados naquele hospital, levando-lhes a terapia do humor e da alegria. Uma iniciativa digna de aplausos. O divertimento é um excelente medicamento. Sofre-se menos quando se está alegre.
Concluindo, aguardemos a próxima apresentação pública da elefanta, que, decerto, já está readaptada ao seu verdadeiro habitat, longe dos refletores, dos aplausos e do barulho.
10.11.13
9.11.13
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As celebridades são sempre exigentes na hora de permitir que suas imagens sejam divulgadas em reportagens e anúncios comerciais. E o Photoshop ajuda a alimentar essa vaidade.
9.11.13
7.11.13
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A criação de uma senha geralmente é uma experiência enfadonha. Não se pode lançar mão de termos comuns, de caracteres repetidos ou mesmo de datas, porque tornam a senha insegura. Diante dessas limitações, a palavra que criamos acaba por tornar-se difícil de fixar na memória.
7.11.13