Nesse negócio de pai, eu sou PHD. Tenho dois filhos maravilhosos,cada um com o seu modo de ser. Um moreno o outro louro. Um nascido em Camp...

Nesse negócio de pai, eu sou PHD. Tenho dois filhos maravilhosos,cada um com o seu modo de ser. Um moreno o outro louro. Um nascido em Campina Grande, outro aqui em João Pessoa.

Dois temperamentos díspares. O primogênito, hoje Pós-doutor em Física e o segundo, caçula, que desde pequeno anda sonhando com as alturas. É arquiteto, cronista, articulista e parceiro da RCTV. Eu não sei como é que ele estica o tempo para tantos compromissos.

O físico me deu dois netos: o Carlos Augusto Romero Neto, vulgo Tuquinha, e a Raíssa. Sou pai e avô! Como pai nunca bati nos filhos, a não ser uma palmadinha no caçula, que, um dia, cismou de não querer ir para a escola. Como são homens de bem, julgo-me um homem de bem. Nem o caçula, nem o primogênito tiveram vícios, embora o pai fosse um fumante inveterado, que só não morreu de câncer pulmonar porque largou o vício em tempo.

Ambos eram loucos pela mãe, que morrera de meningite e que não está mais, neste mundo. E o importante é que ambos se dão muito bem com a madrasta, minha esposa Alaurinda, chamada“boadrasta”.

Sou talvez o pai mais feliz do mundo. E agora estou me lembrando de Jesus, que só vivia falando no Pai, nosso Deus. Não fez referência ao pai terreno, o pai marceneiro, José, casado com Maria, mas como amava o Pai, que está nos céus!

Ser pai! Que grande responsabilidade! Pai de consciência tranquila, pois é à consciência a quem devo prestar contas. Não há travesseiro melhor do que uma consciência limpa.

Dois filhos, dois netos, uma nora muito meiga, chamada Aninha. E é isto que dignifica a vida. O neto, Tuquinha, que vai completar 18 anos, é um amor de rapaz. E a irmã, Raíssa, de 14 anos, me telefonou, outro dia, dizendo que acabava de ler um livro de RubemAlves, falecido recentemente.

Dia dos Pais! Pensando bem, todo dia é dos pais. A eles Deus entregou o comando da família. Infeliz daquele que não faz da paternidade uma missão...

E, antes de fechar a crônica, me vem a lembrança do meu pai, que foi um paizão com quem muito aprendi. Quando ele morreu, à beira do túmulo, eu disse algumas palavras de saudação que terminou com um “até logo, papai”. Isto em homenagem ao espírita que ele foi.

E stive pensando... Que seria do mundo sem as bolas? Olho com os meus olhos, que são bolas. Olho a noite estrelada e o que vejo? Os astros, ...

Estive pensando... Que seria do mundo sem as bolas? Olho com os meus olhos, que são bolas. Olho a noite estrelada e o que vejo? Os astros, ou melhor, os mundos em forma de bolas, a começar pela nossa Terra, nossa Lua, nosso Sol. E viva o redondo!

Se as bolas fossem extintas, que seriam de muitos esportes, a começar pelo futebol, que todos os dias nos dá lição de moral. A bola estaria representada pelo dinheiro. Todo mundo buscando a chamada pelota. Mas, não devemos querer juntar muito dinheiro. O dinheiro precisa sair, circular, promover a riqueza, No futebol, assim como no basquete, nenhum jogador fica com a bola. Ele tem de passar para o outro. Só o juiz, quando o jogo acaba é que pode segurar e sair com a bola.

Bolas, bolas, este cronista parece que não está bem da bola, isto é, do juízo. No nosso corpo, além do chamado globo ocular, temos os seios, que são redondos. Os seios femininos, digo, porquanto os masculinos são apenas uma amostra. Não servem para nada. São decorativos. Quando alguém desejar conhecer uma coisa inútil, cite o peito do homem.

Dizem que o arquiteto Niemeyer, que meu filho arquiteto não me deixe mentir, inspirou-se no redondo, nas curvas, ao invés das linhas retas. A curva é que dá graça. E viva a curva feminina.

Contesto o ditado: “Deus escreve certo por linhas tortas”. A ortografia divina nunca foi torta.

Se não houvesse o redondo o que seria do Universo? Até as galáxias são em forma de espiral. Impossível imaginar um mundo apenas de linhas retas, com exceção da linha do horizonte, que na verdade, é fictícia. As frutas, quase todas, em geral, são redondas.

Voltando ao futebol, ele também dá uma magnífica lição de solidariedade, de altruísmo. O jogador nunca prende a bola para si. Passa logo para o outro. Nem o goleiro a prende. Passa logo para o companheiro.

Costuma-se dizer: fulano não é bom da bola. Portanto, viva a bola. E eu já estou receando que o leitor diga que o cronista não anda bem da bola.

Pensando bem, mil vezes a bola do que a bala, tão em voga hoje em dia...

N ão gosto de barulho. Quando ouço o barulho, meu desejo é sair correndo e pedindo socorro, como se estivesse sendo perseguido por um monstr...

Não gosto de barulho. Quando ouço o barulho, meu desejo é sair correndo e pedindo socorro, como se estivesse sendo perseguido por um monstro. E o barulho é um monstro. Foi Satanás, se é que existe, e, se existe, foi criado por alguém, quem inventou o barulho.

E onde não existe barulho? No fundo do mar, na Natureza, nos mosteiros, no nosso corpo, este maravilhoso templo de carne e osso que Deus nos deu. O sangue corre numa mudez admirável, os pulmões respiram sem incomodar ninguém, o coração idem, a digestão se processa também em silêncio, o mesmo diríamos do cérebro.

E a Natureza? Haverá maior silêncio do que as flores se abrindo, das árvores que o vento agita. Estou, aqui, no jardim, as borboletas beijam as flores e, sem dúvida, murmuram palavras de amor...

O mar, os rios, os lagos são lugares de muito silêncio. O homem é que adora barulho. Por que? Deve ser para esquecer os problemas de consciência, pois o silêncio faz você pensar, conversar consigo mesmo. Por incrível que pareça, há religiões que adoram o barulho, esquecidas de que Deus pede silêncio. Bem disse a missionária Tereza de Calcutá: “Não se pode encontrar Deus no barulho”...

Estive lendo este relato sobre Viena, a propósito de seu tradicional silêncio: “Quando Mozart compunha, no século XVIII, a cidade de Viena era tão silenciosa que um alarme de incêndio podia ser dado por um vigia gritando do alto da Catedral de São Estevão”. Evidente que hoje ainda é quase assim.

Continuando, também fui informado que as aranhas colocam nos fios da teia um liquido que amortece o barulho lá fora.
Um dos momentos de nossa vida mais importante é, sem favor, a hora da refeição, que deveria ser sem conversa alta, gargalhada e discussões... Lembrar que a refeição é um ato que tem muito de religioso.

Mas bom mesmo é o silêncio. É com ele que a gente conversa consigo mesmo. Acontece que muita gente vive correndo de si mesma, por isso adora barulho.

Passo a vista na biblioteca e todos os livros estão em silêncio. Que maravilha. Livraria é outro lugar de silêncio. Ninguém lê, nem estuda, nem reflete com zoada. E entre os livros que estou olhando, vejo um de Shakespeare, que é uma maravilha de título: “Muito barulho por nada”. Hoje, ele escreveria: ”Muito barulho por tudo”. Assim morasse em João Pessoa.

Aqui para nós: só gosta de zoada quem não tem nada na cabeça. Vale-se do barulho para esquecer sua vacuidade, seu vazio, seus recalques, suas frustrações. Fui a um restaurante, uma noite dessas, e sai de lá surdo, tal era o barulho. Fiquei impressionado. Saí, para nunca mais voltar lá.

E agora, com a campanha eleitora, é a hora de tapar os ouvidos com algodão e não votar em político barulhento. Vamos observar.
E este computador? Que silêncio no bater de suas teclas. Estou quase beijando-o. Que diferença da TV!

Mas vou encerrar a crônica. A tarde está muito silenciosa. Gostaria de ir até o mar e vê-lo brincando com as ondas. É aí que o mar se torna menino.

Meu medo é que estronde, aqui na avenida, um carro de propaganda eleitoral. Fui falar, pois não é que surgiu o que eu temia. Propaganda de um candidato não sei a quê...

S e me perguntassem, dessas cidades estrangeiras que andamos visitando, qual a que mais me encantou e ficou se repetindo na memória evocati...

Se me perguntassem, dessas cidades estrangeiras que andamos visitando, qual a que mais me encantou e ficou se repetindo na memória evocativa, eu não pensaria duas vezes. Diria logo, mesmo que Paris ficasse zangada: Viena, onde está a casa de Freud. Mais ainda: onde se encontra monumentos em homenagem a Mozart e Beethoven.

Lembrar que, desde que comecei a andar pela cidade, na primeira vez que a visitei, fiquei maravilhado com o seu silêncio, com o asseio de seu chão e com a visão daquelas belas garotas convidando-nos para um concerto à noite. Elas distribuíam convites. E que belo sorriso ostentavam!

Viena! Capital da música, cujas calçadas ainda guardam as pisadas de Beethoven, Haydn, Mozart e outros gênios da divina arte. Pena que não cheguei a ir aos Bosques de Viena, que tanto inspiraram Strauss...

E a Casa de Freud? Fui lá com o coração batendo de alegria. Subi a escada do velho casarão, a mesma escada que o gênio pisou. Lá fui muito bem recebido e deixei o exemplar de um livro meu. Freud, que descobriu nosso inconsciente, e dele fez ilações surpreendentes! Seu retrato estava lá, bem como o divã, em que ele conversava com os clientes. Ee foi extraordinário na coragem, mas se deixou dominar pelo fumo. Morreu com um câncer na boca, que, segundo se informa, exalava tanto mau cheiro que o próprio cachorro não suportava.

No entanto, para cuidar da saúde, praticava o cooper, à noite, não de short, mas vestido como se fosse para uma solenidade.
Voltemos a Viena, cujo nome é um poema. Viena limpa, Viena musical, Viena sem barulho, até mesmo nas eleições, cuja propaganda só é feita através de cartazes nos canteiros...

Viena! Um oásis de cidade... Cultura, silêncio, paz. Uma cidade panorâmica, que logo se abre toda aos olhos do turista. Gosto das cidades que não se fecham. Veja Paris, um exemplo de cidade panorâmica. O olhar entra logo na sua intimidade: o rio Sena, a Ille de la Cité, a Torre Eiffel...

Viena é assim. Vi o seu rio, o Danúbio Azul, que inspirou Strauss com uma bela página musical. O rio, porém, não tem nada de azul. E fiquemos por aqui, se não pego já um avião de novo...

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Duncan Lou Who é mais um cãozinho sofredor neste mundo. Suas pernas traseiras precisaram ser amputadas logo que nasceu. Sem casa, sem dono, ele vive aos cuidados da Panda Paws Rescue, uma ONG baseada em Vancouver, Canadá, que tem por objetivo resgatar animais abandonados, maltratados e feridos.

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