Por 20 anos, entre 1940 e 1960, José Leal Ramos, decano da imprensa paraibana, havia presidido API, entidade que ajudou a fundar em 1933. Jornalista da “velha guarda”, ele havia atuado em diferentes órgãos de imprensa, pontificando com mais destaque no jornal O Norte, do qual havia sido diretor, e onde assinou as colunas A margem da atualidade e Minuta. Para muitos, a API era sinônimo de José Leal, e ele estava fadado a ser o “eterno presidente” da Associação.
Dando continuidade ao perfil do jornalista e escritor Adalberto de Araújo Barreto, vamos contar como se deu a sua ascensão à presidênci...
Adalberto Barreto, entre fugas, fichas, prisões e pichações
Por 20 anos, entre 1940 e 1960, José Leal Ramos, decano da imprensa paraibana, havia presidido API, entidade que ajudou a fundar em 1933. Jornalista da “velha guarda”, ele havia atuado em diferentes órgãos de imprensa, pontificando com mais destaque no jornal O Norte, do qual havia sido diretor, e onde assinou as colunas A margem da atualidade e Minuta. Para muitos, a API era sinônimo de José Leal, e ele estava fadado a ser o “eterno presidente” da Associação.
As desativadas estações ferroviárias do interior. Cachos de matos assanhados, flores tímidas, montanhas feitas pelas formigas entre as...
Estações desertas
Há livros que são para consultar, há livros que são para ler, há livros que são para reler, há livros que devem ser lidos com frequênci...
Os sertões, um livro didático (Parte I)
Quando eu soube que a polícia do Estado do Espírito Santo apreendera 31 frascos da droga fentanil, com traficantes, comecei a pesquisar...
O diabo desembarcou no Brasil
Sendo hoje o dia mundial do coração, na qualidade de cardiologista, resolvi brindar os caros leitores, do Ambiente de Leitura Carlos Ro...
O coração como símbolo
O vento Leste me traz o cheiro de bacalhau na brasa e faz com que eu suspenda o chamego com o ring neck, o periquito de pescoço anelado...
Numa cama de alface
Nos dias de hoje, caminhamos encurvados não diante de Deus, mas sim encurvados diante da tecnologia. Nossas cabeças baixas, imersas em ...
Desconecte-se!
É inegável que a tecnologia trouxe inúmeros avanços e facilidades para o nosso dia a dia. Através dos smartphones, temos acesso a informações ilimitadas, conexão instantânea com pessoas de diferentes lugares e
“Poesia não é meio de vida É um modo de viver” Viver e morrer, qual a glória? A pergunta, inscrita num poema de Professor Hildeb...
A lição do poeta Hildeberto
não é meio de vida
É um modo de viver”
“Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?”, questiona Drummond no artigo “A educação do ...
Peculiaridades da poesia infantil
Baco Baco fez seu império libertando performances Criadores Poetas Homens comuns de lentas atitudes Baco posta- se à ...
Sou seiva, musgo, a me multiplicar em séculos
Baco fez seu império libertando performances Criadores Poetas Homens comuns de lentas atitudes Baco posta- se à mesa Com os copos certos Serve- se do poder Da paixão Liberta o que se faz escuso Dá voz ao fraco Acende a tocha das verdades Não tolera a rigidez formal Enlouquece em ardor os homens Faz gemer de cio as mulheres E depois narcotiza em delírio a realidade Oferece a dádiva do esquecimento Todos os convivas conversavam em tom próximo do silêncio Ao fim, falavam de si, da vida e seus tormentos Quedaram - se mudos Sem culpa Libertos da sofrível mentira do veneno do olhar alheio
Papéis em branco Asas da pipa gigante Empinando palavras Dobraduras de origami Pássaros libertos Voam
E me enredo na complexa rede de vida em casca, sou seiva, musgo, pele nodosa a me multiplicar em séculos. Visto tons de infinitos verdes, folhas de enervação distinta. Tenho-a em mim árvore preciosa. Amo sua mudez distinta seu silêncio de raiz, sua força que me abraça em seus braços longos e me leva ao céu.
Quando procuramos culpados para nossas quedas, não temos essa clara visão que “o outro eu”, somos nós mesmos. O nosso “outro” cruel e...
Um simples ver
O nosso “outro” cruel eu, nos assombra, segue, induz, persegue. Desconhece o limite da realidade, leva jovens à crueza de determinar seus próprios “aqui jaz”.
A coragem de se questionar é descartada e esquecida; negada.
A filosofia do holandês Baruch Spinoza (1632 – 1677) ensina a pessoa a perder o medo de viver, estimulando-a a desenvolver a própria ...
Necessidade dos afetos
O AMOR O amor é brega, cego e ingênuo. Precisa de tempo, de beijo, saliva, contemplação. O amor é desastroso, embriagante, vagaros...
O amor é brega
O amor é brega, cego e ingênuo.
Precisa de tempo, de beijo, saliva, contemplação.
O amor é desastroso, embriagante, vagaroso.
É preciso passar cem vezes por sua janela, que pise em nuvens, amacie espinhos.
Ainda assim, você não saberá que é amor.
O amor precisa de ideias, de hiatos incompreendidos, de lágrimas controvertidas.
Entre os sítios Tapuio dos Nunes e Olho d’Água, em Serraria, há um riacho que os separa. Há muito que não visitava o O...
Os caminhos do padre
Há muito que não visitava o Olho d’Água. Ao observar sua paisagem, a mim chegaram recordações e imagens do tempo de garoto, quando percorria o espaço de uma légua entre os dois sítios e atravessava a pé enxuto o rio Araçagi-mirim.
Em 2023 completei 50 anos de magistério. É muito, mas não o suficiente para ter aprendido o que d...
A voz
Sozinhos ou em boa companhia, envelhecemos de qualquer forma. Mas, por vezes, nossas almas clamam tanto, que necessitamos sufocar esse ...
Manter viva nossa espécie
Nas línguas derivadas do Latim a palavra compaixão significa que não se pode olhar o sofrimento do próximo com o coração frio; em outras palavras: sente-se simpatia por quem sofre, que poderia ser por nós mesmos.





















