Apeio-me onde a eletricidade ainda não chegou, tampouco o telefone. Automóvel nem pensar, sendo as febres, as endemias e epidemias, de um modo geral e cada uma a seu tempo e mais carregadas, os grandes incômodos de sempre.
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Resolvi ir longe nesta caminhada mental que ainda me fica. Dessa vez aonde nunca imaginara, mesmo andando para trás e por caminhos nunca p...
Como sair dessa
Apeio-me onde a eletricidade ainda não chegou, tampouco o telefone. Automóvel nem pensar, sendo as febres, as endemias e epidemias, de um modo geral e cada uma a seu tempo e mais carregadas, os grandes incômodos de sempre.
O menino que se chamava Leonardo Francisco Salvatore Laponzina, nascido no Brooklin, filho de pais imigrantes sicilianos, sempre quis ser ...
Da Broadway para o Beco das Garrafas
Ontem eu saí para ver a rua. Estava deserta e silenciosa. Uma mancha prateada no céu dizia que a lua estava lá. As nuvens esvoaçavam lembr...
Ventos do passado
Veio uma brisa fria com cheiro de chuva. E como numa espécie de encanto ouvi uma nuvem dizer:
“Se você quiser posso contar uma história?! “
Então ela começou a contar...
Cuité, julho de 1974.
Uma noite dessas de pandemia, sonhei com Albertina a senhora que trabalhou por muitos anos na casa do meu avô, onde vivi desde que nasci. ...
Albertina, um ser especial
Quando eu era criança ela não gostava que eu ficasse na cozinha, mas eu estava sempre lá fazendo alguma traquinagem. Nessa época, a galinha era comprada viva na feira e morta no quintal, horas antes do preparo, e eu acocorada acompanhava tudo bem de perto, mesmo com os protestos dela. Um corte no pescoço, rápido para tirar o sangue e fazer o molho à cabidela,
Datilografei meus primeiros romances – nos anos 70 - e algumas peças de teatro – nos anos 80. Os filmes de que participei como ator, naq...
A estrutura de cada época
Quando do último grande embate na faixa de Gaza, era o ano de 2009, escrevi os primeiros 3 poemas abaixo e inclui, de última hora, no meu ...
Céu de bombas
Outros momentos críticos ocorreram, e escrevi mais alguns poemas motivado pela crise humanitária na terra de origem de minha família.
Hoje, uma nova crise se instala na região. Muito triste ver o extremismo se instalando, novamente com força, no Mundo.
Escrevi o último poema, agora com uma mensagem de esperança. Compartilho com os amigos deste espaço literário dedicado à palavra.
Estaria reservado no escaninho dos deuses tão impensada tormenta? Movimento primevo: revoada dos pombos. Quebrado o instante, brancas penas restaram na praça. Crianças absortas, festejando o dia, imaginaram dragões e fadas. Anciões se entreolharam e cismaram do céu... Ato contínuo: zunido, estrondo, perplexidade. Malfadado encontro: pó e silêncio. Os primeiros gritos, embotados pela poeira do subentendido. O som antecipou a imagem suspeitada. Fez-se a desolação nos rostos que se ergueram. Os primeiros gestos, lentos, não acompanharam o frenesi do pensamento. Desespero. – Como é possível minar tanta água desses rostos de areia? Coube ao acaso a seleção dos fortes (que recolheram os corpos). Ao poema, cabe despejar sobre o chão, e na cara dos facínoras, uma resma de dúvidas. De algum ponto, cabe o recomeço.
Ser o vento desperdiçando a força nas folhas mortas (Um passo, ou outra maneira de deslizar na existência) E ao saber o nome das pedras atiradas, demovê-las da urgência de sangue.
Águas Sinto o chamado das águas! Vou em ânsia buscando um antigo caminho Margeado de flores quase secas. Incapazes de lut...
O rio que deságua no meu peito
Sinto o chamado das águas! Vou em ânsia buscando um antigo caminho Margeado de flores quase secas. Incapazes de lutar contra o sol causticante Elas não pedem nada, querem apenas ser No limite do tempo que lhes foi destinado. Nada têm a fazer senão florir, eu tenho. Junto palavras, costuro frases, histórias Colhendo vagos vestígios
Tenho falado de uma visão sistêmica do fato literário, o que, em si, não é nada de novo. É quase impossível falar isoladamente de um texto...
Abra seu horizonte de expectativa!
Você consegue imaginar uma música que, muitas vezes, parece ser guiada pelos silêncios e pausas entre os acordes e notas, e não propriamen...
Debussy e Jobim: uma ponte impressionista
Surge um sinal alvissareiro de abertura ou de meio alívio na recomendação da autoridade americana de se poder baixar a máscara, certamente...
Vacinando, dá
Vacinando, dá.
Ricos, ainda os mais ricos do planeta, à hora em que chegou um governante que considerasse a imunização questão de vida e morte, o resultado veio à tona. Dinheiro não faltou e, bem mais importante, a vontade firme e, com perdão da má palavra, autoritária. Nesses casos tem de ser autoritária, quando a vida humana está em jogo.
Os Estados Unidos, pelas condições imperialistas particulares da ciência e tecnologia que desenvolvem, e, claro, dos meios de acioná-las, nos apavoraram a todos, a povos de todos os níveis, quando se deixaram dominar pelo inimigo invisível, ainda hoje sem origem. Os americanos começaram a desconhecer o seu presidente.
Chegou com 1 quilo e 400 gramas. Mal ficou em pé e já saiu andando desengonçada pelo corredor, cheirou todos os cantos até fazer o primeir...
A chegada de Lola
Pela grade fechada com dois cadeados e correntes vejo duas borboletas fazendo uma ronda no gramado da praça. Parecem voar aleatoriamente...
Borboletas e soldadinhos
Levei muito a sério aquela máxima escrita em alguma página do Livro Sagrado: “Crescei-vos e multiplicai-vos”. Não sei se cresci tanto as...
A raspa do meu tacho
Certa vez percorri o Rio Gramame, a barco, realizando desejo desde quando aqui cheguei, em meados de 1971. Conhecer os arredores des...
Um rio que entrou na minha vida
Conhecer os arredores deste rio, penetrar na profundidade mítica do manguezal, até certo ponto acalentador, era minha vontade. Foi um passeio inesquecível e de recordações porque, conhecendo-o de passagem, agora eram suas águas que me transportavam lentamente, enquanto observava sua paisagem. Um lenitivo para a alma.
Estreando em livro no auge da efervescência das vanguardas, Águia Mendes não fez do concretismo e seus desdobramentos uma espécie de cláus...
Uma obra em progresso
Na turma, todos queriam ser escritores. Rabiscavam contos, poemas ou trechos de romances e mostravam uns aos outros em mesas de bar ou nu...







































