13.10.13
S im, ela, a rainha, Rainha da Borborema, onde Jesus nasceu, segundo cantou Augusto dos Anjos, num de seus versos, esteve completando 149 an...

Sim, ela, a rainha, Rainha da Borborema, onde Jesus nasceu, segundo cantou Augusto dos Anjos, num de seus versos, esteve completando 149 anos de existência. Foi o que vi pelos jornais.
Se João Pessoa, a capital, tem o mar, sua maior referência turística. Campina tem a montanha, a serra. E fica difícil saber quem é mais belo. Eu diria que o mar é humano e a montanha é mística. Tanto é gratificante a subida como a descida. Tudo isso faz parte da vida. Jesus tanto subiu como desceu. Subiu para orar ao Pai e desceu para ensinar os homens. Subiu para se transfigurar e conversar com os espíritos de Eias e Moséis, e desceu para caminha sobre as águas do Mar da Galiléia.
Campina Grande, ao que se informa, nasceu de uma simples feira até chegar aonde chegou: uma senhora metrópole, orgulho da Paraíba, que vem se desenvolvendo progressivamente, a olhos vistos.
Mas o que é que eu tenho a ver com Campina Grande, eu que nasci numa de suas cidades satélites: Alagoa Nova? É que respirei o mesmo ar da Serra da Borborema, senti o mesmo friozinho, elevei meu olhar para o mesmo céu, um céu rico de estrelas.
Campina Grande, que tem um açude que é uma beleza, chamado Bodocongó, outro, igualmente belo, chamado Açude Velho, que agora tem até obra de Oscar Niemeyer. Campina do Treze, de seu altivo e admirável bairrismo, que não dá bolas à gente do sul, graças à sua autenticidade telúrica. Campina Grande de Argemiro de Figueiredo, o maior governador da Paraíba, o homem que remodelou a nossa capital. Campina Grande de Félix Araújo, o inspirado poeta que tanto exaltou o amor. Campina Grande do extraordinário Prefeito Elpídio de Almeida. Campina Grande do livreiro Pedrosa, que ensinou sua terra a ler, graças a sua movimentada livraria, que tinha como slogan “Faça do livro seu melhor amigo”...
Mas, aqui vai uma confissão: foi lá que nasceu meu primeiro filho, que tem o meu nome, e é hoje um Cosmólogo, Pós-Doutor em Física, de nossa Universidade Federal. E vá ver que ele ainda torce pelo seu time de predileção: o Campinense.
Sim, leitor, tenho dois filhos: um nascido em Campina Grande, e o outro, Germano, arquiteto e jornalista, nascido aqui, na Capital.
Portanto, não é sem motivo que muito me alegrei com os 149 anos de Campina, a Rainha do nosso sertão, a Capital da Borborema. E exultei quando vi, através de fotos, como a cidade aniversariante está bela e bem cuidada!
O mais importante, no entanto, é que Jesus nasceu na Serra da Borborema, segundo Augusto dos Anjos:
“Não! Jesus não morreu! Vive na terra.
Da Borborema, no ar de minha terra”.
13.10.13
13.10.13
S im, jamais imaginei que aquele fato acontecesse. A vida tem dessas surpresas. Estou me lembrando, agora, do Cavaleiro da Esperança. Que tí...
Sim, jamais imaginei que aquele fato acontecesse. A vida tem dessas surpresas. Estou me lembrando, agora, do Cavaleiro da Esperança. Que título romântico! Sim, este era o título que lhe deram.
A verdade é que ele se tornou um líder político admirado por muitos. Temido também. Era olhado com grande respeito, um respeito misturado com medo. O homem pretendia transformar o nosso país, num país comunista, ou melhor, numa ditadura igualzinha à da União Soviética. A ditadura de um Stalin, de um Lenine.
Pois bem, o Cavaleiro da Esperança conseguiu, com o seu charme, sua dialética, sua simpatia, convencer muita gente a se tornar comunista. Baixo de estatura, muito simpático, ele soube, com o seu carisma, trazer muita gente para o Partido Comunista Brasileiro.
Amado e temido, Luiz Carlos Prestes foi um líder admirável. Seus discursos eram de uma dialética convincente. E tinha uma vida limpa. Teve muitos e grandes inimigos. Mas também uma multidão de adeptos. Difícil não se convencer, ouvindo a sua palavra. Uma palavra muito diferente da do político comum. Uma palavra isenta de qualquer demagogia.
Sua maior inimiga era a Igreja. Ele era tido como um “satanás”. Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, vinha sempre à nossa capital, onde tinha muitos amigos, inclusive meu tio, João Batista Barbosa, em cuja residência se hospedava. Vinha, anonimamente, visitar o seu companheiro de partido.
E Luis Carlos Prestes, líder vermelho, Cavaleiro da Esperança, achou, certa manhã, de falar aos paraibanos. O local que o seu partido escolheu foi o Parque Sólon de Lucena, a popular Lagoa. Minha gente, aquele espaço se tornou pequeno para a multidão que desejava ouvir o líder vermelho, ao meio-dia, sob um sol de rachar. E sabe quem protestou contra a presença daquele líder? A Igreja Católica. E haja sinos chamando os fiéis para se refugiarem nos templos.
Foi aí que eu, adolescente, ouvi Carlos Prestes falando. E como o admirei, pois ele falava com muita convicção. Que simpatia no seu rosto que o sol a pino iluminava. A multidão cobria-lhe de aplausos. Os sinos se calaram.
Luiz Carlos Prestes, o líder comunista temido e respeitado, me deixou uma ótima impressão. Se estava equivocado ou não, o certo é que foi fiel ao seu ideal.
Passou-se o tempo. Aí aconteceu o que eu não esperava: anos depois, tornei a vê-lo, já bastante idoso. Não num comício, mas na Academia Paraibana de Letras, por ocasião da posse do escritor e jornalista Otacílio Queiroz. Ele estava bem perto de mim. Ele, que vivia tão longe dos meus olhos.
E com um certo cansaço, não resistiu ao sono. Um sono gostoso que me pareceu mais de criança do que de um temido líder. Eis aí uma surpresa que jamais esquecerei.
13.10.13
12.10.13
Chamada de Divina Arte , a Música Erudita tem o dom de sintonizar as emoções humanas com os sentimentos e estados de espírito mais elevado...
Chamada de Divina Arte, a Música Erudita tem o dom de sintonizar as emoções humanas com os sentimentos e estados de espírito mais elevados.
12.10.13
6.10.13
E les vêm de longe para ficar mais perto do mar. Sempre nos feriados e domingos. Não são ricos, portanto, não possuem automóveis. Para a cam...
Eles vêm de longe para ficar mais perto do mar. Sempre nos feriados e domingos. Não são ricos, portanto, não possuem automóveis. Para a caminhada usam os pés. Os pés, que são os veículos dos mais pobres. Moram à margem de uma avenida, que se chama Beira-rio, e o rio não é outro, senão o Jaguaribe, que também é um pobre rio, poluído, abandonado, que, muitas vezes, zangado, não deixa ninguém passar na avenida.
Repetindo, eles vêm de longe, molhados de suor e iluminados de alegria, a alegria de estarem vivos apesar de tantos problemas em suas vidas.
O mar ainda está distante. O mar imenso e belo de Tambaú e Cabo Branco. Um mar que tem qualquer coisa de divino. Mar dos ricos e mar dos pobres.
Mas estou, aqui, da varanda do apartamento, vendo-os na caminhada em busca do mar, que não exige nenhum pagamento para possui-lo. Um mar gratuito, que beleza.
Eles caminham alegres, como se fossem para uma festa. Homens, mulheres e crianças. Crianças segurando a mão dos pais , crianças carregadas nos braços, que o calor está brabo. E não caminham em silêncio, mas sempre conversando. Conversando e rindo, como se a vida fosse um piquenique. E até os cachorros lhes servem de companhia.
Do outro lado, paralela à Beira-rio, está a sofisticada e rica avenida Epitácio Pessoa. onde você jamais veria um espetáculo como ao que estou me referindo.
Sobretudo nos domingos e feriados é que assistimos àquela andança dos mais carentes, em busca de um pouco de felicidade em suas vidas. Uma caminhada que tem qualquer coisa de romaria. Vão num contentamento infantil, sejam adultos ou crianças. Mas, quando regressam daqueles momentos de prazer, as fisionomias trazem um pouco de melancolia e de cansaço nos seus semblantes. Voltam para uma realidade que eles procuraram esquecer por alguns momentos.
Beira-rio, que beira a pobreza, que beira o mar.
6.10.13
6.10.13
O ra, ora, indagará você: Quem é Sabiniano e quais são as suas superstições? Ele, Sabiniano Maia, foi um homem admirável. De estatura baixa...

Ora, ora, indagará você: Quem é Sabiniano e quais são as suas superstições? Ele, Sabiniano Maia, foi um homem admirável. De estatura baixa, calvo e de uma voz mansa. Mansa a voz, manso o comportamento. Nunca o vi zangado. Católico até os ossos, era o que se costuma dizer: um homem em paz com a sua consciência. Chegaria a acrescentar: temente a Deus, como também se costuma dizer, embora, erradamente, pois Deus não é nenhum Satanás para impor medo, sobretudo aos próprios filhos. Deus é amor.
Mas vamos adiante. Sabiniano era político, mas um político honesto, incapaz de uma desonestidade, de um desvio de verba, tão comum hoje em dia. E lembrar que ele era dado às letras. Escreveu livros e foi jornalista. Tanto é assim, que foi convidado para diretor deste jornal, A União, na época da Ditadura. Quem governava o Estado, naquele tempo, era o desembargador Severino Montenegro. Foi quando o nosso tradicional matutino ficou reduzido ao Diário Oficial. Pois bem, Sabiniano, que gostava muito de mim, chegou ao ponto de dizer: “o Diário é oficial, mas vou ver se abro um pequeno espaço para uma crônica sua”. Aí eu vi que o homem me tinha muito apreço.
Sabiniano, como já disse, era político e como político exerceu o cargo de prefeito em Campina Grande e Guarabira, se não me engano. E como edil foi de uma honestidade Admirável. Nenhum deslize. O dinheiro público para ele era sagrado como a hóstia, já que ele era um fervoroso católico.
Alma sensível, Sabiniano, vez por outra, escrevia uma crônica. Crônica suave e lírica. E escreveu livros, inclusive um intitulado “Superstições”, editado pelo jornal católico “A Imprensa”.
Mas foi Altimar Pimentel, que num texto chamado “Dia do Folclore”, analisou a obra de Sabiniano, concluindo com as seguintes palavras: “Muitos foram os que escreveram sobre as nossas tradições populares. José Américo de Almeida, Coriolano de Medeiros, Mário de Andrade, Ariano Suassuna, e Sabiniano Maia.
E as tradições estão muito bem ilustradas em “Superstições”. O livro é gostoso de ler. A pesquisa de Sabiniano foi longe. Lendo-o é que percebemos como somos supersticiosos. Vejamos algumas que andei pescando no seu livro, que está a merecer uma reedição.
Mas para encerrar, vejamos algumas superstições: “Criar pombos dá azar”; “Gato miando no telhado também”; “Coceira na palma da mão traz dinheiro”; “Entrar com o pé direito em casa, sempre traz felicidade”; “Canto de grilo traz dinheiro”; “Quem passar debaixo de um arco-íris muda de sexo” - ora vejam só...
São numerosas as superstições populares anotadas por Sabiniano. Só assim ele esquecia o prosaísmo dos relatórios de prefeito.
6.10.13
5.10.13
T em vez que desejamos fazer um jejum de gente, isto é, ficar sozinho. Sozinho não, que ninguém fica só. Quando não tem ninguém para convers...
Tem vez que desejamos fazer um jejum de gente, isto é, ficar sozinho. Sozinho não, que ninguém fica só. Quando não tem ninguém para conversar, conversamos conosco. Há um outro dentro da gente, que, às vezes, nos censura, discorda de nós, mas que também nos aplaude. Esse alguém é a consciência, que não morre, que nos acompanha quando nos tornamos espírito, que beleza! Para os que acreditam que com a morte tudo se acaba, principalmente a consciência, o que fizeram de bem ou de mal não importa, porquanto ninguém nos cobra do que fizemos. Não há responsabilidade no nosso viver, pois com a morte tudo se transforma no nada... Mas, quem acredita que a consciência perdura, que o espírito sobrevive ao corpo, aí a coisa muda.
Dizem que existem céu e inferno. Céu para os bons e inferno para os maus. E o mais grave é que esse inferno é eterno. Deus nem tem pena daqueles infelizes, criados por Ele. Ora, aqui para nós, o inferno é uma consciência culpada, e o céu o contrário. O remorso é um fogo, que vai diminuindo, graças ao arrependimento. Um pensador já disse que a felicidade é a consciência tranquila. Eis uma grande verdade.
Voltando ao começo, é quando estamos sozinhos que conversamos com nossa consciência. Daí a necessidade de silêncio e de solidão. Barulho é para quem deseja livrar-se do diálogo com a consciência. Barulho, álcool, droga, diversão, são meios usados para esquecermos a nós mesmos. E o trabalho também é um excelente entorpecente.
Talvez, eu esteja dizendo o óbvio. Mas não custa nada repetir. É a consciência, na sua mudez, no seu silêncio , que nos condenará ou absolverá. E para isso não faltam promotor para acusar, advogado para defender e juiz para julgar.
Por que uma pessoa se suicida? Sem dúvida, mordida por um remorso. Para quem não acredita na vida depois da morte, o suicídio se torna uma excelente fuga.
A solidão, às vezes, é uma beleza. Só assim conversamos conosco. Sim, porque numa festa, num lugar barulhento, com a cuca cheia de álcool, seja de cachaça ou de uísque, o nosso verdadeiro eu está esquecido.
Depois da festa, da diversão, do esquecimento, a grande indagação é aquela do poeta-filósofo Drummond: “E agora, José?”
É a tal coisa: depois da diversão vem a reflexão. E é aí que a consciência fala.
5.10.13
4.10.13
F ui testemunha de sua presença, aqui na nossa capital. Vindo de Alagoa Nova, com quatro anos de idade, para aqui morar, foram os bondes que...
Fui testemunha de sua presença, aqui na nossa capital. Vindo de Alagoa Nova, com quatro anos de idade, para aqui morar, foram os bondes que mais me chamaram a atenção. Veículo seguro, limpo, nada de fumaça, o bonde corria seguro sobre os trilhos, quase sempre apinhado de gente. Gente sentada nos bancos, gente trepada nos estribos, gente pobre, gente rica, era gostoso ser passageiro dele, com o motorneiro lá na frente, e o cobrador, vez por outra, chegando para a cobrança. Aquela zoada fazia a gente dormir. Bondes para todos os bairros: Tambiá, Trincheiras, Cruz das Armas, Varadouro, que descia até o comércio da rua Maciel Pinheiro.
Muita gente gostava de pegar o veículo em movimento, o que implicava num grande perigo. Mas isso ficava para os mais jovens. Chamava-se “amorcegar” o bonde. Gente da alta sociedade não escolhia outro transporte. E uma senhora, professora, e, por sinal solteirona, pelo fato de haver alcançado o veículo, em movimento, e ter gritado “peguei-te”, ficou com esse apelido. Passaram a chamá-la, simplesmente “Dona Pegueite”. Foi o preço do seu arrojo.
Mas a verdade é que o bonde era o transporte mais procurado por todos, sobretudo pela segurança que ele oferecia. Ainda não havia táxis. Havia os carros de aluguel, que ficavam na praça do Ponto de Cem Réis, aguardando fregueses.
Se você desejava dar um passeio, lendo um livro ou um jornal, o bonde era a melhor opção. Um passeio terapêutico. Tinha gente que ia até o fim da linha saboreando aquele momento de muita paz. E não faltava namoro, namoro que terminava em casamento, como foi o caso do memorável arquiteto Clodoaldo Gouveia, com a sua Isaura, minha sogra.
Viajar lendo, viajar dormindo, viajar sonhando, viajar refletindo, o bonde proporcionava tudo isso. Vez por outra, o bonde parava para mudar o trilho, E quem fazia esse serviço era o motorneiro. Não me esqueço de um cobrador que apelidaram de “Caju Azedo”. Ora, vejam que maldade...
Bonde, que depois alcançou a praia de Tambaú, naquele tempo ainda deserta, só sendo procurada pelas famílias ricas para o chamado veraneio.
O bonde não chegava para quem queria. E como era gostoso ouvi-lo, altas horas da noite, correndo pelos trilhos! Todos os bondes desaguavam no Ponto de Cem Réis. Era a sua parada obrigatória.
O escritor Ascendino Leite, no livro “Minha Cidade” relembra, com muito humor, a presença daquele transporte na nossa vida cotidiana, e a chegada festiva dos bondes ao Ponto de Cem Réiis. cujos trilhos foram, estupidamente, arrancados, quando ainda hoje o bonde marca presença nas grandes metrópoles estrangeiras.
Agora é encerrar a crônica com o título acima: “Ah, sim, os bondes!” Bondes que ainda correm na imaginação do cronista. Bondes de “Pegueite”, de “Caju Azedo”. Bondes de todas as classes sociais. Bondes bons para pensar, refletir, sonhar, namorar.
4.10.13
2.10.13
Se você chegou até aqui, certamente está procurando um texto curto e simples para ler, em inglês, com o objetivo de aprender um pouco mais ...
Se você chegou até aqui, certamente está procurando um texto curto e simples para ler, em inglês, com o objetivo de aprender um pouco mais o idioma. Comece, então, por essa pequena história.
2.10.13
29.9.13
E u estou ansioso para vê-la. Eu ou ele? Acho que é ele, o menino que ainda há em mim. Mas, ela veio de longe. Nasceu numa selva. Não sei se...
Eu estou ansioso para vê-la. Eu ou ele? Acho que é ele, o menino que ainda há em mim. Mas, ela veio de longe. Nasceu numa selva.
Não sei se foi casada. Viveu muito tempo trabalhando para os outros, sem receber gratificação. É verdade que foi muito aplaudida pelas multidões de vários países. Mas o que ela desejava mesmo era viver no país onde nasceu. Melhor dizendo, viver no seu habitat, longe das multidões, dos refletores, do barulho.
O leitor perspicaz, sem dúvida, já sacou. Estou me referindo à elefanta que veio morar em nossa cidade e que está se preparando para se apresentar ao público. Está hospedada, como já noticiaram, no Parque Arruda Câmara, ainda se aclimatando, para depois se apresentar ao público, notadamente, ao público infantil ou aos adultos com espírito de criança.
As nossas colunas sociais, a começar pela do amigo e vizinho de página, Abelardo Jurema, não noticiaram a sua chegada à nossa capital. Mas não faltará oportunidade para que o colunismo social lhe dê o merecido destaque à aparição pública da mais nova pessoense. E eu já estou imaginando a nossa elefantazinha sendo objeto do noticiário, não só dos jornais, da TV, mas até da Internet. Tomem nota do que estou dizendo, a nossa, hoje paraibana elefantazinha (que tal promovermos um concurso para a escolha de seu nome?), vai se constituir numa das nossas melhores referências turísticas. O menino que há em mim está ansioso para vê-la, agora no seu verdadeiro ambiente. Não mais num circo, mas rodeada de árvores e outros animais.
O prefeito Cartaxo não deve ficar indiferente ao acontecimento turístico e ecológico. Espero vê-lo no parque, na ocasião de seu debut. Mais ainda, espero vê-lo fotografado junto da agora paraibana elefantazinha. O próprio governador Ricardo também deve estar presente ao poético evento.
Mas vamos terminar a crônica. Que o atual diretor do Parque Arruda Câmara procure dar maior realce a essa aparição pública da nossa elefantazinha. Que os nossos colégios levem as crianças até aquele paraíso verde, que espero não esteja contaminado pela poluição sonora e outras sujeiras.
E o nome da jovem? Repito: que tal um concurso para sua escolha? Mas, o importante, agora, é a sua aparição pública. Vamos vê-la?
29.9.13
29.9.13
D epois da Rua Nova, que motivou tantas evocações que o tempo ainda não conseguiu apagá-las, que tal apertarmos a memória e desvendar outros...
Depois da Rua Nova, que motivou tantas evocações que o tempo ainda não conseguiu apagá-las, que tal apertarmos a memória e desvendar outros caminhos adjacentes e que tanto me encantaram, a começar pela Igreja São Francisco, cujo pátio mereceu minha reverência, mas que eu, juntamente com a meninada de minha infância, fi-lo campo de futebol? Campo de pedra e não de grama. Pedra histórica, mística, merecedora de nossa reverência. E a meninada correndo pra lá e pra cá, gritando e muitas vezes soltando nomes feios. Lá no alto a histórica igreja, com o seu convento, nos convidava à reflexão, à oração, ao silêncio. E que dizer daqueles azulejos evocando passagens do Evangelho? E do chão histórico, pisado por numerosos padres e freiras?...
A igreja agora olhava, não para a Rua Nova, mas para a profana Duque de Caxias, onde o Carnaval era a maior atração, que, a exemplo de sua vizinha, a Rua Nova, mantém, ainda, seu aspecto colonial, e esbarra na praça João Pessoa, famosa por suas retretas, e que já foi jardim publico, toda cercado de grades.
Carnaval na Rua Direita, com seus blocos, lança-perfumes, confetes, serpentinas. Com as pessoas nas janelas dialogando com as do corso. O tradicional carnaval era, sem dúvida, a maior atração turística da Capital. Mas a Rua Nova não a invejava. De festa bastava-lhe a da Padroeira. Não invejava nem os bondes que corriam nos trilhos da Rua Direita até o Ponto de Cem Réis.
Os bondes, por que diabo arrancaram seus trilhos? Bondes que corriam por toda a cidade: Tambiá. TrIncheiras, Comércio, Tambauzinho. Bondes, coisa do passado? Mentira. Até hoje as modernas capitais européias os mantêm. Transporte seguro, limpo e por que não dizer: poético.
E a Lagoa, lá no belo Parque Sólon de Lucena, que também tem a sua história? Foi lá que meu pai comprou um sítio, paraíso de minha infância, e onde acampavam os circos que vinham de fora, para alegria da meninada e desespero dos gatos. E por que o desespero? Ora, ora, é que o dono do circo dava entrada gratuita ao menino que trouxesse um gato para matar a fome do leão. Que horror!...
Mas, está bom de encerrar estas notas do nosso cotidiano, que começaram na Rua Nova e terminaram na Lagoa. A verdade é que em matéria de festas, a Rua Nova e a Duque de Caxias foram insuperáveis. Só a Festa das Neves ainda tenta perdurar, conquanto sem aquela beleza de outrora. Que me diz o grande cronista das nossas evocações, o arguto e lírico Carlos Pereira? E, aqui pra nós, depois que descobriram Tambaú, a cidade sofreu grande mudança na sua vida social.
Carnaval na antiga Rua Direita, Festa das Neves, na Rua Nova, retretas na praça João Pessoa, do jeito como eram, agora não passam de um sonho...
29.9.13