Técnica machadiana e controle das percepções nas Big Techs
É um verdadeiro lugar comum da crítica machadiana considerar que o quadro literário legado por Machado de Assis espelha a paisagem das relações humanas por meio de uma técnica artística cuja análise não se restringe a uma abordagem local ou regional – é dizer, o microcosmo carioca de suas experiências. Pelo contrário, os traços de nosso maior escritor compõem figuras e enredos a partir dos quais
Depois que os produtos industrializados começaram a estampar ‘alto em sódio’, ‘alto em açúcar adicionado’, comecei a me perguntar como seria se os humanos também viessem com embalagens rotuladas. Imagine encontrar alguém e, antes de dizer “bom dia”, deparar-se com um selo: “Contém traumas não resolvidos”. Ou aquele vizinho sorridente, rotulado com “ressentimento elevado”.
A psicopatia tem despertado interesse crescente nas análises acadêmicas das ciências sociais, da psicologia, da psicanálise, da filosofia e da ciência política. A imagem simbólica do líder carismático — frequentemente com traços messiânicos e guiado por interesses próprios — levanta questionamentos sobre os perfis de personalidade que favorecem a ascensão ao poder, frequentemente marcada pela brutalidade, em diferentes regimes políticos. Nesse contexto, marcado por dinâmicas de ódio, a psicopatia — compreendida como um transtorno de personalidade caracterizado pela ausência de culpa, comportamento antissocial e egocentrismo — emerge como uma patologia que pode assumir dimensões tanto individuais quanto coletivas nas reflexões sobre liderança e governança.
Contrariando Nathanael Alves, que, na maioria das vezes, sugeria a leitura do livro para depois voltar ao prefácio ou à introdução da obra, em relação ao exemplar de Viagem no tempo e outros escritos, da professora Maria das Graças Santiago, imortal da Academia Paraibana de Letras, primeiro percorri as páginas iniciais para sentir as impressões dos mestres Hildeberto Barbosa Filho e José Mário da Silva, igualmente acadêmicos, com elevados conhecimentos da arte de escrever e estudiosos da literatura, que deram relevantes insinuações sobre o trabalho da nossa confreira.
Há quem pense que filosofia é coisa para grandes salões, debates intermináveis sobre a existência ou livros poeirentos escritos por homens de barbas impressionantes. Mas eu acho que a melhor filosofia cabe numa xícara de café, de preferência, acompanhada de um biscoito.
Vivi algumas vezes o salto desse garoto nu para o deslumbrante abismo, em meu quadro "Mirabile Visu", embora não me desse conta disso ao criá-lo, nem me preocupasse com explicações:
Pessoas podem ser divididas das mais diversas maneiras, infinitas maneiras, na verdade. Cada qual escolhe o critério divisor que quiser, o que pode trazer revelações mais sérias ou apenas diversão. Os antigos fãs de Marlene ou de Emilinha Borba, por exemplo. Ou a cisão entre criacionistas e evolucionistas. Pensando um pouco sobre o assunto, concluí que também é possível dividi-las entre as que apreciam o Adágio for Strings (Adágio para cordas), de Barber, Samuel Barber, compositor norte-americano (1910 – 1981), e as que não. Para mim, um critério tão válido quanto qualquer outro, um critério suficiente para distinguir as pessoas, de modo a identificar, só com ele, quem é quem; ou melhor, como é cada qual, sua maneira de ser, pois, no caso, é o “como” que importa mais.
Ela se define como casa, ateliê, hospedagem, experiências. Um refúgio urbano. Conheci a loja há anos, com coisas dos Orientes, peças de moda, decoração e os tais espelhinhos que amo desde a década de 70. Loja no Mag Shopping, no Sebrae, no Shopping Bancários e no Mercado de Artesanato. Sempre dava uma olhadinha nas vitrines. Anos depois, abriram a Casa no Manaíra, que teve saraus, brechós e até um café. E hoje funciona na casa dos donos, Rita e Ramon, com os filhos e familiares envolvidos. Rita e Ramon, como se apresentam: “viajantes, sonhadores, realizadores, artistas e anfitriões da Casa Furtacor”.
No exercício da presidência da APL, substituindo Juarez Farias, dispus-me a reordenar o memorial que Luiz Augusto Crispim dedicara a Augusto dos Anjos. Falei aos confrades e, com duas ou três exceções, foi o mesmo que falar às paredes. Todos ouviram, assentiram em silenciosa boa vontade e, de costas para o que se pudesse fazer, foram cuidar de sua literatura pessoal. Nada mal.
Uma homenagem ao meu pai, falecido em 01 de agosto de 2011.
(José Olímpio de Queiroga Filho - 13/08/1922 + 01/08/2011.)
Meu beijo saudoso, Dedé!
Acordei pensando nele, será o primeiro dia dos pais sem o “meu velho".
Corri pra registrar e só então vieram-me as primeiras lágrimas, ausentes na última despedida.
Continuava intrigado, por que será que não chorei, como meus inúmeros irmãos?
GD'Art
Dormi com esta pergunta ecoando ao inconsciente. De manhã, junto com o sol, veio afinal a desejada explicação.
Eu fui muito feliz com meu pai; recebi dele o amor que, pródigo, distribuiu com fartura. Desfrutei de seus conselhos, admirei-o, imitei-o com orgulho, pude ser seu amigo e, por fim, recebi a grata honraria de ser seu cuidador.
Revirando na mente o baú de presentes que me legou, encontrei muitos e valiosos. Alguns simples e passageiros como o gosto pelos carros e a busca permanente pelo Eldorado, onde “juntaríamos o cobre com os dois pés e as duas mãos”; outros menos visíveis, porém mais valiosos, como a certeza de que o melhor carro é sempre o nosso, independentemente de cor, estilo, grife etc; e que o dinheiro só tem valor se formos livres para usá-lo como quisermos, colocando-o no justo lugar, de preferência, em seu caso, num carro novo. Este sim agora o melhor.
Ganhei incontáveis conselhos, quase sempre sobre a difícil prudência, "— Escolhe bem tuas companhias, meu filho!", acho que aproveitei bem, a qualidade dos meus amigos deve depor a meu favor.
Stelo Queiroga e seu pai, José Olímpio
Finalmente uma jóia preciosa: o gosto pelo serviço, olho em volta e começo a notar que me cerquei de vários amigos com igual predileção; foi com meus pais, e com ele em especial, que aprendi a me deleitar com este prazer silencioso, talvez nem mesmo ele tivesse tal consciência.
Hoje concluo que a felicidade e alegria de viver que eram só suas, provinham principalmente deste prazer, poder amar e ajudar aos outros.
Lembro-me agora, do orgulho que meu pai sentia pela oportunidade de ter cuidado do meu avô na velhice do mesmo e agradeço a Deus por ter me concedido igual graça, pois entre tantos e amados filhos de sangue e de coração, fui agraciado com tão grande honraria.
Por fim, perdoem-me se possível, acho que não chorei porque, além do sentimento de dever cumprido, sinto que o devolvi feliz(eu e ele) ao Criador.
José Olímpio Queiroga Filho
Quem sabe, relembrando um ritual que ele insistia em repetir neste último ano doente, quando não se deitava sem antes cumprimentar e beijar uma foto do seu velho, talvez este seja o seu Dia dos Pais especial, em que vai pôr fim à saudade do seu, enquanto apenas começo, e agora choro, a minha.
As formas clássicas parecem eternas. A pirâmide, elemento primordial da Arquitetura que atravessa a História impávida e incólume, nos ensina e instiga a observações mais apuradas acerca da sua origem, essência e significados. É uma forma simples, pura, de geometria sólida, que transmite às nossas emoções estéticas a magia da leveza e do mistério.
A vida é uma obra poética sobre o desfiar do tempo e a tessitura de um sonho.
(Lilian Menenguci, A pequena máquina de escrever)
Conheci o professor Jorge Miranda quando estudava no Colégio das Damas, em Campina Grande. Era professor de Desenho e mantinha uma Escola de Artes particular que funcionava no antigo prédio da Escola Técnica, no início da Avenida Getúlio Vargas. Como gostava de desenhar, o professor me convidou para ser sua aluna na Escola de Artes, e por lá permaneci cerca de quatro ou cinco anos (anos 1960/1970).
Muitas são as definições de pronome. E nem todas são isentas de críticas, apesar de bem-exploradas e de há muito ensinadas em gramáticas e compêndios escolares.
A Mirabeau Dias, que não só detém a informação, transforma-a em conhecimento e tem os documentos que a comprovam.
No artigo “Onde está o número 17?”, publicado há dois anos, no Ambiente de Leitura Carlos Romero, aventamos a possibilidade de o poeta Augusto dos Anjos ter morado em uma das casas após o prédio do antigo Colégio Pio XII. Foi um erro ocasionado por má compreensão nossa do que está contido na sua carta à mãe, datada de 16 de julho de 1908, comunicando-lhe o novo endereço, para onde ele, o irmão Aprígio e o tio Alfredo, irmão de sua mãe, mudaram-se, de modo repentino,