Se um carioca lhe chamar de Paraíba, estará repetindo o paulista que trata todos os nordestinos como baianos. É o mesmo ranço demonstrado por Ed Motta numa cena que viralizou.
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A partir de 1972, morei alguns anos no Rio de Janeiro e descobri que a maioria dos porteiros dos prédios era composta de nordestinos, principalmente paraibanos e cearenses, que haviam trabalhado nas obras daqueles prédios e continuaram a labutar lá depois de prontas as construções. Talvez isso tenha influído no preconceito sulista.
Mas vamos ao que importa.
Vivi no Rio de Janeiro, porém numa condição absolutamente diversa da daqueles conterrâneos. Meus pais eram imensamente ricos e adoravam minha vida de playboy carioca. Chegavam mesmo a incentivar. Para que vocês tenham uma pálida ideia, eu possuía os melhores carros, morava nos endereços mais caros e, apesar de muito jovem, já possuía cheque especial e cartão de crédito. Não era incomum meu pai perguntar se eu gostaria de ganhar a supermotocicleta que acabara de chegar ao Brasil ou mesmo o triciclo Renha, que nem havia sido lançado ainda. Gostaria, né?
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Ali eu aprendi qual é o limite de qualquer preconceito: a grana. Por mais que continuem a falar mal de você pelas costas, a grana lhes impõe uma trava presencial para usufruírem do que você pode oferecer.
Um dia contarei as reações ao moreno simpático que namorava a belíssima galega carioca, colega de sala da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Deliciosa vingança.








