"Use a erudição como se fosse um relógio de bolso: não saque ela para mostrar as horas, mas diga que horas são se alguém lhe perguntar"
Lord Chesterfield
Tenho pensado no valor do conhecimento e no seu propósito social, principalmente quando este é manifestado na condição de professor. A minha preocupação é quando o conhecimento torna-se vaidade e, por conseguinte, arrogância e instrumento de humilhação.
GD'Art
A psicanálise explica que quem precisa dessa autoafirmação é, na verdade, quem mais se sente medíocre – tem “complexo de inferioridade”. Quem realmente é não precisa ficar se explicitando, os outros perceberão. Levo comigo o pensamento de que “erudição deve ser igual a relógio de bolso. Não saio mostrando as horas a todos, mas se me perguntarem, digo”.
Mas, infelizmente, há professores que preferem se autorreferir a proferir o saber. A única coisa que professam é a própria prepotência. Estes são denominados professores-deuses. São esses que enxergam os discentes como inimigos/concorrentes. Qualquer intervenção de um aluno é considerada impertinente, pois a este não cabe lugar no pódio.
GD'Art
GD'Art
Professores-deuses não entendem que ensinar e aprender são trabalhos em progresso e incorrem em exigir dos alunos competências que ainda não tiveram oportunidade ou tempo para obter.
Professores-deuses reproduzem as piores posturas e tratamentos que receberam durante a sua formação. Acreditam que seus alunos devem sofrer as mesmas penas que sofreram. Professores-deuses não admitem os próprios erros, não pedem desculpas e, quando não sabem de um assunto, preferem ignorar a pergunta do aluno, dando desculpas do tipo “não vamos falar sobre isso agora”, “vamos manter o foco da aula” ou “isso nós veremos mais à frente”.
GD'Art











