7.12.13
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Pois é, depois daquela reunião mediúnica, em Alagoa Nova, da leitura da obra de Léon Denis - “O problema do ser, do destino e da dor” - o homem se tornou espírita, e, já que não podia mais ser agricultor, resolveu deixar o Brejo e se mandar para a Capital, que, sem dúvida, lhe daria melhores condições de vida.
Aqui em João Pessoa, ainda achou de comprar um belo sítio, lá no Parque Sólon de Lucena, a popular Lagoa, pois, plantar, estar em contato com a Natureza, era com ele. E foi nesse paraíso que eu, caçula da família, passei minha bela infância, em contato com a terra, com a chuva, com as árvores, com os animais. Um sítio que tinha tudo que era de fruta. E fruta rara como abricó, jenipapo, cacau e assim por diante. O pai adorava o caçula e o caçula adorava o pai, um homem alto, atleta, bonito e de uma mansidão admirável, Mansidão só, não. Bondade.
Agora espírita, haja a promover reuniões mediúnicas na própria casa. Conversava com os espíritos como se fossem gente de carne e osso. E eu menino ainda de calças curtas, ficava sem entender aquele colóquio do mundo de cá com o mundo do além. Meu pai dava conselhos aos espíritos, com uma postura que me encantava.
Apaixonado pela Natureza, o seu sítio dava de tudo. Um dia, me ensinou a aguar uma porção de crótons que enfeitavam a entrada da casa. E à medida que eu ia jogando água nas plantas e estas se agitando com a brisa, ele me dizia: “as plantas estão acenando e agradecendo a água que você lhes está dando”.
A verdade é que um pai nunca se identificou tanto com o filho como este homem, de honestidade ímpar. Sério e sereno, José Augusto Romero terminou me levando para as lições de catecismo kardecista, lá na Federação Espírita, um prédio de uma porta e duas janelas, que ficava na rua Treze de Maio.
Fui o único filho que ele não batizou. E esta história do batismo criou um problema mais adiante, pois, para me casar com a primeira esposa, a família exigia que eu me batizasse na igreja. E agora, José? Depois eu conto como se deu o desfecho.
Voltando ao meu pai, esse ídolo de minha vida, o ex-agricultor terminou burocrata. Sim, ele foi convidado para ser secretário do Departamento Nacional das Obras Contra as Secas - DNOCS. E deu-se muito bem na burocracia. Muito respeitado e admirado, ele foi um exemplo de honestidade, de seriedade e de serenidade.
Como espírita, dirigiu a Federação Espírita Paraibana durante 44 anos. Sempre eleito por aclamação. Sua administração naquela Casa foi um exemplo de bondade e coragem.
Sim, já ia me esquecendo. Ele foi maçon, chegando a Venerável Mestre. A loja maçônica era aquela da antiga Rua Nova, onde há duas esfinges de bronze guarnecendo o prédio. Um dia, ele disse para mim: “Você quer se batizar na Maçonaria? O batismo não é de água, mas de mel”. E meus lábios começaram a se mexer. Mas, essa batismo ficou só no convite...
7.12.13
7.12.13
Na confecção de um simples pôster, na elaboração de um projeto de arquitetura ou na criação de um website, sempre vem à mente do criador a...
Na confecção de um simples pôster, na elaboração de um projeto de arquitetura ou na criação de um website, sempre vem à mente do criador a preocupação com a harmonia cromática. Algumas cores, quando reunidas, causam certo desconforto visual, enquanto outras, pelo contraste, pela luminosidade ou pela analogia, formam um conjunto equilibrado, agradável e atraente aos olhos do observador.
7.12.13
1.12.13
O livro é tão pesado que afetou, ligeiramente, a minha coluna, que já não andou muito boa, mas tem melhorado muito graças às caminha...
O livro é tão pesado que afetou, ligeiramente, a minha coluna, que já não andou muito boa, mas tem melhorado muito graças às caminhadas e outras ginásticas.
Voltando ao livro, comecemos pelo seu visual. A imagem daqueles pés caminhando na areia. E com o apetite de minha curiosidade, fui lendo este “Ciclo vegetal”, do meu amigo e mestre Juca Pontes lançado, outro dia, com merecido sucesso, na Livraria Leitura.
1.12.13
30.11.13
Em geral, as compras realizadas nos sites brasileiros de comércio eletrônico são ágeis e práticas. Muitas lojas permitem o parcelamento e...
Em geral, as compras realizadas nos sites brasileiros de comércio eletrônico são ágeis e práticas. Muitas lojas permitem o parcelamento e até oferecem frete gratuito. O problema, entretanto, são os preços cobrados nas terras tupiniquins. Os valores de certos produtos chegam à estratosfera, como reflexo da voracidade do nosso incompreensível e abusivo sistema tributário.
30.11.13
24.11.13
A flor é bela. Bela e perfumada. Mas eu não venho falar de flores, e sim, de pétalas. E que seriam das flores sem as pétalas? E que dizer d...
A flor é bela. Bela e perfumada. Mas eu não venho falar de flores, e sim, de pétalas. E que seriam das flores sem as pétalas? E que dizer das folhas das castanholas que caem no chão, depois que envelhecem? Envelhecem e amarelecem. Já viram esse espetáculo? Viram nada. Muitos de vocês passam pela calçada como robôs, prosaicamente, indiferentes. Não há nenhuma reflexão de sua parte em torno desse fato corriqueiro. E o vento parece que adivinha sua indiferença mórbida. Ele procura levar as folhas de castanholas para longe, a fim de que não sejam pisadas por você. Se você fosse uma pessoa, apanharia a folha, não digo que a beijasse, e ficaria a refletir, o que é próprio do homem. Refletir é fazer perguntas a si mesmo.
Dizia o escritor francês Anatole France que o seu cachorro não pensava, e isto o entristecia. Sim, porque pensar é a maior riqueza do homem. Muita gente pensa que pensa, mas não pensa.
Voltando às castanholas, todos os dias elas nos ensinam sobre a transcendência da vida. Ah, como eu gostaria de ver, em todo lugar, a escultura “O Pensador”, de Rodin. Muito mais significava do que aquele sorriso da Mona Lisa, que vai terminar numa carranca.
As folhas das castanholas, que, já velhas, são jogadas fora pelo tempo, que, como o vento, não gosta das coisas paradas.
Mas a vida não é isso, um eterno strip-tease? Assim como as bailarinas soltam suas vestes, as castanholas também procuram se desvencilhar daquilo que envelheceu. E com isso, dão uma lição de vida. Viva a didática da vida! Tudo ensina. O negócio é saber entender o que se ensina.
A pior doença de um homem é a indiferença, que é uma espécie de cegueira. Triste de quem não tem olhos de ver. Triste de quem jamais observou uma simples folha de castanhola sendo levada pelo vento, numa calçada. O vento é como o tempo. É invisível. E nessa invisibilidade é que está o perigo. Daí a necessidade de estarmos atentos à passagem do tempo, que o relógio e o galo, com seu canto, estão sempre nos lembrando.
Nem sempre é bom estarmos olhando para cima para ver as estrelas, as nuvens ou se vai chover. É aconselhável olhar também para baixo, para trás, e, sobretudo, para o lado, onde está muito de nós: O próximo, que temos de amá-lo como a nós mesmos.
24.11.13