21.7.12
A o que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e...
Os portos da Paraíba
Ao que saiba, dirá o leitor, porto, aqui, só existe um, o do Sanhauá - chamado “do Capim” - que fica na Cidade Baixa, afluente do Paraíba e que assistiu à fundação da nossa capital.
Mas o porto, ou melhor, os portos a que estou me referindo são homens. Homens que muito dignificaram a nossa terra, seja na política, na magistratura, seja no jornalismo.
Eis alguns: Mário Moacir Porto, jurista e homem de letras, Sílvio Porto, político, Geraldo Porto, que nunca quis se meter em nada. O de que ele gostava, era fumar o seu cigarro, na janela de sua casa, lá na descida para cidade baixa. Adorava fumar, pensar e conversar. Um gênio na ironia, na critica. Profundo conhecedor de literatura, Geraldo adorava bater papo no antigo Ponto de Cem Réis, que naquele tempo reunia tudo o que era de políticos e de intelectuais, contando, ainda, com a presença de Mocidade, tipo popular muito querido em nossa cidade.
Se tivessem gravado todas as conversas de Geraldo Porto, teríamos, um manancial de cultura. No entanto, nada deixou escrito. Que desperdício de inteligência! Um gênio anônimo, sem vaidade pessoal. Discreto. Se não estou enganado, era um autêntico solteirão.
Afastado da política, passando a maior de seu tempo pensando, pois não é que Geraldo terminou sendo convidado para diretor da nossa Biblioteca Pública, lá na avenida General Osório... E deu conta do recado. Era o homem certo para o lugar certo.
Geraldo Porto... E os outros? Antes que a crônica acabe, lembremo-nos do príncipe, do jurista, do mestre por excelência Mário Moacir Porto. Com quem convivi e aprendi muito. Um homem de uma ética admirável. Como soube dignificar a toga! E ainda hoje sou grato por ter ele aceitado o convite para vir ao lançamento para apresentar o meu livro de crônicas de viagem: ”O Papa e a mulher nua”. Mas antes de aceitar o convite, ponderou: ”Será que isto não vai me complicar perante a Santa Igreja Católica?”...
Para terminar, o Sílvio Porto, um professor de boas maneiras, um homem arguto, bom político, ex-diretor do jornal A União, em cuja gestão nasceu o “Correio das Artes”, suplemento literário de fama nacional. E seu filho, o José Porto, na intimidade Zeca Porto, é desembargador que vem honrando a toga.
Ah, os Portos, como eles dignificaram a vida que viveram...
21.7.12
No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, deserto...
A Vida Selvagem pede Passagem
No início, tudo era escuridão. E, então, veio a luz. A Terra foi criada e povoada com uma infinidade de criaturas. Montanhas, mares, desertos foram formados. Riachos de águas cristalinas passaram a fluir no meio das florestas.
21.7.12
21.7.12
E stá aí o nosso artista plástico Hermano José, zombando do tempo, e cada vez mais jovem no apetite de conhecer, de estudar, de viver e de p...
Hermano, apenas Hermano
Está aí o nosso artista plástico Hermano José, zombando do tempo, e cada vez mais jovem no apetite de conhecer, de estudar, de viver e de pintar. Hermano, com seus noventa anos, não tem nada de velho, a não ser os cabelos brancos, que são novos. O rosto sem rugas, corado, o olhar vendo tudo, principalmente a Natureza tão mal respeitada pelo homem. E vendo os crimes ecológicos, que acontecem todos os dias, o nosso poeta, pintor e filósofo se transforma numa fera. Meditando e pintando, ele é um defensor de nossas árvores. E mora lá no Bessa, numa bela vivenda e tem por vizinho o mar, que ele contempla, todos os dias, com profunda e mística reverência.
Hermano José, com muita idade e vitalidade, está cada vez mais jovem. E conversando com ele é que a gente aprende coisas lindas. Vez por outra, ele desce do seu paraíso, pega um táxi e vai dar uma olhada nas novidades da Livraria Saraiva, lá no Shopping Manaira. O diabo é que, de repente, tudo pode acontecer. Pois não é que ele, no momento em que ia para casa, chocou-se com um garoto que vinha correndo, e escorregou no piso lustroso do shopping. Mas, felizmente, nada de grave aconteceu. Não demorou muito e eis o nosso artista plástico, novamente, na Livraria em busca de mais conhecimentos.
E agora Hermano José está expondo seus quadros na Galeria Gamela. Eis ai um acontecimento imperdível, que fica em cartaz até o dia 06 de agosto, muito noticiado recentemente nos jornais, que estiveram cheios de ilustrações de seus novos trabalhos.
O grande paisagista, antes de se entregar à Arte, que tanto dignificou, era um simples funcionário do Banco do Brasil, se não estou enganado. Vivia no mundo dos números, dos cálculos, nada compatível com a sua sensibilidade de descobridor de belezas.
Hermano é homem de pouco sorriso, mas de uma forte sensibilidade e de uma extraordinária alegria de viver. Não sei se ele é mais filósofo do que pintor. Talvez as duas coisas se ajustam bem na sua genialidade. Adora a vida e não tem pressa de deixá-la. Sua alegria é mais interior.
Outra característica da personalidade de Hermano é sua impressionante sinceridade. Ele não sabe fingir. Daria um péssimo político.
Na verdade, ele tem uma grande fé na vida. Esta a sua religião.
21.7.12
20.7.12
Se há uma coisa que tira muita gente do sério é a visão desconfortável do emaranhado de fios em uma bancada. Para diminuir a bagunça, aqui e...
6 Ideias Simples para Manter Fios e Cabos Organizados
Se há uma coisa que tira muita gente do sério é a visão desconfortável do emaranhado de fios em uma bancada. Para diminuir a bagunça, aqui estão algumas pequenas ideias caseiras que podem ser postas em prática com materiais simples e acessíveis.
20.7.12
20.7.12
Ó dio não, amor, sim. O ódio envenena a alma, o amor a torna saudável. Ninguém é feliz enquanto guardar ódio no coração. Ódio é como o fogo ...
Amor sim, ódio não.
Ódio não, amor, sim. O ódio envenena a alma, o amor a torna saudável. Ninguém é feliz enquanto guardar ódio no coração.
Ódio é como o fogo destruidor, mas que graças à água do amor, se extingue. O ódio nunca venceu o amor, que é Jesus no coração.
É fácil odiar. Difícil é amar. Não é tão fácil perdoar, mas, ainda mais difícil é não se vingar. Difícil é esquecer. É fácil esbofetear o inimigo. Difícil não, mas quase impossível, é acariciá-lo.
Foi por isso que Jesus identificou os seus discípulos “por muito se amarem”. Por aí vemos como é difícil amar Jesus. Difícil, sim, impossível, não, porquanto muitos conseguiram não se vingar festejando a festa da reconciliação.
É estúpida a sentença: olho por olho, dente por dente. Isto ficou lá com Moisés. A mensagem que Jesus trouxe foi: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, e “perdoai setenta vezes sete”. Ele não só ensinou, como exemplificou, pedindo perdão para os próprios algozes. Mas, a regra sempre adotada por aí é a de ensinar e não exemplificar.
O ódio é veneno na alma. Repitamos. Quem odeia ou guarda mágoa é um eterno infeliz. Nunca terá paz de espírito.
A História é uma vergonha. É a história do poder, do ódio, da vingança, da destruição, da guerra, do egoísmo, da animalidade superando a humanidade...
Amar é esquecer, amar é não se vingar, amar é perdoar, amar é ser compreensivo com os erros e defeitos dos outros. Amar é não julgar.
É triste a historia dos que odiaram. É triste a história de um Hitler, de um Herodes, de um Napoleão, de um inimigo da paz, que deixaram a vida isolados...
É bela a história de um Francisco de Assis, de um Gandhi e de outros grandes missionários da História. Um Gandhi que chegou a dizer que “não perdoava porque nunca se sentiu ofendido”...
Jamais estrague sua vida, envenene sua vida com o ódio no coração. Coração é o lugar do amor.
Não se esqueça da advertência do mestre dos mestres: meus discípulos são reconhecidos por muito se amarem. E fica o aviso final: você nunca será feliz se não amar, se não perdoar, se não esquecer o mal que lhe fizeram. Lição difícil, ou quase impossível, hein? Mas você queria um paraíso de graça?...
20.7.12
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