10.5.14
É um truísmo, bem sei, mas que não deve ser esquecido. E viva aquele que pensa, isto é, que conversa consigo mesmo. É preciso lembrar que s...
É um truísmo, bem sei, mas que não deve ser esquecido. E viva aquele que pensa, isto é, que conversa consigo mesmo. É preciso lembrar que somos nossos pensamentos. Lembrar ainda que só o homem pensa, ou melhor, dispõe dessa faculdade, que muitos negligenciam... É o caso de dizer que há quem pensa que pensa, mas não pensa.
Observe que o barulho é inimigo do pensar. Talvez seja essa a razão de os filósofos, homens que pensam, em sua quase unanimidade, nascerem nos países frios e silenciosos. Pensar na Suécia é muito diferente de pensar num país quente da África.
Pensar exige silêncio. Aquele que fala muito, não pensa. E hoje as pessoas estão falando demais, sobretudo através do celular. E o curioso é que falam alto, como se a pessoa do outro lado fosse surda. É tão bonito e elegante quem fala baixo, seja no celular ou em conversa...
E aqui ergamos um brinde ao genial Rodin que exaltou o ato de pensar com aquela escultura “O Pensador”, que está em Paris, no jardim de sua casa que virou o museu do famoso escultor. E eu, na primeira visita que fiz à casa de Rodin, não deixei de ficar ao lado de O Pensador, na sua mudez de bronze... E muita gente passando indiferente aquela obra de arte...
E sabe quem foi que fez de sua filosofia o simples ato de pensar?: Descartes! Que é cognominado o pai da Filosofia Moderna. Filosofia em que está expressa o “Penso, logo existo”. Descartes fez a apologia do pensamento. O mestre da dúvida revolucionou a filosofia. Pagou caro pela coragem de duvidar. Nada de aceitar tudo sem um rigoroso exame, explicava ele. Chegou até a duvidar se estava sonhando ou acordado.
Jesus, vez por outra, procurava um recanto silencioso para pensar. Pensar e orar. E a gente quase que não ora, isto é, não procura estabelecer uma sintonia com a Divindade, esquecido que orar é como respirar.
O pensamento é tudo. Daí a nossa mente ficar lá no alto quando os pensamentos são elevados. Não pensamos pelos pés, como parece ocorrer com muita gente. Que só pensa baixo e não sabe refletir...
10.5.14
10.5.14
E vidente que há outras riquezas em nosso corpo, mas desejei começar pelas mãos, que a gente deveria beijar, toda vez que acordasse, manhã c...
Evidente que há outras riquezas em nosso corpo, mas desejei começar pelas mãos, que a gente deveria beijar, toda vez que acordasse, manhã cedo. As mãos são tão importantes como os olhos. Que digam os destituídos de visão, cujas mãos são seus olhos.
Mãos de pedreiros, de pianistas, violinistas, de maestros, arquitetos, de pintores, de escritores, dos artistas em geral. Mãos que ferem, mãos que acariciam. Mãos de mães acalentando os filhos. Mãos que abençoam e mãos que amaldiçoam. Mãos que castigam, mãos que indicam o bom caminho.
Você, às vezes, se sente infeliz e esquece as riquezas que possui. Coisas que não daria por nenhum preço.
Bem-aventurados aqueles que sabem fazer bom uso de suas mãos. Estou agora mesmo no teclado deste computador em que as minhas vão formando palavras. E a moda agora é o smartphone, é o iPad, que não dispensam as mãos.
São as mãos que levam a colher até as nossas bocas, ajudando-nos a alimentar. Mãos que dirigem veículos. Mãos de crianças, de adultos e de idosos. Vi muitos destes últimos se apoiando em suas bengalas nos países que visitei recentemente.
Outrora, falava-se em pedir a mão da moça, isto é, pedi-la em casamento. Nos esportes as mãos são indispensáveis, seja no voleibol, basquete, e até no futebol. E as mãos de cirurgiães, como são valiosas?!
Mas vamos adiante. Que dizer das mãos que limpam leprosos, como as de Madre Teresa de Calcutá, a mão de Chico Xavier que escreveu centenas de livros profundos de filosofia e ciência, conquanto tivesse apenas o curso primário. Chico Xavier psicografava de olhos fechados, minha gente, e em idiomas que jamais estudara!
E que dizer de Jesus, cujas mãos levantaram paralíticos, deram vistas aos cegos, curaram leprosos? Mãos que terminaram pregadas numa cruz, sob fortes e dolorosas marteladas. Mãos de Jesus abençoando crianças e dizendo que delas é o Reino dos Céus.
Mãos! Como as adoro. E ontem, ao meio dia em ponto, vi um homem, em pleno trânsito, sem as mãos. Muitos fingiam que não o viam. Olhar implica em responsabilidade. O pedinte segurava um caneco com os braços, e ainda esboçava um alegre sorriso de amor e paz.
As mãos! Dizem que nelas está escrita a nossa existência, se longa, se curta. Pelos traços que formam um “M”, vejo que a minha vida se alonga.
A crônica já vai se alongando, e já é o momento de retirar as mãos do computador. Mais ainda: beijá-las!
E como disse no início, há muitas outras riquezas neste cosmo orgânico que é o nosso corpo, a começar pelos nossos olhos. Riquezas que nos foram dadas, pelas quais não pagamos sequer um centavo.
Olhos, mãos, pés, não esquecendo a maior de todas as nossas riquezas: a mente, espelho de nossa vida, que pode refletir o bem e ou o mal.
10.5.14
10.5.14
Muitos sites promovem o ensino de inglês usando os mais diversos métodos de aprendizagem, como textos, vídeos, arquivos de áudio e exercíc...
Muitos sites promovem o ensino de inglês usando os mais diversos métodos de aprendizagem, como textos, vídeos, arquivos de áudio e exercícios didáticos. O problema é que, na maioria deles, as explicações e as dicas são expostas também em inglês, o que pode dificultar a compreensão dos temas propostos, principalmente por quem está começando a estudar o novo idioma.
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3.5.14
P edra, símbolo de inflexibilidade, de dureza e firmeza, foi sempre citada no Evangelho, a começar quando Jesus se dirigindo ao apóstolo Ped...
Pedra, símbolo de inflexibilidade, de dureza e firmeza, foi sempre citada no Evangelho, a começar quando Jesus se dirigindo ao apóstolo Pedro, disse: “Tu és pedra e sobre ti edificarei minha igreja”.
Acontece que a pedra era humana. Daí ter dito, diante do tribunal que julgou Jesus, que desconhecia o seu mestre. Fato que ocorreu “antes que o galo cantasse”, como foi previsto.
A pedra também foi obstáculo no belo poema de Drummond e que começa: ”No meio do caminho tinha uma pedra”. Mas, deixemos Drummond e voltemos a Jesus, que começou a marcha da evangelização, num monte ou montanha, quando proferiu o mais belo sermão de todos os tempos, a ponto de o iluminado Gandhi dizer que se tudo acabasse, restando apenas o Sermão, nada estaria perdido.
Montanha é pedra. Pedra silenciosa. Pedra que fala. Jesus escandalizou os judeus quando disse que o templo de Jerusalém seria derrubado, não ficando pedra sobre pedra.
No episódio da Mulher Adultera, acusada pelos fariseus, o Mestre não fez nenhum julgamento. Apenas disse “aquele que estiver sem pecado, que lhe atire a primeira pedra”.
A pedra sozinha não fere ninguém. É neutra. E quem a utiliza para o mal, responde pelo ato. No “Sermão da Montanha” Jesus ensinou que casa construída sobre rocha, isto é, sobre a pedra, não ruirá, mesmo que venha tempestade.
Na tentação no deserto, o Diabo desafiou Jesus a transformar pedras em pães, querendo, assim, testar Jesus. É o que narram as escrituras.
A pedra não serve de travesseiro. Todavia, num momento de profunda melancolia, fez Jesus esta dolorosa confissão: “O Filho do Homem não tem uma pedra para repousar a cabeça". Inobstante exaltemos a pedra como símbolo de fé, a água pode simbolizar o amor. Tanto é assim que, segundo o ditado, ”água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".
Portanto, não esqueçamos a didática da pedra. Ela ensina fé e firmeza. Jesus, ao deixar o mundo, disse que era seu verdadeiro discípulo: aquele que muito ama. Será que estamos cumprindo a receita do Mestre? Já não digo amando, mas pelo menos compreendendo o próximo?...
3.5.14
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Tallinn, a pérola do Mar Báltico, é uma cidade aprazível, barata, de gente alegre e festiva. Reservamos apenas duas noites para percorre...
Tallinn, a pérola do Mar Báltico, é uma cidade aprazível, barata, de gente alegre e festiva.
Reservamos apenas duas noites para percorrer a Old Town, mas ficou aquele gostinho de quero mais.
2.5.14