Ontem à noite, o caminhão do lixo passou na rua onde moro. Dessa vez, observei-o com outros olhos. Sem o ronco de outros motores, pude fixa...
Reflexões em tempos de pandemia
Ontem à noite, o caminhão do lixo passou na rua onde moro. Dessa vez, observei-o com outros olhos. Sem o ronco de outros motores, pude fixar-me no lento percurso do veículo de coleta. Os novos tempos do Coronavírus ensinam que os agentes de limpeza desempenham um serviço essencial, tão ou mais relevante do que o meu, que pode ser realizado remotamente.
Poema urgente Não que seja este Meu último poema, Ou talvez seja! Quem sabe da vida? Quem sabe da morte?
Tempo de urgência
Não que seja este
Meu último poema,
Ou talvez seja!
Quem sabe da vida?
Quem sabe da morte?
antagonismo: máquina de fotografia/revólver a máquina é o revólver ao inverso: os objetos-bala não saem, eles entram, se internam.
A paisagem certa
a máquina
é o revólver ao inverso:
os objetos-bala não saem,
eles entram, se internam.
A geração atual deve ficar se perguntando como conseguíamos viver sem o celular, a internet, a TV a cabo com 100 canais à disposição, sem o...
A dependência dos avanços tecnológicos
A geração atual deve ficar se perguntando como conseguíamos viver sem o celular, a internet, a TV a cabo com 100 canais à disposição, sem o computador, sem o caixa eletrônico bancário, sem o cartão de crédito. Os que usufruem de toda essa praticidade do mundo moderno devem ficar imaginando como era complicada a nossa vida nos anos 70.
Anos atrás, numa festa de confraternização da clínica Vivance, onde até hoje temos aulas de pilates, fui presenteado com um livro da nortea...
O charme da Úmbria
Anos atrás, numa festa de confraternização da clínica Vivance, onde até hoje temos aulas de pilates, fui presenteado com um livro da norteamericana Marlena de Blasi: Mil Dias em Veneza. Trata-se de um romance autobiográfico, que relata a sua viagem para encontrar o futuro esposo, Fernando, bancário veneziano. Antes de tornar-se escritora e ir morar na Itália, Marlena era jornalista e escrevia sobre gastronomia para vários periódicos dos Estados Unidos. Numa de suas viagens, experimentando a culinária das diversas regiões do mundo, conheceu Fernando e os dois se apaixonaram.
"Celso Furtado é um dos paraibanos mais notáveis do mundo e que mais se destacaram fora do país. Seria o que alguns europeus são para ...
Encontro de corações e mentes
"Celso Furtado é um dos paraibanos mais notáveis do mundo e que mais se destacaram fora do país. Seria o que alguns europeus são para muitos de nós...”, esse foi o início de uma conversa na Livraria do Luiz, um bate papo liderado pelo grande cronista Gonzaga Rodrigues, que nos emprestava um pouco de sua sabedoria e experiência em mais um encontro sabático de quando podíamos nos encontrar.
Agro é tech, agro é pop, agro é tudo — é a marcação forte e enérgica das tônicas a nos encher os olhos e o ânimo com a vastidão certinha e ...
Tudo tão certinho…
Agro é tech, agro é pop, agro é tudo — é a marcação forte e enérgica das tônicas a nos encher os olhos e o ânimo com a vastidão certinha e alinhada dos campos da agricultura de primeiro mundo cultivada nas planuras do Brasil abaixo da Amazônia.
Fui ao Google buscar uma definição genérica para a palavra “herói”. E lá encontrei: “Herói é o termo atribuído ao ser humano que executa aç...
Um herói paraibano
Fui ao Google buscar uma definição genérica para a palavra “herói”. E lá encontrei: “Herói é o termo atribuído ao ser humano que executa ações excepcionais, com coragem e bravura, com o intuito de solucionar situações críticas, tendo como base princípios morais e éticos.”. E um acréscimo importante: a ação do herói, para ser tida como tal, há que ser altruísta, ou seja, desapegada, filantropa, dadivosa. Perfeito. Para mim, esta definição serve muito bem para o grande paraibano Manoel Dantas Vilar Filho, o célebre Manelito, de Taperoá, falecido há poucos dias.
O primeiro foi seu pai. Nem poderia ser diferente. O homem tinha adoração por aquela criatura. Deu-lhe tudo o que pôde e o que não poderia,...
Cantiga de roda
O primeiro foi seu pai. Nem poderia ser diferente. O homem tinha adoração por aquela criatura. Deu-lhe tudo o que pôde e o que não poderia, pois assim o fez, não raras vezes, com a negação de algo ao restante da família, ou à despensa doméstica. As bonecas da vitrine, as roupinhas da moda, bicicletas e patinetes adquiridos a penas duríssimas quase lhe renderam, de tão constantes, o desquite.
Do alto do décimo nono andar, recluso num apartamento, vejo nas artérias da metrópole mil formigas caminhando. Deslocam-se de cá pra lá, de...
Meditando em solilóquio
Do alto do décimo nono andar, recluso num apartamento, vejo nas artérias da metrópole mil formigas caminhando. Deslocam-se de cá pra lá, de lá pra cá, umas indo, outras voltando sem que possamos conhecer o destino de cada uma.
Por entre as flores, a aranha tece, com paciência, o fio do tecido da vida.
Vamos todos florear?
Recebi de uma conterrânea um vídeo com imagens de uma viagem que fez para realizar o seu grande sonho: conhecer o Mar Morto, um mar que nun...
Mar Morto e a Lagoa do Paó
Recebi de uma conterrânea um vídeo com imagens de uma viagem que fez para realizar o seu grande sonho: conhecer o Mar Morto, um mar que nunca foi mar, um morto que nunca morreu.
Criar animais em casa proporciona um grande prazer. Claro que nem todos gostam desta intimidade cotidiana. É uma questão pessoal. Temos de ...
O verdadeiro amor
Criar animais em casa proporciona um grande prazer. Claro que nem todos gostam desta intimidade cotidiana. É uma questão pessoal. Temos de respeitar e compreender as pessoas que, por algum motivo, nem sempre explicável, rejeitam qualquer aproximação. Há quem se arrepie ou tenha medo diante de um simples gatinho, sem nem saber por que. Inadmissível, porém, é maltratar um ser puro e indefeso.
Existe um excesso de crítica nas redes sociais, não? Tudo é motivo para crítica. Fulano espirra, mas você não. Daí, você corre pra sua rede...
O chato de galochas
Existe um excesso de crítica nas redes sociais, não? Tudo é motivo para crítica. Fulano espirra, mas você não. Daí, você corre pra sua rede social e posta: "Que feio, a pessoa espirrar".
Havia um potrinho na fazendola de tia Moça. Como se diz hoje, no linguajar consumista, era meu sonho, minha grande vontade, correr pelas ve...
Estrela da Manhã
Havia um potrinho na fazendola de tia Moça. Como se diz hoje, no linguajar consumista, era meu sonho, minha grande vontade, correr pelas veredas montado naquele animal gracioso, enfeitado em manchas brancas sobre o pêlo marrom.
Aqui, abaixo da linha do Equador, nordeste brasileiro, não há inverno, mas temos a estação das chuvas. Na falta das quatro estações, e de t...
O inverno em mim
Aqui, abaixo da linha do Equador, nordeste brasileiro, não há inverno, mas temos a estação das chuvas. Na falta das quatro estações, e de todos os ritmos que o tempo dita, gosto quando chove lá fora. Uma chuva que, como uma bússola, me indica o caminho do aconchego. Com o tempo que passa, venho gostando mais e mais dos tons cinzas e de introspecção. Por um momento, só. Quando chega o verão... é um desassossego!





















