A revista cultural Bula elaborou uma ótima lista com as 15 melhores músicas da MPB de todos os tempos . No entanto, a julgar pelos coment...



A revista cultural Bula elaborou uma ótima lista com as 15 melhores músicas da MPB de todos os tempos. No entanto, a julgar pelos comentários, os leitores consideram a relação um tanto injusta, por ter deixado de fora diversas composições reconhecidamente geniais.

S im, o extraordinário psicanalista Sigmund Freud foi um gigante, na perspicácia, na coragem, na genialidade de haver descoberto o que vivia...

Sim, o extraordinário psicanalista Sigmund Freud foi um gigante, na perspicácia, na coragem, na genialidade de haver descoberto o que vivia escondido dentro de nós, tão escondido como aquela parte do iceberg, mergulhada n'água. E que iceberg foi esse, que só veio a ser descoberto no começo do século passado, para espanto dos meios científicos? Refiro-me ao nosso inconsciente. E como foi ele descoberto? Estudando os nossos sonhos. Ora, ora, desde que o mundo é mundo que o homem sonha. E sonha devido ao sono, que lembra uma pessoa morta, um defunto que respira.

Pois bem, até o grande psicanalista, ninguém procurou estudar o fenômeno do sono e, conseqüentemente, o sonho. Dessa análise, desse estudo, Freud chegou à conclusão de que temos dentro de nós um porão, que se chama inconsciente, o tal “id”, que é base para muitos dos nossos sonhos, muitos dos nossos recalques, das nossas frustrações. Mais ainda, Freud chegou à conclusão de que nesse inconsciente funciona a nossa libido, que nada mais é do que a energia sexual. E revelou uma coisa que provocou sérias revoltas na sociedade, mormente, nos meios religiosos. Freud afirmou que a tal libido se manifesta até no recém-nascido ao sugar o seio materno. Mas dizer a verdade ofende a muita gente. Daí os preconceitos que Einstein considerou piores do que uma bomba atômica.

Freud foi o fundador da Psicanálise e teve, a principio como aluno, o famoso suíço Jung, que terminou abandonando o mestre, por discordar de muitas de suas ilações. Se Freud revelou o inconsciente individual, o chamado “id”, Carl Jung foi mais longe com o seu inconsciente coletivo, que guarda lembranças de vidas passadas. Freud era materialista e ateu. Dizia que a religião era um mito, uma ilusão, tal qual Marx, para quem a religião era o ópio do povo.

A verdade é que Freud foi um extraordinário e corajoso descobridor do nosso inconsciente. O seu livro “Interpretação dos sonhos”, lançado no inicio do século passado, teve o efeito de uma bomba. Como disse, desde que o mundo é mundo que o homem sonha, mas só depois de muitos séculos é que veio a estudar esse fenômeno, graças ao genial austríaco.

Nutro por ele uma profunda admiração. Das duas vezes que fui á sua Casa, lá em Viena, não deixei de subir os degraus que os seus pés pisaram. Admirei-lhe a coragem. E saber que ele fazia cooper, à noite, vestido não de calção, mas de roupa de passeio. Ele foi um gigante para muita coisa, mas um pigmeu no que se refere ao fumo. Morreu de câncer bucal. Submeteu-se a muitas cirurgias e nada. O diabo é que as suas fotos aparecem com ele fumando o criminoso charuto. Freud, que descobriu o nosso inconsciente, não foi nada consciente.

Judeu, foi perseguido pelos nazistas, a ponto de ser proibido de sair de sua terra, o que foi conseguido depois de pagar uma grande quantia aos seus inimigos. Livre, foi para Londres, onde morreu. E que tranquilidade a do bairro londrino, onde passou seus últimos dias, aqui na Terra... Estive lá tomado por grande emoção.

Freud, gigante e pigmeu. Não conseguiu dominar o abominável vício...

Q ue nome é esse, cronista, com que você intitulou esta crônica? Será mais um lugar que você visitou nesses seus périplos, mundo afora? Sim,...


Que nome é esse, cronista, com que você intitulou esta crônica? Será mais um lugar que você visitou nesses seus périplos, mundo afora? Sim, no roteiro que a experiência e bom gosto do nosso Germano traçaram, recentemente, incluiu-se a cidade de Kotor, tno litoral do pequeno país, Montenegro, que foi parte integrante da ex-Iugoslávia. Uma cidade que ainda hoje não estou acreditando que existe. Uma cidade cercada de montanhas e muralhas por todos os lados, à beira de um fiorde, na Baía de mesmo nome. Montanhas altíssimas que só em olhar para elas nos deixa cansados.

Grande parte dessa cidade é medieval, a começar pelo chão e edificações constituídos de pedras, hoje pisadas pelos numerosos turistas, ao invés das roda das carruagens.

Confesso que me catuquei várias vezes para ver se não estava sonhando. Turistas e mais turistas chegando de cruzeiros enormes, a maioria já escorregando pelos oitenta e bote força.

Não se dá uma passada que não se encontre uma loja expondo seus biscuits. Montanhas, pedras, silêncio, era só o que se via nessa exótica cidade.

Mas, o que mais me impressionou foram os numerosos gatos que, ali, são reverenciados como a vaca na índia. Gatos lindos, por vários recantos, que os turistas alimentavam com pedaços de pãoe outros petiscos, como acontece com os pombos em outras metrópoles.

E a grande aventura dos numerosos turistas é subir as escadarias da muralha até perto das montanhas, após uma difícil e perigosa caminhada. E foi aí que vimos uma senhora, já bastante idosa, levar uma queda, ferindo-se. Ainda bem que Alaurinda socorreu-a com ligeira medicação. Turista prevenido é outra coisa.

Montanhas silenciosas e místicas, cobertas de vegetação e além do mais geladas. Nada de trânsito de veículos só pedestres. E víamos navios enormes aportarem na Baía de Kotor quase todas as manhãs, que ficavam aguardando os passageiros explorarem a cidade para depois continuar seu passeio no mar.

Contudo, confesso que não gostaria de morar nessa Gatolândia, a não ser como prisioneiro. Mas, tudo tem sua beleza. Valeu conhecer aquela cidade que atrai cada vez mais turistas. Turistas do mundo inteiro, a começar pelos japoneses, que vivem saindo de suas ilhas à procura de espaços.

D ois circos estão acampados na cidade. E chegaram todos modernos, tanto é assim que a propaganda, além da televisão, se faz através de outd...

Dois circos estão acampados na cidade. E chegaram todos modernos, tanto é assim que a propaganda, além da televisão, se faz através de outdoors. É a modernidade que está em tudo.

Mas os circos ainda são de lona. De lona, mas não de leão. Nada de bichos, como manda o sentimento ecológico. Os artistas são gente. Mágicos, trapezistas e outras atrações. Não mais a zebra correndo pelo picadeiro, ao som de uma animada música, não mais o domador entrando na jaula do leão e procurando fustigá-lo, irritá-lo, sob os aplausos da multidão.

Os dois circos estão aí e o menino que ainda está dentro de mim está doido para ver os espetáculos. Ah, os circos de outrora, lá na Lagoa! O Circo Nerino, o Circo Garcia, o circo... eram tantos.

A meninada não pensava mais em nada. Não se estudava mais, não se fazia mais nada, até que e circo começava a se desmontar. Aí a tristeza era de doer e de chorar. Mas o leão precisava comer. Comer carne e muita. Essa a razão de alguns donos de circo contratarem garotos pobres para eles trazerem gatos para matar a fome leonina. Assim informavam.

A verdade é que o circo era um verdadeiro paraíso. Um paraíso de lona que encantava a meninada. O de que eu mais gostava era ver os trapezistas, a moça linda andando sobre o arame, como se fosse uma calçada, o palhaço arrancando gargalhadas da multidão embevecida... E havia uma garota chamada Rosinha, que subia o trapézio e lá do alto deslocava o corpo. As palmas estrondavam. Eu achava a menina linda. Acontece que, numa certa manhã, lá no sítio onde eu morava, na Lagoa, Rosinha apareceu com outros garotos. Eu não quis acreditar... Sorriu, chupou mangas, conversou com a gente, uma beleza. Mas, aqui para nós, de perto, Rosinha me pareceu menos bonita. Ah, aquelas sardas no rosto...

Os circos estão aí... Mas, sem dúvida, com espetáculos muito diferentes. O menino, que ainda vive em mim, tenha paciência. E, aqui para nós, quando é que a elefanta, ora hospedada no nosso Parque Arruda Câmara, vai aparecer em público para alegria da meninada?

Aqui vai uma sugestão ao prefeito Luciano Cartaxo: que a apresentação publica da elefanta seja paga e o dinheiro seja destinado ao Hospital do Câncer. Aliás, soube pelos jornais que um dos circos que ora nos visita, enviou seus palhaços para distraírem os garotos ora internados naquele hospital, levando-lhes a terapia do humor e da alegria. Uma iniciativa digna de aplausos. O divertimento é um excelente medicamento. Sofre-se menos quando se está alegre.

Concluindo, aguardemos a próxima apresentação pública da elefanta, que, decerto, já está readaptada ao seu verdadeiro habitat, longe dos refletores, dos aplausos e do barulho.

As celebridades são sempre exigentes na hora de permitir que suas imagens sejam divulgadas em reportagens e anúncios comerciais. E o Photo...

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As celebridades são sempre exigentes na hora de permitir que suas imagens sejam divulgadas em reportagens e anúncios comerciais. E o Photoshop ajuda a alimentar essa vaidade.

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