8.11.20
Em 1910, realizou-se, no Brasil, a primeira eleição presidencial em que houve efetiva participação popular. Disputaram o pleito o marechal...
Em 1910, realizou-se, no Brasil, a primeira eleição presidencial em que houve efetiva participação popular. Disputaram o pleito o marechal Hermes da Fonseca, o candidato apoiado pelo governo, e pela oposição o senador baiano Ruy Barbosa, cuja campanha eleitoral passou para a história como a “Campanha Civilista”. Naqueles tempos, de eleições feitas “a bico de pena”, era praticamente impossível a vitória de um candidato oposicionista. O vencedor, obviamente, foi Hermes da Fonseca, que era sobrinho de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente da República.
8.11.20
7.11.20
Monólogo ao espelho Passou como um raio a fase de enlevo! Mais fugaz que um beijo terno Em que os lábios mal se tocam. ...
Monólogo ao espelho
Passou como um raio a fase de enlevo!
Mais fugaz que um beijo terno
Em que os lábios mal se tocam.
Como, pois, despertar de longo inverno
Florescer em nova primavera
Emergindo das cinzas e ser reconhecida,
7.11.20
7.11.20
A Sociedade Brasileira de Cardiologia elegeu a arte de Flávio Tavares como forma de reavivar no rosto de cada um dos seus protagonistas o...
A Sociedade Brasileira de Cardiologia elegeu a arte de Flávio Tavares como forma de reavivar no rosto de cada um dos seus protagonistas o progresso dos estudos e conquistas da medicina brasileira em seus 100 anos de atuação e congraçamento.
7.11.20
7.11.20
Durante esta campanha eleitoral tenho dito: nem todo mundo é Patrícia Pilar. Refiro-me à sua disponibilidade de se entregar à campanha do ...
Durante esta campanha eleitoral tenho dito: nem todo mundo é Patrícia Pilar. Refiro-me à sua disponibilidade de se entregar à campanha do marido com unhas e dentes, como o fez na campanha do seu então marido, Ciro Gomes. Admirável! E palmas para ela.
7.11.20
6.11.20
A fotografia de José Américo de Almeida sentado na cadeira de balanço no terraço de sua casa na Praia do Cabo Branco, com a mão no queixo c...
A fotografia de José Américo de Almeida sentado na cadeira de balanço no terraço de sua casa na Praia do Cabo Branco, com a mão no queixo contemplando o mar, impressiona porque se supõe que esteja com o pensamento voltado para a Areia do seu tempo de criança. Assim como ele, nós repetimos esse gesto de olhar ao largo horizonte quando nos debruçamos na janela para olhar a paisagem guardada na memória. Tem sido assim com Gonzaga Rodrigues que ancorou nesta cidade há quase setenta anos, repetidas vezes nas crônicas expressando a saudade de sua Alagoa Nova, como numa fotografia que nunca desbota.
6.11.20
6.11.20
Para Ricard Ele escolheu praticar a difícil arte da escuta. Desde que a porta do consultório se abria até lá pras tantas da noite...
Para Ricard
Ele escolheu praticar a difícil arte da escuta. Desde que a porta do consultório se abria até lá pras tantas da noite, naquele cenário desfilavam uma profusão de palavras, muitas delas entrecortadas por lágrimas, risos, gagueiras e silêncios atrozes.
6.11.20
6.11.20
A ruidosa contemporaneidade e suas vicissitudes tutelam a criação de muitos artistas. O reconhecimento do próprio punho, a manu propria ,...
A ruidosa contemporaneidade e suas vicissitudes tutelam a criação de muitos artistas. O reconhecimento do próprio punho, a manu propria, em autoria, tem sido algo discutível hoje em dia, senão diluído, num mundo pós-baumaniano, cuja liquefação de valores e princípios já afeta diretamente a criatividade em gerações de artistas.
6.11.20
5.11.20
Até a primeira letra A incapacidade das palavras rabiscadas muitas vezes apagadas outras tantas em folhas virtuais
Até a primeira letra
A incapacidade das palavras
rabiscadas muitas vezes
apagadas outras tantas
em folhas virtuais
5.11.20
5.11.20
Catulo é múltiplo, diverso. O mesmo poeta capaz de se mostrar compungido ao prantear um irmão morto e enterrado longe da família ( Carmen ...
Catulo é múltiplo, diverso. O mesmo poeta capaz de se mostrar compungido ao prantear um irmão morto e enterrado longe da família (Carmen CI – Ad infera), mostra-se bem-humorado ao convidar um amigo para jantar em sua casa, desde que o amigo leve a comida, a bebida e as moças, pois nada há em sua bolsa a não ser teias de aranha (Carmen XIII – Ad Fabullum).
5.11.20
5.11.20
Numa das estações da minha vida, eu e o meu sócio de então finalmente realizamos um bom negócio em nosso escritório não tão bem sucedido. ...
Numa das estações da minha vida, eu e o meu sócio de então finalmente realizamos um bom negócio em nosso escritório não tão bem sucedido. Felizes da vida viajamos ao Rio para as assinaturas. Tudo resolvido ainda na primeira metade da manhã, sobrou tempo para um bom passeio, pois as nossas passagens estavam agendadas apenas para o dia seguinte.
5.11.20
4.11.20
Não sei onde estava que não mereci o convívio literário de um leitor e escritor de tantas afinidades, morando tão perto das minhas moradas...
Não sei onde estava que não mereci o convívio literário de um leitor e escritor de tantas afinidades, morando tão perto das minhas moradas espirituais e, aqui e ali, liberando franquezas que seriam minhas se não fora a timidez. Um exemplo: minha resistência ao best-seller, que não chega a ser incomum entre os impaludados das velhas letras. E como sobro ouvindo coisas das quais não faço a menor ideia. Outra, a minha dificuldade em ler a aclamadíssima Clarice Lispector, escrevendo para o mundo mas “vivendo em sua redoma”, como bem vê Cony num texto em que vem à luz Maura Lopes Cançado, cuja obra é vista por Ferreira Gullar como “um dos mais contundentes depoimentos humanos já escritos no Brasil”.
4.11.20
4.11.20
Mandacaru é uma planta verde, mas não é um verde feito verde de esperança. É um verde escuro, fechado e que está mais para saudade. E tem m...
Mandacaru é uma planta verde, mas não é um verde feito verde de esperança. É um verde escuro, fechado e que está mais para saudade. E tem muito espinho, muito mesmo, uma infinidade. Sombra, quase não existe, pois no lugar de folhas, tem uns galhos feito esbirros escorando o nada, qual os braços de um espírito clemente, de um cristão crucificado. Deve se por isso que ninguém se encanta com mandacaru.
4.11.20
4.11.20
Ela era princesa, filha de reis de um antigo império rico e exuberante. O reino vivia tempos de glória. Fortuna e beleza física eram motiv...
Ela era princesa, filha de reis de um antigo império rico e exuberante. O reino vivia tempos de glória. Fortuna e beleza física eram motivos de cobiça, inveja, e a vaidosa rainha orgulhava-se ostensivamente de sua própria formosura.
4.11.20
3.11.20
Na obra de Carlos Drummond de Andrade , melancolia e ironia se alternam ou se confundem, concorrendo para traduzir com desencanto e humor ...
Na obra de Carlos Drummond de Andrade, melancolia e ironia se alternam ou se confundem, concorrendo para traduzir com desencanto e humor o percurso existencial do eu lírico. Desde o primeiro livro, "Alguma poesia" (1930), Drummond se utiliza de procedimentos estilísticos em que se destaca o enlace entre a representação melancólica e o contraponto irônico. A própria autoatribuição de
3.11.20
3.11.20
Tive a felicidade de viver a fase de transição da adolescência nos anos sessenta, a década das transformações. O mundo experimentava mudan...
Tive a felicidade de viver a fase de transição da adolescência nos anos sessenta, a década das transformações. O mundo experimentava mudanças em todos os sentidos. Os paradigmas eram quebrados. Os costumes eram alterados. Os conceitos questionados e reformulados. O sentimento de liberdade era o estímulo para o grito por renovação.
3.11.20
2.11.20
Como hoje é o Dia dos Mortos, segundo a tradição, não vejo outro assunto para uma crônica. Eu gostaria de usar, aqui, um eufemismo. E assi...
Como hoje é o Dia dos Mortos, segundo a tradição, não vejo outro assunto para uma crônica. Eu gostaria de usar, aqui, um eufemismo. E assim, ao invés de Dia dos Mortos, substitui-lo por Dia dos Ausentes, embora Victor Hugo preferisse chamá-los de invisíveis. Jamais chamar a um fulano que morreu de "finado".E, aqui para nós, será que os que morreram, desapareceram para sempre? Que duro materialismo! Será que Deus criou o tudo para o nada?
2.11.20