É a vida que não pára, vida que adora mudanças. E viva a dança da mudança. Já pensou se nada mudasse? E quer saber de uma coisa? Vivemos de...

É a vida que não pára, vida que adora mudanças. E viva a dança da mudança. Já pensou se nada mudasse? E quer saber de uma coisa? Vivemos de mudanças. A grande estratégia, no entanto, é se adaptar a elas. Eis-me, aqui, pronto para enfrentar mais um ano. Ah o futuro, esta grande incógnita..., ou melhor, esta grande interrogação. A gente vive sem saber o que vai nos acontecer. Já se disse que o futuro a Deus pertence.

Aqui para nós, eu não desejo saber do futuro. Que ele continue sendo uma grande incógnita, uma grande surpresa. E viva o passado. Vez por outra, estou em busca dele, pois, recordar é uma maravilha.

Mas a verdade é que tudo passa e tudo voltará. Viva a esperança que, parodiando o ditado, é única que não morre.

Na noite de Ano Novo, muita festa, muito barulho, muitos fogos no céu, muitos pipocos, muito álcool na cuca, muita comida no bucho, muita distração, e nada de reflexão. Talvez poucos refletiram durante os momentos de silêncio. Por outro lado, não devemos esquecer de que viver é conviver. Temos que compreender e respeitar as diferenças. Há quem adore a cachaça entrando pela goela, ou chupar fumaça soltando pelas narinas.

Nossa passagem de ano foi uma delícia, numa pousada, bucolicamente chamada “Pousada das Conchas”, à beira-mar de Tabatinga. Tudo “arquitetado” pelo nosso Germano, só podia dar certo. Só não houve barulho, ainda bem. Não houve barulho, mas houve marulho. Levaram-me para dentro d'água, lutei contra as ondas, e o mar estava uma beleza.

Mas, tudo passa, e o bom mesmo é viver. Mais do que viver, conviver, mais do que conviver, transcender. Depois de amanhã, homenageiam-se os Reis Magos, aqueles que foram até a manjedoura e deram presentes a Jesus: ouro, incenso e mirra...

Encerremos a crônica lembrando que tudo passa, menos o passado, que está sempre nos fazendo reviver.

V amos deixar a resposta para o final do texto. Lembrar que Jesus, antes de curar cegos, levantou paralíticos, limpou leprosos, deu voz aos ...


Vamos deixar a resposta para o final do texto. Lembrar que Jesus, antes de curar cegos, levantou paralíticos, limpou leprosos, deu voz aos mudos, aliviou os dominados pelos espíritos inferiores, estancou hemorragias, multiplicou pães e peixes.

Fiquemos porém com os cegos. Mas, antes, façamos uma reflexão. Haverá provação maior do que a cegueira? Feche os olhos por alguns minutos, e sinta como é doloroso viver nas trevas. Não existe maior provação. Daí, o dever que temos em ajudar o nosso Institutos dos Cegos e outras entidades que os amparam.

Voltando a Jesus, foram muitos os cegos que ele curou. Que riqueza é poder ver as coisas, contemplar uma paisagem, olhar as estrelas do céu, a lua cheia que ilumina as noites de verão, a imensidão do mar, a beleza da Natureza, as pessoas ao nosso lado.

É horrível ser mudo, não poder falar, horrível não poder andar, horrível não poder ouvir. Ah, Beethoven, como sofreste com a falta de audição! Mas, pior seria se fosses cego… Esta é, sem dúvida, uma dolorosa privação.

Abramos o Evangelho (não venha me dizer que nunca leu o Evangelho, que faz parte da Bíblia, e onde está contada toda a história do Meigo Nazareno) e veja alguns casos de cegos que ele curou.

Certa vez, Jesus entrou numa casa e curou um deles, que, a princípio, dizia que dizia ver somente árvores, mas terminou vendo homens.

E a fé foi o grande remédio dessas curas. Tanto que o Mestre costumava enfatizar: “Tua fé te curou”. E depois nos ensinou que basta a fé do tamanho de uma mostarda para remover uma montanha.

Lembremos também de que, certa vez, Jesus chegou a caminhar sobre as águas. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. E o Mestre ainda chamou Pedro, mas este, ao sentir o vento, teve medo e ia se afundando. Jesus o repreendeu dizendo: “Homem de pouca fé”. Jesus curou, mas precisou da fé do curado.

Mas, qual é a pior cegueira? É a do ceticismo, da indiferença. Afinal, o pior cego é aquele que não quer ver. Está respondida a pergunta do título da crônica.

Jesus curou paralíticos, mudos, cegos, leprosos.... E assim mesmo não acreditaram nele. Chico Xavier, de cultura primária, quase cego, de olhos fechados, escreveu uma verdadeira literatura, quase 500 livros, e há ainda quem não acredite na sua mediunidade.

Afinal, o que é a vida senão um ato de fé.? Você diz: amanhã farei isto, farei aquilo, em Setembro vou à Europa…. O que é isto senão uma declaração de fé?

E vale terminar dizendo novamente: O pior cego é aquele que não quer ver.

"O menos é mais". Você já deve ter ouvido essa expressão em algum lugar. Ela é um espécie de mantra para aqueles que seguem a fi...



"O menos é mais". Você já deve ter ouvido essa expressão em algum lugar. Ela é um espécie de mantra para aqueles que seguem a filosofia do minimalismo.

E aconteceu que Jesus afastou-se um pouco dos discípulos, e foi orar. Deveria ser lindo, Jesus orando. O olhar em direção ao céu, em plena ...

E aconteceu que Jesus afastou-se um pouco dos discípulos, e foi orar. Deveria ser lindo, Jesus orando. O olhar em direção ao céu, em plena sintonia com Deus, o Pai Nosso.

Os discípulos, certamente, tiveram inveja do Mestre. A boa inveja, diga-se de passagem.

Saindo da sintonia com Deus, Jesus voltou, pronto para a caminhada da Evangelização. Mas aí um dos discípulos, humildemente pediu: “Mestre, ensina-nos a orar”. Aí, Jesus lhes ditou a oração do Pai Nosso, uma maravilha de síntese.

Nessa oração, a pessoa pede para que Deus a livre das tentações, que são muitas: tentação do orgulho, da vaidade, da inveja, do dinheiro, do sexo, da ambição. Afinal, ninguém está livre de uma tentação. Todavia, como se livrar da tentação, esta inclinação para o mal? Disse Tomé que há tentação porque há concupiscência. E como se livrar da tentação? Pela oração.

Adverte, portanto, o Pai Nosso que stejamos sempre vigilantes, atentos. Vigilantes com os nossos pensamentos. Daí o “orai e vigiai”.

A oração do Pai Nosso é de uma síntese admirável. A oração que Jesus ensinou aos discípulos. E oração deve ser simples, curta e atenta. Jamais fazer como uma certa senhora do interior que, no meio da oração, enxotou uma galinha que entrara na sala. Minha irmã Ivone, quando pequena, toda vez que orava o Pai Nosso dizia: “Ah, mamãe, quero pão”.

Nada, portanto, de orações longas, como faziam os fariseus. E nada de pedir dinheiro, um bom casamento e assim por diante.
“Ensina-nos a orar”, pediram os discípulos. E Jesus deu-lhes um modelo perfeito de oração: o Pai Nosso.

Há duas coisas importantíssimas para a nossa paz interior: a oração e a meditação. Para orar, Jesus aconselhou-nos a entrar no quarto para o silencioso diálogo com a Divindade. Não esquecer que a nossa consciência é um rigoroso tribunal interior.
Orar e vigiar para livrar das tentações. Tentação é teste. Ninguém está livre dela.

E o mundo atual, com o consumismo, já viu. Estejamos, pois, atentos, vigilantes, usando sempre o bom senso em todas as nossas escolhas.

O momento enseja uma reflexão. Foi-se um ano, e daí? O que fizeste do ano que passou? Foram muitas manhãs, muitas tardes, muitas noites. Qu...

O momento enseja uma reflexão. Foi-se um ano, e daí? O que fizeste do ano que passou? Foram muitas manhãs, muitas tardes, muitas noites. Que fizeste do tempo que não volta mais? Trabalhaste mais, estudaste mais, cuidaste melhor do teu corpo, este templo sagrado? E a alimentação? Abusaste dela? Muito álcool na barriga? Muito fumo nos pulmões?

Fizeste mais amigos ou, pelo contrário, mais inimigos? Fizeste atos de caridade? De tua boca, saíram palavras de ânimo ou de desânimo? E quanto à maledicência, falaste mal dos outros, ou, pelo contrário, só tiveste palavras de ânimo? Muito otimismo ou muito pessimismo na tua vida?

Afinal, o que é mais importante, a reflexão ou a distração? Como foi o teu relacionamento com o próximo? Disse um filósofo que o tempo é como a terra. Se não plantamos nada nela, o que devemos esperar?

Vem aí a passagem do ano velho e a chegada do ano novo. Vão soltar muitos foguetões, vão beber muito, comer muito, e nada de uma reflexãozinha. Não esquecer que o homem é um animal que pensa. Dizem que Santo Agostinho não dormia antes de conversar com ele mesmo

Espero que estejas esteja com a consciência tranqüila. Nada de remorsos e arrependimentos. E, aqui para nós, uma consciência em paz é um paraíso.

365 dias! Passados em vão? Que diga a consciência de cada um. E tome nota: a nossa maior responsabilidade é com a vida. A vida nossa de cada dia. Viver é o maior ato de fé.

E não esqueçamos jamais de, todo dia, prestar conta à nossa consciência. Santo Agostinho, dizem, antes de fechar os olhos para o mundo, mantinha uma conversa consigo mesmo. Relatava, mentalmente, tudo que fez durante o dia.

Viva a responsabilidade de viver. De viver e de conviver. E terminamos lembrando a grande interrogação: o que é que estamos fazendo de nossa vida?...

U m dos colóquios mais bonitos do Evangelho é, sem dúvida, pelo menos para mim, aquele entre Jesus e a samaritana. Não esquecer que os samar...

Um dos colóquios mais bonitos do Evangelho é, sem dúvida, pelo menos para mim, aquele entre Jesus e a samaritana. Não esquecer que os samaritanos, que habitavam a Samaria, não se comunicavam com os judeus. Ah, gente cheia de ódio... Mas, vamos ao encontro do Mestre com a samaritana, que, decerto, era muito bonita. Ela vinha, com um cântaro na cabeça, buscar água na Fonte de Jacob. Vinha de longe, provavelmente, cansada.

Os apóstolos tinham ido à cidade buscar alimento. A samaritana estava sozinha, com Jesus, e não sabia quem era aquele homem bonito que chegou a lhe pedir água. E quem era aquela mulher? Na conversa que manteve com ela, Jesus fez revelações que a assustaram. Ela por sua vez também lhe revelou coisas, e, uma delas, era de que já tinha tido cinco maridos...

Jesus lhe pediu água. Será que estava com sede? Evidente que não. Ele apenas metaforizou, dizendo que a água que daria mataria a sede para sempre. Ela não entendeu, chegando a pedir: “Dá-me desta água, senhor”.

A água a que ele se referia era a água de sua Doutrina. A água que mata a sede para sempre. A água viva...
A mulher samaritana estava assustada, surpresa, sem querer acreditar no que ouvia. Daí, depois, ter saído correndo para avisar a todo mundo que vira o Messias, aquele que estava sendo esperado.

Aí chegaram os discípulos. E ficaram assustados, sem querer acreditar: Jesus conversando com uma mulher, além do mais samaritana...

O Evangelho, onde está a Doutrina de Jesus, é a água viva, a água que não morre, água que mata a sede para sempre. Não esquecer que tudo é passageiro, neste mundo. Mas, Jesus disse: “Tudo passa, menos a minha palavra”, que é a água viva. A verdade é que o Mestre não perdia oportunidade para ensinar. Ensinar e curar.

O mundo está aí comemorando o Natal de Jesus. De Jesus ou de Papai Noel? Estou na dúvida.

A samaritana, coitada, não compreendeu o que Jesus queria dizer com esta história de água viva e água morta. Bela, a metáfora do Mestre

A Doutrina Espírita, com o seu slogan, “Fora da Caridade não há salvação”, mostra ser uma doutrina de água viva.
Caridade! E o que é caridade? Eis uma definição completa: “Caridade é benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias, e perdão das ofensas”.

E xistem muitos meios de punição. Mas, talvez, o mais duro, mais cruel, seja o apedrejamento, muito usado nos tempos de Jesus, e, segundo se...

Existem muitos meios de punição. Mas, talvez, o mais duro, mais cruel, seja o apedrejamento, muito usado nos tempos de Jesus, e, segundo se informa na Internet, continua em vigor e países árabes. A pessoa acusada é apedrejada em praça pública até cair no chão, toda ensanguentada. Punição severa, hein? Punição que confirma o que diz o ditado. “A lei é dura, mas é lei”.

Pois bem, a lei que permite o apedrejamento estava em pleno vigor no tempo de Moisés. E quais os crimes punidos por essa lei? Um deles é o adultério. A adúltera tinha os cabelos cortados. E cortar os cabelos de uma mulher, naquela época, já era uma punição. Contaram-me que há um vídeo na Internet que mostra o apedrejamento de uma mulher, nos tempos atuais, em que ela é enterrada na praça pública, só com a cabeça de fora, sendo apedrejada pelos homens...

Ora, ora, quem conhece os Evangelhos, já está sacando que há o episódio da mulher adúltera, que foi levada à presença de Jesus para ser punida, cumprindo, assim, a lei de Moisés.

Eis um dos quadros mais comoventes do Evangelho, uma mulher é levada ao Mestre para que ela fosse punida pelo crime do adultério. Com o adúltero, silêncio total. Só a mulher é levada à presença de Jesus. Disseram eles: “Mestre, esta mulher foi flagrada em pleno adultério e a lei de Moisés pune quem comete tal crime com o apedrejamento. E agora, surge a pergunta: por que o adúltero ficou livre?

Qual foi a atitude do Mestre? Calado, apenas escreveu no chão: “aquele que se julgar sem pecado que lhe atire a primeira pedra”. Silêncio total. E todos foram saindo em silêncio, a começar pelos mais velhos.

A mulher ficou sozinha, certamente, chorando. Jesus a contempla com muita compaixão e compreensão, e pergunta: “Onde estão os teus acusadores?” Ela, de cabeça baixa, responde: “Foram embora, senhor”. “Não te condenaram?” - Insiste Jesus. “Não, senhor”. Por fim, arremata o mestre: "Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”.

Para condenar o próximo é preciso estar com a consciência limpa. Mesmo, assim, nada de condenação e, sim, compreensão.
Os acusadores da adúltera, cheios de pecado, não tiveram força para apanhar uma pedra e jogar naquela infeliz. E continua a pergunta: E o adúltero? Não foi acusado?

E Moisés faria como Jesus? Evidente que não. Este encontro de Jesus com a mulher adúltera é um dos episódios mais emocionantes do Evangelho, que significa Boa Nova.

É preciso compreender as fraquezas humanas. É preciso, sempre, se colocar no lugar do outro.

E viva a caridade dos atos e dos pensamentos. Lembrando que o Espiritismo tem como slogan principal a frase: “Fora da caridade não há salvação”...

S erá que existe vida sem amor? Impossível! O amor, já disse um pensador espiritualista, é o reflexo de Deus em nós. Sim, porque Deus é amor...

Será que existe vida sem amor? Impossível! O amor, já disse um pensador espiritualista, é o reflexo de Deus em nós. Sim, porque Deus é amor.

A vida sem amor seria um deserto. Ora, estas palavras me vieram à cabeça com a leitura do livro “O sentido da vida quando o amor procura”, no qual a escritora Clemilde Pereira homenageia o seu marido, professor Afonso Pereira, um dos nossos paraibanos ilustres. E lembrar que ele chegou até a me dar aulas de Latim. Fundou o Conservatório de Música, a Fundação Padre Ibiapina e a nossa Orquestra Sinfônica, de cuja iniciativa me orgulho de ter feito parte. Além de ser um dos fundadores do Unipê.

Afonso foi um eterno sonhador. Um sonhador realista. O que ele tinha de bonito eram os olhos. Olhos profundos, serenos, olhos que falavam. Fomos amigos e com ele muito aprendi.

Clemilde, sua companheira e inspiradora, foi um presente que Deus lhe deu e vice-versa. Sabia juntar o senso prático ao sonho. Soube eternizar o seu amor incondicional. Daí o livro ter sido escrito com lágrimas e muita emoção.

Clemilde continua jovem. Não envelhece quem muito ama. Clemilde amou e continuará amando. O arquivo pessoal de Afonso, com seus livros e raros objetos, ela transformou num verdadeiro santuário. Afonso, decerto, está ali, inspirando-a, consolando-a, abençoando-a.

E eu, que sou espírita, sei muito bem que Afonso Pereira continua vivo, por que Deus não é Deus dos mortos. Horrível se só tivéssemos uma existência.

Clemilde Torres Pereira da Silva, este o seu nome do registro. Mas para Afonso, ela é apenas Clemilde, a esposa companheira, conselheira, o seu anjo da guarda. E, quem duvidar do que aqui diz cronista, abra o livro “O sentido da vida quando o amor procura”. Ou faça uma visita ao Arquivo Afonso Pereira. E nunca se esqueça da frase: O amor é o reflexo de Deus dentro de nós!

O homem, de pé e de braços abertos, é uma cruz de carne. No caso de Jesus, houve o encontro de duas cruzes: a de madeira e a de carne. E eu...

O homem, de pé e de braços abertos, é uma cruz de carne. No caso de Jesus, houve o encontro de duas cruzes: a de madeira e a de carne.

E eu fico imaginando Jesus sendo carregado até à cruz que o esperava no chão. Que humilhação! Deitado naquele instrumento de suplício, começou a pregação dos cravos, os enormes pregos que perfuravam suas mãos e pés. Uma pregação não da palavra, mas dos pregos. Muita dor, mas a maior dor não foi a dor física, porquanto o Mestre saberia como evitá-la, mas a de ordem moral.

Decerto, naquele momento doloroso, Ele pôs-se a pensar, a refletir. “Afinal, que mal eu fiz para merecer castigo tão violento? O que foi que eu fiz de tão execrável? Não me lembro de haver um mal algum. Limpei leprosos, levantei paralíticos, curei doentes e endemoniados, dei vista aos cegos, ensinei a lição do perdão, do amor ao próximo. E, certa vez, multipliquei pães e peixes para os famintos. Por que estão, agora, me pregando nesta cruz? Se eu tivesse feito o mal, muito bem, até que se compreendia. Mas não me lembro de ter ofendido ninguém. E essa cruz, qual o marceneiro que a teria feito? Meu pai, José, jamais faria esse instrumento de tortura”...

Cessadas as batidas, vieram os homens para erguer a pesada cruz para fixá-la no monte, entre dois ladrões. Muito sangue, muita dor. Mas Ele suportou tudo, calado. E, ao invés de ódio à multidão que assistia, indiferente, ao seu suplício, Ele só fez uma prece ao Pai para que perdoasse os seus algozes, pois eles não sabiam o que faziam.

Agora, pelo Natal, não esqueçamos a cruz. A lição da cruz. Lembremos de que a lição da humildade foi dada naquela manjedoura, onde jamais alguém gostaria de nascer. Todavia, foi na cruz, que Ele deu a grande lição. A lição do perdão, do amor. Esta não devemos esquecer, mesmo neste Natal de Papai Noel, o Natal do consumismo.

P ode cair para trás, mas o fato aconteceu e é narrado por três evangelistas. Jesus, depois de uma caminhada, debaixo de muito sol, resolveu...

Pode cair para trás, mas o fato aconteceu e é narrado por três evangelistas. Jesus, depois de uma caminhada, debaixo de muito sol, resolveu parar. Mas não foi para pregar, nem orar, nem fazer uma cura e muito menos descansar.

O fato é que ele parou de caminhar e subiu o Monte Tabor, onde realizou uma verdadeira sessão mediúnica, onde conversou com dois espíritos: o de Moisés e o de Elias.

Mais ainda: o Mestre, de repente, ficou todo iluminado. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. Fazia um profundo silêncio. Soprava uma brisa agradável. Ocorria, naquele momento, uma magnífica transcendência, deixando os apóstolos surpresos e maravilhados.

E tal foi o regozijo dos apóstolos que Pedro chegou a pedir a Jesus que ficassem, ali, usufruindo aquela paz. Pediu ainda que construíssem, ali, três tendas: uma para Jesus e outras para Moisés e Elias.

A verdade é que os discípulos estavam maravilhados, em estado de êxtase. Então os mortos voltam a conversar com os vivos? Pois é, estava, ali, uma prova insofismável de que os vivos podem se comunicar com os, erroneamente, chamados mortos.

Reinava uma profunda paz. Os apóstolos continuavam maravilhados. Eles tinham acabado de ver Moisés e Elias, considerados mortos, conversando com Jesus.

Mas o que é bom dura pouco. Jesus teve que descer para prosseguir na caminhada da evangelização. Mas valeu aquele momento de transcendência.

Todavia, ocorreu uma coisa curiosa. Jesus, a medida que ia descendo do Monte Tabor, avisou aos dois apóstolos que não contassem lá fora nada do que aconteceu, nada do que viram. É que muita gente não iria entender o fato ocorrido
Será que os que leem sobre tal fato no Evangelho ainda duvidam da mediunidade, da comunicação entre mortos e vivos? Diz o ditado que o pior cego é o que não quer ver.

A verdade é que o Espiritismo está no mundo para explicar esses fatos. Dir-se-a até que o Espiritismo matou a morte. E que dizer do fenômeno Chico Xavier, que tinha cultura primária, doente, e apenas com o lápis, de olhos fechados, conseguiu psicografar centenas de obras ditadas pelo espíritos? Coisa que nenhum PHDeus faria...

S im, nada de se isolar, que ninguém vive sozinho. Portanto: o negócio é compartilhar. Que não exista barreira entre mim e o outro. Sartre n...

Sim, nada de se isolar, que ninguém vive sozinho. Portanto: o negócio é compartilhar. Que não exista barreira entre mim e o outro. Sartre não quis compartilhar e foi o homem mais infeliz do mundo, a ponto de dizer: o outro é o inferno. Ele, porventura, era o paraíso?

Minha Lau, já anoitecendo, me chama para fazer uma caminhada na praia. Já está toda pronta para o cooper. E eu, com uma preguiça danada, fiquei na dúvida se deveria movimentar as pernas ou não. Mas termino botando meu traje esportivo. E sinto que todo o meu corpo vibra de alegria. Caminhar é bom, faz a gente respirar melhor. E vai, aqui, um aviso aos barrigudos: movimentem as pernas, enquanto podem….

O gosto do caminhar é o fervilhar do sangue em nossas veias. Depois, o caminhar socializa a pessoa. Não se esqueça de que, de um hora para outra, você pode ficar impedido de movimentar as pernas. Não brinque com a vida. O negócio é estar atento, vigilante.

O negócio é compartilhar. Tudo está compartilhando. Nada está se isolando. Viva a moderna tecnologia que está fazendo, o que a religião não está conseguindo: conectar as pessoas.

Que bom é a vida! Que bom é caminhar, que bom é esquecer mágoas. Mágoa tem sabor de ferrugem.

Novo ano se aproxima. Drumond disse que um ano passa, mas outros virão. Um grande consolo!

Mas não esqueça da caminhada, todos os dias, com a mesma pontualidade do nosso Sol. E viva as nossas pernas que nos movimentam, o nosso coração que continua batendo, os pulmões respirando, o sangue correndo que nem um rio.

Quantos gostariam de ter pernas para andar. Ah, os paralíticos! Quando Jesus os curava, que alegria! E você que tem boas pernas por que não caminha? O castigo é o buchão.

Faço minhas caminhadas, há muito tempo. E devo este exercício diário aos pés e às mãos. E termino a crônica dizendo: o negócio é caminhar e compartilhar!

Q ue história é esta, cronista, de enxugar os pés de Jesus? E com quê se enxuga os pés molhados? Ora, ora, com uma toalha. Errou. Os cabelos...

Que história é esta, cronista, de enxugar os pés de Jesus? E com quê se enxuga os pés molhados? Ora, ora, com uma toalha. Errou. Os cabelos também enxugam. Não os cabelos do homem, mas os da mulher. Da mulher de outrora. Cabelos que iam quase até os pés. Antigamente, muito antigamente, só as prostitutaa usavam cabelos curtos. Foi o que me disseram.

Há uma curiosidade no cabelo feminino, uma grande preocupação e cuidado da mulher. Você olha para uma mulher, e se ela se sentir olhada, a primeira coisa que faz é passar a mão nos no cabelos.

Mas, continuemos a história, contada pelo evangelista Lucas: Jesus, convidado por um fariseu, foi almoçar na sua casa. E, mal começou a refeição, surgiu uma mulher, que tinha fama de pecadora, trazendo na mão um vaso contendo perfume. Não contou duas vezes. Aproximou-se do Mestre e molhou-lhe os pés com o perfume. Depois disso, enxugou-os com os cabelos. Que beleza, hein? As mulheres de hoje, com seus cabelos curtos, não fariam isso. Aliás, disse o filósofo Schopenhauer, que a mulher era “um bicho de cabelos longos e idéias curtas. Certamente, pra dizer isso, sofria muitas frustrações, já que ele era muito feio.

Voltando à mulher que perfumou os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos, ela deu uma grande prova de amor ao meigo nazareno, enquanto o fariseu, dono da casa, só fez censurar o mestre. Mas, Jesus respondeu que ela assim fez porque muito amou. E fez a seguinte admoestação a Jesus: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés. Ela, porém, enxugou meus pés com os seus cabelos. Desde que chegou não se cansa de beijar meus pés e os enxugou com seus cabelos. Perdoados são seus pecados porque muito amou”.

Eis aí um dos episódios do Evangelho mais emocionantes e poéticos. Lembrar que, por falta de melhor transporte, as pessoas andavam a pé. Tanto é assim que os comerciantes eram chamados de “pés poeirentos;”

Toda a evangelização era feita a pé. E naquele tempo não havia toalha, que era substituída pelos longos cabelos das mulheres.

E viva a mulher, que tanto contribuiu para a evangelização. A mulher que tem sido tão discriminada, até hoje.

Concluindo, repito: este episódio da mulher que lavou o pés de Jesus e os enxugou com a toalha de seus cabelos, é um dos
mais poéticos do Evangelho, também chamado de Boa Nova.

Viva o amor. O amor ao próximo, que anda muito distante das pessoas. O homem ainda não aprendeu a amar ao próximo, que continua distante. Mas não se esqueçam que graças à moderna tecnologia, as pessoas cada vez mais se aproximam. Não digam que se amem, mas se aproximam. Já é alguma coisa.

É isto, tudo vai muito bem quando não se indaga. A pergunta mexe com a gente. Jesus, certa vez, parou a multidão que o seguia, com a seguin...

É isto, tudo vai muito bem quando não se indaga. A pergunta mexe com a gente. Jesus, certa vez, parou a multidão que o seguia, com a seguinte indagação: “Que buscas? ”O silêncio foi a resposta. E quer ver uma coisa? Muita gente não sabe por que vive? Daí a importância da fé. Uma palavra tão pequena, mas de significação tão grande.

O Mestre chegou a comparar a fé a um grão de mostarda, que é tão minúsculo e faz brotar uma árvore tão grande. Não há necessidade, portanto, de uma grande fé. E, aqui para nós, que o Mestre não ouça, Ele foi muito exigente, quando, naquela manhã, ao sair pisando na água do rio, disse para Pedro o seguir, fazendo o mesmo. Pedro ainda deu os primeiros passos, levitando na água, mas teve medo, e caiu. Daí quando Jesus lhe dizer: “Ah, homem de pouca fé”...

E o Evangelho insiste: Haverá melhor receita do que esta? Ora, se você não pede, não busca e não bate na porta, nada conseguirá na vida.

Primeiro é preciso pedir, e saber pedir. Aí vai um pouco de humildade. Primeiro a boca, isto é, primeiro a palavra. Em seguida, vem o mais difícil: buscar, andar, suar. Agora não mais a boca, mas os pés, e por fim, temos o bater à porta.

O desanimado não faz nada disso. O desanimado não pede, não busca e não bate a porta. É um acomodado, um indiferente. Como, portanto, conseguir as coisas sem “correr atrás”, como se costuma dizer atualmente?

A multidão caminhava. Mas não sabia por que caminhava. Havia muitos movidos apenas pelo “espírito de ovelha”, o “maria-vai-com-as-outras”. Muita gente vive sem saber por que vive. Não, questiona, não indaga sobre o sentido da vida. E faz tudo para esquecê-lo. E haja bebida, haja trabalho excessivo.

É preciso estar atento à indagação do Mestre, que foi muito significativa: “Que buscas?”...

A final, o que foi que Jesus disse a Pedro: “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei minha igreja. “Pedra aí como expressão de dureza, de ...

Afinal, o que foi que Jesus disse a Pedro: “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei minha igreja. “Pedra aí como expressão de dureza, de força, de solidez, de perseverança. A pedra só se sente humilhada com aquele ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. E viva a água, cuja escassez está se tornando um problema mundial.

Vamos adiante. O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema que aborreceu e intrigou muita gente. Afinal o que desejava o poeta com aquele poema, que diz o seguinte: “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra”.

O poema teve a repercussão de uma bomba. Meu professor, Aníbal Moura, do Liceu Paraibano, se insurgiu contra o poema, chegando a dizer: “Pena que não haja uma pessoa que apanhe essa pedra e sacuda no poeta”.

Vamos à pedra. Não há melhor símbolo de dureza, embora, seja humilhada pela água. Se abrirmos o Evangelho, veremos que nele há muitas pedras, a começar com aquelas que seriam jogadas na pobre mulher adúltera. É que lei só punia a mulher. Mas, segundo os videos divulgados na Internet, ainda hoje, nos países muçulmanos, se pratica o apedrejamento de mulheres em praça pública. Tanto rigor com a adúltera e tanta moleza para com o adúltero. A pedra, portanto, foi e continua sendo um instrumento de castigo.

E vamos adiante, lembrando que Jesus, certa vez, lamentou dizendo que não tinha uma pedra para repousar a cabeça. Que duro travesseiro!

A verdade é que a pedra pode ser encontrada até em nosso próprio corpo, isto é, nos rins. Quando se alude a um desastre, costumamos dizer: “Não ficou pedra sobre pedra.

Mas Jesus disse que Pedro era a pedra, símbolo de força, embora o apóstolo amado, dominado pelo medo, o negaria, mais tarde, o que não deixa de ser muito humano.

Apedrejamento... Que estúpido castigo! Por pouco, a mulher adúltera escapou do castigo, só porque Jesus disse: “Aquele que se julgar sem pecados, atire a primeira pedra”. Nenhum dos acusadores teve força para apanhar uma pedra e jogar na pobre mulher. E Jesus apenas os levou a uma reflexão. Tudo uma questão de interiorização. Os acusadores olharam para dentro de si e calaram-se. Como diz o ditado popular, o sujo não deve falar do mal lavado

Pedra é símbolo de fé e a água, símbolo de perseverança. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Para terminar, lembremos que Ele, no alto da cruz, banhado de sangue, pediu água e lhe deram vinagre. E o mais extraordinário é que o Mestre perdoou seus algozes quando disse que eles não sabiam o que faziam...

O Sol veio, lindo, iluminar o mundo. É sua missão. Chegou em silêncio. Já imaginou se ele chegasse fazendo barulho? O Sol é como o mar. O m...

O Sol veio, lindo, iluminar o mundo. É sua missão. Chegou em silêncio. Já imaginou se ele chegasse fazendo barulho? O Sol é como o mar. O mar não faz barulho. O mar faz marulho, o que é bem diferente. O barulho é do homem.

Que alegria na Natureza, com a chegada do Sol! O beija-flor vai logo beijar as flores do jardim. A lagartixa resolve tomar
banho de Sol e, vez por outra, mexe com a cabeça, como a dizer: “Bom dia, Sol. ”

Agora chegou a vez da borboleta. Sai saltitando sobre as flores. O hálito da borboleta deve ser perfumado. E eu, que não sou besta, aproveito a oportunidade para tomar um banho de Sol. Banho de luz, banho de saúde,

Feliz daquele que traz a luz ao invés das trevas. Jesus veio trazer luz ao mundo. Os homens não gostaram e lhe deram uma cruz. Uma cruz pesada, que doía nos seus ombros. Mas ele não protestou. Sofreu em silêncio. Jesus veio trazer a luz e os homens lhe deram a cruz...

Quando ele nasceu, na manjedoura humilde, uma estrela, como uma seta, veio iluminar o seu berço de palha. Jesus veio trazer a luz e os homens lhe deram a cruz.

O Sol já está alto. E eu estou molhado de luz do Sol.

Viva aquele que traz a luz. E lembremos que o sorriso é luz. Quem não sabe sorrir, não ilumina. Como é triste um rosto sem sorriso... Jesus sorriu quando nos convidou a olhar os lírios do campo, quando abriu os braços para bendizer as crianCinhas.
Jesus só não sorriu quando se viu pregado numa cruz. Ele trouxe a luz para o mundo e os homens lhe deram uma cruz. E humilharam-no dando-lhe como companhia dois ladrões.

O Sol já domina a Natureza. Derrama luz por toda a parte. E eu vou sair do banho solar, todo molhado de luz. Jesus rima com luz. E, se não me engano (me ajude o pastor Estevam) ele disse: eu sou a luz do mundo.

Termino a crônica lembrando que o sorriso é luz. Não deixe seu rosto sem sorriso.

É o que, vez por outra, ouço. Refiro-me aos meus ex-alunos, com quem, vez por outra, estou me reencontrando. Muitos deles não me lembro mai...

É o que, vez por outra, ouço. Refiro-me aos meus ex-alunos, com quem, vez por outra, estou me reencontrando. Muitos deles não me lembro mais da fisionomia. Claro, o tempo está sempre mudando a gente. Mas, o grito me emociona: Uma verdadeira terapia. Daí uma das grandes tristezas da minha vida foi quando recebi o aviso da aposentadoria compulsória.

Professor!" Professor!" Gostava de dar aula. Gostava de ver aqueles rostos olhando para mim. E eu nunca dava a aula sentado, nem parado. Preferia andar pela sala, olhando aquelas fisionomias atentas ao que eu dizia. O jurisconsulto Miguel Reale também dava aula de forma peripatética, isto é, andando pra lá e pra cá;

O tempo passou, a aposentadoria veio, o professor já não dá mais aula. Mas os alunos, muitos deles já envelhecidos, continuam me saudando quando me encontram: “Professor!” Professor!" E um deles chegou a dizer, meio ressentido: “Não se lembra mais de mim, não professor?” Difícil guardar, de memória, tantos rostos… Já para os alunos, é mais fácil lembrar do professor.

E, aqui para nós, nada melhor do que escrever, nada melhor do que ensinar, nada melhor do que o relacionamento com as pessoas. Triste de quem não se dá com ninguém.

Professor!" Professor!" Eis aí uma grande profissão. E estou me lembrando agora de Sócrates, que levou a vida ensinando, transmitindo conhecimento.

Não há melhor catarse do que ensinar. E nunca me esqueço daquele dia, quando entrei na sala de aula e vi, escrito em letras bem graúdas, no quadro-negro, esta frase: “Palmas para o nosso querido aniversariante”. Mal entrei na sala, e haja palmas. Não foi minha ex-aluna Yvone Cyrillo Soares?

Professor!" Professor!" Meu primogênito, Carlos Romero Filho, Físico e Pós-Doutor em Cosmologia, adora ser professor e seu maior medo também é a aposentadoria compulsória...