N ós temos, hoje, boas livrarias, duas no Manaíra Shopping, uma no Shopping Tambiá, recém-inaugurada lá no centro da cidade, a Livraria do L...


Nós temos, hoje, boas livrarias, duas no Manaíra Shopping, uma no Shopping Tambiá, recém-inaugurada lá no centro da cidade, a Livraria do Luiz, que acaba de passar por uma radical reforma, e por último, a livraria do Shopping Via Sul, dos Bancários.
Aqui para nós, tais livrarias deixaram aquele velho costume que, para ler um livro, só depois de comprá-lo. Costume provinciano e estúpido. Nada de namorar com o livro, nada de uma maior intimidade com ele...
No novo conceito de livraria moderna, além de um bom atendimento por recepcionistas competentes, informados e bem-humorados, costuma-se deixar os clientes à vontade. Mais: não lhes faltam confortáveis recantos com cadeiras e poltronas para ele fazer uma leitura do livro, que pretende ler, só sendo proibido fazer anotações nele, é lógico. Outra coisa: a moderna livraria estimula a presença do leitor infantil, que também dispõe desses espaços. E nessa questão, estão merecedoras de aplausos a Leitura e a Saraiva, no Manaíra Shopping. Ambas abriram tais ambiente para as crianças.
Mas, vai aqui uma observação: as livrarias, aqui instaladas, têm obrigação de dar mais destaque aos escritores da terra. A Leitura, nessa parte, merece aplausos. E o que dizer dos livros espíritas? Tem delas que ao invés de Espiritismo, colocam Esoterismo. Simples preconceito com a Doutrina codificada por Allan Kardec, cujos livros têm prioridade na venda, a começar pelos psicografados por Chico Xavier. Toda essa preconceituosa atitude é merecedora de repulsa. Bem disse o grande Einstein, para quem é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Aqui para nós, conheci muitas livrarias estrangeiras, mas nenhuma delas me encantou mais do que a El Atheneo, em Buenos Ayres, onde os freqüentadores ficam inteiramente à vontade. Têm deles que lêem até deitados nos tapetes. E que silêncio! Só não vi lá crianças.
Ah, as livrarias, que belos refúgios para a leitura, a reflexão e o bem-estar intimo! A verdade é que, como profetizou a Bíblia, ”fazer livros não tem fim”.

Q uando eu era adolescente, até que gostava da Festa das Neves, cuja parte profana não atrapalhava a parte religiosa, razão maior do tradici...


Quando eu era adolescente, até que gostava da Festa das Neves, cuja parte profana não atrapalhava a parte religiosa, razão maior do tradicional acontecimento religioso.
Eu morava na rua Nova, hoje General Osório, e a festa vinha alegrar todos os seus moradores. Minha alegria começava com o batuque na madeira anunciando a construção de pavilhões.
E a festa era bonita mesmo. Muita disciplina, muito bom gosto, muita segurança. E quantos casamentos começaram ali...
A parte profana era chamada a bagaceira, onde o povo ia beber, comer e se divertir, esquecido de que o evento era primordialmente religioso, um culto à Nossa Senhora das Neves, a padroeira da terceira capital mais antiga do país.
Mas o progresso, aos poucos, foi avançando para a orla marítima. Tambaú era e continua sendo a grande atração. O centro da capital foi mudando de lugar. Vieram as edificações gigantes, vieram os congestionamentos, vieram os assaltos, a falta de segurança, a poluição sonora. Acabaram-se os quintais, o ecológico foi agredido. E a tradicional festa já não dispunha de espaço, porquanto a população crescera. A catedral ficou completamente esquecida. O comércio preponderou sobre tudo. A Festa das Neves atrapalhou o trânsito, terminou produzindo muito barulho para a vizinhança, e assim por diante. O objetivo maior quase que ficou esquecido. Preponderou o profano em detrimento do religioso, e ninguém para expulsar os “vendilhões do templo”
Mas pouca gente deu por essa transformação. E se deu, calou-se. E eis que surge uma voz de quem não tem papa na língua. Um homem de coragem e que viu na citada festa puro mercantilismo, puro mundanismo, nada de religiosidade. E que ficou sensibilizado com os problemas urbanos que a festa agora produz. Este homem não é outro senão o nosso Arcebispo Dom Aldo, que teve a coragem de vir a público, lançar o seu protesto contra o desvirtuamento a que chegou a Festa. Ele, que desde que aqui chegou, demonstrou força e atitude perante costumes equivocados da cidade, que passou a adotar como sua.
Parabéns, meu Arcebispo. Um homem que prefere viver com a consciência, do que com a conveniência.

Quando o assunto é telenovela, as opiniões se dividem. Uns acham que é puro lixo. Outros consideram apenas como uma simples e inofensiva div...

Quando o assunto é telenovela, as opiniões se dividem. Uns acham que é puro lixo. Outros consideram apenas como uma simples e inofensiva diversão, indispensável para relaxar no final do dia.

Todos os sites abaixo contêm um acervo impressionante de texturas, com os mais variados padrões, desenhos, imagens e tonalidades, extremamen...

Todos os sites abaixo contêm um acervo impressionante de texturas, com os mais variados padrões, desenhos, imagens e tonalidades, extremamente úteis para o design de posters, manipulações no Photoshop, maquetes eletrônicas, projetos de arquitetura e criação de websites.

D esde cedo que Alaurinda dizia: “hoje não há quem me faça perder a abertura das Olimpíadas de Londres”. Só o violino é que ficou sentindo a...



Desde cedo que Alaurinda dizia: “hoje não há quem me faça perder a abertura das Olimpíadas de Londres”. Só o violino é que ficou sentindo a ausência de seus dedos e de seu queixo.
Ah, Londres, como a gente gosta dela! Lembro que na última visita que lhe fizemos, há poucos meses, já sentíamos a atmosfera de ansiedade pelas Olimpíadas. Fomos até visitar o Parque Olímpico, já em fase de acabamento para o monumental evento. Coisa de espantar. Uma obra de gigantes. Andamos pelo shopping Westfield, de cujo terraço avistávamos os estádios, bem perto. Muita coisa para dois olhos.
Passou a manhã, e Alaurinda, já com um pacote de pipoca na mão, foi me chamando para ver o extraordinário evento, que custou a bagatela de 12 bilhões de euros. Uma quantia que, segundo a estimativa do meu filho arquiteto Germano, acostumado a cálculos, daria para comprar todos os apartamentos da orla marítima de João Pessoa...
Mas esqueçamos os gastos, e vejamos os gostos. Uma maravilha de espetáculo. Sobretudo pelos recursos tecnológicos. E ali vimos como é grande o mundo. Países que a gente nem pensa que existissem, estavam lá, desfilando com muita alegria. Não resta dúvida que os jogos olímpicos, inventados pelo gregos, são uma verdadeira festa de confraternização humana.
Meu maior interesse, porém, era ver a Rainha, que, ao que se diz, reina, mas não governa. Pouco importa. Uma multidão de gente, e eu não sei como sua Majestade suportava tanto aperto. Evidente que ela estava ansiosa para sair dali. Ela que vive o tempo todo no silêncio de seu luxuoso palácio. E haja desfile.
E quer saber de uma coisa? A festa das Olimpíadas deveria ter sido melhor. Não gostei muito da parte musical. Fiquei pensando: bem que caberia, ali, o final da Nona de Beethoven, esse extraordinário canto de solidariedade universal. Ou pelo menos a “Pompa” do inglês Elgar. Mas, ao que tudo indica, a música dos Beatles ainda é um grande símbolo britânico.
Continuemos a crônica. Meu grande desejo era ouvir o discurso da Rainha. Mas, pouparam-na desse encargo. O desfile terminou, com Sua Majestade lendo duas palavras num papelzinho. Não aparentando muito animada, Elizabeth deve ter dado graças a Deus quando a festa terminou. Se ao menos a nossa Dilma estivesse perto dela...

Na arquitetura, às vezes os padrões ditados pela simetria e pela gravidade são desafiados, resultando em edificações de visual estranho, por...

Na arquitetura, às vezes os padrões ditados pela simetria e pela gravidade são desafiados, resultando em edificações de visual estranho, porém intrigante, como esses.

N ão, leitor, não vou lhe dizer onde está esse paraíso a que me refiro no título, considerado, hoje, um intruso por muitas pessoas....


Não, leitor, não vou lhe dizer onde está esse paraíso a que me refiro no título, considerado, hoje, um intruso por muitas pessoas. Disse bem, um intruso, porquanto a época é de progresso, desenvolvimento, progresso vertical e progresso vertical pede pedras para subir. E, assim, para tapear, ainda colocam um pouco de verde ao redor dos edifícios em respeito à ecologia, que, há muito, vem sendo esmagada pela verticalização.
O paraíso a que estou me referindo é um quadrado de terra cheio de fruteiras: coqueiros, mangueiras, Pau-Brasil, flamboyants, cajazeira, limoeiro, sem esquecer um pé de pitanga. Uma exceção dentro da regra geral. A regra geral dentro da verticalização. Coloquem dois ou três coqueiros, um em cima do outro, que não chegam a suplantar os edifícios atuais.
O citado paraíso também possui animais, hoje considerados espécies em extinção: o galo, as galinhas, os pintos. Também tem pássaros que descem das árvores para comer as bananas e os mamões que os donos do quintal colocam para eles. E não faltam saguis, com suas caras gaiatas, competindo com os pássaros na busca de alimento, assim como os pombos. Sim, lá também tem papagaios, com seu humor e gargalhadas, ensinando-nos que ri melhor quem ri por último.
E não lhe conto. Vez por outra surge um camaleão, que a internet diz que é um iguana, em busca de alimentos, e convive pacificamente com os outros.
A verdade, leitor, é que o paraíso, ameaçado de extinção pelo progresso, está com os seus dias contados. Os outros edifícios já estão irritados com a presença daquele pedaço de chão, que bem poderia dar lugar a um imponente edifício, com seus apartamentos de poucos metros quadrados e com área de lazer desejando substituir a Natureza. Ah, se fosse possível levar o quintal, o paraíso a que estamos nos referindo, lá para o alto!
O paraíso, um simples e bucólico quintal cheirando a terra, talvez considerado um obsoletismo. A verdade é que quando eu quero encher os pulmões de oxigênio puro, os olhos de beleza... É pra lá que eu vou. Até quando?

M al me sento junto ao computador, para a confecção da crônica, e uma porção de assuntos já se encontra em fila, aguardando a vez d...


Mal me sento junto ao computador, para a confecção da crônica, e uma porção de assuntos já se encontra em fila, aguardando a vez de serem chamados. E vai ser difícil a escolha. Mas nem sempre é assim.
E a indagação é: será que o leitor vai gostar desse assunto? Ora, ora, mas há leitor para todos os paladares. E examinando a fila, eis que me deparo com um assunto jamais imaginado. Não penso duas vezes, vou chamá-lo.
Trata-se de Maçonaria, a respeitável instituição que tanta projeção teve na História. E não esquecer que meu pai, José Augusto Romero foi maçon. Era espírita e maçon. E soube, como ninguém, respeitar as duas. Ele chegou a ser grão-mestre da Maçonaria. Mas, naquele meu tempo de garoto, o que queria da Maçonaria era me sentar nas duas esfinges de bronze que ficam na entrada do belo prédio da instituição. O prédio é uma jóia de arquitetura, segundo meu filho Germano, de autoria de Hermenegildo Di Láscio. Fica na avenida General Osório, antiga Rua Nova. Acontece que eu morava. ali. Muitas vezes ia sozinho, outras vezes acompanhado de meu pai. E quem ficava sempre na Loja, despachando e atendendo as pessoas, era o Augusto Simões, um homem gordo, excelente pessoa humana. Eu adorava entrar na maçonaria para ler as revistas em sua grande biblioteca. E quem me atendia era um senhor chamado Arnaud.
As reuniões dos maçons eram à noite, no primeiro andar. E às vezes, eu ouvia pancadas no soalho. A Maçonaria tem os seus segredos, que era proibido aos maçons divulgá-los a quem não era maçon.
Eles conheciam os companheiros por um simples aperto de mão. Meu pai nunca me satisfez a curiosidade. Nada me informou a respeito da Instituição. E saber que o grande Mozart era maçon...
Havia muita curiosidade em torno da Maçonaria. Diziam que lá havia um bode preto. E eu ficava com medo. Meu pai, certa vez, me perguntou: quer ser batizado pela Maçonaria? Fiquei em dúvida. Aí ele concluiu: o batismo não é com água, como na Igreja, e sim com mel. Que gostosura!
Maçonaria, uma respeitável instituição. Se não fosse, meu exigente pai não faria parte dela.
O magnífico prédio da Loja Maçônica “Branca Dias”. repito, é uma jóia de arquitetura, um valioso monumento histórico, guarnecido por duas esfinges.
Outra coisa que me intrigava: por que a Maçonaria não admite mulheres em sua administração? Nunca tive coragem de abordar essa questão ao meu venerando pai, grão-mestre de lá...

A o que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e...


Ao que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e que assistiu à fundação da nossa capital.
Mas o porto, ou melhor, os portos a que estou me referindo são homens. Homens que muito dignificaram a nossa terra, seja na política, na magistratura, seja no jornalismo.
Eis alguns: Mário Moacir Porto, jurista e homem de letras, Sílvio Porto, político, Geraldo Porto, que nunca quis se meter em nada. O de que ele gostava, era fumar o seu cigarro, na janela de sua casa, lá na descida para cidade baixa. Adorava fumar, pensar e conversar. Um gênio na ironia, na critica. Profundo conhecedor de literatura, Geraldo adorava bater papo no antigo Ponto de Cem Réis, que naquele tempo reunia tudo o que era de políticos e de intelectuais, contando, ainda, com a presença de Mocidade, tipo popular muito querido em nossa cidade.
Se tivessem gravado todas as conversas de Geraldo Porto, teríamos, um manancial de cultura. No entanto, nada deixou escrito. Que desperdício de inteligência! Um gênio anônimo, sem vaidade pessoal. Discreto. Se não estou enganado, era um autêntico solteirão.
Afastado da política, passando a maior de seu tempo pensando, pois não é que Geraldo terminou sendo convidado para diretor da nossa Biblioteca Pública, lá na avenida General Osório... E deu conta do recado. Era o homem certo para o lugar certo.
Geraldo Porto... E os outros? Antes que a crônica acabe, lembremo-nos do príncipe, do jurista, do mestre por excelência Mário Moacir Porto. Com quem convivi e aprendi muito. Um homem de uma ética admirável. Como soube dignificar a toga! E ainda hoje sou grato por ter ele aceitado o convite para vir ao lançamento para apresentar o meu livro de crônicas de viagem: ”O Papa e a mulher nua”. Mas antes de aceitar o convite, ponderou: ”Será que isto não vai me complicar perante a Santa Igreja Católica?”...
Para terminar, o Sílvio Porto, um professor de boas maneiras, um homem arguto, bom político, ex-diretor do jornal A União, em cuja gestão nasceu o “Correio das Artes”, suplemento literário de fama nacional. E seu filho, o José Porto, na intimidade Zeca Porto, é desembargador que vem honrando a toga.
Ah, os Portos, como eles dignificaram a vida que viveram...

No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, deserto...

No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, desertos foram formados. Riachos de águas cristalinas passaram a fluir no meio das florestas.

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