8.12.15
O homem, de pé e de braços abertos, é uma cruz de carne. No caso de Jesus, houve o encontro de duas cruzes: a de madeira e a de carne. E eu...
O homem, de pé e de braços abertos, é uma cruz de carne. No caso de Jesus, houve o encontro de duas cruzes: a de madeira e a de carne.
E eu fico imaginando Jesus sendo carregado até à cruz que o esperava no chão. Que humilhação! Deitado naquele instrumento de suplício, começou a pregação dos cravos, os enormes pregos que perfuravam suas mãos e pés. Uma pregação não da palavra, mas dos pregos. Muita dor, mas a maior dor não foi a dor física, porquanto o Mestre saberia como evitá-la, mas a de ordem moral.
Decerto, naquele momento doloroso, Ele pôs-se a pensar, a refletir. “Afinal, que mal eu fiz para merecer castigo tão violento? O que foi que eu fiz de tão execrável? Não me lembro de haver um mal algum. Limpei leprosos, levantei paralíticos, curei doentes e endemoniados, dei vista aos cegos, ensinei a lição do perdão, do amor ao próximo. E, certa vez, multipliquei pães e peixes para os famintos. Por que estão, agora, me pregando nesta cruz? Se eu tivesse feito o mal, muito bem, até que se compreendia. Mas não me lembro de ter ofendido ninguém. E essa cruz, qual o marceneiro que a teria feito? Meu pai, José, jamais faria esse instrumento de tortura”...
Cessadas as batidas, vieram os homens para erguer a pesada cruz para fixá-la no monte, entre dois ladrões. Muito sangue, muita dor. Mas Ele suportou tudo, calado. E, ao invés de ódio à multidão que assistia, indiferente, ao seu suplício, Ele só fez uma prece ao Pai para que perdoasse os seus algozes, pois eles não sabiam o que faziam.
Agora, pelo Natal, não esqueçamos a cruz. A lição da cruz. Lembremos de que a lição da humildade foi dada naquela manjedoura, onde jamais alguém gostaria de nascer. Todavia, foi na cruz, que Ele deu a grande lição. A lição do perdão, do amor. Esta não devemos esquecer, mesmo neste Natal de Papai Noel, o Natal do consumismo.
8.12.15
6.12.15
P ode cair para trás, mas o fato aconteceu e é narrado por três evangelistas. Jesus, depois de uma caminhada, debaixo de muito sol, resolveu...
Pode cair para trás, mas o fato aconteceu e é narrado por três evangelistas. Jesus, depois de uma caminhada, debaixo de muito sol, resolveu parar. Mas não foi para pregar, nem orar, nem fazer uma cura e muito menos descansar.
O fato é que ele parou de caminhar e subiu o Monte Tabor, onde realizou uma verdadeira sessão mediúnica, onde conversou com dois espíritos: o de Moisés e o de Elias.
Mais ainda: o Mestre, de repente, ficou todo iluminado. Os apóstolos não quiseram acreditar no que viam. Fazia um profundo silêncio. Soprava uma brisa agradável. Ocorria, naquele momento, uma magnífica transcendência, deixando os apóstolos surpresos e maravilhados.
E tal foi o regozijo dos apóstolos que Pedro chegou a pedir a Jesus que ficassem, ali, usufruindo aquela paz. Pediu ainda que construíssem, ali, três tendas: uma para Jesus e outras para Moisés e Elias.
A verdade é que os discípulos estavam maravilhados, em estado de êxtase. Então os mortos voltam a conversar com os vivos? Pois é, estava, ali, uma prova insofismável de que os vivos podem se comunicar com os, erroneamente, chamados mortos.
Reinava uma profunda paz. Os apóstolos continuavam maravilhados. Eles tinham acabado de ver Moisés e Elias, considerados mortos, conversando com Jesus.
Mas o que é bom dura pouco. Jesus teve que descer para prosseguir na caminhada da evangelização. Mas valeu aquele momento de transcendência.
Todavia, ocorreu uma coisa curiosa. Jesus, a medida que ia descendo do Monte Tabor, avisou aos dois apóstolos que não contassem lá fora nada do que aconteceu, nada do que viram. É que muita gente não iria entender o fato ocorrido
Será que os que leem sobre tal fato no Evangelho ainda duvidam da mediunidade, da comunicação entre mortos e vivos? Diz o ditado que o pior cego é o que não quer ver.
A verdade é que o Espiritismo está no mundo para explicar esses fatos. Dir-se-a até que o Espiritismo matou a morte. E que dizer do fenômeno Chico Xavier, que tinha cultura primária, doente, e apenas com o lápis, de olhos fechados, conseguiu psicografar centenas de obras ditadas pelo espíritos? Coisa que nenhum PHDeus faria...
6.12.15
6.12.15
S im, nada de se isolar, que ninguém vive sozinho. Portanto: o negócio é compartilhar. Que não exista barreira entre mim e o outro. Sartre n...
Sim, nada de se isolar, que ninguém vive sozinho. Portanto: o negócio é compartilhar. Que não exista barreira entre mim e o outro. Sartre não quis compartilhar e foi o homem mais infeliz do mundo, a ponto de dizer: o outro é o inferno. Ele, porventura, era o paraíso?
Minha Lau, já anoitecendo, me chama para fazer uma caminhada na praia. Já está toda pronta para o cooper. E eu, com uma preguiça danada, fiquei na dúvida se deveria movimentar as pernas ou não. Mas termino botando meu traje esportivo. E sinto que todo o meu corpo vibra de alegria. Caminhar é bom, faz a gente respirar melhor. E vai, aqui, um aviso aos barrigudos: movimentem as pernas, enquanto podem….
O gosto do caminhar é o fervilhar do sangue em nossas veias. Depois, o caminhar socializa a pessoa. Não se esqueça de que, de um hora para outra, você pode ficar impedido de movimentar as pernas. Não brinque com a vida. O negócio é estar atento, vigilante.
O negócio é compartilhar. Tudo está compartilhando. Nada está se isolando. Viva a moderna tecnologia que está fazendo, o que a religião não está conseguindo: conectar as pessoas.
Que bom é a vida! Que bom é caminhar, que bom é esquecer mágoas. Mágoa tem sabor de ferrugem.
Novo ano se aproxima. Drumond disse que um ano passa, mas outros virão. Um grande consolo!
Mas não esqueça da caminhada, todos os dias, com a mesma pontualidade do nosso Sol. E viva as nossas pernas que nos movimentam, o nosso coração que continua batendo, os pulmões respirando, o sangue correndo que nem um rio.
Quantos gostariam de ter pernas para andar. Ah, os paralíticos! Quando Jesus os curava, que alegria! E você que tem boas pernas por que não caminha? O castigo é o buchão.
Faço minhas caminhadas, há muito tempo. E devo este exercício diário aos pés e às mãos. E termino a crônica dizendo: o negócio é caminhar e compartilhar!
6.12.15
29.11.15
Q ue história é esta, cronista, de enxugar os pés de Jesus? E com quê se enxuga os pés molhados? Ora, ora, com uma toalha. Errou. Os cabelos...
Que história é esta, cronista, de enxugar os pés de Jesus? E com quê se enxuga os pés molhados? Ora, ora, com uma toalha. Errou. Os cabelos também enxugam. Não os cabelos do homem, mas os da mulher. Da mulher de outrora. Cabelos que iam quase até os pés. Antigamente, muito antigamente, só as prostitutaa usavam cabelos curtos. Foi o que me disseram.
Há uma curiosidade no cabelo feminino, uma grande preocupação e cuidado da mulher. Você olha para uma mulher, e se ela se sentir olhada, a primeira coisa que faz é passar a mão nos no cabelos.
Mas, continuemos a história, contada pelo evangelista Lucas: Jesus, convidado por um fariseu, foi almoçar na sua casa. E, mal começou a refeição, surgiu uma mulher, que tinha fama de pecadora, trazendo na mão um vaso contendo perfume. Não contou duas vezes. Aproximou-se do Mestre e molhou-lhe os pés com o perfume. Depois disso, enxugou-os com os cabelos. Que beleza, hein? As mulheres de hoje, com seus cabelos curtos, não fariam isso. Aliás, disse o filósofo Schopenhauer, que a mulher era “um bicho de cabelos longos e idéias curtas. Certamente, pra dizer isso, sofria muitas frustrações, já que ele era muito feio.
Voltando à mulher que perfumou os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos, ela deu uma grande prova de amor ao meigo nazareno, enquanto o fariseu, dono da casa, só fez censurar o mestre. Mas, Jesus respondeu que ela assim fez porque muito amou. E fez a seguinte admoestação a Jesus: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés. Ela, porém, enxugou meus pés com os seus cabelos. Desde que chegou não se cansa de beijar meus pés e os enxugou com seus cabelos. Perdoados são seus pecados porque muito amou”.
Eis aí um dos episódios do Evangelho mais emocionantes e poéticos. Lembrar que, por falta de melhor transporte, as pessoas andavam a pé. Tanto é assim que os comerciantes eram chamados de “pés poeirentos;”
Toda a evangelização era feita a pé. E naquele tempo não havia toalha, que era substituída pelos longos cabelos das mulheres.
E viva a mulher, que tanto contribuiu para a evangelização. A mulher que tem sido tão discriminada, até hoje.
Concluindo, repito: este episódio da mulher que lavou o pés de Jesus e os enxugou com a toalha de seus cabelos, é um dos
mais poéticos do Evangelho, também chamado de Boa Nova.
Viva o amor. O amor ao próximo, que anda muito distante das pessoas. O homem ainda não aprendeu a amar ao próximo, que continua distante. Mas não se esqueçam que graças à moderna tecnologia, as pessoas cada vez mais se aproximam. Não digam que se amem, mas se aproximam. Já é alguma coisa.
29.11.15
29.11.15
É isto, tudo vai muito bem quando não se indaga. A pergunta mexe com a gente. Jesus, certa vez, parou a multidão que o seguia, com a seguin...
É isto, tudo vai muito bem quando não se indaga. A pergunta mexe com a gente. Jesus, certa vez, parou a multidão que o seguia, com a seguinte indagação: “Que buscas? ”O silêncio foi a resposta. E quer ver uma coisa? Muita gente não sabe por que vive? Daí a importância da fé. Uma palavra tão pequena, mas de significação tão grande.
O Mestre chegou a comparar a fé a um grão de mostarda, que é tão minúsculo e faz brotar uma árvore tão grande. Não há necessidade, portanto, de uma grande fé. E, aqui para nós, que o Mestre não ouça, Ele foi muito exigente, quando, naquela manhã, ao sair pisando na água do rio, disse para Pedro o seguir, fazendo o mesmo. Pedro ainda deu os primeiros passos, levitando na água, mas teve medo, e caiu. Daí quando Jesus lhe dizer: “Ah, homem de pouca fé”...
E o Evangelho insiste: Haverá melhor receita do que esta? Ora, se você não pede, não busca e não bate na porta, nada conseguirá na vida.
Primeiro é preciso pedir, e saber pedir. Aí vai um pouco de humildade. Primeiro a boca, isto é, primeiro a palavra. Em seguida, vem o mais difícil: buscar, andar, suar. Agora não mais a boca, mas os pés, e por fim, temos o bater à porta.
O desanimado não faz nada disso. O desanimado não pede, não busca e não bate a porta. É um acomodado, um indiferente. Como, portanto, conseguir as coisas sem “correr atrás”, como se costuma dizer atualmente?
A multidão caminhava. Mas não sabia por que caminhava. Havia muitos movidos apenas pelo “espírito de ovelha”, o “maria-vai-com-as-outras”. Muita gente vive sem saber por que vive. Não, questiona, não indaga sobre o sentido da vida. E faz tudo para esquecê-lo. E haja bebida, haja trabalho excessivo.
É preciso estar atento à indagação do Mestre, que foi muito significativa: “Que buscas?”...
29.11.15
22.11.15
A final, o que foi que Jesus disse a Pedro: “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei minha igreja. “Pedra aí como expressão de dureza, de ...
Afinal, o que foi que Jesus disse a Pedro: “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei minha igreja. “Pedra aí como expressão de dureza, de força, de solidez, de perseverança. A pedra só se sente humilhada com aquele ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. E viva a água, cuja escassez está se tornando um problema mundial.
Vamos adiante. O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema que aborreceu e intrigou muita gente. Afinal o que desejava o poeta com aquele poema, que diz o seguinte: “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra”.
O poema teve a repercussão de uma bomba. Meu professor, Aníbal Moura, do Liceu Paraibano, se insurgiu contra o poema, chegando a dizer: “Pena que não haja uma pessoa que apanhe essa pedra e sacuda no poeta”.
Vamos à pedra. Não há melhor símbolo de dureza, embora, seja humilhada pela água. Se abrirmos o Evangelho, veremos que nele há muitas pedras, a começar com aquelas que seriam jogadas na pobre mulher adúltera. É que lei só punia a mulher. Mas, segundo os videos divulgados na Internet, ainda hoje, nos países muçulmanos, se pratica o apedrejamento de mulheres em praça pública. Tanto rigor com a adúltera e tanta moleza para com o adúltero. A pedra, portanto, foi e continua sendo um instrumento de castigo.
E vamos adiante, lembrando que Jesus, certa vez, lamentou dizendo que não tinha uma pedra para repousar a cabeça. Que duro travesseiro!
A verdade é que a pedra pode ser encontrada até em nosso próprio corpo, isto é, nos rins. Quando se alude a um desastre, costumamos dizer: “Não ficou pedra sobre pedra.
Mas Jesus disse que Pedro era a pedra, símbolo de força, embora o apóstolo amado, dominado pelo medo, o negaria, mais tarde, o que não deixa de ser muito humano.
Apedrejamento... Que estúpido castigo! Por pouco, a mulher adúltera escapou do castigo, só porque Jesus disse: “Aquele que se julgar sem pecados, atire a primeira pedra”. Nenhum dos acusadores teve força para apanhar uma pedra e jogar na pobre mulher. E Jesus apenas os levou a uma reflexão. Tudo uma questão de interiorização. Os acusadores olharam para dentro de si e calaram-se. Como diz o ditado popular, o sujo não deve falar do mal lavado
Pedra é símbolo de fé e a água, símbolo de perseverança. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Para terminar, lembremos que Ele, no alto da cruz, banhado de sangue, pediu água e lhe deram vinagre. E o mais extraordinário é que o Mestre perdoou seus algozes quando disse que eles não sabiam o que faziam...
22.11.15
22.11.15
O Sol veio, lindo, iluminar o mundo. É sua missão. Chegou em silêncio. Já imaginou se ele chegasse fazendo barulho? O Sol é como o mar. O m...
O Sol veio, lindo, iluminar o mundo. É sua missão. Chegou em silêncio. Já imaginou se ele chegasse fazendo barulho? O Sol é como o mar. O mar não faz barulho. O mar faz marulho, o que é bem diferente. O barulho é do homem.
Que alegria na Natureza, com a chegada do Sol! O beija-flor vai logo beijar as flores do jardim. A lagartixa resolve tomar
banho de Sol e, vez por outra, mexe com a cabeça, como a dizer: “Bom dia, Sol. ”
Agora chegou a vez da borboleta. Sai saltitando sobre as flores. O hálito da borboleta deve ser perfumado. E eu, que não sou besta, aproveito a oportunidade para tomar um banho de Sol. Banho de luz, banho de saúde,
Feliz daquele que traz a luz ao invés das trevas. Jesus veio trazer luz ao mundo. Os homens não gostaram e lhe deram uma cruz. Uma cruz pesada, que doía nos seus ombros. Mas ele não protestou. Sofreu em silêncio. Jesus veio trazer a luz e os homens lhe deram a cruz...
Quando ele nasceu, na manjedoura humilde, uma estrela, como uma seta, veio iluminar o seu berço de palha. Jesus veio trazer a luz e os homens lhe deram a cruz.
O Sol já está alto. E eu estou molhado de luz do Sol.
Viva aquele que traz a luz. E lembremos que o sorriso é luz. Quem não sabe sorrir, não ilumina. Como é triste um rosto sem sorriso... Jesus sorriu quando nos convidou a olhar os lírios do campo, quando abriu os braços para bendizer as crianCinhas.
Jesus só não sorriu quando se viu pregado numa cruz. Ele trouxe a luz para o mundo e os homens lhe deram uma cruz. E humilharam-no dando-lhe como companhia dois ladrões.
O Sol já domina a Natureza. Derrama luz por toda a parte. E eu vou sair do banho solar, todo molhado de luz. Jesus rima com luz. E, se não me engano (me ajude o pastor Estevam) ele disse: eu sou a luz do mundo.
Termino a crônica lembrando que o sorriso é luz. Não deixe seu rosto sem sorriso.
22.11.15
15.11.15
É o que, vez por outra, ouço. Refiro-me aos meus ex-alunos, com quem, vez por outra, estou me reencontrando. Muitos deles não me lembro mai...
É o que, vez por outra, ouço. Refiro-me aos meus ex-alunos, com quem, vez por outra, estou me reencontrando. Muitos deles não me lembro mais da fisionomia. Claro, o tempo está sempre mudando a gente. Mas, o grito me emociona: Uma verdadeira terapia. Daí uma das grandes tristezas da minha vida foi quando recebi o aviso da aposentadoria compulsória.
Professor!" Professor!" Gostava de dar aula. Gostava de ver aqueles rostos olhando para mim. E eu nunca dava a aula sentado, nem parado. Preferia andar pela sala, olhando aquelas fisionomias atentas ao que eu dizia. O jurisconsulto Miguel Reale também dava aula de forma peripatética, isto é, andando pra lá e pra cá;
O tempo passou, a aposentadoria veio, o professor já não dá mais aula. Mas os alunos, muitos deles já envelhecidos, continuam me saudando quando me encontram: “Professor!” Professor!" E um deles chegou a dizer, meio ressentido: “Não se lembra mais de mim, não professor?” Difícil guardar, de memória, tantos rostos… Já para os alunos, é mais fácil lembrar do professor.
E, aqui para nós, nada melhor do que escrever, nada melhor do que ensinar, nada melhor do que o relacionamento com as pessoas. Triste de quem não se dá com ninguém.
Professor!" Professor!" Eis aí uma grande profissão. E estou me lembrando agora de Sócrates, que levou a vida ensinando, transmitindo conhecimento.
Não há melhor catarse do que ensinar. E nunca me esqueço daquele dia, quando entrei na sala de aula e vi, escrito em letras bem graúdas, no quadro-negro, esta frase: “Palmas para o nosso querido aniversariante”. Mal entrei na sala, e haja palmas. Não foi minha ex-aluna Yvone Cyrillo Soares?
Professor!" Professor!" Meu primogênito, Carlos Romero Filho, Físico e Pós-Doutor em Cosmologia, adora ser professor e seu maior medo também é a aposentadoria compulsória...
15.11.15
8.11.15
J esus, quando não estava ensinando e curando, gostava de visitar os amigos. Visitar e ensinar. E uma dessas visitas era ao seu querido amig...
Jesus, quando não estava ensinando e curando, gostava de visitar os amigos. Visitar e ensinar. E uma dessas visitas era ao seu querido amigo Lázaro. Bem-aventurado aquele que o recebia em casa.
Aconteceu que Jesus, numa certa manhã, resolveu matar as saudades do amigo Lázaro e de suas irmãs. E eu fico pensando: como você se comportaria com o Mestre em sua casa? Sem dúvida, com muita emoção.
Pois bem, Jesus passou a manhã na casa do seu grande amigo, cujas irmãs, Maria e Marta, estavam presentes. Maria foi a primeira a abrir a porta e saudar o ilustre visitante. E ficou permanentemente ao seu lado, morrendo de alegria. Não era possível: Jesus em sua casa? Já a irmã, Marta, correu para a cozinha. E haja a arrumar a casa, esquecida da presença do iluminado visitante. Espanador, aqui, vassoura acolá, pois Jesus talvez notasse algum desleixo na sua casa, pensava ela. E Maria, o que foi que fez? Desde que o Mestre chegou que não saiu mais de perto dele.
Jesus aproveitou o momento e começou a falar da vida eterna. Sempre aproveitava a oportunidade para ensinar, alertar, divulgar sua consoladora doutrina. E Marta na cozinha, arrumando, limpando, passando pano no chão, indiferente aos ensinos de Jesus.
Maria não cabia em si de contente. Estar com Jesus frente a frente, ouvir-lhe a voz mansa, a palavra que liberta. Ela junto do Mestre e Marta às voltas com as caçarolas, preocupada com o almoço. Marta suada de trabalhar e Maria encantada com a palavra do Mestre.
Aí deu-se o que não se esperava. Marta saiu da cozinha e ainda limpando as mãos no avental, dirigiu-se ao Mestre e fez uma reclamação, dizendo que Maria, ao invés de estar lhe ajudando, ficava ouvindo o que Jesus ensinava. Pediu para que ele mandasse a irmã lhe ajudar na cozinha.
O Mestre sorriu e disse: “Marta, Marta! Tu te preocupas com muita coisa, no entanto, uma só é necessária, e esta Maria escolheu”.
O que foi que Marta aprendeu, arrumando a cozinha? Deixar passar a oportunidade de ouvir a palavra iluminada de Jesus, trocando pelo barulho das caçarolas e da vassoura? E se houvesse TV, naquela época, decerto ela preferiria assistir a uma novela. Cuidado, há muita gente como Marta...
Eis aí uma lição para todos nós. Jamais devemos ficar indiferente à verdade que consola e liberta. Maria soube escolher. E neste mundo, quantas pessoas ainda estão indiferentes aos ensinamentos do Mestre! Mesmo os que se dizem cristãos. Preocupam-se com o sexo, com o dinheiro, com o poder, com a aparência, com as coisas materiais, menos com “os tesouros que a traça não rói”.
Marta na cozinha e Maria junto de Jesus. Que diferença... O Evangelho tem muitas histórias dessas. E se você nunca leu o Evangelho, a lição de Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida, está fazendo como Marta.
E viva a lição da transcendência!
8.11.15
7.11.15
D ia de eleição na Academia Paraibana de Letras é muito gostoso. Uma oportunidade para a confraternização, e confraternização é reunião de a...
Dia de eleição na Academia Paraibana de Letras é muito gostoso. Uma oportunidade para a confraternização, e confraternização é reunião de amigos. Andamos cada vez mais distantes, portanto, viva a oportunidade dos reencontros. Fui com meu filho Germano, que também é cronista, e gosta muito da Academia.
E vamos á eleição: Dois candidatos fortes para ocupar a cadeira deixada pelo nosso Wellington Aguiar: o erudito Evandro da Nóbrega e o jornalista Abelardo Jurema. O desfecho foi a vitória de Abelardo que, quando ouviu o resultado do pleito, dando-lhe maioria, chorou, copiosamente, comovendo a todos. E disse mais Abelardo: estou feliz por que mais uma vez estou perto do meu pai, pois, como se sabe, o Ministro Abelardo Jurema, há muito que se imortalizou.
Aquelas lágrimas que molhavam o rosto do nosso escritor e colunista-mor, podemos classificar de “lágrimas da imortalidade. E bonito foi o abraço que Evandro deu no candidato vitorioso.
Repito: foi uma beleza a eleição. De parabéns a comissão julgadora, dirigida por Ramalho Leite, e de parabéns a bela administração que Damião está realizando, na Academia.
O nosso arquiteto Germano, encantado com o clima de confraternização, elogiou os ambientes da Academia, e foi convidado por Gonzaga Rodrigues para ver de perto o Memorial Augusto dos Anjos, criado na sua gestão como presidente daquela casa de cultura.
Valeu a presença de José Mário Silva, que veio de sua Campina Grande para cumprir o dever previsto pelo Estatuto.
Lembremos de que o importante numa eleição é a oportunidade de uma confraternização entre os imortais. E não faltou a mesa cheia de deliciosas guloseimas.
Mas, o comovente mesmo foram as lágrimas de Abelardo, comprovando sua reconhecida sensibilidade. Lágrimas da imortalidade.
7.11.15
2.11.15
O ntem, foi Dia dos Mortos, em homenagem aos que, para muita gente, se encontram em posição horizontal, até que tudo vire pó. Há, ainda, que...
Ontem, foi Dia dos Mortos, em homenagem aos que, para muita gente, se encontram em posição horizontal, até que tudo vire pó. Há, ainda, quem ache que somos apenas restos mortais, para gáudio dos vermes. E, assim mesmo, vão, com suas velinhas, seu choro e suas orações, prestar homenagem aos que se foram desta vida... Se foram não, pois, para a maioria dos vivos, os mortos continuam vivos, embaixo da terra.
O grande compositor francês, Saint-Saëns, compôs uma curiosa e genial composição a que ele deu o nome de Dança Macabra. Segundo a música, quando dá meia-noite, os mortos saem de suas catacumbas e vão dançar, até que surge a madrugada, os mortos saem, espavoridos, correndo de volta às suas covas. A composição do compositor francês é uma maravilha de criatividade. “Dança Macabra”, não esqueça de ouvi-la.
No Hamlet, do nosso Shakespeare, um personagem pergunta: “Cadê Polônio?” Sabe qual foi a resposta que lhe deram? Ele está num banquete, onde não come, mas é comido. “Ele referia-se ao cemitério”.
Nós não vamos a cemitério porque sabemos que os nossos, erroneamente, chamados mortos, não estão mais ali.
O filósofo tibetano, Milarepa, construiu sua casa vizinha ao cemitério para não perder de vista a fugacidade e a precariedade da vida.
E vale um lembrete: Os nossos entes queridos não estão debaixo da terra, e sim, cada vez mais vivos. Oremos para eles sempre, e não apenas no chamado Dia de Finados.
Mas, visitar um cemitério para reflexões, não é mau. Houve tempo em que eu, toda vez que ia a Paris, fazia uma visitinha turística ao famoso cemitério Père Lachaise, onde estão sepultados mortos ilustres, inclusive Chopin. E não esquecer Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, em cujo túmulo se lê este belo epitáfio: “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei”.
Acontece que, numa dessas visitas, demoramos mais. Aí começamos a ouvir o grito dos corvos. Escurecia, e nós, com um certo medo, fomos saindo. Mas, nos perdemos. Mais à frente, encontramos o vigia do cemitério, a quem indagamos sobre a saída, e ele, com muito humor, disse: “Ici, celui qui entre ne peut pas sortir”. (Aqui, aquele que entra não pode mais sair).
Aqui para nós, o túmulo de Kardec, no Père Lachaise, é uma lição de vida. Veja o que está, ali, escrito: “Nascer, viver, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei”. Um resumo de nossa viva.
Mas, o importante não é apenas viver, mas conviver. Conviver com o próximo. Lembre-se que o outro é o nosso teste. Daí grande máxima da Doutrina Espirita: “Fora da caridade não há salvação”.
Agora me lembro, no Cemitério da Boa Sentença, quando fiz uma oração junto ao túmulo de meu pai e terminei dizendo: Adeus, papai, até breve”, O governador Pedro Gondim, presente, não se conteve: “Mas que religião é esta que lhe dá tanto conforto?”...
Dia de finados... Dia dos Mortos... Isto já era. Fica a pergunta: você já imaginou o que sente um espírito querido vendo você chorando no seu túmulo? Acho que o desejo dele é dizer: “Sai daí, seu bobo, estou mais vivo do que você”
2.11.15
1.11.15
J á entro na crônica com sede. E há coisa melhor do que ter sede para poder matá-la? Sem ela, para que serviria a água? Antigamente, os desc...
Já entro na crônica com sede. E há coisa melhor do que ter sede para poder matá-la? Sem ela, para que serviria a água? Antigamente, os descobridores de terra gritavam: “Terra! Terra!” Mas o nosso sertanejo, vez por outra, está gritando: “Água, água, água”.
Alaurinda, mal eu me levanto do leito, manhã cedo, ela chega com um copo d'água para eu beber. Diz que isso dá muita saúde. O organismo precisa de uma lavagem, vez por outra. Lembrei agora de um ditado inglês que diz “An apple, each day, keeps the doctor away”, que significa “uma maçã todo dia mantém o médico distante”. Decerto, um copo d'água em jejum, também.
Agora uma reflexão filosófica: que seria do mundo, da vida, sem a água. Quando descobrem um novo planeta, a primeira preocupação é se tem água.
Existe a água que mata a sede, a água do trabalho, que é o suor, a água da dor, que é a lágrima. E o que dizer do sangue? Dizem que setenta por cento do nosso corpo é feito d'água.
E você já fez hidroginástica, numa piscina? É uma maravilha! A gente, dentro d'água, se sente mais leve. Eu e o meu filho Germano não perdemos essa oportunidade de ganhar mais saúde e mais amigos.
Voltemos à água. Já imaginaram o mundo sem ela? Não existiria.
Aqui prá nós, mas há pessoas que gostam mais é da aguardente. Dessas que o sujeito fecha os olhos e estala o dedo. Mas, se a aguardente é boa por que faz careta? Meu pai tinha um amigo que quando o visitava pedia aguardente com sal...
Já imaginaram a revolta do nosso organismo quando a aguardente lhe entra pela boca?
Chamam bebedor de aguardente de cachaceiro. Meu pai tinha um empregado, de nome Vitorino, que só vivia bêbado.
Mas louvemos a água que não arde. A água que passarinho bebe.
1.11.15
31.10.15
Antes de sair para surfar, velejar ou, simplesmente, para pegar aquela brisa na praia, dê uma olhadinha nesse site . Ele mostra os ventos ...
Antes de sair para surfar, velejar ou, simplesmente, para pegar aquela brisa na praia, dê uma olhadinha nesse site. Ele mostra os ventos que sopram nos diversos quadrantes da Terra, trazendo ondas, chuvas, polinizando, renovando, produzindo energia e, muitas vezes, devastando...
31.10.15
23.10.15
E le chegou tão rápido, saiu tão rápido, como se viesse a negócios... ou fugindo. E me lembrei dele, outrora... No tempo em que dizia deseja...
Ele chegou tão rápido, saiu tão rápido, como se viesse a negócios... ou fugindo. E me lembrei dele, outrora... No tempo em que dizia desejar ter um milhão de amigos. Roberto Carlos chegou correndo, saiu correndo, como que se escondendo. Nada de vê-lo na TV ou publicamente, junto do busto de Tamandaré. Em uma de suas músicas, está, sim, aquela em que ele diz que deseja ter muitos amigos.
Não vi Roberto Carlos, pois para vê-lo e ouvi-lo a gente tinha que ir a um lugar privado, onde tinha de se pagar ingresso, 250 reais sentado, e 80 em pé. Mas, aqui para nós, tanto faz ouvir o cantor sentado ou em pé. De qualquer maneira eu não me arriscaria a tanto.
A verdade é que Roberto Carlos veio diferente. Quase não se deixou ver. Lembro-me que o cantor de outrora era mais simples. Ele tinha qualquer coisa de sagrado. Era mais romântico. Tinha um toque religioso. Mas lembrar que isso era, antigamente.
Hoje o negócio é faturar. Os milhões de amigos que ele desejava, para vê-lo e ouvi-lo, tinham de pagar ingresso caro. E foi um sucesso.
Roberto Carlos veio e saiu, certamente, muito eufórico. Cantou bem, faturou bem e os milhões de amigos que ele desejava não faltaram. Estou certo de que o nosso Roberto deve ajudar muitas instituições de caridade.
Não gostei de não ter visto e ouvido o cantor dos amigos. O Roberto que tinha qualquer coisa, repito, de religioso, de romântico, de sonhador.
Mas, o importante, hoje, é faturar. Roberto faturou bem, graças aos seus milhões de amigos. E não tenho dúvida de que ele cantará, da próxima vez, gratuitamente, para os garotos com câncer, para os que não podem ver, mas podem ouvir.
Roberto, não sei se é religioso e se sabe daquela advertência evangélica: a quem muito foi dado, muito será exigido.
23.10.15
19.10.15
É isto, a Federação Espírita Paraibana, instituição máxima do movimento espírita paraibano, está completando 100 anos. 100 anos ensinando e...
É isto, a Federação Espírita Paraibana, instituição máxima do movimento espírita paraibano, está completando 100 anos. 100 anos ensinando e divulgando a Doutrina codificada por Allan Kardec. Doutrina que tem como slogan: “Fora da caridade não há salvação”.
A casa Mater do Espiritismo na Paraíba começou a funcionar na rua 13 de maio, num prédio espaçoso, que, no fundo, lia-se a máxima, a que já referimos. Uma máxima que define o ecumenismo de uma Doutrina. Seja católico, seja protestante, a caridade é, sem favor, uma virtude essencialmente cristã.
O prédio da Federação funcionou por muitos anos na Treze de Maio e muito concorreu para a expansão do movimento espírita. Grandes oradores, principalmente, do sul do país, ocuparam sua tribuna. As reuniões, quer doutrinárias, quer mediúnicas funcionaram muito bem.
A Casa Mater já tinha como presidente José Augusto Romero, que muito contribuiu para o desenvolvimento da Doutrina, em nosso estado.
Lembrar José Pereira da Silva, alto funcionário da Alfândega, que, com muita dedicação, organizou o serviço de homeopatia. Logo à entrada do prédio uma longa mesa cheia de jornais e revistas espíritas. E a Federação promovia, todos os anos, o Natal dos Pobres.
A Federação ainda instituiu o Catecismo Espírita, com a participação de muitas crianças, e o livro adotado era o Catecismo de Leon Denis.
O tempo foi passando e houve a necessidade de se procurar um melhor lugar para a instituição. E foi um paraibano, que morava no Paraná, onde negociava com madeiras, Artur Lins de Vasconcelos, que comprou um terreno no Parque Sólon de Lucena, onde construiu o novo prédio da Federação, por sinal moderno e espaçoso.
Mas, os anos foram passando e a Federação cada vez mais contribuía para a expansão da Doutrina, codificada por Allan Kardec.
Chegou o tempo de a Federação sair do Parque para ocupar um prédio ainda maior, onde funcionava o Lar da Criança, dirigido pelo confrade Laurindo Cavalcante, e que ocupou a presidência por muito tempo, assim como José Raimundo de Lima, a quem se deve a ida da Casa Mater para este outro espaço. . E não esquecer a administração serena do atual presidente da Federação, Marco Lima, que, a exemplo de como o célebre astrônomo Camille Flammarion descreveu Kardec, é “o bom senso encarnado”.
A verdade é que a instituição, que hoje comemora os seus cem anos, merece todo nosso respeito. Grandes oradores, a começar por Divaldo Franco, Pietro Ubaldi, Raul Teixeira, ocuparam seu microfone. E lembrar que o arcebispo Dom Aldo Pagotto e o pastor Estevam Fernandes, vez por outra, estão visitando a Federação, dando, assim, uma eloquente prova de ecumenismo.
José Augusto Romero presidiu a Federação durante 44 anos consecutivos. A Federação era a sua segunda casa. Com sua cultura, sua mansidão, seu amor à Doutrina, ele saiu deste mundo com a consciência tranquila. Como deve se sentir todo aquele que pratica a verdadeira caridade.
19.10.15
18.10.15
É com grande emoção, que, vez por outra, assisto à caminhada deles em busca do mar, que fica um pouco longe de suas moradas. E o que mais m...
É com grande emoção, que, vez por outra, assisto à caminhada deles em busca do mar, que fica um pouco longe de suas moradas. E o que mais me comove é a alegria das crianças que os pais levam, muitas delas no braço.
A avenida é a Monsenhor Odilon Coutinho, final da Beira Rio. Fica defronte de nossa residência. E é por ela que os buscadores passam, numa alegria que emociona. Quase todos vão sorrindo. Sorrindo, sim, pois buscam o mar. De suas casas até o mar, bem que é longe, mas pouco importa. Devagar, vai-se ao longe, como diz o ditado. Ninguém está triste. Com suas chinelinhas japonesas, lá se vão, que a vida não é só sofrimento. E a caminhada ocorre sempre nos dias feriados e domingos.
À medida que andam, cresce a alegria. A alegria de ver o mar bem perto. O mar que nada lhe cobra pelo banho, pela corrida na areia. Caminharam muito, suaram muito, mas valeu o esforço. Nas águas esquecem tudo. Esquecem até que são pobres. Ainda bem que o mar não é comprado. Ainda bem que o mar é de todos.
E assim, eles passam horas e horas esquecidos de seus problemas. Mas, o tempo passa rápido, o dia já vai escurecendo e acabou-se o que era doce. Daí a grande tristeza da volta. Vêm cansados, mal humorados, as crianças chorando.
Comparo esta caminhada em busca do mar a uma imagem da vida. Pois o que é a vida, senão uma incessante busca do prazer?
A avenida agora está escura, o mar, certamente, dorme. Mas amanhã é outro dia... Viva a busca do prazer. Sem ele, que seria da vida?
O prazer de amar, o prazer de se alegrar com a vida, o prazer de perdoar, o prazer de viajar, o prazer de ler, o prazer...
Mas o prazer dos meus caminhantes da avenida é ver o mar, é mergulhar no mar, brincar no mar, esquecer a vida carente que andam levando.
18.10.15