Eu confesso que, além de ter visto uma foto das estrelas numa revista velha, que guardei no armário de tralhas, também me motivei a es...

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Eu confesso que, além de ter visto uma foto das estrelas numa revista velha, que guardei no armário de tralhas, também me motivei a escrever sobre esse assunto vendo um post de um jovem fotógrafo profissional sobre Andrômeda, a galáxia que ele capturou nas suas lentes. Ele falava de uma forma tão entusiasmada e poética. A bela poética espiralada das galáxias irmanadas nos céus do universo interestelar.

Como já mencionamos algumas semanas atrás neste poderoso rotativo, Chico Palito é o mais célebre mentiroso de Santa Rita, cidade local...

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Como já mencionamos algumas semanas atrás neste poderoso rotativo, Chico Palito é o mais célebre mentiroso de Santa Rita, cidade localizada aqui nos limites da capital paraibana. Estou aqui, cometendo estes rabiscos, pois, em meu modesto entender, Chico Palito deveria ser alçado à condição de celebridade, tal sua criatividade, sua capacidade inventiva e a bossa de contar seus causos. Vamos, então, a mais três de suas fantasiosas narrativas.

Há palavras que usamos tanto que, de tão repetidas, quase deixam de nos provocar.

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Há palavras que usamos tanto que, de tão repetidas, quase deixam de nos provocar.

O amor frequentemente aparece envolto de ilusões românticas idealizadas pela cultura popular. Contudo, amar exige uma vulnerabilidade ...

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O amor frequentemente aparece envolto de ilusões românticas idealizadas pela cultura popular. Contudo, amar exige uma vulnerabilidade estrutural: implica expor a própria falta ao outro, renunciar ao controle onipotente e aceitar que o parceiro jamais preencherá totalmente as nossas lacunas existenciais. Não obstante, para muitos sujeitos, o ato de amar transforma-se em uma fonte incessante de angústia.

Mais de cinco décadas desde quando avistei pela primeira vez as esculturas de bronze em altos pedestais na Praça João Pessoa, ai...

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Mais de cinco décadas desde quando avistei pela primeira vez as esculturas de bronze em altos pedestais na Praça João Pessoa, ainda agora, ao passar pelo lugar, arrebatam-me as imagens refletidas de cada peça simetricamente esculpida. Eu olhava, mas não entendia aquelas estátuas.

Hoje é o aniversário dele. Meu filho caçula. Em setembro, na primavera, pari duas vezes, com espaço de 8 anos. Lucas veio primeiro. O...

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Hoje é o aniversário dele. Meu filho caçula. Em setembro, na primavera, pari duas vezes, com espaço de 8 anos. Lucas veio primeiro. O primeiro susto e amor incondicional. Depois chegou esse menino dos olhos de jaboticaba. Morando em São Paulo há cinco anos, trabalhando e enfrentando as feras de todas as forças brutas de que falou Caetano Veloso.

Aproveitei a releitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas para trocar um dedo de prosa com o seu autor. “Trocar” não é bem o termo, p...

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Aproveitei a releitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas para trocar um dedo de prosa com o seu autor. “Trocar” não é bem o termo, pois só quem falou foi Machado. Eu me limitei a fazer perguntas e a escutá-lo, com a respeitosa atenção que se deve aos mortos — sobretudo àqueles que continuam mais vivos do que muitos contemporâneos. Nossa conversa, além de instrutiva, serviu-me para matar o tédio de um dia sem graça.

Certa manhã, a vida encontrou o Tempo sentado à beira de uma estrada. Não havia relógio por perto, nenhum calendário, nenhuma pressa....

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Na apresentação do livro de Francisco Gil Messias , na Academia Paraibana de Letras, o professor Milton Marques chamou a atenção do ...

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Na apresentação do livro de Francisco Gil Messias, na Academia Paraibana de Letras, o professor Milton Marques chamou a atenção do leitor para o personagem Paulo Honório, personagem-narrador do romance S. Bernardo. O escritor estreante queria escrever um livro contando a sua vida, convocou alguns amigos “sabidos” para auxiliá-lo na missão de escrever um romance. Irritou-se com João Nogueira, um dos parceiros, que teria a missão de organizar a ortografia, a pontuação e a sintaxe do livro. O fato da irritação com o amigo era porque queria escrever um livro “em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante.”

A cada vez que leio um novo livro de poemas – o que faço com alguma frequência –, convenço-me da resistência desse gênero literário...

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A cada vez que leio um novo livro de poemas – o que faço com alguma frequência –, convenço-me da resistência desse gênero literário e até mesmo de sua eternidade. Não importa que os leitores não sejam muitos, mas são tantos os que escrevem e publicam poemas que a sobrevivência da poesia parece estar assegurada mais pelos que produzem que pelos que consomem. Talvez seja um caso único na literatura. Mas antes assim.

A questão da criação a partir do nada é um problema que já intrigava o pensamento antigo. Parmênides sustentava que, do nada, nada po...

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A questão da criação a partir do nada é um problema que já intrigava o pensamento antigo. Parmênides sustentava que, do nada, nada poderia surgir; Platão imaginava um demiurgo ordenando uma matéria já existente; Aristóteles concebia um cosmos eterno.

Admite-se que, em 1810, residia na Parahyba o pai do padre Francisco João de Azevedo, de origem portuguesa, natural da ilha de Miguel. ...

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Admite-se que, em 1810, residia na Parahyba o pai do padre Francisco João de Azevedo, de origem portuguesa, natural da ilha de Miguel. Era piloto, mecânico, agrimensor e especialista em assuntos de artilharia. Foi um dos proprietários da ilha de Stuart, localizada no estuário do rio Paraíba do Norte, pertencente ao município de Santa Rita, PB, onde construiu e explorou salinas e viveiros. Não há informação de que se casara na capital do nosso Estado nem de quantos filhos tivera.

Semiescondida nas profundezas dos penhascos de arenito rosa-vermelho da Jordânia, esculpida diretamente nas rochas do deserto, Petra a...

Semiescondida nas profundezas dos penhascos de arenito rosa-vermelho da Jordânia, esculpida diretamente nas rochas do deserto, Petra atingiu o seu apogeu entre os séculos I a.C. e I d.C.

Houve quem escrevesse, logo depois da Primeira Guerra, a França livre da ocupação nazista e do seu derrotismo, que “Um mundo ganho para...

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Houve quem escrevesse, logo depois da Primeira Guerra, a França livre da ocupação nazista e do seu derrotismo, que “Um mundo ganho para a técnica está perdido para a liberdade”. Pinço a sentença do “Dicionário de Citações”, fruto da santa e generosa paciência de um sábio que escolheu o Brasil da ditadura de Getúlio para respirar a liberdade que faltou nos países detentores dos maiores arsenais bélicos de maior poder catastrófico, o húngaro Paulo Rónai.

O Silêncio do Delator, publicado em 2004 pela A Girafa, é um romance que se ergue como uma espécie de inventário existencial, polític...

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O Silêncio do Delator, publicado em 2004 pela A Girafa, é um romance que se ergue como uma espécie de inventário existencial, político, cultural e afetivo da geração que amadureceu sob o signo turbulento dos anos 1960. A própria fortuna crítica da obra reconhece nela esse esforço de transformar a experiência de uma geração em matéria literária.

Vamos falar de... inteligência? Em suas várias formas. Sim. Assim mesmo. Mas vamos por "bifurcações" explanatórias. Antig...

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Vamos falar de... inteligência? Em suas várias formas. Sim. Assim mesmo. Mas vamos por "bifurcações" explanatórias.

Antigamente se falava em "Photoshop", que dava um melhor aspecto a fotos: por exemplo, apagava rugas, afinava bochechas e por aí afora. Por "antigamente" estamos falando de 3 anos atrás!!! Agora fala-se em "essa foto, com certeza, teve o dedo (???) da inteligência artificial". Até a Princesa de Gales passou por escrutínio e condenação, ao dar um "jeitinho" no que considerou

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