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Soube que certo violinista, aqui da nossa terra, vez por outra, tranca-se em sua sala de música e passa horas e horas ouvindo as grandes partituras, seja a Nona de Beethoven, seja uma partita de Bach, seja um concerto de Bruch. Ele é um profissional, mas tem espírito de amador, isto é, não vê a profissão só como meio de ganhar a vida. Não vê a música, que escolheu por vocação, como um jardineiro que rega o jardim mecanicamente, como se estivesse aguando pedras sem contemplar a beleza das flores.

Grandes mistérios cercam alguns fatos ocorridos neste nosso planeta. Mesmo com investigações sérias, proporcionadas pelo avanço da ciência,...

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Grandes mistérios cercam alguns fatos ocorridos neste nosso planeta. Mesmo com investigações sérias, proporcionadas pelo avanço da ciência, muitas circunstâncias permanecem sem uma resposta concreta. Tudo o que se tem em torno delas não passa de boatos e especulações. Aqui estão 10 desses casos que ninguém jamais conseguiu decifrar.

Não sei. Só sei que contemplando o mar, uma manhã dessas, me veio uma profunda compaixão daquele deus enjaulado e solitário, vomitando suas...

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Não sei. Só sei que contemplando o mar, uma manhã dessas, me veio uma profunda compaixão daquele deus enjaulado e solitário, vomitando suas espumas e se divertindo com aquele vai e vem das ondas. E monologuei: o mar deve ter suas invejas. Inveja dos rios que correm, seja através das cidades, seja através das florestas.

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Milhares de fãs do filme Curtindo a Vida Adoidado entraram em êxtase nesta sexta-feira (27•01) com a divulgação de um vídeo curtinho em que Matthew Broderick volta a encarnar o personagem Ferris Bueller, dizendo a frase: "como posso trabalhar em um dia como este?" (assista neste link).

Ao que tudo indica, a chuva estava esperando que passassem as festas de fim de ano, para, então, aparecer mais cedo, para alegria das pla...

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Ao que tudo indica, a chuva estava esperando que passassem as festas de fim de ano, para, então, aparecer mais cedo, para alegria das plantas e de todos aqueles que gostam do silêncio. O verão, com o seu sol incandescente, faz o homem sair de casa. O verão não gosta da reflexão. Ele adora a diversão. Mas nada de exagero. Nem sol demais, nem chuva demais. E viva o meio termo.

Eu abri os olhos para a vida na cidade de Alagoa Nova, onde predomina o frio. E houve aí um equivoco de quem me botou no mundo: eu gosto é de sol, muito sol. Entre o calor e o frio, eu fico com aquele. Contudo, não sou radical.

Mas há uma coisa que faz com eu bendiga o frio. É o silêncio. Os grandes escritores e pensadores do mundo nasceram em climas gelados. É que com o frio, a tendência é ficar em casa lendo, meditando ou dormindo.

Voltando à chuva, ninguém esperava que ela aparecesse nesse verão para amenizar o clima. As plantas adoram essa mudança. E viva o grande alimento que é a água. Que seria do mundo sem ela?...

No momento em que escrevo, sinto o teclado do computador gelado. Olho pela janela, e o céu está coberto de nuvens. Dir-se-ia que o céu está com frio. Mas não esqueçamos que a vida é uma dança dos contrários. Assim, ergamos um brinde ao sol é à chuva, ao frio e ao calor. E abaixo os extremismos.

Não esquecer que o sol traz a luz e a vida sem luz seria um inferno. A luz é sorriso. Um rosto sem luz é um rosto apagado. E foi a luz que iluminou a manjedoura humilde do Nazareno.

Eu disse no começo da crônica que a chuva favorece o silêncio e o silêncio induz à reflexão. E a reflexão traz a sabedoria. Mas, como toda regra tem exceção, aqui neste tórrido Nordeste, cuja seca já favoreceu tanta miséria, surgiram grandes escritores, a exemplo de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Gilberto Freyre, Luiz Câmara Cascudo, Augusto dos Anjos. Por lado, não tivemos filósofo. Será que os dias quentes não favorecem o pensar, o refletir?

Mas, é gostoso passear numa praia num dia de sol. Vocês já repararam como os pássaros ficam alegres quando a chuva vai embora? Não vi, nem ouvi um bem-te-vi cantando no inverno. Eles adoram saudar o sol.

E, concluindo, tudo é mau quando é exagerado. Diz bem o ditado popular: tudo demais é veneno. Então, que venha a chuva, o sol, a luz, que venha a escuridão, o calor, o frio, a distração, a reflexão, que venha o joio, que venha o trigo, menos o barulho.

E viva o nosso poder de discernimento, sobretudo, de compreensão, pois a vida é uma dança de contrastes.

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