Espera alma querida com confiança e otimismo as negras brumas da noite darão lugar ao abrigo do sol a te clarear Iluminar teus sentidos! Espera, não desfaleças diante dos obstáculos das perseguições infrenes tolhendo teus firmes passos. Descansa, aguarda um pouco recupera as energias a lama negra no poço já dessedentou um dia
Esperança Espera alma querida com confiança e otimismo as negras brumas da noite darão lugar ao abrigo do sol a te clarear Il...
Esperança
Espera alma querida com confiança e otimismo as negras brumas da noite darão lugar ao abrigo do sol a te clarear Iluminar teus sentidos! Espera, não desfaleças diante dos obstáculos das perseguições infrenes tolhendo teus firmes passos. Descansa, aguarda um pouco recupera as energias a lama negra no poço já dessedentou um dia
Trinta anos de casamento, Nicanor pensou em fazer uma surpresa à mulher: – Que tal a gente voltar ao motel em que dormimos juntos pela pri...
A cinta
– Que tal a gente voltar ao motel em que dormimos juntos pela primeira vez?
– Motel?! Que ideia!
– Por que não? Vai ser gostoso relembrar a sensação daquele encontro.
Tanto insistiu, que Matilde terminou concordando. Meio a contragosto, é certo, mas não custava satisfazer esse capricho do marido, que ainda veio com outro:
Em 1938, Neville Chamberlain era o primeiro-ministro britânico. No auge da popularidade, do poder e da influência, ele lutava desesperadam...
Chamberlain, Churchill e um canalha entre eles
Fiz Direito, mas não fiz muito direito. Minha praia sempre foi a literatura, tanto que a lecionei na Universidade Federal da Paraíba, on...
Minha praia sempre foi a literatura
Já escrevi — e muito — sobre o espinhoso assunto da Maternidade. Sim, das delícias e dos sofrimentos solitários do ser mãe e criar filho...
''Modo mãe''
Ao iniciar a segunda metade do século 19, as cidades paraibanas ainda não tinham nenhuma organização urbanística, o que se pode constatar ...
Quando as cidades começaram a se organizar
Hoje tenho 65 anos. A pele quase toda branca do vitiligo. Antes, minha pele era bronzeada. Gostava de ver o seu brilho depois de um dia ...
A troca de pele
A minha geração era assim. Não existia protetor solar e, sim, os bronzeadores. Os importados, então, um sucesso: Rayito de Sol, Coconut e Coppertone. Também havia as misturas caseiras com urucum, óleo de coco e até coca-cola. Estranho, mas tinha gente que passava. Eu não gostava de me lambuzar, mas para entrar na onda passava óleo no corpo, para fazer a marquinha do biquini. Era a sensação! Nunca tive paciência de ficar deitada bronzeando.
Não tive a honra e o prazer de ser aluno do Prof. Flóscolo da Nóbrega. Cheguei a conhecê-lo abatido, magérrimo, mumificado em vida. Logo d...
Humor em sala de aula
Saída da calourada, nossa turma foi recebida pelo inesquecível Prof. Edigardo Soares que andava ereto, postura elegante. Conforme ele mesmo dizia, era por conta de um desvio na coluna. Foi o próprio saudoso Prof. Edigardo Soares que nos contou, num desses saborosos amenos, no recreio, duas passagens antológicas do velho e respeitado Flóscolo da Nóbrega. Este sisudo, reservado, ateu e admirador de Santo Agostinho.
Continuamos nesta semana o assunto das edições anotadas, cuja discussão foi iniciada com o texto da semana passada – “Edições anotadas (Pa...
Edições anotadas (Parte II)
AVESSO Quem é que se esconde no outro lado da porta, na ponta do fino fio, na base da tela opaca? O que é que há na parte opos...
Identidade
Quem é que se esconde no outro lado da porta, na ponta do fino fio, na base da tela opaca? O que é que há na parte oposta da ponte, no extremo do arco-íris, na vértice inversa da corda?
Dona Creusa Pires , de quem tenho o privilégio de ser filho, dizia que o melhor da festa é esperar por ela. Tinha razão. Quando jovens, ...
Quando começa uma viagem?
Alguém aí já teve medo de virar tamanduá? Eu já tive, sim. Tanto eu quanto os meninos da minha geração dados à leitura da revistinha da ...
Quando virávamos tamanduá
Há um lugar em Paris, à beira do Sena, que logo atrai quem o avista, de perto, de longe ou de carro. Fica próximo ao Louvre, precisament...
Viva a liberdade!
Reaberta a biblioteca, dobro a última curva dos vagares pela praça coberta do Espaço Cultural e desço a rampa que nos introduz no univ...
Biblioteca Juarez Batista
De cara, na entrada, a inscrição com o nome de Juarez da Gama Batista. Merecidíssima. Poucos se dedicaram, se serviram e se deram tanto ao livro. E fora D. Lygia, a esposa, e as filhas e filhos, ninguém dos ainda vivos testemunha mais remotamente essa paixão do que o caboclo que ele veio conhecer num incidente de revisão.
De minha janela vejo apodrecer a juventude... De aqui miro, em foco, o cair do corpo sem alma. Sem o ouvir do Belo, o organismo fenec...
Inexcedível dom
Nonato Guedes é um jornalista completo. Ele não treme diante do papel em branco. Tem um texto primoroso e escreve como quem toma água, se...
Nonato: um jornalista de verdade
Às vésperas das eleições gerais mais importantes das últimas décadas, relembro momentos em que atuamos juntos, em clima de alta pressão.
Vinte e quatro de abril de 1984, votação da PEC 05/83, a conhecida Emenda Dante de Oliveira, que decidiria sobre o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República.
1992: eu disse à Ione que estava na hora de visitar meu pai: - Está com 87. E o encontrei de cama. Não aceitou que o levasse a um mé...
Meu enigmático pai
eu disse à Ione que estava na hora de visitar meu pai:
- Está com 87.
E o encontrei de cama. Não aceitou que o levasse a um médico, nem que lhe trouxesse um.
Morreria uma semana depois.
Mas conversamos bastante, naquela derradeira ocasião. Em certo momento, pediu-me que lesse em voz alta, para ele, o poema “Se”, o “If” de Rudyard Kipling, que havia na tradução de Guilherme de Almeida, ... do Tesouro da Juventude – coleção que fora minha e deixara para ele.
O livro O Homem que Plantava Árvores do escritor francês Jean Giono , uma fábula sobre a preservação do meio ambiente, é compos...
Hermano, Burle Marx e o verde
Colírio que tece o dia Olhos cítricos, preguiçosos, em pelo de mel, um deixar-se estar na paz dos meninos de Liverpool (o que não s...
Colírio que tece o dia
Olhos cítricos, preguiçosos, em pelo de mel, um deixar-se estar na paz dos meninos de Liverpool (o que não se percebe é a arte dos felinos) ((Na redoma do que se denomina casa, tem um humano que me serve e eu lhe devolvo a percepção do sublime arbítrio )) E os Beatles, são um retrato dentro da vida que se persegue no tardar dos dias, Um algo que pulsa e cintila os tons do que se propõe eterno.

























