Vou contar esta história porque já vi o mesmo fato acontecer muitas vezes e sempre sobra a mesma lição, mote do livro que estou terminando de escrever: “O limite do suficiente”.
Interior da loja Daslu, anteriormente fundada em 1958, no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo (SP) ▪️ Fonte: @lojacents
Era como se a madama fosse visitar a casa de uma amiga e ali provasse uma roupa. Porém, não era qualquer uma que tinha acesso à Daslu. Era necessário
Eliana Tranchesi, filha de Lucia Piva de Albuquerque que passou a integrar a sociedade da Daslu▪️
As “Lus” trouxeram as marcas mais famosas do mundo para o Brasil, e um outro segredo era só terem como atendentes as filhas da alta sociedade paulista, como Sophia Alckmin, filha de Geraldo. As dasluzetes. Era o sonho da alta sociedade.
Em 1983, com a morte de Lucia, sua filha Eliana Tranchesi assumiu o negócio e conseguiu contratos de representação com as principais grifes do mundo. Já não eram apenas revendedoras; estavam um degrau acima. O faturamento de 400 milhões por ano atestava o sucesso.
E então Eliana conseguiu dar sua maior tacada: convenceu a Chanel a abrir uma loja dentro da Daslu. Era a única da América Latina e a que mais vendia em todo o mundo. Por gravidade vieram a Gucci, a Dolce & Gabbana e outras mais.
Eliana Tranchesi ▪️ Fonte: @r7.com
Em 2009, Eliana foi condenada a 94 anos de prisão e ficou presa por 12 horas, só saindo da cadeia porque precisava tratar um câncer no pulmão. O resto da história é conhecido.
Destaco a garra de Eliana, que, mesmo num estágio avançado do câncer, continuava trabalhando em seu leito. Morreu em 2012. Em 2016, a falência da Daslu foi decretada.
Neste e em outros casos que estudei para o meu futuro best-seller (kkkk), não me fixei nas empresas, mas nas pessoas. Elas é que precisam estabelecer o limite do suficiente em suas vidas.






















