Veja bem a imagem acima. Observe as cores e os detalhes. Grampeador, tesoura, cubo mágico, fita azul, tênis, macã, CDs e resma de papel. Na...


Veja bem a imagem acima. Observe as cores e os detalhes. Grampeador, tesoura, cubo mágico, fita azul, tênis, macã, CDs e resma de papel. Nada demais, não é mesmo? Apenas a bancada em desordem de algum estudante desleixado.

P ego no jornal e leio a notícia que eu esperava. Deputados resolveram ver pessoalmente o drama da seca, problema que inquieta o no...


Pego no jornal e leio a notícia que eu esperava. Deputados resolveram ver pessoalmente o drama da seca, problema que inquieta o nosso sertão desde a gestão do Presidente Epitácio Pessoa, que chegou a ir para a Tribuna e, de dedo em riste, apontar para o Nordeste, gritando: “Ide ver a tragédia que assola o nosso Sertão!" Aquele gesto emocionou a todos. E se mobilizou no busto, em homenagem ao Presidente, colocado no início de nossa principal avenida. Faz muito tempo, esse discurso do Presidente, mas o problema ainda não foi resolvido. A seca continua castigando o nosso sertanejo, matando gado, gente e vegetação, secando açude, transformando pães em pedras.
Ah, se a seca fosse no Sudeste, em São Paulo ou no Rio Grande do Sul! A Presidenta Dilma já estaria em companhia de seus ministros e de seus assessores, visitando “in loco” a tragédia... O rio São Francisco já estaria doando um pouco de suas águas para a solução do gravíssimo problema, aliás, uma obra que está ainda em grande parte no papel, e o que foi construído se deteriorando, se acabando.
Acontece que o Nordeste sempre foi, e ainda é um eterno esquecido. José Américo, no seu livro "A Parahyba e seus problemas" trata muito bem da velha questão.
A verdade é que o problema continua desafiando os nossos administradores. Mas, às vezes, basta a vontade política, como se viu em Petrolina, no sertão pernambucano, há muitos anos, através dos projetos de irrigação idealizados pelo governador Nilo Coelho.
Estou vendo, aqui, uma foto mostrando um açude quase seco, o gado morto. A vida do Sertão se acabando.
Será que Dilma não vê isso? Mas os nossos deputados saíram de suas poltronas legislativas e resolveram ver a tragédia de perto.
Resolveram ir ao Sertão, ver toda a triste realidade dessa dramática estiagem. Para depois entregar o relatório a Dilma. Quem sabe...
E tudo isso ocorrendo em plena comemoração natalina. Num clima de muita alegria e muita confraternização.
Parabéns deputados. Só assim os senhores estão honrados os seus mandatos.

M ovido pelo espírito de Natal, fui assistir a uma palestra do meu amigo e mestre, jornalista Hélio Zenaide, lá no Centro Espírita ...


Movido pelo espírito de Natal, fui assistir a uma palestra do meu amigo e mestre, jornalista Hélio Zenaide, lá no Centro Espírita Leopoldo Cirne. Hélio, hoje, anda meio isolado do mundo, por conta de um problema visual e também de locomoção. Caminha apoiado numa bengala, mas nunca deixa de, vez por outra, pegar um táxi e ir para o Centro, onde se tornou espírita diante de uma revelação a que assistiu, quando foi, para lá, guiado pela mão da filha Valéria.
Assim mesmo, ele ainda lê munido de uma boa lente. Todavia, uma coisa que não mudou nele é o rosto sem rugas, o impecável penteado do cabelo, o mesmo de sua mocidade. A voz mansa, de quem vive em paz com a consciência.
Mas, vamos ao objetivo da crônica, que é louvar Hélio Zenaide pela palestra que ouvi e me encantei. Quanta suavidade nas suas palavras. E sabe qual foi o tema? Jesus. Sim, ele fez uma síntese admirável da vida do Mestre, desde o seu nascimento numa humilde manjedoura, em companhia de animais domésticos, até à crucificação. A voz mansa de Hélio comoveu a todos os que o ouviram. A palavra corria mansa, a assistência ouvia-o num profundo silêncio. O brilhante jornalista de outrora, sem religião, era agora um autêntico discípulo da Boa Nova. Aí me lembrei daquela confissão de Paulo, o iluminado de Damasco: ”não sou eu quem vivo, é o Cristo que vive em mim.” Sim, o nosso cronista estava, ali, iluminado pela luz da manjedoura. Com a voz mansa, a vista sem enxergar direito, o nosso Hélio me encantou e me fez esquecer o mundo dos “papais noéis”, do consumismo dominador, da ganância e do materialismo estúpido.
Depois da mensagem, ele repôs o microfone no lugar, e sem ver nada ao seu redor, foi saindo da sala, apoiado na sua bengala, levando consigo a maior riqueza que um homem pode carregar: a consciência em paz consigo mesmo. E fico a imaginar o seu sonho, daquela noite, com Jesus abrindo-lhe o braço e o sorriso em gratidão.

E eis que a nossa Academia Paraibana de Letras abre as suas portas para a confraternização natalina. Fazia tempo que isso não se dava. Mas, ...


E eis que a nossa Academia Paraibana de Letras abre as suas portas para a confraternização natalina. Fazia tempo que isso não se dava. Mas, agora, com Damião na presidência, aquele encontro e reencontro dos imortais foi restaurado, estreitando cada vez mais os laços fraternais dos senhores acadêmicos, que não devem viver isolados, porquanto aquela instituição é uma família. E ao que foi, lá, anunciado, também estarão de volta, em breve, os tradicionais chás, que costumam reunir os imortais para bons batepapos e troca de ideias.
Mas, o local escolhido para esta festa de confraternização não foi a sede da Academia. O encontro se deu no restaurante “Casa do Bacalhau”, que fica lá em Manaíra, pertinho do mar, exatamente na casa onde viveu um dos seus ilustres confrades, o cronista Luiz Augusto Crispim, que foi, inclusive, muito lembrado na ocasião.
A verdade é que eu mal recebi o convite, comecei a sentir o gosto do bacalhau, que, imediatamente, me levou à Lisboa, desta vez sem avião...
Ao significativo evento acorreu grande parte dos imortais, que transformaram aquele restaurante num ambiente familiar. Todos irmanados num gostoso bate-papo, esquecidos das coisas ruins da vida, com exceção da política que só nos dá alegria... Será?
Três mulheres imortais estavam lá, nos seus belos vestidos e excelente astral: Ângela, com aquele olhar pesquisador, Mercedes, conhecida, poeticamente, por Pepita, e a adorável cronista Maria das Graças Santiago.
E eu fui agraciado pelo fato de ter sido Pepita a minha “amiga secreta”. Agraciado também pela companhia do meu arquiteto, escritor e filho caçula Germano, que chegou a discursar, saudando a entidade, pela louvável iniciativa de unir cada vez mais os imortais.
Confraternização é muito melhor do que o isolamento. Afinal somos humanos. Devemos sempre procurar fazer amigos e não inimigos. O ódio é doença, mas o amor é remédio. Abaixo Sartre, com o seu pessimismo, quando disse que “os outros são o inferno”. E, agora, que seria de nós sem os outros?
Mas a crônica está terminando. Os imortais conversaram como irmãos. Saímos do restaurante com saudade, e com um gostinho de bacalhau na boca. O bacalhau da imortalidade.

Os sete sites listados abaixo podem ser muito úteis no aprendizado da língua inglesa. Neles, você terá a oportunidade de ouvir tanto cançõe...


Os sete sites listados abaixo podem ser muito úteis no aprendizado da língua inglesa. Neles, você terá a oportunidade de ouvir tanto canções atuais quanto grandes clássicos, acompanhadas das respectivas letras, o que é uma excelente forma de fixar a pronúncia e de conhecer as expressões e as gírias mais comuns em idiomas estrangeiros.

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