10.11.14
P ois é, visando a saúde e o meu preparo físico, já que o espiritual vai indo bem, vejamos os diversos exercícios a que venho me submetendo,...
Pois é, visando a saúde e o meu preparo físico, já que o espiritual vai indo bem, vejamos os diversos exercícios a que venho me submetendo, com vistas a uma boa qualidade de vida. Sem esquecer a alimentação, que nos sustenta, que deve ser pura e integral, assim como o oxigênio, esse importantíssimo alimento que Deus nos dá de graça, e que a gente não vê.
Por falar em exercício físico o melhor é a caminhada, que venho fazendo há muito tempo. Recomendaram-me, depois, outros, por sinal, sofisticados: “Pilates”, um tal de “RPG”, e, finalmente, a hidroginástica, isto é, exercício dentro d'água.
E eis-me em companhia de Alaurinda e Germano, dentro de uma piscina quente, ao lado de outros companheiros, tendo como professora Catarina, que não brinca em serviço. Basta eu dar um cochilo no exercício e ei-la me passando um suave carão.
Hidroginástica! Por que danado não me lembrei disso antes? O corpo se tornando leve, como se a gente fosse voar, a facilidade de movimentos, dada a gravidade ser menor, e uma espécie de euforia tomando conta da gente. Os anos já não pesam mais. Sinto-me tomando banho numa enorme banheira.
A turma que nos antecede é só de mulheres, todas alegres e descontraídas como se fossem garotas num recreio.
Hidroginástica!... Há muitos anos, o físico Arquimedes tomava banho numa banheira, quando, sentindo o corpo mais leve, saiu eufórico e foi logo gritando: “Eureka”, “eureka”! Isto é, achei! Sim, ele acabara de descobrir a Lei da Hidrostática. Que dentro d'água a gente perde peso. Daí os benefícios da ginástica na água.
Nosso grupo de hidroginástica é muito homogêneo, com as gaúchas Sheila e Concita, a baiana Liziene e os paraibanos, eu, Germano e Alaurinda. Quanta alegria, quantos sorrisos, quanta solidariedade e confraternização! Os corpos boiando n'água, a vida passando, e a saúde sendo levada a sério. E vem depois, como complemento, o voleibol. Sim, aqui pra nós, o cronista, modéstia à parte, é bom de saque.
É com muita pena, mas com o sangue fluindo bem pelas veias, que a gente sai da água. E viva a saúde, viva a nossa responsabilidade com o corpo, que devemos respeitá-lo. Mais do que isto: venerá-lo. E a grande verdade é que dentro d'água voltamos a ser crianças.
10.11.14
9.11.14
A s praias que vi, há algum tempo, seja na Nova Zelândia ou na Austrália, seja na Islândia, que vim conhecer agora, são muito diferentes das...
As praias que vi, há algum tempo, seja na Nova Zelândia ou na Austrália, seja na Islândia, que vim conhecer agora, são muito diferentes das nossas. Além de desertas, elas não prestam para o banho, pois são geladas. Além do frio ser grande, cadê as areias fininhas de nossas praias? Areia para a gente se deitar e sonhar, para escrever o nome da amada ou um poema, como fazia o padre Anchieta, não existe.
Areias cheias de pedra é só o que se vê. Outra coisa, em geral, as praias desses países citados são desertas. Vêem-se poucos turistas e muito menos o pessoal da terra. Agora, com uma vantagem: O que predomina, ali, é o silêncio. Daí serem boas para se meditar. Não são boas para o banho, nem para o cooper. E eu vendo as praias de lá e me lembrando das praias de cá.
Outra coisa: não vi coqueiros. Os belos coqueiros que abundam em nossas praias. Aqui, o coqueiro dá nome às praias, não é Coqueirinho?
E que dizer dos coqueiros de Tambaú? Como eles são femininos! E agora me deu um desejo danado de beber água de coco. Que suave bebida! Mas, muitos preferem a cachaça ou outra bebida alcoólica. Já se disse que gosto não se discute. Concordo.
Voltemos às praias de lá. Houve delas que serviram de cenários para filmes como Kare Kare, perto de Auckland. Uma praia mística, meio fantasmagórica.
Praias da Nova Zelândia, praias da Islândia, praias de se ver, praias para se tomar aquele banho, praias de areia lisas como um lençol. Praias de fazer a gente bater o queixo. E a famosa Praia dos doze apóstolos? lá na Austrália, que me deixou tremendo de frio? Só os apóstolos de pedra tomavam banho. Os turistas só faziam olhar.
Na Islândia, meus amigos foram ver uma praia que só para chegar lá você tinha de sair se desviando de barrancos e enormes pedras. Eu preferi ficar lendo um livro no conforto do carro, ouvindo o adágio da Pastoral. A turma voltou informando que a praia, ao invés de areia, só tinha seixos negros.Tomar banho, nem sonhar...
Faz bem o meu filho Germano, passando os fins de semana curtindo as praias do nosso litoral sul, que ele não troca por praia nenhuma do mundo.
Praia de Tambaú, não há outra igual. Praia para se tomar banho, fazer caminhadas, deitar-se na areia, olhar a lua cheia. Praia de se sonhar.
9.11.14
9.11.14
A primeira questão de “O Livro dos Espíritos”, obra básica da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, é: “Que é Deus?” Por que a pe...
A primeira questão de “O Livro dos Espíritos”, obra básica da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, é: “Que é Deus?”
Por que a pergunta não foi “Quem é Deus?”. Ora, ora, justamente para evitar qualquer antropoformismo.
Quem não acredita neste ser supremo é ateu. Dizem que não há povo ateu. O Livro dos Espíritos elucida a questão na “Lei de Adoração”.
Mas quem criou o homem, a Natureza? Seria o acaso o autor de todas essas maravilhas? A maravilha do Universo, a maravilha do corpo humano? Houve um ateu que, certo dia, chegou a dizer: “Graças a Deus, sou ateu”, ora vejam só...
Isto nos faz lembrar Napoleão. Ia ele caminhando à noite pelo deserto, quando indagou a um famoso astrônomo, que compunha a sua comitiva, mas que era profundamente materialista. O grande corso, olhando a beleza do firmamento, cheio de estrelas, indagou: “Mestre, existe Deus? ”O astrônomo, que era um cético, vociferou, orgulhoso”: Ainda não estudei esta hipótese”. Sorrindo, Napoleão perguntou: “E quem fez este belo firmamento cheio de estrelas?” O sábio nada respondeu.
Aqui para nós, não é possível negar Deus, que criou o maravilhoso firmamento, que criou as estrelas, a Natureza, o próprio homem, desde o selvagem ao gênio. E é preciso constatar a existência divina ante as estrelas, nas infinitas galáxias, sem esquecer o próprio homem. Peguemos uma melancia. Quantos caroços! Peguemos a manga, com apenas um. E quantos sabores diferentes! E a banana, que nem caroço tem? E o limão, azedo de se fazer careta, enquanto o sapoti, que doçura!...
O estudo de Deus se chama Teologia, e devemos lembrar que Deus está na palavra entusiasmo, que em sua origem grega siginifica “sopro divino”. Portanto, nada de desânimo, nada de tristeza. A Divindade gosta de alegria, bom ânimo. Mas, não se sintoniza com o barulho. O barulho não se coaduna com a oração. Oração rima com reflexão e barulho com distração.
Dizem que o diabo é um filho que desobedeceu a Deus e que mora no Inferno, mas, o curioso é que ele vive fora de sua “residência”, infernando e azucrinando os outros.
A grande definição de Deus está na resposta à pergunta inaugural de O Livro dos Espíritos: “Inteligência suprema do Universo, causa primária de todas as coisas”.
Como mencionei, Napoleão, durante aquele trajeto no deserto, onde se via um belo firmamento cheio de estrelas, indagou sobre o seu Criador ao astrônomo cético de sua comitiva: Será que foi para nada?...
Nietzsche disse que Deus estava morto, e terminou louco agarrando-se ao um animal que ia passando na rua.
Mas ninguém exaltou e compreendeu a Divindade como Jesus, que o chamava de Pai. E chegou a dizer, numa magnífica sintonia: “Eu e o pai somos um”.
Não esquecer, porém, que o Deus de Moisés não era um Deus de amor, mas de ódio, vingança e terror.
E fiquemos por aqui, admirando a moderna tecnologia, mas lembrando que o homem não criou, nem criará a eletricidade. Muito menos um mosquito… Que Deus nos ilumine!
9.11.14
8.11.14
É a tal coisa, vive bem quem vê bem. E eu estou me lembrando agora do bem-te-vi, que, de madrugada, começa a cantar, acordando as pessoas p...
É a tal coisa, vive bem quem vê bem. E eu estou me lembrando agora do bem-te-vi, que, de madrugada, começa a cantar, acordando as pessoas para o trabalho nosso de cada dia.
Vale a pena ficar entre os lençóis para escutar essa ave, que todas as manhãs, nos dá lições de otimismo, com o sol nascendo, o dia clareando e a vida acontecendo.
O bem-te-vi é uma ave meio assustada. Ela tem muito medo dos homens. Em gaiola não canta. Mas, de manhã cedo, já viu... Outra singularidade: O bem-te-vi é ave bem casada. O macho está sempre chamando pela fêmea, seja para comer, seja para amar.
Quem deve ter uma inveja danada do bem-te-vi é o urubu, que não canta, mas que tira a nossa carniça cá em baixo.
O bem-te-vi é lindo, com aquele papo amarelo e o seu canto de alegria, de euforia, de sintonia com o mundo. A gente precisa ver. Mais do que isto. A gente precisa ver bem. Ah, a responsabilidade do nosso olhar!... Dize-me como olhas e eu te direi quem és. Somos o nosso olhar. Olhar de bondade, de humildade, de tristeza, de euforia, de compaixão, de compreensão, de inveja, de orgulho, de ciúme.
E um poeta chamado Jesus nos convidou a olhar... Olhar o quê? Olhar a paisagem, olhar a Natureza, olhar os lírios do campo.
Cuidado com o seu olhar. Para onde você o esta dirigindo. Olhar é luz, tanto é assim que Jesus advertiu-nos: Se os teus olhos forem bons todo o teu corpo se iluminará. Que beleza…
Repetindo, você é o que vê. Cuidado como você está olhando. Se não sabe, vá ao espelho. E exercite a sua maneira de ver as coisas. Veja o olhar daquele homem sem braços, no trânsito, pedindo uma esmola... O olhar da criança. O olhar daquela mãe vendo pela primeira vez o filho renascido.
O olhar de quem ama. Veja tudo com amor, compreensão e sabedoria.
A verdade é que olhamos para todas as direções. Olhamos para cima quando buscamos as estrelas ou Deus, olhamos para baixo, quando perdemos alguma coisa que caiu no chão. Olhamos para trás, quando sentimos saudades. E também devemos olhar para o lado, pois é ao lado que está o próximo, a quem Jesus disse que o amássemos como a nós mesmos...
8.11.14
2.11.14
J á estou vendo a cara de nojo de quem lê estas três palavras. Esquece ele, caso seja fumante, que estas coisas estão no vício de fumar. E o...
Já estou vendo a cara de nojo de quem lê estas três palavras. Esquece ele, caso seja fumante, que estas coisas estão no vício de fumar. E o que é fumar? É botar fumaça pela boca. Vejam só que coisa besta. Fumo nunca foi alimento para entrar na boca. Fumo fede, fumo ofende, fumo produz enfisema, transformando os pulmões em pus. Os pulmões são órgãos delicadíssimos. É através deles que respiramos o oxigênio, o melhor alimento que ingerimos, invisível e gratuito. Fôssemos pagar pelo oxigênio que respiramos, gastaríamos uma nota. Só os ricos o respirariam. Mas Deus é grande e nos dá de graça o valoroso alimento.
Pois bem, o fumante estraga com o seu vício os pulmões. Como fui um inveterado fumante, acho que tenho autoridade para falar contra esse fedorento e maléfico vício. Deixei-o no ano de 1962. Pois bem, tempos depois fui tirar a radiografia dos meus pulmões e ainda restavam resquícios de um enfisema, porém, felizmente, inativo. Que confirme o meu radiologista e amigo Vamberto Costa Filho.
Sim deixei o cigarro, de que era viciadíssimo, por conta de uma taquicardia. O coração batendo a ponto de pular fora. Sofri muito a falta do veneno fedorento, quando o deixei. E eu culpo o ator cinematográfico Humphrey Bogart pela minha viciação. Ele fumava bonito e muito. Não sei como sua belíssima parceira Ingrid Bergman tolerava.
Meus filhos não se viciaram em fumo. Gozam de boa saúde. Meu pai nunca botou um canudinho venenoso na boca. Mas meus irmãos, o mais velho, Mário, morreu de cigarro. Vi-o no hospital, arfante, com o pulmão preto de nicotina. E o meu tio, jornalista José leal, que não tirava o cigarro da boca? Fui visitá-lo também no hospital, arquejante, chegando a dizer para mim que o vício era a coisa de que mais se arrependia na vida.
Duvido que os animais irracionais (irracionais?) fumem. Nem o macaco, que parece muito com o homem, fumaria.
Repito: o cigarro fede, o cigarro ofende. E o fumante é hoje um discriminado, um marginal. Não faltam avisos de advertência em todo lugar que a gente vai. Chegam a engaiolá-los em fumódromos fechados e isolados de todos. Muitos curiosos ficam olhando para o fumante com muita pena. E tem deles que dão as costas aos curiosos. Pois bem, até essa gaiola está sendo proibida agora.
O hálito do fumante, manhã cedo quando acorda, é capaz de matar uma mosca.
Nesta última andança mundo afora, assustou-me como ainda se fuma no estrangeiro, principalmente em Paris. A gente olha para o chão e ei-lo atapetado da chamada piola. Fuma-se muito lá fora, embora não falte aviso proibindo o vício. Só os pombos, que andam farejando o chão, não pegam uma piola para comer.
E aqui vai uma confissão. Gozo, hoje, uma saúde fora de série. Minha alimentação é toda integral, regime que o nosso Germano adotou primeiro lá em casa.
Agora, um aviso aos navegantes. Quando uma pessoa morrer devido ao fumo, diga: “Morreu de fumo!”
E foram tantos que se foram, devido ao cigarro, com o seu pigarro e o seu catarro. Valeu a rima...
2.11.14