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Abelardinho muito contente com a publicação de seu recém-lançado livro, que tem título sugestivo. Lembrar que janela é símbolo de comunicação. O mestre José Américo já dizia que ir à janela é ir à ua sem sair de casa. Outrora, as janelas eram tudo de uma residência. Ah, as conversas pelas janelas... E haja conversa.

O nosso Abelardinho, doutor em um diferenciado colunismo social, que aprendeu com o seu mestre Heitor Falcão, é um homem em lua de mel com a vida. Teve um pai, o ministro Abelardo Jurema, com quem aprendeu muita coisa na vida, menos odiar. E eu fui aluno dele, de Literatura Brasileira, lá no Liceu Paraibano. Você precisava ver que elegância, no traje, no comportamento, no bom humor.

Este quinto livro que Abelardo publica é um documentário excelente da nossa vida social, de que o autor conhece a fundo. Uma janela escancarada do nosso cotidiano muito humano. Nele, o colunista-cronista rememora diversos personagens ilustres e não esquece o barbeiro Tião, cuja tesoura cortou o cabelo de muitos governadores, inclusive os de José Américo de Almeida, que não me deixe mentir a escritora Lourdinha Luna.

Abelardo alude ao exílio do pai no Peru, um dos momentos dramáticos de sua vida política. Mas o exilado não perdeu a dignidade, chegando a dizer: “É nos momentos difíceis que o homem cresce e amadurece”. A Paraíba deve muito ao ex-ministro Abelardo Jurema, pois foi de sua mão que saiu a federalização de nossa universidade.

Estou aqui com “Na Janela da Cidade”, o livro que virou realmente janela. Uma beleza de impressão gráfica. Como já disse, um livro que dá vontade de beijá-lo, e valorizado com o prefácio do acadêmico Damião Ramos Cavalcante, posfácio do arquiteto e cronista Germano Romero e “orelha” do jornalista Kubitschek Pinheiro.

Abelardo pai já se imortalizou nas Letras. Por que o filho também não se imortaliza, unindo-se ao pai, cada vez mais, merecidamente?

Digo com toda a sinceridade. Este “Na janela da cidade” tem a cara da cidade. Não a cidade do Rio de Janeiro, onde o autor nasceu, mas a da Capital das Acácias, onde o sol nasce primeiro!

C hegou a vez de falar sobre a mente. Deixemos as mãos, os pés, os olhos e falemos da mente, que fica lá no alto do cérebro e onde moram nos...

Chegou a vez de falar sobre a mente. Deixemos as mãos, os pés, os olhos e falemos da mente, que fica lá no alto do cérebro e onde moram nossos pensamentos.

A mente é a grande realidade da vida. A mente não mente. E sua importância foi ressaltada pelos antigos, que já diziam: ”mente sã, corpo são”. Repito: lá é onde moram nossos pensamentos. E não esqueçamos que somos o que pensamos. Tão importante é o pensamento, que o filósofo Descartes, pai da filosofia moderna, ganhou fama com a famosa sentença: ”Penso, logo existo”.

Mas para chegar a essa assertiva, o famoso pensador não fez outra coisa na vida, a não ser pensar. Nunca viu as manhãs, porquanto dormia até meio dia. E acordava para pensar, que o pensamento para ele era tão importante como o oxigênio. Descartes, portanto, morava na mente.

Como disse, somos os nossos pensamentos, que se transformam em atos. Está ai a necessidade de nossa constante vigilância, a necessidade de estar atento. Jesus nos deu uma grande receita: ”orai e vigiai para não entrardes em tentação”. A tentação é um perigo. E há tantas tentações: a do sexo, a do poder, a do dinheiro, a da vaidade, a da gula, dos vícios. Na oração do Pai Nosso, Jesus não esqueceu o “não nos deixeis cair em tentação. ”

Disse o apóstolo Tiago que há tentação quando há concupiscência. E o que é concupiscência? Responde o dicionário: ”apetite sensual, inclinação para a lascívia”. Concluindo: tendência. Por conseguinte, se não existisse a concupiscência, não haveria a tentação. Tiago tem razão.

Voltemos à mente, que fica lá no alto do nosso corpo, este maravilhoso cosmo orgânico. Deus sabe o que faz. Estejamos, portanto, vigilantes com a mente. O ditado popular já disse que se cochilarmos o cachimbo cai.

E quem também ressaltou a importância de nossa mente foi Emmanuel, mentor do médium Chico Xavier, no livro “Pensamento e vida”. Livro de uma profundidade impressionante. E fico pensando como é que o médium, de instrução primária, conseguiu escrever aquilo?

Veja só o que disse o autor espiritual do citado livro: “A mente é o espelho da vida em toda parte. O campo da consciência desperta. ” Mais adiante, completa: “Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.”

O pensamento é tudo. Daí lecionar Emmanuel que “o pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo. ”Mas muita gente pensa que pensa. Ah, como eu gostaria que Descartes tivesse conhecido Emmanuel...

Acontece que muita gente deseja não pensar, não refletir, que nem um animal. E haja álcool na cachola. E haja distração, e haja alienação.

“Penso, logo existo”, disse Descartes. Penso, logo sou responsável, diz o cronista. No próximo texto, escreveremos sobre o corpo, este maravilhoso santuário tão desrespeitado pela insânia de muitos.

Quem é fanático por astronomia deve estar dando piruetas com a possibilidade de ver a Terra em tempo real, por meio de câmeras instaladas ...

terra vista do espaço em tempo real


Quem é fanático por astronomia deve estar dando piruetas com a possibilidade de ver a Terra em tempo real, por meio de câmeras instaladas na Estação Espacial Internacional.

Há pouco tempo, zapeando descontraidamente no Stumble Upon , deparei-me com uma matéria interessante da BBC World acerca da criminalização...

homofobia homossexualismo


Há pouco tempo, zapeando descontraidamente no Stumble Upon, deparei-me com uma matéria interessante da BBC World acerca da criminalização da homossexualidade adotada em legislações de mais de 100 países.

A notícia me surpreendeu principalmente ao constatar que o Brasil atuou na vanguarda, ainda no Século XIX, sendo um dos 7 primeiros países a descriminalizar a comunhão afetiva entre pessoas do mesmo sexo, à frente, inclusive, de nações mais desenvolvidas. Mesmo sob toda a carga de sua formação religiosa e dos níveis educacionais primários, a legislação e a jurisprudência brasileiras progrediram, desde cedo, baseadas no respeito aos direitos humanos, como um todo.

"Q uem tem boca, vai a Roma” - diz o ditado. Não, amigos, quem tem boca vai para toda parte. Falei sobre as mãos, sobre os olhos, sobre...

"Quem tem boca, vai a Roma” - diz o ditado. Não, amigos, quem tem boca vai para toda parte. Falei sobre as mãos, sobre os olhos, sobre os pés, e agora chegou a vez da boca. Você pode viver sem os olhos, sem as mãos, sem os pés, mas sem a boca é impossível.

Sem ela, como falar, como se alimentar, como beijar? É importante o alimento que se ingere, a água que hidrata, o remédio que se toma, mas a palavra que sai da boca é a alma da convivência. Não se convive sem a fala. Dize-me como falas e eu te direi quem és. O homem não é somente aquele que pensa, mas aquele que fala.

Se não me engano, foi Voltaire que costumava dizer a uma pessoa que lhe era apresentada: ”fala para que eu saiba quem tu és”. E como ele dava importância à fala, chegando a dizer: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.

Tem muita gente que bota a palavra fora. Que diz coisa que não era para se dizer, fala pelos cotovelos. Mas, a palavra não é para se desperdiçar.

Voltando à boca, Jesus, certa vez, disse: “não é o que entra na boca, que contamina o homem, e, sim, o que dela sai. “Ora, o que sai da boca é a palavra.

“Orai e vigiai para não entrardes em tentação”, receitou também o Mestre. Estejamos, portanto, atentos ao que dizemos.

Há uma mediunidade chamada Psicometria. O médium psicômetra se entrar numa sala, por exemplo, percebe tudo o que se disse naquele ambiente. As palavras dos que estiveram ali ficaram gravadas na parede. Veja aí quanta responsabilidade no falar.

A verdade é que nada se perde do que dizemos. Por isso, repitamos a advertência: muito cuidado com a palavra! Muita franqueza dói. Daí dizer Chico Xavier: “a verdade que fere é pior do que a mentira que consola”.

Aqui já falamos dos olhos, dos pés, das mãos, e vimos sua grande importância em nossa vida e da responsabilidade de usá-los. E agora falamos da boca, pois muita gente se utiliza mal da boca, não só pela má palavra como pelos venenos do fumo e da bebida alcoólica.

A fala é uma benção. Que digam os mudos. Jesus ensinava a discrição: “Que o teu falar seja sim, sim, não, não”. A palavra é tão importante que a Bíblia começa dizendo: “No princípio era o verbo”.

Ninguém soube usar tão bem a palavra como o Mestre. Tinha resposta para tudo. Só uma vez ele deu o silêncio como resposta. Justamente quando o procurador Pilatos lhe perguntou: ”O que é a verdade?” O procurador estava junto da verdade e não sabia. Jesus calou-se. Nunca um silêncio falou tão alto. Como explicar ao cético procurador o que era a verdade? Jesus poderia muito bem ter respondido: “A verdade é a lei”. Ou senão: “A verdade sou eu”. Mas o seu silêncio disse tudo. Impressionante aquele encontro entre a Verdade e a Mentira...

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